EU QUERIA SER BETTE DAVIS

Vi a silhueta de uma mulher magra e baixa se aproximando lentamente entrando em foco na cena, os olhos grandes. De repente ela fala e penso: é Bette Davis.

Não, é Susan Sarandon. Magistralmente interpretando Bette Davis na série FEUD ao lado de Jessica Lange, sobre a alcunha de Ryan Murphy. Se me perguntassem nesses quiz de facebook, qual atriz de Hollywood você gostaria de ser, responderia: Bette Davis.

A serie conta as dramáticas filmagens de O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane? De 1962) com Bette Davis e Joan Crawford, dividindo a cena num thriller de terror. Fantástico !

Joan Crawford herdeira da Pepsi, enlouquecida, psicótica ( quem viu Mamãezinha Querida – filme biografia da atriz com Faye Dunaway) sabe o quão desequilibrada era. Numa apoteótica volta ao cinema após anos afastada por causa do casamento com o magnata dos refrigerantes Joan vê a possibilidade de ascensão novamente nas mãos dos estúdios Warner e aceita dividir o estrelato com sua arqui-inimiga Bette Davis, considerada a segunda melhor atriz de todos os tempos ( perde para Katherine Hepburn).

Bette Davis, ganhadora de dois Oscars, conhecida por personagens antipáticos e cruéis, é sem duvida uma das figuras mais marcantes do cinema. Teve 10 indicações ao Oscar, sendo 5 consecutivas, e ainda não ultrapassadas por ninguém. A quantidade de indicações já foi superada por Meryl Streep. Bette faz de seu personagem em O Que Terá Acontecido a Baby Jane? um épico do terror. 


Mas ao assistir FEUD, não há como desvencilhar os olhares, voz, trejeitos de Susan Sarandon aos de Bette Davis. Jessica Lange está perfeita, mas ainda aquém de Crawford. A serie é divertida para quem sempre foi amante do cinema. Ouvir, ver, saber de fatos da época é um deleite a parte. Ryan Murphy ( Glee, American Horror History, American Criminal History) é um grande roteirista. Sabe criar uma formula que prende atençãoe te faz querer mais. Talvez a verba para FEUD tenha sido boa, por que tudo é muito bem produzido.

Vale a pena conferir. No Brasil não sei quando ou se um dia será oferecido ao telespectador. Talvez o Netflix se interesse. No mais, download com ótima imagem está disponível nos sites do gênero. Vale a pena.

Abraço.



A BELA E A FERA...DE NOVO?


Voltei a ir ao cinema com frequência. O advento de uma carteirinha de estudante é sensacional para não se deixar os olhos da cara na compra de ingressos. A qualidade das salas melhoraram muito nos últimos anos, mas nada justifica um ingresso de R$ 42,00 numa noite de sábado. Mas essa introdução é apenas para falar sobre a refilmagem do clássico Disney: A Bela e a Fera.

Já vi todas as versões, e olha que nem gosto muito do gênero “princesas Disney”. E não é pelo fato de serem subjugadas a príncipes, madrastas, anões, feras, maldições e bla bla bla, é que realmente não me interessa.

Cada vez mais tecnológica a Disney nos presenteia com imagens lindíssimas de computação gráfica, tão criveis, que nos reportamos para dentro da tela. Assisti o filme em 3D e um dos melhores até hoje, confesso.

A história é a mesma, mas contada minunciosamente. O prólogo deixa claro o porquê da maldição da Fera, o que nos faz entender a psicologia que se se seguirá nos 120 minutos seguintes. 

Não gosto de filmes cantantes, me enfadonha, e obvio que a Bela e a Fera não ficou pra trás. Acho chatíssimo o nhen nhen nhen das cantorias, então sublimei e quis prestar atenção na produção em si. Todos os utensílios falantes são de uma beleza que nem o desenho mostrou. Um elenco de peso dublando, atores sensacionais, como Emma Tompson, Ewan Mcgregor e tantos outros que transformam objetos inanimados em grandes personagens.

