UM DIA HAVERÁ O ADEUS...

Não sei quanto tempo atrás li esse texto, e por acaso o reli hoje, postado por uma amiga no facebook. É, lamentavelmente, de um autor desconhecido, quem sabe perdido nos milhares de compartilhamentos ou traduções feitas nele. Hoje é de domínio público, e necessário para que todos compreendam o valor de um pai e uma mãe. Algumas pessoas só se dão conta da ausência quando ela se faz presente, por isso acho imprescindível que todos leiam, e ficarei feliz se as palavras tocarem os leitores de forma honesta e verdadeira.




TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI

Não pude deixar de compartilhar... Me emocionei pela verdade no texto, não deixem de ler!

" Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe.

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai.

Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.

Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.

A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:e

— Deixa que eu ajudo.

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.

Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

Embalou o pai de um lado para o outro.

Aninhou o pai.

Acalmou o pai.

E apenas dizia, sussurrado:

— Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. "
(Autor desconhecido)



SE AQUI NÃO EXISTE LEIS, NA INDONÉSIA HÁ.

Retornando os trabalhos em 2015. Gostaria em primeiro lugar desejar a todos um ano com menos tragédias pessoais, com mais saúde, menos dissabores e mais poder de decisões associado a muita grana.

Há centenas de assuntos pipocando por aí, mas quero falar sobre um especifico, assim encerro minha indignação e ponho uma pedra sobre o assunto.

A imprensa ficou rodeando, como mosca varejeira que são, os familiares e quem pudesse falar ou dar detalhes sobre o condenado a morte na Indonésia Marco Archer. De todos os que se manifestaram dentro desse governo podre, corrupto que temos no Brasil a única que parece ter clareza nessa vida é a ex-Ministra dos direitos Humanos Maria do Rosário afirmando que ele e não é um herói, é um traficante,

É assustadora a incapacidade do brasileiro de julgar o certo do errado. O rapaz sai do Brasil com 13 kg de cocaína enfurnados em equipamentos de voo, é preso pelo governo de um país que o Brasil mantem relações diplomáticas e que imprime nos seus tickets de voo que trafico de drogas é passível de condenação à morte e mesmo assim o cara  tenta burlar a segurança, leis e trafica, desculpe não há o que discutir.

Ontem o Fantástico ( que vem melhorando as matérias a cada domingo) mostrou passo a passo o que aconteceu com Archer nos dias que antecederam sua execução. Mostrou ainda a família de outro condenado a morte que espera seu final trágico para os próximos 2 meses. A mãe do seguindo rapaz preso há dez anos alega que o crime do filho não é tão grave, ele não matou ninguém. Minha senhora, eu perdoo suas palavras por que é mãe, e deve ser horrível saber que um filho será executado a tiros num pais distante, mas seu filho É SIM ASSASSINO. Ele não fez o primeiro trafico da vida indo pra Indonésia. Aqui mesmo ele já devia estar envolvido, e a cada grama de cocaína vendida por traficantes uma vida é perdida. São assassinos mascarados, que destroem famílias, deixam crianças órfãs, pais inconsoláveis.

O Fantástico em seguida a reportagem de Archer mostrou os irmãos brasileiros que foram “curtir” no México e acabaram numa grande tragédia. Qual foi o motivo de tudo? Drogas. Então para nossa presidenta que se mostrou “indignada” com a execução de Archer, eu pergunto: Sua hipocrisia é tamanha, que a senhora passa por cima de centenas de milhares de brasileiros, estrangeiros e pessoas do mundo todo que penam por causa de drogas, para se mostrar “legalzinha” para meia dúzia que acreditam que trafico não é crime, ou será que realmente a senhora não acredita que isso seja crime? Me deixou preocupado que a comandante do país se sinta indignada com a condenação de um criminoso.

Não sou a favor da pena de morte, sempre disse isso, mas sou a favor de respeitar as leis que cada pais implanta desde que não seja absurda. Não dá para comparar a pena de morte por trafico na Indonésia com a mutilação de meninas em países da África. Não se pode sair daqui e ir desrespeitar as leis dos vizinhos simplesmente por que sou brasileiro. Se aqui se permite a balburdia de estrangeiros, em outros lugares existem regras. Não se pode entrar na casa de estranhos sentar no sofá e colocar o pé sobre a mesa como se aquilo fosse normal.

Archer errou. Errou consciente. Não há o que reclamar!

Me indigna mais ter uma presidente obtusa do que um criminoso seguir as regras do pais que desrespeitou. O que seria do Cerveró em países com leis rígidas? Aqui o incrível homem que derreteu, vai passar um tempinho nas nababescas instalações da policia federal, depois da um jeitinho e desaparece. Faz uma plastiquinha naquele olho torto, e vive maravilhosamente num pais qualquer que não tenha leis de extradição com o Brasil...simples assim.

Eu gostaria realmente que o Brasil parasse para eu descer...não da mais.

Boa semana a todos.


QUAL O PREÇO DO PERDÃO?

Encerro minhas atividades profissionais hoje. Volto só em 2015. O que fica para trás? Um monte de coisas, mas pelo menos a sensação de tarefa cumprida carrego para o ano que vem, na mochila.

E a vida pessoal?

Vai bem obrigado, alias, melhor do que sempre esperei e desejei. Ótimo!!!

