ESSES ME ENTENDEM

OHHH CRIDEEEE, CHAMA A MÃE!!!!

Na década de 80, a banda Titãs dizia que a televisão havia deixado o irmão de Cride burro demais!!! Pois eu digo que não. A Televisão da década de 80 era muito boa, com conteúdo e qualidade. O que na verdade nos deixou burros, foi às internet.

Adoro esse meio de comunicação, mas sou obrigado a dizer que é uma ferramenta que emburrece o grande publico. Ao mesmo tempo em que temos acesso a milhões, bilhões de informações, temos também a preguiça de ler, de nos informarmos com conteúdo de valor.  Outro dia me peguei procurando uma receita de doce de abóbora na internet, por pura preguiça de vasculhar o arquivo ( vasto ) que tenho em casa. Um exemplo simples, mas que reflete a incapacidade que exercemos hoje de buscar conteúdos na literatura escrita, dentro de casa.

A percepção do publico está tão empobrecida e incapaz que vejo pessoas falando que a nova novela das 6 “ meu pedacinho de chão” é chata e sem graça. Aquilo é uma obra prima da teledramaturgia. Um produto maravilhoso, artesanal, dado as mãos de profissionais do mais alto gabarito, de cenógrafos a atores, com um texto de alguém que é reconhecidamente um dos melhores autores da teledramaturgia nacional. Então por que o publico reage mal? Por que não quer mais lirismo, quer putaria embaixo de edredons, lesbicas se pegando em festas regadas a álcool. O BBB atrai mais atenção do que um produto poético como a novela das 6.

Nessa onda de falta de informação generalizada, me pego mais uma vez decepcionado com ídolos que simpatizava. Superstar ( novo programa de musica da Globo) colocou três nomes que circulam no topo da pirâmide musical do pais, Ivete, Fabio Jr. e Dinho Ouro Preto. A falta de capacidade deles é tanta que reconheço Claudia Leite como uma pensadora, assim como Valeska. São inertes, são dispensáveis no programa. Ontem ( domingo) me constrangi com a parcimônia de comentários, com a inabilidade de julgarem. Não é por que estão ao vivo na frente das câmeras. Ivete adora um holofote para fazer suas micagens. Fabio Jr. idem, para ele quanto mais luzes acendem, mais chances de balançar seus mullets  anos 80. Dinho? Desse eu tenho medo, com aqueles olhos arregalados e prostrados.

Já partindo para o humor, o programa de Adnet, que ainda não consegui decorar o nome, é simplesmente sensacional. O único inconveniente é o horário. Às vezes penso que a Globo faz questão de ferrar a carreira do cara. Mesmo assim, tudo o que ele e Marcius Melhem mostraram foi de altíssimo bom gosto, bem diferente do que o pânico anda fazendo. Eu que sempre gostei do humor jovem e irreverente deles, confesso que tenho me sentido enojado com as piadas sem graça e o modo grosseiro com que tratam as celebridades. Visto a cadela que colocaram no lugar de Sabrina Sato. Não precisava dessa baixaria.

Nesse meio de campo ainda encontramos Silvio Santos, dono de uma excentricidade caquética, destilando veneno em piadinhas mal intencionadas para seus artistas da casa. A impressão que tenho, é que são obrigados por contrato a serem humilhados pelo Patrão nos dominicais. Silvio Santos está virando um Chico Anisyo E Carlos Alberto de Nóbrega, dando emprego a um bando de figuras mumificadas como aquela coisa horrorosa chamada “Flor”. Desculpem, mas aquilo deveria estar em algum filme de zumbis.

Infelizmente tenho tido pouco tempo pra me dedicar à leitura, algo que gosto muito, e sempre que me afasto desse habito que julgo tão saldável como escovar os dentes, acabo por me sentir emburrecido. Terei que gritar ao meu irmão Dorfo, fala pra mãe, que a internet ta me deixando muito burro, muito burro demais!!!

Abração e boa semana a todos.


QUEM MERECE SER ESTUPRADO?

Já alguns dias venho escutando a respeito dessa palhaçada de pesquisa que indica ser a mulher a culpada pelo estupro em 58% da opinião nacional. Manifestei-me e escutei de pessoas com nível intelectual alto, com boa formação familiar e cultural que realmente a insinuação com roupas curtas e bla bla bla, podem gerar o estupro.

Gostaria que esse mundo parasse pra eu descer. Não quero fazer parte de uma sociedade que age e tem pensamentos dessa natureza. Mas ao ler o absurdo que um rapaz postou no facebook senti necessidade de expor minha opinião.

Este ser ignóbil, essa mula que fiz questão de não identificar por que certamente é uma parasita da sociedade não entende o que é “escolha”, liberdade de querer ou não alguma coisa. Fala-se tanto do período da ditadura por esses dias e sobre a censura imposta a força. Sabe-se o quanto é cruel ter que concordar e aceitar aquilo que não é de direito, situações as quais não se comunga a opinião, então pense ( a resposta pra esse verme acima) o que tem a ver uma coisa com a outra? Uma mulher não é obrigada a ceder, a se abrir para um homem sem vontade, muito menos a força. Não há prazer naquilo que não é consentido.