Já o par romântico, esse sim deixa a desejar. Emma Watson havia sido cotada para La La Land, e preferiu o conto de fadas da Disney. Acertou na escolha? não sei! Emma Stone com seus olhos expressivos salvou o musical tão aclamado. São tantas “Emmas” que chego a me confundir...rs

Mas Emma Watson não tem beleza para uma princesa. Tem um rosto meio masculinizado. Talvez seja impressão minha, quem sabe! Não convence. Não é meiga o suficiente para domar uma fera, e essa então, longe de ser assustadora, como o personagem pede. A caracterização é perfeita, da pra enxergar o ator por baixo dos pelos. Alias esse cuidado em deixar rastros do ator fez com que a fera ficasse bonita. Sim, o monstro sombrio é bonito. Alias, ele sim é meigo, cut cut, parece um boneco de pelúcia. Isso estraga! A transformação interior da Fera nem existe por que ele já começa o filme sendo Fofo. Quem assistir vai me entender.

Um passatempo agradável. O resultado final é bom, por que tem um sensacional Gaston, o antagonista que rouba a cena. Seu fiel escudeiro LeFou é a bichinha saltitante que arranca risos da plateia. Ainda estou pensando se era necessário.

Recomendo, desde que não paguem uma fortuna para assistir.



Abraços.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A PODEROSA?

Não sou o tipo de cidadão que acredita que o mal existente no país vem da Rede Globo. Não acredito que seja o satã personificado querendo induzir o povo a comprar ideais ditadas por ela, mas sei que há em certos momentos manipulação exacerbada sobre determinados assuntos. Até ai, como um ser pensante, posso simplesmente mudar de canal, ou não assisti-la, por isso vivo num pais democrático.

Conheço pessoas, que num passado recente frequentava minha casa, mas após o deflagração do impeachment viraram radicais islâmicos pregando que qualquer um a favor da saída da presidenta era um excomungado apátrida. Pois bem, esses acusadores da rede globo manipuladora são gays, e clamavam aos ventos que a emissora era preconceituosa e homofobica. 

Queria eu agora, sentado na minha poltrona ouvir deles o que estão achando da crescente campanha da emissora em desvendar mistérios como  a transgenia no programa numero da casa ( Fantástico), ou na forma respeitosa e não mais caricata que apresentar o gay masculino em suas produções. E aí comunas, dissertem sobre isso?

O Ta no Ar, é um programa inteligente, perspicaz e de humor direto, sem as lengas lengas dançantes que Mauricio Sherman metia goela abaixo em bordões sem graça anos a fio. Ontem o clipe de encerramento teve sua paródia clássica (quase sempre cantada e escrita por Marcelo Adnet) dizendo o quanto é bom ser gay. Risível e pensante. Hoje foi postado e comentado por Jean Wyllys em sua pagina do Twitter. Esse, defensor dos gays e oprimidos, herói autointitulado contra o satânico Dr. Bolsonaro. Não gosto dele, não o sigo, mas vi sua publicação:

[Nada + diferente de um gay do que outro gay, ainda assim, partilhamos o sentimento de pertencimento a uma mesma comunidade. Valeu, #TáNoAr!]

Queria muito ver a cara desses amigos que idolatram Jean e escarneiam a Rede Globo. Fala aí, a toda poderosa não era a culpada pela intolerância a gays por que proibiu Bruno Gagliasso de beijar um cara em 2005?

Não quero e nem farei apologia a emissora, apenas gostaria de entender algo que ainda me foge. Essa tendência a explicar e minimizar a presença de homossexuais em suas programações. Qual interesse? O Canal GNT do Grupo Globosat já havia feito uma serie, diga-se de passagem, é sensacional, explicando a “liberdade de Gêneros”. Em canal aberto coloca Fernanda Lima idolatrando a classe GLBT e travestindo seu marido, galã, numa Drag Queen Exuberante!

Será que esse é um caminho sem volta, e a rede Globo quer mostrar que evoluiu? Será que algum dos caciques do alto escalão resolveu sair do armário nas produções? Será que isso é uma afronta ao Canal religioso que prega a homossexualidade como doença?

Enfim, se alguém tiver uma explicação, me avise. Por que tenho feito essa pergunta, o que terá acontecido a Baby Jane...oops, O que terá acontecido a rede Globo.