E o que gira em volta, como está?

Péssimo...

Em todos os anos de vida, de natais passados, de espirito de fraternidade pregado pelas religiões, este ano pude sentir e ver as mais abjetas manifestações de desamor. Não sei o que há com o ser humano. Quanto mais passa o tempo, mais ele desce, chafurda, e com o focinho sujo de lama, ergue-o numa manifestação de orgulho pelos atos cometidos.

Tenho característico em mim o perdão fácil. Não odeio as pessoas que me fazem mal, muito menos perco tempo da minha vida desejando que elas se ferrem. Não, não há necessidade. Acredito em algo que a ciência já provou, o mundo é redondo. O cosmo, Deus, a natureza, ou seja lá o que rege esse planeta e nossas vidas, “ELE” se encarrega de mostrar e tirar satisfações no devido tempo.

Aí penso: Natal é época de paz, amor e de darmos aos outros um pouco do que é bom dentro de nós. Essa é a lei maior. Mas não, as pessoas parecem zumbis esfomeados por cérebros passando por cima de tudo e todos. Simplesmente amassam cabeças no asfalto. Nas ultimas semanas presenciei coisas decepcionantes em relação ao ser humano. Talvez por ser uma época sensível. Não me repito, não gosto, mas é bom que deixe claro para que as pessoas entendam o “estar sensível”. Quando se perde alguém de muito importância na vida, as datas mais comemorativas são difíceis, ainda mais quando o tempo não amenizou as feridas.

Tentei colaborar de diversas formas. Dei conselhos, atendi fornecedores desesperados para receber (o que não lhes é devido), tomei partido em algumas situações, fui educado demais para não magoar outros, e no fim conclui que  tudo girava em torno dos outros...nada era para mim.

Então defino o seguinte: esse ano de 2014 foi melhor que o de 2013, fato ( 2013 entra como o pior já vivido por mim até hoje) e nele logo em breve, ali pro dia 31 vou apertar o botão que to esperando faz tempo: o foda-se.

Não que começarei 2015 desapegado de tudo que deixei pra trás, não…apenas entendi que algumas pessoas não valem o sacrifício. Darei prioridade máxima aqueles que agregam, que me trazem beneficies, que gostam de mim gratuitamente. Ano novo será para desapegar de gente que não me respeita, que confundem gentileza com burrice. Ahhhhh, nada como a canseira de um ano difícil para que tiremos a fórceps as mascaras de alguns.

Chega de ser bonzinho com quem não merece. Chega de consideração com quem te olha com desdém. O perdão tem um preço, e sei qual é. Pelo menos hoje compreendo qual esse valor, mas alguns ao redor não enxergam. Fingem de inocentes, mas carregam punhais que são cravados no abraço fraternal. Esses não faço questão de carregar comigo pra um novo ano.

Mesmo assim, com essa lamuria toda de final de temporada, eu continuo crendo que o ser humano não é de todo ruim, ou quem sabe não são todos ruins. Há sim as almas que fazem parte de uma seleta turma de querubins.

Amo o natal. Por mais que sabotem o meu...rs. Amo iniciar um ano novo, mesmo não descansando da forma necessária. Amo as pessoas que me amam, e pra elas desejo tudo que a vida possa criar de fantasia, sonhos e encantamentos, por que sem isso, tudo é escuro, xoxo, e sem nexo.

A todos vocês amigos conhecidos e desconhecidos...um natal sensacional...e 2015 grandioso.

Como de costume, segue abaixo o meu vídeo anual de felicitações.

Abraços e até breve...

NOSTALGIA...

Gosto muito da modernidade, dos avanços tecnológicos, científicos. Aquarianos são sempre visionários e tem uma perna no futuro, mas eu ainda estranho as novas gerações. Não digo pela facilidade de entender as “tecnologias” afinal nasceram dentro delas, mas a incapacidade de assimilar os conceitos básicos de educação e boa convivência.

Sou do tempo que pai e mãe eram “ senhor e senhora”, avós eram figuras paternais, respeitosas e idolatradas. Não se discutia uma ordem ou um corretivo dado por eles. Mesmo não concordando, era a autoridade máxima dentro do lar.
Sou do tempo que se levantava para o diretor da escola quando entrava na sala de aula. Os professores eram sim, mestres que te ensinavam, não um colega que sai pra tomar cerveja com a turma.

Sou do tempo que ao sentar a mesa na casa de um estranho esperava-se o anfitrião para começas a comer, e não como hoje, que as pessoas devoram tudo como bois na trincheira sem se preocupar com quem vem depois.

Sou do tempo que crianças eram poupadas de algumas verdades da vida para que pudessem prolongar um pouco mais sua infância. Acabaram com o lúdico, destruíram a fantasia. Isso acarreta um adulto sem imaginação e sem capacidade inventiva.

Sou do tempo que meninas de 11 anos brincavam de boneca e sonhavam casar-se com um príncipe encantado. Hoje elas estão nos bailes, atrás dos muros, atracadas com moleques mais velhos, por que os garotos de 11 anos ainda são bobinhos.