O estupro marital, ou aquele cometido na rua, por sujeitos imundos e doentes tem o mesmo peso. Não se força ninguém a nada, muito menos a um ato de intimidade extrema como sexo. Sempre pensei que isso fosse algo claro na sociedade. Na minha concepção o estupro não tem causador, não há um agente provocativo que gera o ato. Há um doente, um psicótico, um esquizofrênico que entende que pode pegar aquilo que ele quer quando bem entender e de quem for. Não, não...não é assim! Meu Deus, será que é tão difícil das pessoas compreenderem que uma mulher seja da forma como estiver vestida não é culpada por essa violência? Há um grande índice de estupro nos países muçulmanos onde as mulheres se vestem de burca, e aí? Expliquem a exposição da figura!
e duas pessoas curtiram essa infâmia.

Os jovens de hoje se sentem ultrajados quando alguém invade seu espaço virtual, lhes roubam senhas, publicam fotos ou vídeos ( que eles por ingenuidade maliciosa) tiraram. O que dirão de uma irmã, mãe, namorada que foi violentada, machucada, aviltada na sua moral e caráter? Um estupro não se apaga não se tira da cabeça com rivotril. Um estupro é uma marca que a mulher carrega por uma vida inteira. E o que dirão daquelas que contraem doenças através desse absurdo, das que engravidam? É muito simples julgar e condenar. O problema na casa dos outros, é problema dos outros.

As mulheres não são culpadas pelo estupro, sejam elas donas de casa, universitárias, dançarinas de funk ou até mesmo prostitutas. Não se força, não se tira de alguém aquilo que ela por livre e espontânea vontade pode oferecer a quem achar de direito

Definitivamente me assusta saber que vivemos num pais com mentalidade assim. Chora-se pelos mortos da ditadura, mas não se contabiliza as mortes causadas pelos “comunistas”. Impõe às mulheres a culpa pelo estupro! Bandidos mudam o código penal para se beneficiarem. Às vezes eu me sinto falando ao vento, chovendo no molhado...


Só posso pedir uma coisa: que Deus me proteja!

A HISTÓRIA DAS FREIRINHAS MÁS

Não preciso ficar me repetindo ao dizer que nasci e fui criado católico e assim irei até o fim dos meus dias, mas também não posso deixar de criticar a instituição que me apresentou Deus, de uma forma errada, quem sabe? Isso só a história futura poderá dizer sim ou não.

Assisti Philomena, drama Irlandês com cara de filme inglês, falado no sotaque britânico que adoro, com irretocável atuação de Judy Dench. Porem já adianto que Meryl Streep está melhor e merece o Oscar mais que Judy.

O filme mostra a busca de uma mulher pelo filho tirado de seus braços ainda pequeno e dado à adoção. Fiquem tranquilos por que não contarei nada sobre o filme, apenas o obvio, a criança foi tirada por freiras que a acolheram gravida e daí pra frente se desenrola a trama.

Não é segredo que países de maioria católica têm seus conventos espalhados por todo território e neles as freiras buscam ajudar aos necessitados como forma de “trabalho” e abnegação de sua vida pessoal. De algumas décadas pra cá a imprensa tornou-se aliada dos injustiçados, basta correr até eles e contar sua história que a justiça logo surge, a favor ou contra, resolvendo ou não, mas mostrando publicamente as mazelas escondidas sobre os hábitos e batinas. Tudo bem que ainda em pleno século XXI a igreja banaliza a pedofilia como um mero transtorno de personalidade de seus padres abusivos. Mas Philomena traz a tona algo muito pior.

O Brasil também esconde segredos em seus conventos e mosteiros. Segredos que aos meus olhos são pecados muito mais graves do que os cometidos por fieis que buscam ajuda. Sei de histórias cabeludas contadas por minha avó, fatos ocorridos há 60, talvez 70 anos atrás. A igreja hoje ainda tem o poder de esconder e tapar o sol com a peneira imagine o que faziam no passado em pleno autoritarismo e prepotência dos que serviam a Deus. Isso está estampado em Philomena, através da incapacidade de sentimentos das freiras que a acolheram.

Antigamente quando uma filha dava um “mau passo” era comum às famílias esconde-la em conventos até que o fruto do pecado nascesse. Muitas morriam por que as “benevolentes” freiras as deixavam a mingua, e os partos eram feitos no grito, sem anestesias, analgésicos ou o que precisassem para um conforto pós parto. Não é de se estranhar que grandes quantidades de meninas morriam junto de seus bebes. A explicação para isso? A vontade de Deus.