Não, não estou biruta, o Baby Jane é tema de um próximo post, apenas fazendo uma chamada...rs.

Abraços.

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TEMPO, TEMPO TEMPO

Chronos, preciso bater um papo contigo. Cadê o tempo que eu tinha alguns anos atrás que agora sumiu? Quero respostas.

(Chronos, o deus do tempo da mitologia grega)

Não sei o que aconteceu, mas não tenho tempo pra mais nada. Não leio, não vejo minhas série, não pinto, não viajo, não escrevo no blog, não escrevo meus contos, nada. O que houve com aquele tempinho gostoso que eu tinha para sentar e desfrutar de uma boa leitura, alias, essa agora dificultosa com o advento dos óculos de grau. Horrível ler de óculos!

Não sou workaholic, pelo contrario, passo longe. Preguiça de gente que fica até altas horas da madrugada sentado trampando para alguém (que não é ela) ficar mais rico. Não sou esquerdista, nem Lulista, muito menos sindicalista...rs, mas passei da época de me desdobrar madrugada adentro por nada.

Só queria meu tempo de volta. Acordo, trabalho, almoço, volto pra casa, e bummm, acabou o dia. Não sei se o tempo está relacionado a ser solteiro. Esses parece terem mais 30 horas do dia pra desfrutar de pilantragens. Será?

Não são minhas cachorras que tiram minha folga. Acreditem, novelas, que eram meu prazer noturno, não existem mais no meu dia. Tudo que sei delas, vejo pela internet. Alias, sigo tudo e todos pela internet agora. Não perco tempo sentando em frente da TV pra ver figuras estranhas se digladiarem no BBB. Leio no uol, vejo no twitter e já sei que o medico babaca pega a mal caráter novinha. Pronto, to livre de discussões acaloradas sobre quem fica e quem saem no paredão.

Mas e dái, to com uma pilha de livros para ler, tenho um espaço de atelier em casa, e nem arrumei para poder pintar um quadro. Não sento em frente ao pc pra escrever no meu blog. Fora as centenas de series maravilhosas que a Netflix disponibiliza e não tenho sequer encostado a bunda no sofá pra vê-las.

Chronos, vem cá, me explica aí: o que você fez com meu tempo, oh cabra?



o MIMIMI do BLÁ BLÁ BLÁ do NHEM NHEM NHEM

Que somos uma nação livre, não há como negar. Temos uma imprensa dinâmica, nem sempre limpa, mas que está aí, aberta a tudo e a todos, mas o único problema é que essa mesma “imprensa” abriu espaço para que milhões de outros que se julgam repórteres invadam a privacidade alheia e exponham aquilo que julgam ser errado.

Formamos então a nação dos juízes, promotores e carrascos. Condena-se sem que haja explicação, sem que saibam ao certo o que é a verdade dos fatos. Fotos, vídeos são diariamente despejados na internet e dali não saem nunca mais. A partir de um único post a avalanche de criticas, xingamentos e ameaças transformam pessoas anônimas em terríveis criminosos merecedores de uma pena de morte.

Caso mais recente: a babá de uniforme empurrando o carrinho de bebê na manifestação de domingo junto dos patrões. Ela estava “TRABALHANDO”, recebendo por isso. Ninguém chegou ali naquele momento e perguntou a ela se estava desconfortável, tanto que veio a publico pedir que quem tirou a foto arrumasse uma “pia de lavagem” pra se ocupar.  No mesmo dia Gloria Maria foi fotografada na praia de Ipanema com suas filhas e duas babás uniformizadas. Ninguém disse nada sobre isso.

Rodrigo Hilbert, um rapaz sensacional, com uma família linda, profissional de caráter, foi visto matando um filhote de ovelha dentro da temática de seu programa na GNT Tempero de Família ( que nessa temporada mostra os hábitos de famílias de produtores rurais) e daí em diante virou um criminoso pior que Lula. Tá, eu também não gostaria de ver isso, não acho bonito, nem válido (alias, me neguei a assistir), mas o que se deu nas redes sociais foi uma avalanche de impropérios, acusações e difamações sobre o rapaz. Acho imensamente hipócrita as pessoas xingarem o ator/apresentador por isso. A culpa na verdade estava na edição que deixou passar a sequencia do abate, ou seja, a GNT é a figura mais cruel, não Rodrigo, que estava ali cumprindo um roteiro de seu programa.