Sou do tempo que não se ostentava uma falsa riqueza. As pessoas tinham dificuldades, era complicado estudar os filhos, manter um lar. Tudo vinha de um sacrifício conjunto. Hoje se estampa um sucesso mentiroso nas redes sociais. A mesma pessoa que posta carros, viagens e ganhos pessoais, vive solitária num casulo criado para impedir que o enxerguem como realmente é.

Sou do tempo em que pais que davam de tudo para os filhos para justificar sua ausência ou suprir falhas na criação geravam inúteis que hoje sofrem as consequências.

Sou do tempo que ainda existia romantismo nas relações. Hoje é piegas dizer “eu te amo”.

Sou do tempo que a diversão era simples, bastava uma rodinha de amigos sentados na calçada, contando bobagens ao entardecer para sentir aquela sensação de felicidade.

Sou do tempo que o sol não queimava a pele ao ponto de te deixar doente. As piscinas eram locais de diversão, os parques eram baratos, precários, mas tinham um encanto indescritível. O cachorro quente era salsicha e pão, a coxinha mal cabia na mão, e era mega recheada. A fanta laranja vinha na garrafinha de vidro e dava pra dividir com os irmãos.

Sou do tempo que as perdas eram sentidas, vividas. O luto era permanente porque aqueles que amamos e partiam, continuavam vividos na memória, sentidos quase que fisicamente.

Sou do tempo que natal era um momento sublime do ano. Esperávamos ansiosamente o mês de dezembro, por que além das sonhadas férias, tinha o encanto dos enfeites na cidade, no comercio, em casa...existia o verdadeiro espirito natalino.

Esse tempo? Esse tempo foi ontem e sinceramente, não vi passar!

abraço a todos.

SERÁ QUE ELA É?

Não consigo dar conta se o mundo mudou se enxergo as coisas com mais clareza, ou se sempre foi tudo assim, apenas mascarado, guardado por debaixo dos panos.

Qualquer deslize hoje é motivo para que alguém faça do seu erro os 5 minutos de fama pessoal. Quando era criança, os programas de TV usavam tranquilamente o termo preto, escurinho, criolo para denominar um negro. Hoje isso da cadeia. O gay do nosso tempo era o pederasta da época da avó (palavra horrível que mais parece um termo criminoso do que uma denominação para condição sexual de uma pessoa).

Também não sei se minha percepção era falha ou se realmente as mulheres estão saindo do armário. Conheci e tenho conhecido uma infinidade de meninas gays. Aí que vem o problema. Não consigo dizer “menina gay”, mas também não gosto de usar a termo lésbica para designa-las, por que parece um xingamento. Ao mesmo tempo trata-las como sapatão é altamente pejorativo aos meus olhos.  Minha avó diria que são “fanchonas”, o que da na mesma. Aí um amigo disse: são caminhoneiras!!!...putz, piorou. Não consigo olhar uma menina delicada e gay e trata-la por caminhoneira. Soa preconceituoso até o ultimo grau.

Sei que as meninas estão é se libertando. Uma parente com filho pré-adolescente e separada do marido apareceu com uma namorada, e se diz felicíssima, por que a garota lhe dá atenção que homem nenhum conseguiu. Uma senhora já de meia idade, com filhos e netos enviuvou e não deixou passar mais que três meses para aparecer ( alias, foi flagrada) na cama com sua melhor amiga. Uma garotinha que vi nascer, bochechuda, lindinha, hoje com 25 anos é casada de papel passado com outra garota, inclusive adotou o sobrenome da cônjuge, como fazem os casais heteros quando se casam. Uma amiga pessoal descobriu-se gay e está felicíssima.

Aí vem a pergunta: Meninas se descobrem gays ou sempre foram?

Na minha opinião a mulher transita pelos dois mundos com uma facilidade que o homem gay não consegue. Tirando aqueles tipos estereotipados e mega machos que não da pra esconder a condição sexual, as garotas namoram rapazes, casam, e um dia aparecem de mãos dadas com outra menina com a naturalidade que os garotos gays ainda não conseguiram. As experiências com o mesmo sexo são permitidas pelos pais de meninas sem que eles percebam. Dormir na casa da amiga, tomar banho juntas, se trocar, viajar. Tudo isso pode esconder descobertas sexuais muito mais cedo que os meninos. A sociedade não encara da mesma forma dois rapazes dormirem na mesma cama, banhar-se, e outras situações rotineiras na vida das meninas com naturalidade. Trancaram-se no quarto são viadinhos, enquanto meninas o fazem para falar de namoradinhos...sei...senta lá Claudia!

Uma tia certa vez comentou que sua empregada não conseguia pronunciar a palavra “lésbica” e por ser evangélica, temerosa a Deus e ao Pastor que lhe extorquia vivia querendo consertar ou levar “a palavra” as gays que conhecia. E pela dificuldade instrutiva e verbal que possuía as chamava de “Mesbla”. Pronto, adotamos eu e minha irmã esse termo para designar uma gay feminina. Não é pejorativo, não é ofensivo, e de certa forma simpático e cômico. O problema é que apenas nós conhecemos essa forma de expressão, então para o restante do mundo ainda tenho que me virar e falar entre os dentes, lésbica, sapatão, bolachuda, fanchona, e outras tantas designações para uma menina gay.