Muitos reclamam que os evangélicos usam o nome de Deus para encobrir suas falcatruas, mas a igreja católica também o faz. O que Philomena mostra são freiras amarguradas, más, que julgam-se acima das leis humanas e divina. E isso não é particular da Irlanda do passado, o Brasil também teve suas madres superioras carrascas que falavam em nome de Deus e condenavam mocinhas inocentes, entregues por famílias soberbas para esconder uma vergonha que lhes tenha abatido. Meu pai apanhava de padres no colégio, assim como tantos outros de sua idade. Ele ainda era um bom menino, os mais peraltas levavam surras absurdas das mãos de homens que consagravam hóstias antes das missas. Que mãos podem ministrar o mais precioso item da igreja ( corpo de Cristo) e ao mesmo tempo violar a honra de garotos espancando-os ou molestando. Isso desculpe os mais fervorosos, é inadmissível.

Talvez em pleno 2014 tudo seja mais leve dentro das instituições de ensino e abrigo católicos. Vivemos a era das denuncias então segurem as mãos padres e freiras, por que os pais não admitem mais que espanquem suas crianças. E o passado? Esse fica lá guardado, marcado na carne de quem sofreu algum tipo de violência. A personagem Philomena é uma pacata senhora de 70 anos vitima da incapacidade de sentimentos de freiras amarguradas, invejosas e sovinas. E não é ficção, é uma história real, como de tantas milhares espalhadas por aí.
Judy Dench e a verdadeira Philomena Lee

Boa semana a todos.


NOVIDADES VENHAM A MIM !!!

A imensidão continental do nosso país é algo que me encanta os olhos. Nossa cultura é dividida, regionalizada, setorizada, transborda personalidade num quebra cabeças que não se encaixa. Aposto que os sulistas que dançam a bombacha acham o axé ou o Funk coisas do demônio, assim como os paulistas jamais conseguirão dançar o frevo.

Nas minhas andanças por internet atento ao que existe de novidades ( muitas nem tanto) me deparo com uma criatividade e até posso dizer “bom gosto” em alguns estilos musicais, bandas e cantores novos que deixam Bethânia e o seu “não me toque em mim” como dinossauros da musica brasileiro.

Adoro nossa MPB ( nisso incluo todos os estilos, por que nada mais são do que musica popular brasileira), recheada de sapatões ou homens de sexualidade ambígua, que usam calças apertadas, dizem comer todas por aí, mas aparecem de sobrancelhas feitas e corpo lipoaspirados com silhueta de Thalia. Mas não estou aqui para falar das peculiaridades dos personagens musicais e sim o que produzem.

Zezé de Camargo tornou-se um chato. Vi um show ano passado no Credicard Hall e fiquei impressionado com a pouca capacidade vocal do cantor. Não é mais o mesmo. Maria Bethânia a quem admirava fervorosamente, tornou-se uma velha chata, com problemas de toque ( não deixa encostem nela), e assim vai, Gilberto Gil e sua caducidade, Claudia Leite e sua breguice marcada na pele, Preta Gil, Gal Costa e a gralha que se instalou em sua garganta e muitos outros ídolos que evoluíram mal.

Mas na contra maré acho um vídeo de três meninas negras, criadas na favela do Vidigal, com roupas que parecem tiradas do guarda roupas da mãe piriguete e que fazem um som ótimo, uma batida empolgante numa letra escrita talvez no fundão da classe da 8º sério do noturno. As Pearls Negras são ótimas, e suas caras de “Divas” como se fala por ai convence e muito.


Outro grupo que me faz rir e seria pouco aceita há 30 anos é a “Banda Uó”, composta por dois gays assumidos e se não me engano uma transexual vocalista. Nada mais século XXI que isso. Nada contra, alias, tudo a favor, por que as musicas não são clássicos do Roberto Carlos, mas tem letras engraçadas numa melodia empolgante.


Me rendo até a Valesca Popozuda. Não ouço sua musica, nem sei o que canta ( as letras das musicas, por que sei que é funk), mas curto sua personalidade. O Brasil das mulheres frentistas que acordam as 5:30 da matina chegando ao topo do sucesso. Um lugar ao sol para todos.


Me cansa saber que a indústria fonográfica do Brasil privilegia meia dúzia de sebosos ao invés de buscar o que realmente tem de bom por aí. Programas de musicas como o The Voice ou Ídolos que seja, demonstram a capacidade de centenas de jovens talentos, que tem seus parcos 15 minutos de fama e depois voltam ao anonimato enquanto produtores insistem em Luans Santanas da vida.

Já ouvi muito Caetano, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Adriana Calcanhoto, e tantos outros, e tenho sempre a impressão que fazem o mesmo há décadas. A internet é uma fabula, um oásis, um canteiro de obras para novos talentos. E posso dizer uma coisa? Não to nem aí se os clipes são pobres, mal feitos. Em época de carnaval eu não quero saber quem morreu, eu quero é chorar, ou melhor, eu quero é rosetar...rs rs rs


Bom fim de semana a todos.