Pergunto: centenas de pessoas viveram na “roça” no passado e viram pais e mães matarem galinhas, porcos, bois, até mesmo filhotes de ovelhas e nem por isso se transformaram em assassinos ( disseram que a violência induziria crianças ao crime)  por na infância presenciarem coisas do tipo, to certo? Alias, essas pessoas se alimentavam dessa carne, que lhes garantiram a vida, a saúde, e a capacidade de discernir sobre o certo e o errado. Não quero dizer que devamos ter um programa de como destroncar pescoço de galinha. A carne que consumimos vem de algum lugar ao qual não faço questão de saber a forma, e é sim, essencial a minha sobrevivência. Como pouca carne vermelha, mas me alimento de carne branca, peixe...e esses, ninguém tem dó?

Essa geração de agora que está entre 18 aos 25 anos mais ou menos se acham tão no direito de reivindicarem sobre tudo que tornou-se a faixa etária mais chata de toda nossa história de cidadãos brasileiros. TUDO, com letra maiúscula é motivo para o mimimi deles. Na década de 60 os jovens brigavam pela liberdade (numa forma ampla). Na década de 80 queriam um governo justo. Hoje querem tofú na merenda escolar, sem se aperceber que o ensino é pior do que a merenda. Olham a casca sem se importar com o miolo. Isso é superficialidade. E posso sim falar por que convivo com jovens e percebo a futilidade de suas indignações. Obviamente, tenho sempre que deixar isso claro, não é generalizado.

Acho valida a integração politica de hoje, mas não acho certo desfocar de assuntos mais sérios e graves para ficar tentando prejudicar um rapaz de boa índole como Rodrigo Hilbert. Perderam tempo, saliva e ponta de dedo para acusa-lo nas redes sociais, enquanto no palácio da Alvorada, Dilma e seu mestre Lula articulavam a entrada dele num ministério com a fatídica intenção de livra-lo de um processo na Lava Jato. Um golpe contra a nação. Isso é muito mais sério do que um abate de ovelha! Por favor jovens “ menas” como eles mesmos gostam de dizer.

É por isso que tantos e tantos adolescentes (e pós-adolescentes) se entopem de ansiolíticos. Querem se meter em assuntos que não dão conta de resolver. Ficam com seus nhem nhem nhens o tempo todo, pra tudo. O incrível é que ao cruzarem a barreira dos 30 anos, isso acaba, essa indignação que carregam se desfaz e nem o sapatinho de cristal largam pra trás como lembrança de um dia terem sido tão ávidos por justiça.

Consciência é um exercício diário. Saber debater, ouvir (não escutar) é fundamental para que saibam dialogar. Aquela autoridade de professores na minha época era primordial. Hoje deixam os jovens falarem o que querem, e isso é um mal que os transformam em monstros, por que o limite, isso na cabeça deles é apenas um “negocinho” de matemática que vai cair na prova...

Abraço a todos.


QUE HAJA ORDEM EM NOSSO PROGRESSO!

Nunca estive numa manifestação popular em toda minha vida. Não fui aos comícios das Diretas Já, não pintei o rosto para pedir a saída de Collor, não clamei por um Brasil justo quando Fernando Henrique passou a faixa a Lula, até então acreditava que um cidadão pobre, humilde que ascendeu ao poder poderia mostrar a todos que aquela era a cara do Brasil.

Ledo engado!!!

O que vi e percebi é que parte da cara do Brasil realmente é de Lula. Infelizmente. Um país de pilhadores, demagogos e mentirosos. O Lula é cara do brasileiro sem vergonha. Graças a Deus não a minha, e Graças maior, não é a cara de pelo menos 70% de quem hoje pede sua prisão. O Lula é a cara de quem se faz de desenganado e passa outros pra trás. Tira pessoas de filas de transplantes para se beneficiar com o “jeitinho” brasileiro. Gente que entra na fila do bolsa família sem ter filhos, que falsifica documentos pra ter aposentadoria. Que joga lixo pela janela do carro, que despeja entulho em terrenos alheios, gente mal educada, mal intencionada, que particularmente, hoje grita “ não vai ter golpe”.