Minha mãe diria que o mundo está perdido, eu digo, o mundo está apenas começando e muito em breve não haverá mais pessoas que se julgam superiores pela raça, credo, condição financeira ou aparência. Cada vez mais acredito que todo mundo tem seu lugar ao sol, é só ir buscar.

Abração a todos.


SELO DESABAFO...TAMBÉM GANHEI


Meu amigo Paulo Braccini me indicou para essa tarefa, o que acolho com carinho, por que tudo o que vem dele, é uma lisonja.


1- Quais eram suas 4 brincadeiras prediletas em sua infância?


- Jogar Bets...não sei se em todos os cantos do pais se chamava assim, mas n aminha infância era. Arranquei muita tampa do dedão correndo de uma casinha a outra enquanto o adversário buscava a bolinha que penei longe.

- na minha infância, praticamente todas as crianças da rua tinham bicicleta, então brincávamos de cidade, com transito organizado, comercio e tudo mais. Eu era dono do banco...rs rs rs.

- Gostava de “aventura” que na minha ingenuidade era desbravar lugares desconhecidos. Hoje, pensando bem, o local aonde mais íamos para explorar era um córrego perto de casa. Na ausência de malicia, achava que aquilo era um monte Everest e na verdade não passava de um “córgo” de agua limpa...rs.

- Tinha uma coleção de Playmobil, e passava horas brincando. Sempre havia um estupro, assassinato e acabava em explosão matando todos que estavam na casa, casamento, ou seja lá qual era a temática do dia. Preocupante isso numa criança! Rs. Só pra constar: tenho os meus playmobils guardados até hoje, mais de 30 anos....




2- Quais foram seus 4 filmes prediletos em sua infância?

Gostava de Spielberg sem sabem quem era. Os filmes da infância que assisti até enjoar: E.T., Contatos Imediatos do 3º Grau, Poltergeist e Indiana Jones e arca da Aliança. Mantenho a trilha sonora de todos eles guardada por que as vezes gosto de ouvi-las e voltar no tempo.






 



3- Qual era o medo que você tinha?

O mesmo de hoje. Pensar que tem alguém do lado de fora, quando olhar pela janela dar de cara com a pessoa. Pesadelos recorrentes com isso.

4- Qual era o seu desejo de consumo?

Não fui uma criança pidonha que tudo queria. Tive minha bicicleta, meu vídeo game Atari. Isso me bastou na infância. Não me recordo de desejar muito algo e não ter tido.

5- Quais eram seus personagens infantis favoritos?

Gostava dos desenhos da Hanna Barbera: Formiga atômica, Herculóides, Os Impossíveis, não havia um personagem especifico.

6- Comparando as crianças daquela época com as atuais, em seu ponto de vista, qual ponto positivo e negativo?

A malícia está instalada no DNA das crianças de hoje. Acabou a inocência, a pureza da amizade. Hoje tudo tem uma conotação sexual. É complicado até para os adultos pararem em local publico e elogiar uma criança bonita. A impressão é que você o faz opor ser pedófilo. Gostaria que regatassem a inocência dos anos 80.

7- Linkar a pessoa que indicou este selo.

Paulo é meu amigo de infância, não há necessidade de linka-lo. Mas indicarei apenas dois para esse desafio. A coisa já caminhou, e sobraram poucas pessoas que poderia indicar e que responderiam com prazer.

Pedirei ao Foxx que responda as perguntas caso já não o tenha feito.

Jair, também seria interessante.

9- Postar uma foto de infância ou algo que fez parte dela.


O MEU, O SEU, O NOSSO TIM MAIA

Será que existe diferença entre os cérebros de  pessoas normais e gênios? Certamente há. Não sei se a massa cefálica, os neurônios, neurotransmissores ou o quer que seja, mas o comportamento de um gênio se diferencia dos padrões.

Amy Winehouse era sem duvida uma voz impar, um talento absurdo, um diamante lapidado, e não há razão para que exponha o bla bla bla da sua vida, que culminou na morte prematura. Aí faço outro questionamento, a fama, o sucesso, endoidece?

Assisti “Tim Maia” e fiquei cá com meus botões pensando: por que um cara tão genial se autodestrói de modo avassalador?
O Filme baseia-se na obra de Nelson Motta que me deixou salivando de vontade de ler. Uma construção perfeita de um mito, que alguns não fazem ideia da importância dentro da musica nacional. Nas telas o homem Sebastião Maia é o foco. O artista Tim Maia está ali, coadjuvante de um ser com personalidade difícil, pode-se dizer insuportável, mas genial.

Para quem cresceu ouvindo Tim Maia ( lembrando que seu primeiro disco foi lançado em 1970) eu praticamente dei os primeiros passos vendo o Sindico do Brasil arrebentar os ouvidos com seu vozeirão grave e suas musicas soul/samba/melosas.

A produção é recheada de bons atores, de celebridades que não vou mencionar por que umas das delicias de assisti-lo no cinema é identificar quem são as pessoas que compunham o cenário da vida tumultuada de Tim.

Três fases de vida, três atores sensacionais, mas o destaque está em Babu Santana, que traz a alma do mito de volta aos nossos olhos. Sensacional interpretação. Algo que chama atenção e destoa de outras cinebiografias como a de Cazuza é o fato dele não dublar Tim Maia, ele canta, de próprio gogó. Um tom abaixo, uma ronquidão a menos, um grave não tão grave, mas espetacular. Babu não é uma cópia, é uma interpretação surpreendente de uma cara fantástico.