NÃO FALEM MAL DE MANOEL CARLOS

Estou aqui como advogado de defesa de Manoel Carlos...rs rs rs.

As criticas televisivas caíram de pau em sua nova novela “Em Família” por dizerem não ser verossímil. Uma helena de 39 anos, interpretada por uma atriz de 50 anos não pode! Espera, parem tudo e reflitamos sobre isso.

A TV é como o cinema, uma atriz quando aparentemente tem certa idade não pode ser impedida de interpretar alguns personagens por que sua certidão de nascimento indica que é mais velha. Em “Mamma Mia” , Meryl Strepp interpretou uma mãe solteira de no máximo, digo NO MÁXIMO 40 anos, mãe de Amanda Seyfield que aparentava 17 anos. Todos sabem que Meryl beira os 70 ( tem 65 anos) e não houve quem dissesse que ela era muito velha para cantar musicas do ABBA e saltitar como garotinha pela tela. Por que ela pode?

Por que Julia Lemertz não pode ser uma mulher de 39 anos? O publico brasileiro se julga hoje o melhor critico de novelas que existe só que deixam de lado o principal de uma trama: O texto. E isso Manoel Carlos tem de sobra. Texto bom, com diálogos criveis, sem bordões ou ataques de estrelismos. Não é um autor que se mete na mídia para criticar outros ( como as tias velhas Walcy Carrasco e Agnaldo Silva). Ele escreve, e o faz muito bem.

Acho excelentes as escalações de Julia e Bruna. São parecidas, tem o mesmo jeito e convencem como mãe e filha. Gabriel Braga Nunes e Guilherme Leicam também. Ambos tem, o mesmo formato de rosto e os olhos que Maneco faz questão de dar close para mostrar as semelhanças. Mas nem todo o elenco é escalado por ele. Lembre-se que o diretor Jaime Monjardim também se encarregou de buscar atores para compor o staff. Colocaram o que tinham em mãos e disponibilizados pela Globo.

Me desculpem, mas um publico que deu ibope para a ultima novela mega fantástica de Gloria Perez, não tem discernimento para criticar Manoel Carlos. Aquela bazófia de trafico, com um mocinho (velho) bancando mocinho, que morava com a mãe e se dizia: esse cara sou eu, não pode ser comparado a personagens psicologicamente bem construídos como Laerte e Helena.

Manoel Carlos faz bem em escrever sua ultima novela. O publico emburreceu, e por conta disso, obriga a emissora (tudo pelo maldito ibope)  a encurtar capítulos e histórias para acelerar uma mudança na trama que demoraria 15 dias. Tempo necessário para que o telespectador tivesse consciência do que se passava com os personagens. Esse passar de tempo acelerado causou isso. Uma confusão que deveria ser explicado com cartilha. O povo prefere que salguem a santa ceia, mas não coloque um menino com problemas visíveis de autoestima, que transborda uma psicopatia ciumenta alimentada pela mãe que acha que só os outros erram, não seu rebento, por que tem preguiça de pensar. Se o grande publico visse “Precisamos Falar Sobre Kevin” no mínimo diriam que é algo mentiroso, e que aqui no Brasil não existe isso.

Me cansa ver as criticas sobre “Em Familia”. A novela pode vir a ser um fracasso, muitas o são sem que o autor tenha culpa, mas o que não pode é malhar antes de dar tempo para que nos identifiquemos com os personagens. A novela começou há duas semanas. Gloria Perez e Agnaldo Silva mal conseguem explicar seus 150 personagens nesse tempo. O pior, depois os deixa esquecidos em algum canto. Walcyr foi campeão disso em sua ultima novela. Escalou um elenco de musical de Broadway e depois os esqueceu nos cantos da emissora. Muitos atores desapareceram sem deixar vestígios.

Eu confio em Maneco, e se ele quiser escrever a novela só pra mim, estarei todos os dias sentado na sala desfrutando de grandes atuações, por que consigo distinguir um autor bom de outros meramente comerciais.


Só para constar, Janete Clair matava seus mocinhos no ultimo capítulo, se o fizesse hoje, seria demitida pelo publico.

Ótima quinta feira a todos.

MEUS 8 ANOS

Essa semana completei mais uma primavera, mas prefiro dizer que completei mais um verão, por que felizmente aniversario em fevereiro, auge do verão, e este ano pode-se dizer VERÃO COM LETRAS MAIUSCULAS.

Sempre gostei de aniversario, desde pequeno. Tive boas e más comemorações, épocas fartas e de vacas magras. Amigos e nem tanto. Presentes “e” presentes...rs rs rs. Mas o que mais me recordo é da minha infância e das festinhas que minha mãe fazia com tudo aquilo que o personagem do Falabella ridicularizava em Sai de Baixo. Refrigerante caçulinha, bolo com cobertura de gordura vegetal enfeitado com bicos de confeiteiro, sanduichinhos de pão de forma com patê cobertos com pano úmido para não ressecar. Uma época magica que o mais interessante era brincar.