Que golpe, me diz? Pedir a prisão de um bandido, que prejudica centenas de milhares do seu povo é dar golpe? A crise está aí, na mesa de todos nós. E há quem diga que esse sujeito e sua corja são inocentes? Alienação ou burrice?

Não discuto politica, religião e nem sexualidade com ninguém, por que cada um tem sua opinião, seus preceitos, e sempre respeitei isso. Não sou apolítico, apesar de ter sido criado por pais que nunca se interessaram pelo assunto. Sei debater muito bem com quem quer que seja politica, partidos, e corrupção. Não sou alienado...ok! Não estive ausente nessas ultimas 4 décadas.

Mas para mim, para o meu exercício de boa vontade findou-se a paciência. Não aguento mais ver, ler e ouvir coisas absurdas sobre Lula e Dilma e todos os asseclas que dominaram os governos no país e vê-los caçoarem da nossa cara e ficar de boca fechada.

Fui às ruas ontem, e vi, presenciei uma verdadeira marcha de cidadania. E não me venham os palhações de plantão dizer que era uma manifestação da elite branca, dos coxinhas ou seja la o que mais esse governo inventa para desacreditar os movimentos. Uma manifestação democrática, educada, com pessoas de todas, “TODAS” as classes sociais. Gente que tem sentido na pele a crise.

Então, por favor, não queiram tentar me convencer que o PT, governo, ex presidente e quem mais está sendo investigado, são vitimas de um golpe armado pela oposição. É muito pobre essa argumentação. Somos mais inteligentes que isso. Simpatizar com um partido politico, com seus representantes é valido. Se todos estivéssemos de um lado só, não seria democracia. Mas o que não entendo é o seguinte: a quem essas pessoas atribuem à crise que vivemos hoje? A Fernando Henrique? Ou será que Getúlio Vargas ainda entra nesse páreo? E também não me venham dizer que esse discurso é pró Aécio, PMDB ou o raio que o parta. Não, não é, por que não acredito em politicos, neles minha confiança é zero. O que peço é o fim da roubalheira, é mostrar a quem quer que suceda Dilma, que saiba: estamos cansados e de olhos bem abertos.

O que passamos hoje é consequência de uma incapacidade governamental, de uma quadrilha que repetiu o que fizeram em nossa colonização, nos pilharam! Não há como negar, não há mentiras sendo ditas, não há perseguição. Há uma verdade brotando aos borbotões, em todos os cantos, por que “Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo” como disse sabiamente, Abraham Lincoln.

Clamo por dignidade, para que possamos nos orgulhar de sermos chamados “brasileiros”.

Abraço a todos.

QUE PAÍS É ESSE?

Temos a cara da pobreza? Sim, temos.

Temos a cara da pobreza de espirito. Somos brasileiros com o DNA do jeitinho, do ter sem trabalhar, do levar vantagem em tudo. Que triste é o povo que se acha vitima, por que não faz nada além de se lamentar e achar que a grama do vizinho cresce mais saudável que a dele. O vitimismo dá ao cidadão o direito (errôneo) de sobrepor-se as leis. Sou pobre, por que não tive chances de estudar, por que a sociedade me excluiu, então roubo a carga de um caminhão acidentado enquanto o motorista agoniza ( vi esse vídeos esses dias e me chocou a reação do povo saqueando um caminhão com o motorista preso nas ferragens).

Um país que precisa de cotas para negros, que tem que ir as ruas defender o direito da mulher de transitar sem que seja abordada por um “macho” que quer copular 24 horas por dia. Um país que precisa clamar para que um homossexual não seja agredido por sua condição, que aos berros sai às ruas pedindo que a passagem de ônibus não seja R$3,80, mas que rouba sinal de TV a cabo, falsifica meia entrada, bebe e dirige, trafica, e tantos outros delitos que achamos inofensivos, não pode criticar governantes pela ineficácia de suas administrações.