O Filme te leva a viajar com a trilha sonora perfeita, as musicas que todos conhecemos, que dá para cantar junto a todo o momento. Uma produção esmerada, com ótimo som, fotografia simples, mas ambientada perfeitamente nas décadas de vida do cantor.

Tim é deliciosamente desbocado. Não há como passar ileso aos seus palavrões, xingamentos e  frases de efeito. Um mal humorado carinhoso, um homem perturbado pela sua genialidade.  E é aí que volto a perguntar: será que pessoas como ele veem o mundo de forma diferente? Não se pode dizer que a fama, sucesso tenha estragado seu caráter, levado ao uso de substancias toxicas. Tim nasceu estranho, cresceu com uma necessidade de algo que talvez não tenha encontrado nessa vida, mas felizmente deixou um legado que podemos carregar, sentir e cantar.

Viva Tim maia, Viva o Sindico do Brasil.

Recomendadíssimo para quem quer um bom filme. E deixo uma das melhores de Tim Maia, a que arranca lagrimas no filme...



Abraços e bom fim de semana.

BORDANDO AMIZADES EM TOALHA BRANCA

Nunca temos chance ou ideia de dar boas vindas às pessoas que entram em nossas vidas. Quando percebemos já fazem parte do cotidiano, e algumas mudam completamente o seu modo de ser, e mesmo assim, não paramos pra dizer: obrigado por você cruzar meu caminho.

Um dia, eles se vão. Alguns definitivamente! Mesmo assim continuamos em nosso mundinho e esquecemo-nos de dizer: ohhh, você foi importante para mim, mesmo que por um dia, uma hora, alguns minutos. Ninguém deixa de fazer diferença em nossas vidas, mesmo que pela cia de alguns instantes, um papo virtual, um copo de cerveja numa festa. Tenho a impressão que todos os que cruzam nosso caminho cumprem propósitos. Alguns exercem o papel destinado, outros apenas fazem bolhas de sabão que brilham na luz e explodem, desaparecendo.

Não sou uma pessoa com centenas de amigos. Não, não. Tenho poucos e fies. Não coleciono dezenas de pessoas no facebook. Não tenho milhares no twitter, nem vejo toneladas de fotos no instagram. Gosto de restringir o círculo de amizade, assim posso me doar um pouco mais a todos. Não tenho o gene da “necessidade de atenção”. Vivo bem sozinho, vivo melhor ainda com companhia. Mas não me desespero pela aprovação alheia. Um dia já precisei disso, hoje não mais.

Vejo tantos perdendo tempo vital cuidando e difamando outros. É tão bom dividir experiências, rir juntos. Os melhores momentos da minha vida sem dúvida passei com amigos. Família nos da aquele suporte chamado “base”. Aquele lugar e aquelas pessoas que sabemos estarem lá para qualquer eventualidade. Mas risadas soltas, bobagens infantis, isso eu consigo com os amigos que escolhi para minha vida. E olha que as portas e janelas não estão fechadas. É só ir chegando e tomando assento. Me conte suas ironias e me ganhe em bandeja de prata.

Mas está tão difícil nos dias de hoje entregar suas idiotices para alguém rir com você. Não sei o que há entre essa geração “internetiana” que vale mais a pena o check in nos lugares de badalação do que a piada pronta sobre os personagens em volta. Eu tenho uma bobagem genética. Eu rio sozinho, eu vejo além do que os outros enxergam e não tenho com quem dividir. Odeio a cara blasé que fazem quando solto um comentário irônico. Será que as almas envelheceram ou dar pinta nos lugares da moda vale mais que uma divertida coxinha com fanta laranja?

Adoro ver arte, por mim passaria fins de semana inteiros visitando exposições. Me encanta o pensamento do artista, mesmo brigando para entender o que passou pela cabeça deles, tentando ver o que o levou a dizer: está pronto. E posso falar? Faltam amigos pra isso. Ainda bem que tenho os meus poucos, mas fiéis que me ensinam e tem disposição até para assistir uma senhora de 92 anos cantando. Acreditem, nem todo mundo enxerga a necessidade de ver um ícone como Bibi Ferreira cantando.

Aos que passaram pela linha onde caminho, aos que dividiram e dividem o caminho, aos que cansaram e ficaram pra trás, aos que bateram asas e hoje vivem em outro plano, a todas as pessoas que entram e saem da minha vida, obrigado por dividirem um pensamento, um papo descontraído. Mesmo aos que julgo não terem feito diferença, alguma coisa aprendi. Bordo amigos em toalhas brancas para ficarem para sempre estampados.

Espero não ser bolha de sabão nas vidas alheias.

Abração e bom fim de semana.

A INADIMPLÊNCIA DO AMOR

Não existe relacionamento amoroso fácil. Mente quem diga que vive ou viveu um mar de rosas  na dura tarefa da convivência diária de um casamento, da rotina de um namoro, da paciência de uma amizade. Problemas surgem e são necessários para um refinamento dos sentimentos. Tirando a traição, o resto é contornável.