Tenho ótima memória para fatos, datas e acontecimentos. Meu cérebro acumula informações desnecessárias, algo que entendo, mas dificilmente outros compreendem. Dizem ser “memória inútil”. Lembrava-me, por exemplo, de uma cena da novela Agua Viva que revi essa semana, e acabei chorando, não sei se por emoção da cena, ou pela lembrança tão antiga. Lembrança de uma época remota, onde não tínhamos ideia do futuro, alias futuro era o próximo bimestre da escola. E nos últimos tempos choro com muita facilidade. Há explicação pra isso...rs.

Sem dúvida alguma as novelas do passado nos presenteavam com diálogos claríssimos e naturais. Cenas longas, sem cortes, onde obviamente o ator colocava palavras da própria boca, e fazia sentido, por que não deixavam a emoção despencar para o ridículo. Não tinham preocupação com o politicamente correto, com os urubus da mídia, com os oportunistas que assistem não como entretenimento, mas como forma de se apegar a detalhes e usa-los para os 15 minutos de fama ( como a capivara ignóbil de um pastor que quer processar a Globo pelo beijo de Felix e Niko).

Agua Viva é uma novela de Gilberto Braga com colaboração de Manoel Carlos. Quer algo mais suntuoso que isso? Retrata um Rio de Janeiro quase Rodrigueano, com suas socialites artificiais gastando suas fortunas com viagens e ostentações que o governo militar proporcionou a alguns. Mas tudo bem é histórico ver o surgimento do topless, da ideologia de que estudando é que se consegue algo na vida. De filhinhas de papai caindo em si que só o dinheiro e a herança não bastavam para ser alguém. E se tudo isso não interessar, ver atores no auge da juventude vale a pena. E ainda assim, se não interessar, tem Tônia Carreiro e Beatriz Segall para encantar.

Tinha exatos 8 anos nos primórdios de 1981, quando a trama foi ao ar. Lembro claramente da história, e revê-la é um prazer que poucos compreendem. E se não bastasse o deleite que é ver o texto de Gilberto Braga sendo bem interpretado ( no meu ponto de vista o melhor texto de novelas que existe, seguido de Manoel Carlos) a trilha sonora é sensacional.

Por coincidência quando fiz 8 anos ( ahhh que saudade eu tenho da aurora da minha vida...)minha mãe fez daquelas festinhas que costumava organizar e chamou toda molecada da rua. Tinha sempre em mente que festa de criança é de criança apenas, adultos não eram bem vindos. Naquele ano ganhei um jogo de palitos, um tênis bamba do superman e uma dúzia ( ou mais ) de cuecas de náilon que me assavam o bingulim. Obviamente não pude usa-las, mas guardei apenas uma, que na frente tinha uma formiguinha musculosa erguendo halteres.

Deixei o vídeo com a cena em que Reginaldo Farias conta a Isabela Garcia que é seu pai biológico. Vale a pena ver a capacidade cênica dela, com trilha sonora mega dramática.




abraço a todos e ótimo fim de semana

OSCAR DE MELHOR ATOR:MATEUS SOLANO, COADJUVANTE: ANTONIO FAGUNDES

Não poderia depois do ultimo post deixar de comentar o frisson do fim de semana após o termino da novela mais longa dos últimos anos e o tão  esperado beijo.

Retrocedamos a 1951. Bem, não era nascido nessa época, e nem meus pais tinham intenções de filhos, já que nem se conheciam, mas sei que foi exatamente nessa época que a atriz  Vida Alves e o ator Walter Foster deram o primeiro beijo da televisão brasileira. Imagino o puritanismo hipócrita da época dizendo que isso era uma afronta a moral e os bons costumes da família brasileira. Bla bla bla...

Tanto tempo depois um beijo, um único beijo, a demonstração maior de carinho e amor entre seres humanos volta a comover e ser tema de todas as rodinhas de papo Brasil a fora.
Certamente em 1951 disseram: depois do beijo o que mais irão apresentar? Sexo na TV?

Infelizmente acertou quem disse isso. Hoje o sexo está tão banalizado e sem romantismo na TV aberta que me preocupa se amanhã o beijo gay não tome outras proporções que façam com que toda a luta pela igualdade de escolhas venha a se perder. Claro que a Globo irá se manter distante de apelações, mas o que farão emissoras como REDE TV agora que o caminho foi aberto e a perceptível aceitação do telespectador surpreendeu até os mais preconceituoso do pais?

Antigamente uma cena de sexo era bem construída, sugerida não mostrada. Hoje vemos vídeos de sexo explicito em locais como o BBB. Já haviam circulado imagens de edições passadas, e nessa não esta diferente, já se ouve gemidos e bate coxa sob edredons. Sinceramente, não vejo necessidade de esse povo apelar assim. Por isso a cada ano me desinteresso mais pelo programa. Mas isso é outra história, voltemos ao foco do post.