O brasileiro é hospitaleiro? Sim claro. Todas as vezes que recebemos visitas, empurramos a poeira pra baixo do tapete e pensamos, depois cuido disso. Mas essa sujeira esta lá, se acumulando, e algum momento ela aparecerá, enorme, como uma corcunda sob o tapete que por anos esconderam-se as mazelas. Não adianta xingar a presidente, se deixamos que façam leis que protejam ela e os cúmplices.

É cansativo e chega a ser utópico pensar que o Brasil será um dia um país honesto. Fomos colonizados por pilhadores, fomos educados religiosamente por uma igreja carcomida e corrupta. A dissidência religiosa piorou ainda mais com o passar dos tempos e a formação de novas religiões. O povo ficou intolerante, e assim como extremistas fanáticos, julga a todos que não comungam de suas babaquices.

Vejo jovens batendo no peito, idealizadores de um mundo novo, de uma sociedade justa, mas que corrompem o meio da mesma forma que vemos há cinco séculos. Parece que honestidade é apenas uma palavra no Aurélio, um verbete para se estudar em época de vestibular. Ninguém se veste mais dessa palavra. Somos, infelizmente, uma nação corrupta, sem vislumbre de luz no fim do túnel.

Que país é esse?

Esse é o país da pobreza de espírito.



Abraços....e estoy de vuelta...rs

Y A MUCHA HONRA MARÍA LA DEL BARRIO SOY

Somos um povo chinfrim, sem cultura, sem tradições, sem vergonha, sem pudor. Calma, não estou nos escrachando à toa. Realmente se peneirarmos o brasileiro veremos que há carência em todos os lados e meios. Não é por que se é rico no Brasil que a mochila vem cheia de dignidade. Há muito pobre dando lição de cidadania. Mas esse preambulo todo é apenas para dizer que nós brasileiros nos gabamos de um produto interno, e como bons narcisistas, acreditamos sermos os melhores do mundo, não, não é no futebol, é na telenovela.

Assisti uma produção mexicana reprisada à exaustão por aqui. O Netflix tem o delicioso feito de colocar a maioria das novelas mexicanas disponíveis do primeiro ao ultimo capítulo. Sempre pincelei essas produções importadas por que os horários são terríveis, jamais em tempo algum um trabalhador conseguiria acompanhar uma novela mexicana por aqui do inicio ao fim. “Maria do Bairro” foi a minha escolhida. Uma produção de 1995, tendo à lindíssima Thalia como protagonista.

Algumas pessoas se lerem isso dirão: nossa que perda de tempo! ou quem sabe aquelas que falam o português corretamente possam dizer “que perca” de tempo. Pois bem, não foi. Todos que me leem sabem meu apresso pela teledramaturgia nacional. Assisto novelas desde 1979, quando conscientemente entendi uma trama. Era Pai Herói. De lá para cá nesses 36 anos vi muita coisa na TV brasileira. Tenho uma memória inútil para lembrar de personagens, tramas e novelas. Conheço boa parte do elenco de atores da TV e não sou um telespectador macaco de auditório que só vê Globo, circulo por todas as emissoras. Sei muito bem o que “Os 10 mandamentos” da Record mostra, e até  “Mil e uma Noites “, aquela novelinha turca que a bandeirantes se gaba com o ibope. Apenas as infantis do SBT eu deixo de lado, por que aí seria sacrifício desnecessário.

Maria do Bairro é um dramalhão daqueles que seguem a cartilha da boa dramaturgia. Uma heroína sofredora, um galã que titubeia o tempo todo, uma vilã cruel e louca e outros tantos personagens que fazem escada para a protagonista e antagonista. Dentro dos 185 capítulos encontrei referencias de inúmeras novelas nacionais da década de 2000 pra cá, então não poderia dizer que nos copiaram, por incrível que pareça, há indícios comprobatórios que alguns de nossos autores beberam nessa fonte.