Vejo casais se formando e tendo DRs cedo demais. Acho imprescindível o dialogo. Aparar arestas é o que faz os relacionamentos durarem. Saber os limites do outro é importantíssimo. Mas aí vem aquela cobrança gratuita de sentimentos. Mulheres ( não generalizando) se doam mais e se sentem frustradas por que o parceiro não retribui a altura do que ela almeja. Dou um exemplo familiar, intimo. Minha mãe era o tipo de mocinha que lia fotonovelas. Criou uma expectativa sobre príncipes encantados que não encontrou em meu pai. Eles se gostaram, se casaram, mas ele não era o tipo de cara amoroso, grudento, lambão. Demorou muitos anos de casamento para que ela compreendesse que não existia aquele tipo descrito nas fotonovelas. 

A realidade era mais dura e ela não esperava por isso. Mas acabou entendendo o jeito dele de ser, a forma de agradar que não era com cartas românticas, flores e serenatas. Viveram por quase 50 anos juntos. Hoje, viúvo, é que ele a entendeu e talvez tenha se arrependido de não ter tentado ser um pouco daquilo que ela idealizou.

Sou um bom ouvinte, não sei se bom conselheiro, mas consigo compreender o emaranhado em que as pessoas se metem. Estar fora de uma situação da clareza. Mas difícil é convencer as pessoas que estão erradas.

Não sou a favor da compra de amor. Qualquer relacionamento que se baseia em ganhos financeiros está fadado ao fracasso. Homens que cobrem mulheres de presentes, mulheres que compram o amor dos caras dando mais do que podem inevitavelmente cobrarão preços altíssimos somados de juros. Entre os gays, vejo caras sendo uma farsa montada. Belas roupas, belos carros, mas sem uma única grama da capacidade de se relacionar por longos períodos. Um círculo vicioso de busca e fracasso.

Não se pode usar as experiências pessoais para determinar que você sabe tudo sobre amor. Cada relacionamento tem uma impressão digital própria, por que se trata de outro diferente daquele ultimo, do penúltimo, e assim por diante, de acordo com sua incapacidade de manter namoros ou casamentos por longas datas. Trocar muito de parceiros vicia...rs. Dá apenas para não cometermos os mesmos erros, caso sejamos expertos.

Admiro imensamente casais que conseguem atingir, 10, 20, 30, 40  anos juntos. É quase metade  da nossa vida adulta, e conviver diariamente com alguém, dormir e acordar, saber cada passo, cada linha que aquela pessoa escreve e ainda assim querer continuar tudo isso no dia seguinte é uma dadiva que todos merecemos.

Pessoas se frustram tão facilmente, apenas por que não conseguem enxergar que o relacionamento tem que se basear em confiança, respeito. Tudo o que for acordado e definido por ambos tá valendo. Não pode é comprar e não pagar. A inadimplência do amor faz com que o outro cobre, e a cobrança começa pequena, mas os juros crescem mais que cartão de credito, e chega um momento que a divida é tão grande que fica insustentável manter o amor, e ele morre.


Boa semana...abraços

NÃO ME VENHA COM MINGAU, EU QUERO BACON !!!

Posso afirmar que nunca me importei com idade. Não ligava em ter 15, 18, 20 anos...época que os jovens se odeiam por que nada está no lugar, nada é para você, as pessoas te acham criança, mas a gente se acha adulto. Não me importo em ter 41 anos, as vésperas dos 4.2, acho que amadureci bem.

Mas de um tempo para cá ouvi, não sei se de forma maliciosa ou verdadeira, algumas pessoas questionando minha idade e meu comportamento. Nunca fui o bobo da corte, apenas tenho um humor jovial, algo comum entre meus irmãos (mais minha irmã) de não envelhecer no pensamento, em manter o bom humor, a rapidez de raciocínio, um pé na infância, mas tudo devidamente dosado, para não me tornar o inconveniente, o Sergio Malandro da turma. E mesmo assim, com o toque de timidez que me é peculiar, ouvi que não estou condizente com minha idade.

Então pergunto, o que é condizente com um cara e 41 anos?

Não postar brincadeiras na internet? Não rir de programas humorísticos voltados ao publico mais jovem? Desculpe se entendo a piada de um garoto de 17 anos. Peço desculpas ainda de conseguir entender a linguagem dos jovens de hoje e interagir de forma natural. Não forço nada, apenas vivo oque essa era livre nos dá.

Não vou me vestir de camisa social fechada até o colarinho em tons marrons e cinzas, sapatos envernizados e camisas polo com bermuda de tenista. Não.  Prefiro minhas calças xadrez, vermelhas, amarelas, os tênis brancos e as camisetas estampadas. Uso boina? Quando me convier, usarei sempre. Não acho que tenho cara de tio Sukita. Não tenho crises de personalidade.

Então por quer alegarem que estou fora do padrão? Me deu medo pensar que perdi a noção do ridículo. Mas não, não perdi. Eu não sou o cara com síndrome de Peter Pan. Eu gosto de ter amadurecido, de ter vivenciado dores e de ver machucados cicatrizarem. Isso tudo é a bagagem da viagem que vai ficando pesada, mas que nos dá saberia para escolher onde acondiciona-las na jornada.

Não levo problemas para casa. Tudo o que passo ruim na rua fica no portão de casa.