Walcyr Carrasco não é um grande autor. Me rendo a sua capacidade de esticar uma trama a pedido da emissora quando já se tinha uma sinopse construída. Ponto para ele. Ter que inventar história do nada e agradar a milhões é uma tarefa difícil. Dificílima como diria Valdirene. Mas a sorte estava do seu lado e sem querer criou o melhor e mais inesperado casal da década. Felix e Niko. E quem diria, com a torcida nacional para que ficassem juntos no final da novela!

Uma evolução? Não sei ainda. Mas Walcyr, seus diretores e o talento inigualável de Mateus Solano fizeram com que o tão esperado beijo soasse de forma poética e natural, que ouvi rojões em casa após a cena. Mas não achem os garotinhos imberbes ( gays) que por que a novela mostrou o beijo que podem em praça de alimentação de shopping se atracar com seu namoradinho. A sociedade não vê e não verá com bons olhos a intimidade de casais do mesmo sexo com naturalidade. Esse beijo foi apenas a cutucada com a ponta do dedão do pé na agua gelada da piscina. É um teste, que no caso deu certo para Globo.
nem aqui podem beijar, viu!!!

Deu tão certo que de sexta a domingo não se falou em outra coisa. Exploração do produto interno. A Globo sabe fazer isso.
Mas as pessoas falam tanto de beijo gay. A mesma Vida Alves, aquela do primeiro beijo da TV, também nos primórdios de 1964 tascou uma bitoca em outra mulher. O beijo gay já tinha sido dado há 50 anos...rs rs rs.

Mais do que o beijo de Niko e Félix, “Amor a Vida” mostrou uma das cenas mais lindas e comoventes desde a morte de Santinha em  Renascer. Antônio Fagundes no alto do seu talento comoveu pais inteiro e nos levou as lagrimas ao reconhecer o “filho” que ele tanto desprezou. Mas precisou estar no fundo do poço, sem perspectivas de mais nada na vida para isso? O certo, desculpem, era Cesar ter enxergado Felix no apogeu da sua trajetória. Bem, digamos que é melhor tarde do que nunca!



Ótima semana a todos.


MATEUS SOLANO MERECE UM BEIJO

A Globo vem adiando o tal beijo gay por mais de uma década, desde que em” A Próxima Vitima” um casal homossexual se declarou em frente as câmeras, depois disso Bruno Gagliasso chegou perto dos lábios do companheiro de cena, e tudo ao som estridente de conservadores que viam uma obscenidade prestes a acontecer. Até então, centenas de gays caricatos, com rabo de pavão e afeminados marcaram presença nas telenovelas. Houve apenas um personagem que tenha levantado à discussão antes de tudo, lá nos confins de 1982, quando ainda cheirávamos a resquícios da ditadora. Dennis Carvalho numa das melhores novelas de Gilberto Braga ( Brilhante) , filho de Fernanda Montenegro ( nunca mais esqueci o nome da personagem Chica Newman) não se declara, mas o assunto vem à tona quando a mãe tenta casa-lo de toda forma com Renata Sorrah para suprimir sua homossexualidade. Talvez tenha sido a primeira vez que levantaram a bandeira da cura gay. Obviamente ela não consegue e o personagem embarca para o exterior, para longe da mãe, poder viver sua vida naturalmente.

A clara mensagem de que é melhor longe, do que aos olhos da sociedade. O pior é que presenciei isso, vi uma família de classe média alta, todos formados, e muito bem, mandarem o filho caçula para o país de origem ( de onde vinha o sobrenome pomposo)  e depois “deposita-lo” em São Paulo para que não ostentasse sua “BICHICE” bem camuflada entre familiares e amigos.

A novela de Walcyr Carrasco é um pastelão, como já mencionei aqui em post anterior, mas talvez a que melhor representou o gay na história da teledramaturgia da Globo. Isso só foi possível por que Mateus Solano deu vida ao personagem. Duvido que outro conseguisse tamanha façanha com um texto tão pobre como o de Walcyr. Até os bordões de Zorra Total ficaram bem na voz de Mateus. Um filho renegado, vivendo no liame da mau caretice, sem pudores, sem regras, sem escrúpulos e caráter. Um produto criado por um pai machão que se achava o dono da cocada preta. Através de um discurso paupérrimo Walcyr conseguiu imprimir uma verdade. Não existem apenas gays bonzinhos, que são discriminados e choram no chuveiro como em clipe de Tony Braxton. O preconceito e a alienação a que são atirados deturpam o caráter. Felix era um rapaz que não sabia o que significava AMOR. Nem a mãe, que o deixou exercer sua “viadagem” escolhendo roupas, joias e sapatos lhe deu amor. Apenas fechou os olhos para um casamento arrumado ( o mesmo que Chica Newman tentou  com filho), e como existem centenas e centenas por aí. Como já ouvi de uma empresaria bem sucedida de Campinas: prefiro um filho drogado a gay. Felix se redimiu quando encarou o amor despretensioso de Tetê para-choque para-lama. A impressão que a homossexualidade de Felix é pintada com pinceis de aquarela, leves e delicados. Mesmo assim repercutiu nos lares e a discussão se fez presente. O povo acostumou a conviver com um gay dentro de casa, e as mães passaram a olhar os seus meninos tentando achar neles vestígios de Felix.