Não discuto aqui, interpretação. Obviamente que nossos atores dão um show à parte em cena, deixando Thalia, por exemplo, muito aquém do que se possa chamar atuação. Mas a semelhança não está ai, e sim na autoria. Os textos de alguns autores nacionais seguem a métrica do que “Maria do Bairro” apresenta,  lembrando que é uma releitura ou um remake de 1979 de outra novela chamada “Os ricos também choram”. A tática de modificar a trama a cada 30 capítulos é bem usada por João Emanuel Carneiro. Há sempre uma novidade, um segredo revelado e ai nasce uma nova trama que nos prende até o fim, com o ápice da vilã sendo castigada. Mas o mais obvio e descarado é Agnaldo Silva que se gaba de ser autentico. Pois bem, Nazaret Tedesco, sua maior vilã na teledramaturgia é quase uma copia fiel de Soraya Montenegro, a arqui-inimiga de Maria do Bairro.

Os trejeitos, a risada histérica, as frases de efeito e os closes são idênticos. Há uma cena, até transformada em meme onde Narzaret passa batom se olhando no espelho e se deliciando por ser sexy e malvada. Essa cena está ipsis litteris em Maria do Bairro.

Não critico nada que seja mostrado na teledramaturgia, por que a licença poética existe para isso. Afinal, nada se cria, tudo se copia. Deixe a criatividade correr solta, quanto maior o absurdo, mais o povo gosta. Apenas o que não dá para fazer é se achar o maior escritor de todos os tempos como faz o ego do senhor Agnaldo Silva.

Talvez as novelas mexicanas da década de 1990 não se preocupavam com ibope como se faz aqui hoje. Deixavam a trama ir longe, aprovada ou não. Essa situação que escraviza o autor pode ser muito bem vista em Babilônia. O publico, a critica, o ibope destruíram o que poderia ser a novela da década. No fim continuamos com Avenida Brasil sendo o maior sucesso de todos os tempos, aguardando ansiosamente pela “Regra do Jogo” titulo que substitui o fiasco das 9 e também de João Emanoel Carneiro, que talvez aprendeu com Maria do Bairro a nos manter entretidos por 6 meses.

Abraço a todos. 

EU SÓ QUERO SOSSEGO!!!

Parafraseando o sindico do Brasil: Ora bolas, não me amole/ Não está vendo, não estou nessa/ O que eu quero? Sossego, eu quero sossego!!!

Não quero mais que aquele politico desonesto que não confio ligue na minha casa as 7:30 da manhã com uma gravação tosca dizendo o quanto ele esta fazendo pela cidade, não quero, NÃO QUERO.

Não jogo “crushs” da vida no facebook, no celular, então não tenho vidas para mandar para quem é viciado nisso, então não adianta me mandar mil convites, não aceitarei, e incluirei quem insiste na lista negra do Rafael, e isso é muito ruim...fique sabendo.

Não sou Sabrina, minha senhora ( eu dizendo para uma mulher que liga a cada dois dias cobrando uma divida dessa pessoa), essa linha me pertence há mais de 10 anos, e não adianta fazer essa voz incrédula, não sou Sabrina, não é nome de guerra, nem to engrossando a voz para disfarçar.

GVT é a operadora mais chata que existe no mercado. Se a gente diz que não está interessado, por que eles não apagam do cadastro o numero do telefone e pronto. Sei que o coitado do atendente não tem culpa, mas se não posso falar com o dono, xingo o funcionário mesmo.

A NET deveria treinar seus funcionários com uma fonoaudióloga. Não se entende nada do que os atendentes falam ao telefone, todos com sotaque nordestino. E olha que adoro a pronuncia cantada deles, mas o povo enrola a língua de uma forma que fica difícil. Os nomes, impronunciáveis, e começo a acreditar que o pré-requisito para ser do Call Center NET é ter piercing na língua, só pode.

Não sou do tipo que gosto de vendedores de loja me bajulando, quero entrar, fuçar e quando sentir necessidade chamar alguém. Aquelas lojas (de sapato principalmente, que você para na vitrine e um corvo sai de algum lugar e pousa no seu ombro é irritante), e tem outra também, eu sei que tipo de roupa fica bem em mim, não precisa dizer que a toalha de mesa que ta na moda fica bem com minha altura e porte físico...menos cara!!!

