A PAIXÃO NACIONAL

Futebol nunca foi meu esporte preferido, por vários motivos. O primeiro é que minha criação na infância privilegiava outros aspectos da cultura em que estamos inseridos. Isso pode soar preconceituoso, mas enquanto a molecada estava descalça na rua sem fazer nada, batendo bola em campinho sujo eu estudava desenho, e me preparava pra um futuro incerto, mas que certamente teria algo na bagagem. Brinquei muito quando criança, mas não desperdiçava o tempo correndo atrás de bola.

A explicação para essa falta de interesse pelo esporte nacional venha talvez do pai, que adorava todo e qualquer jogo de várzea que encontrasse na TV. Jogou bola até os quarenta e poucos anos, quando as crises de gota o impediram de continuar. O primogênito seguiu seus passos, e tudo quanto era joguinho idiota tava lá o magrelão de uniforme.

O cumulo maior foi minha mãe, também fanática por futebol comprar uniforme mirim da Ponte Preta (nosso timão aqui de Campinas) para entrar de mãos dadas com os jogadores antes da partida. Humilhante!
Atletas milionários aos quais crianças se espelham, querem ser iguais na vida adulta. Mas um Adriano que é detido alcoolizado se nega a fazer teste de bafômetro, paga 900,00 e vai pra casa ileso é um ótimo exemplo!!!

Não me importo com nada que acontece no mundo futebolístico. Acho perda de tempo parar minha vida pra ver as proezas do Neimar, muito menos Ronaldos gordos, dentuços, cabeludos. Pelé pode ter sido o rei, mas não agrada. Hoje, velho, acha que pode dar exemplo de bom homem. Como o brasileiro tem memoria curta, esquece das bobagens feitas num passado recente. Mas como também não to aqui pra julgar ninguém, deixa o Pelé cantando sua musiquinha do ABC...e tchau.

Sou um nerd? Sei lá. Só não curto futebol...rs

Abração a todos...e boa quarta-feira.

5 comentários:

Karina disse...

Bem, Rafael!
Acho que tem gosto pra tudo nessa vida. Eu mesma já gostei mais de futebol, mas isso não significa dizer que eu tenha adoração por jogadores, até porque considero um absurdo o que recebem, desmerecendo profissionais mais importantes para a sociedade. De toda forma, ainda me lembro da primeira vez que fui ao Maracanã para assistir Flamento x Vasco (e ainda ver o meu time ganhar): foi realmente emocionante! Sobre futebol, acho ainda que é possível conciliar as paixões e que cada um tem a sua, cabendo a nós respeitar. Um beijo, Karina.

Paulo Braccini disse...

odeio este tal de futebol ... mas adoro correr atrás das bolas ... rs

bjux

;-)

Arsênico disse...

Nunca gostei de futebol também... as aulas de educação física na escola era uma tortura! Será que esse meu nojo do esporte tem a ver com o fato de eu ser gay? Sei lá! Nem estou interessado em saber também! Rsrsrs...

***

aBraço!

;-D

Antonio de Castro disse...

e eu achando q vc só ia falar de bunda de mulata.

Lobo disse...

Nossa, como eu ODEIO futebol. Todo jogo, podia cair uma bomba no estádio pra matar jogadores, técnicos, torcida, tudo de uma vez só.
Ia ser uma benção...