O beijo não sairá. A Globo tem patrocinadores que não querem seus produtos vinculados a dois homens que se beijam em rede nacional. Pode sim vincular leite, sabonete, carros de luxo, margarina a uma personagem inescrupulosa, que mata,rouba, sequestra, abandona um incapaz, droga o marido, esfaqueia o amante, dissimula, ri e ainda assim está acima dos gays que se amam de verdade e respeitosamente.

Amor a Vida ( que deveria ter o titulo original escolhido e abandonado: Em nome do Pai) vai encerrar sua trajetória longa e cansativa nesta sexta feira com o filho gay cuidando do pai retorcido por um AVC. Obvio que Cesar se renderá ao filho e pedirá desculpas para que a sociedade entenda que é “feio, mal e bobo” discriminar um menino que gosta de meninos. Tão infantil quanto Valdirene ser inteligência pura e dificílima.

Walcyr é infantil, assim como suas tramas. O beijo entre homens virá um dia ( achei sinceramente que Walcyr teria coragem) talvez quando Gilberto Braga volte novamente às novelas. O único capaz, com coragem e texto perfeito para mostrar ao brasileiro que hipocrisia se aprende em casa e na escola, mas que é errado, e quem tem telhado de vidro, que guarde suas pedras e não as atire em telhados alheios.


Boa quarta a todos...

A TARA DO VIZINHO É SEMPRE PECADO...

Retomando os trabalhos em 2014. Ya estoy de vuelta!!!

O primeiro post merecia um diário de férias, mas como já estou velho pra isso, vou apenas dizer que esse recesso foi preenchido com muitos filmes, livros e diversão honesta de gente grande...rs.

Quero iniciar falando sobre “Ninfomaníca” o tão falado filme de Lars Von Tries que ganhou cômicos pôsteres brasileiros, que reproduzo durante o texto, por que acho muito mais engraçado que os originais.

Para quem ainda não assistiu, fiquem tranquilos, por que não costumo contar filmes e desfechos. Acho falta de respeito por que sempre há aquele que não sabe da história e acaba perdendo o interesse quando alguém bate com a língua nos dentes.

Mas o título já diz tudo. Ninfomania não precisa ser descrita, nem verbalizada, todos entendem o que significa. Vendo a personagem principal, alias uma belíssima atuação da atriz Stacy Martin, que se entrega sem pudores as mãos de Lars, entendi muito mais do que apenas a sua necessidade física. A Ninfomania, no meu ponto de vista, é  uma psicopatia presente em outras esferas humanas. A necessidade da satisfação sexual engloba inúmeros outros problemas de ordem pessoal que torna difícil estabelecer a condenação a mulher “vitima” dessa penúria.

Nunca conheci uma ninfomaníaca, nem soube de alguém que tivesse problemas parecidos. Mas conheço outro tipo de ninfomaníaco ( vou generalizar o título), aquele que não consegue ser feliz. Apesar de uma vida ótima, financeira, emocional, familiar, o sujeito não consegue se sentir feliz. Não há nunca uma satisfação pela conquista. Falta sempre algo, e essa busca é psicótica. Destroem  quem está por perto, alienam o cônjuge, subjugam a capacidade dos filhos e assim minam tudo o que possa parecer “felicidade”. Um dia as pessoas em volta percebem, se desacorrentam e somem. Muitas vezes digo: tem que saber a história do velho no asilo para entender o porquê do abandono. O ser humano não é tão solidário como pensamos.

A personagem principal de Lars clama: eu não sinto nada, eu não sinto nada!!! Pois existem pessoas que realmente não sentem nada. Para quem leu “mentes perigosas” da Ana Beatriz entende e associa a frase “não sentir nada” com muitas pessoas ao nosso redor. Ninfomania é um tipo de psicopatia sim (que me perdoem os psicanalistas) por estar associando uma coisa a outra sem estudo especifico, mas me vem a mente exatamente esse tipo de conclusão. A Ninfomaníaca está preocupada única e exclusivamente com ela. Não se importa com quem a está servindo sexualmente. Aliás, a necessidade de vários parceiros explica muito bem essa carência. Muito parecido com o que fazem os jovens de hoje em balada. “Pegam” várias, e não se prendem a nada e ninguém.