Vejo amigos de escola, pessoas da minha geração, que cresceram preocupados demais com o que seriam. Passaram anos da vida focados em algo que não lhes rendeu nada, e hoje correm atrás de alguma coisa que nem eles sabem ao certo o que. Pior, vejo um povo apodrecido, tanto fisicamente como sentimentalmente. Estão desolados, perderam a noção do que é ser feliz. Claro que em meio a essa avalanche de recalcados existem os que transbordam felicidade. Não aquela felicidade falsa que as pessoas aprendem a demonstrar depois de certa idade, aquela felicidade que passa longe do recalque, que é por ter conseguido atingir o objetivo. Podem ter sido filhos, maridos, esposas ou mesmo uma casinha branca de varanda. É com esses que vou, com esse tipo de pessoa que quero dividir meus sucessos.
A
prendi que pessoas que reclamam demais de problemas, que se fazem vitimas de algozes cruéis na verdade não são merecedoras de pena, e sim de atenção. Não atenção a ela, mas atenção para não se envolver numa cilada. Gente assim te empurra no poço, se faz de desentendida e sai ilesa, como se nada tivesse acontecido.

Não quero mudar meu jeito de ser apenas por que meia dúzia acham que eu preciso me vestir de forma mais clássica. Nem vou ouvir cascatinha e Inhana por que não tenho idade pra ouvir Miley Cyrus. Muito menos deixarei de ver Jogos Vorazes por que na minha idade é necessário ver os “Farvest” Westerns de antigamente.

Não vou usar Almíscar como perfume, nem passar Trim no cabelo. Não quero água Velva para o pós barba, nem Biotônico Fontoura para abrir meu apetite. Quero café da Starbucks, coca zero gelada e lanches do Burguer King...isso por que ainda é permitido, em breve sabe-se la como o organismo vai reagir.


Boa semana a todos.

DEVEMOS AMAR O RIO DE JANEIRO?

Rio, Eu te Amo. Sim, sim, sim, eu amo o Rio. Não sei se viveria por lá, mas continuo adorando essa cidade. Mas o que me faz falar essa frase não é meu apego sentimental sobre as terras cariocas, e sim o titulo do filme nacional que estreou ontem e que veio na onde de outros como Paris, I love, New York, I love You ( dois lugares que realmente não são difíceis de amar).

O Filme nacional, assim como os outros, conta com a participação de vários diretores renomados que escrevem e dirigem pequenas histórias que se passam na cidade, até aí acho que todos compreendem, já devem ter assistido e visualizado a temática, mas “ Rio....” é um equivoco.

Pense na Rede TV! fazendo novela. Contratam diretores, atores, equipe técnica da Globo, mas deixam o roteiro a mercê dos profissionais da casa. Resultado, um baita elenco, com fotografia, som, trilha sonora maravilhosa, mas totalmente inconsistente. Nem Record, nem SBT teriam um argumento tão ruim.

O filme se perde em cenas nababescas do Rio, o elenco como disse são de figuras talentosíssimas do cinema ( Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Claudia Abreu, Rodrigo Santoro, Cleo Pires que acreditem não diz uma única palavra, dentre outros). Direção de Fernando Meirelles, José Padilha, Andrucha Waddington, Carlos Saldanha e mais alguns, estrangeiros como Nadine Labaki ( a qual falarei já já).

Nada disso salva a história ou as histórias fracas. Lembrou-me aquela coisa anos 70 das chanchadas, apesar de haver cenas de sexo, como de costume no nosso cinema nacional. Tirando as comedias toscas do Hassum tudo mais tem apelo sexual. Eu amo o Rio nos poupa desse constrangimento, deixando apenas uma insinuação de fornicação que nem vale a pena comentar por que faz parte da pior história contada no filme.

Nossa musica popular é boa, Pixinguinha, Tom Jobim e até Bebel Gilberto numa versão solo da musica de Cazuza – Preciso Dizer que Te Amo, sensacional. O q       ue não da para aguentar é a própria cantora no filme, numa forma espectral, voando sobre a baia de Guanabara em direção ao céu. Ridículo, pobre, e mais uma vez desnecessário e incompreensível. Se dissesse que o roteiro dessa história é de Gerald Thomas eu não duvidaria.

Mas há quem salve um pouco a Pátria, ou o Rio. É diretora e atriz libanesa Nadine Labaki ( do belíssimo “Caramelo”  e do comovente, divertido “ E agora, aonde vamos?”). Essa mulher é linda, transborda talento e sensualidade. A história roteirizada e dirigida por ela aparece por ultimo e é comovente, bem escrita e dirigida. Digamos que é a única coisa que salva no filme. Mais uma vez ela prova seu talento. Vinda de longe e sabendo captar o que de melhor há no Rio, o povo, as crianças, a esperança!

Eu Amo o Rio parece propaganda para as Olimpíadas. Esfrega na cara do espectador uma beleza indiscutível, até mesmo as favelas aparecem bonitas, com o povo alegre e aceitável ( não aquela pobreza constrangedora que alguns cineastas fazem questão de mostrar). Grita-se: Olha, também somos limpinhos e organizados! Só que não...

Amo o cinema nacional, amo o Rio e acreditei que a junção dos dois e mais o elenco primoroso faria do filme uma obra de arte, me enganei, senti remorso do dinheiro gasto com o ingresso, e da vergonha de ter apenas SEIS pessoas na sala do cinema, em dia de estreia.