Todos temos, talvez, uma ninfomania dentro de nós. Maridos não são suficientes para algumas esposas e vice versa. O que difere é o senso de moral que impede de sair por ai procurando parceiros em cada esquina. Não colocamos o sexo em primeiro plano como a pessoa acometida do mal, mas sabemos da frustração da vizinha, da prima, da irmã e muitas vezes da mãe que respeitosamente a transformamos num ser assexuado.

O sexo faz parte da vida, e acho que estamos numa era em que se pode tranquilamente discutir as insatisfações da cama com o parceiro, antes que o padeiro ou o leiteiro faça às vezes...rs.

O brasileiro não dialoga, não tem o costume de conversar. O homem quer: cerveja, mulher e futebol. Elas querem: cartão de credito, uma cintura enxuta e filhos que não deem trabalho. Quando se deparam com alguém bem resolvido sexualmente imediatamente a excluem do grupo. Ninguém quer ver o sorriso de satisfação e alegria estampado no rosto alheio!

Menos conversa e mais calcinhas e cuecas no chão.

Abração e ótima semana pra todos.

UM ÓTIMO NATAL

Que tenhamos fé no amanhã. Que possamos ter um ano melhor com mais perspectivas de felicidade. O futuro renasce a cada manhã, e isso me faz crer que 2014 será, sem dúvida, um ano melhor, para mim, e para todos nós.



Feliz Natal...

NOS VEMOS EM 2014

DIVERTICS O CARAI, O NOME DAQUILO É CHATICS

O Brasil hoje é um grande e velho país de ranzinzas. Não há mais humor, brincadeiras ou o que quer seja que arranque gargalhadas em frente à TV como há 30 anos.

Quando surgiu a TV Pirata, ainda se podia fazer piada de tudo e isso fez com que tivéssemos a maior guinada humorística da década. Dali pra cá tudo mudaria, pra pior. Com o passar do tempo e as pseudo leis criadas para proteger credos, etnias e menos favorecidos acabamos com a graça que nos fazia rir.

Hoje qualquer piadinha infame atinge um determinado grupo que encrespa e sai pra cima querendo justiça e o melhor de tudo “indenizações”. Mercenários hipócritas que se ofendem a toa. Isso engessou o humor do brasileiro. Tudo que se faz na TV aberta é politicamente correto, ao ponto de ser chato. Não há mais piadas de duplo sentido, não se brinca mais com gays, negros, japoneses, portugueses, loiras, ou qualquer tipo de pessoa ou grupo que encabeçavam as anedotas do século passado. Nosso humor não atravessou o século XXI.

Por isso vê-se hoje humorísticos como o de estreia na Globo ontem, o tal “Divertix”. Não sei onde buscaram o nome, mas de diversão aquilo não tem nada. Programa chato, com piadinhas curtas e sem graça, sempre voltadas para um humor infantil e chato. O pior de tudo, Leandro Hassum continua na grade humorística gritando e constrangendo com sua gordice exacerbada transformada em piadas. Ele não muda, ele é um Zorra Total, revestidos de homens de preto que tenta ser Divertix. Ele é chato, ponto e basta.

Após o Fantástico o soberbo Bruno Mazzeo consegue de alguma forma misteriosa criar um programa com grandes estrelas e ao mesmo tempo fazer graça. Não aquela que provoca gargalhadas, mas aquele sorrisinho de que a piada foi inteligente. Mas ele é tão narcisista que em breve também perde a graça.

Sobram os seriados, formula tão americana e tão empurrada goela abaixo para nós que acabamos por nos acostumarmos. Pé na Cova e Tapas e Beijos são ótimos no texto, mas pouco nos fazem rir. Um passatempo honesto para as terças feiras.

Sobram os humorísticos de internet. Hoje uma febre que o pessoal do Portas dos Fundos explora e muito bem. Fala-se palavrão, tratam de assuntos tabus e não estão ligando se existem grupos que se ofendem com as piadas. É humor pra quem quer rir. Infelizmente não cabem na TV aberta, e acredito nem a cabo. Se o grande publico se der conta do que é dito, algum ser inconformado com própria existência dará gritos de preconceito em praça publica. Não demora muito para que forjem atropelamentos como na Rússia para receberem indenizações. Logo logo precisaremos usar câmeras nos automóveis.

O restante da programação humorística da TV é tão irrelevante que não cabe comentários. O piro de tudo que essa censura popular atinge a teledramaturgia. Não pode, por exemplo, mostrar uma arma às sete da noite, enquanto o jornalístico marrom das outras emissoras esfregam corpos esquartejados em horários onde crianças fazem o dever de casa. Não entendo isso. Não se faz piada de nada, mas a violência sim, essa pode ser mostrada na mais dura e fria cara de pau.

Saudades da época em que Mussum tratava-se como pinguço e o humor era honesto. Saudade da época em que uma família de negros tinha preconceito com brancos na TV Pirata. Saudade da época em que se ria com vontade sem se preocupar com o que o vizinho está achando de tudo isso.

Brasil, país de hipócritas....


Abraço e ótima semana.