E só para completar, pelo amor de Deus, deixem Eduardo Sterblitch quieto no programa Pânico, não o arrastem mais para o cinema. O cara não da conta. Não é bom ator, não é carismático, não segura uma cena com Fernanda Montenegro. O tempo todo parece que vai falar umas daquelas bobagens que costuma dizer no programinha que trabalha.

Se as Olimpíadas não fossem no Rio, caberia muito mais ter feito um filme I Love São Paulo. A pegada talvez fosse mais engraçada.

Os personagens do filme não parecem amar tanto o Rio assim...

Devia ter assistido “ O doador de memória”...

Abraço a todos e bom fim de semana.


ACERCA DE:

Tem sobrado pouquíssimo tempo para me dedicar ao que mais gosto, cultura em geral. Mesmo assim consigo nos momentos parcos do dia e da semana me esgueirar para o lado e ler, assistir Tv ou ir ao cinema. Pois então minhas considerações sobre alguns temas.

CINEMA:

Lucy, o tão falado filme de Scarlett Johansson é uma viagem louca a base de mescalina, maconha e LSD. Isso por que nunca provei nenhuma delas...rs. Em 80% do filme eu dizia: que cabeça desse cara que escreveu isso! Nos últimos 20% eu conclui: esse cara tinha tudo para fazer um filmaço, mas limpou o c* com a bosta e se perdeu.

“A Culpa é das Estrelas”. Então...o que dizer? Demorei um tempão para realmente tomar coragem e assistir. O fiz sozinho em casa, num domingo à tarde. Os jovens devem ter amado essa história trágica de amor impossível, e bla bla bla. Como não estou mais na idade das ilusões, achei tremendamente desnecessário. Não há por que colocar dois lindos jovens recheados de câncer e fadados à morte para se amarem num curto prazo de tempo aos olhos marejados do telespectador. Chorei, e muito. Quando a carne está calejada por perdas, é difícil não se envolver com a morte. Talvez os mais jovens não tenham consciência plena da dor, por que aos 17, 18 20 e poucos anos, pouquíssimos deles já tiveram parentes próximos mortos, ou doentes em fase terminal. É uma descoberta que a vida impõe depois de certa idade. Existem centenas de milhares de casos como dos protagonistas do filme por aí, não quero que elas sejam esquecidas ou deixadas de lado, mas quando se dramatiza no cinema, a proporção é de hecatombe. Quando vi Laços de Família, chorei muito, por que é triste ver uma pessoa partir sem que possamos fazer nada, mas A Culpa é das Estrelas te joga no chão, pisa na sua cabeça, te da murros no baço. Impossível passar incólume sem derramar uma lagrima.

TV:

Império, novela de Agnaldo Silva é um deleite para mim que amo esse meio de comunicação. Mas não vou me estender nesse assunto por que sei que a maioria detesta novelas. Apenas quero deixar registrado que Lilia Cabral é uma deusa da TV. Como diriam os fãs das celebridades internacionais: Lilia é uma Diva.

Vai que Cola, programa humorístico de Paulo Gustavo e Cia no Multishow é o que há de melhor em humor na TV no momento. Estilo sai de baixo, beleza, mas tem palavrões e frases politicamente incorretas. Isso deixa tudo natural e verdadeiro. Recomendando para quem não conhece.

LIVROS:

Esperança, ultimo livro da trilogia “Jogos Vorazes” é ruim pra caramba. Alias não li os outros dois, peguei o ultimo emprestado após assistir o segundo filme da franquia. Parei na metade, é ruim demais. Essa literatura infanto/juvenil/senil é péssima. Graças a Deus numa me dispus a ler saga crepúsculo. Rogo aos céus por isso, por que me chicoteio até hoje por ter perdido tempo e lido os dois primeiros 50 Tons de Cinza. Livro dedicado exclusivamente a donas de casa frustradas no sexo. Um homem que transa 3, 4 vezes seguidas ( IMPOSSIVEL), é rico, tem carrão, mora numa cobertura, pilota helicóptero, avião, lancha, é bom de cama, bonito, e fica de 4 pela protagonista, é tão utópico como achar que Marina Silva um dia possa ser miss Acre.

Mas tem um que estou gostando demais. A Filha das Flores, primeira incursão de Vanessa da Mata a literatura é de um requinte extraordinário. Um bom português. Quando me perguntaram sobre o livro eu disse isso, que ela escreve como a nossa língua merece, com estilo, com delicadeza e bom gosto. Ouvi: pelo amor de Deus que coisa chata. Não é chato, é português bem falado, só isso. Coisa que o povo por aí não sabe mais como é. Coitado de Machado de Assis deve rodar tanto no caixão que virou pião da casa própria.

Tenho 6 esboços de quadros prontos e não consigo tempo para sentar e desenhar...por que, por que, por que? Será que posso ter uma vida de aposentado por 6 meses, ganhando nababesca aposentadoria, e podendo viajar e desfrutar de todos os prazeres da vida? Mas por favor, quando digo “aposentado” não to falando em todos os sentidos. Com histórico de doenças cardíacas na família a azulzinha não é recomendada, então essa parte pode deixar como a de um garoto de 18 anos...ok…


Boa semana a todos.