Não vou dar dinheiro para comprar leite em pó para crianças de não sei onde por telefone, não adianta insistir. Ta precisando, eu compro e levo. Passa o endereço. Se bem que um asilo me ligou certa vez pedindo fraldas para idosos e não quis dar dinheiro, prometi levar lá pessoalmente. As fraldas ficaram mais de seis meses no porta malas do carro...rs rs rs. Mesmo assim , não confio em depositar valor algum em contas bancarias que não sei de quem é.

Tire a mão de mim dona cigana!!! Não pegue na no meu braço, não me segure. Não vou deixar que leia o futuro nas linhas da minha mão. Além do mais, passa um álcool gel antes de me tocar, sabe-se la por onde andou com essas mãos!!!
Se você tem centenas de vasos e pneus velhos em casa, não me convide para almoçar/jantar. Pelo menos enquanto tiver epidemia de dengue na cidade. Cuide do seu quintal, que ai eu te visito...ok. Dengue? Não estou disposto!!!

Cinema sem poltronas numeradas é coisa dos anos 80. Se quiserem meu dindim, vendam ingressos numerados. Correr 30 minutos antes para pegar lugar é coisa do passado. E salas assim, inevitavelmente terão adolescentes chutando e fungando atrás da sua poltrona. Chaaaatooo!

Campinas é uma metrópole com certo nível cultural. Temos dois teatros bons e um monte de porcarias, mas não sei por que, só vem pra cá o refugo das peças. Só coisa ruim com globais tentando atrair publico. Como nos primórdios, temos que viajar para capital se quisermos ver algo interessante.

Não votei na Dilma, não gosto do PT desde que me conheço como eleitor, então não adianta os adeptos dessa seita tentarem me convencer que o problema politico do pais é anterior ao governo das estrelas vermelhas. Não acredito, não sou trouxa, e por mim, mandava tudo pra Cuba. E não esqueçam: levem a Luciana Genro junto...beleza?

Abração a todos....


EXISTE ADJETIVO PARA MÃE?

Se você tem uma mãe que reclamou da gestação por que enjoava demais, mas no fim adorou o bebê vermelhinho no berço, e quis ter mais outros iguais a esse, sorria.

Se tem você uma mãe que no primário ligava na escola em dia muito frio para dizer que você estava com resfriado, para simplesmente deixa-lo vendo desenho a tarde toda debaixo de uma coberta, sorria.

Se você tem uma mãe que enchia o carro de crianças para dar rolê em locais desconhecidos, e passava por mil aventuras, sorria.

Se você tem uma mãe que inventava longas histórias tristes para seu pai por que sabia que você queria aquela calça ou sapato da moda e ele não abria a carteira, sorria.

Se você tem uma mãe que fazia arroz, feijão, bife e batata frita de almoço para você ir a escola, sorria.

Se você tem uma mãe que aparecia de sopetão no colégio e ia te dar thauzinho na porta da sala de aula te fazendo afundar na carteira de vergonha, sorria.

Se você tem uma mãe que ficava acordada até a hora de você chegar da balada e não dizia nada, apenas comentava, olha, adormeci na sala, fingindo que não estava preocupada, sorria.

Se você tem uma mãe que te arrastava pra todo canto que ia, só para não deixa-lo sozinho em casa, sorria.

Se você tem uma mãe que ao menor sinal de angustia derrubava o mundo para que se sentisse melhor, sorria.

Se você tem uma mãe que parece uma leoa defendendo seus filhotes de qualquer mal, que não admite que ninguém, nem mesmo seu pai fale mal de você, sorria.

Se você tem uma mãe que faz drama dizendo que tira da própria boca a comida para dar aos filhos, numa demagogia cômica, sorria.

Se você tem uma mãe que está envelhecendo e mudando de papel com você, sinta-se grato por isso e sorria.

Se você tem uma mãe que faz questão de cuidar dos seus filhos para que possa sair de vez em quando, sorria.

Se você tem uma mãe que te escreve bilhetes nas datas especiais, para deixar registrado o sentimento, e deixar isso de recordação pelo resto da vida, sorria.

Mas se a sua mãe que é tudo isso, já não pode te dar um abraço físico, sorria por um dia ter tido o calor e o afago de um amor verdadeiro, o único, que pode ser assim chamado. Agora, se ela ainda estiver na casinha dela, corre lá, sorrindo e lhe dê um grande e apertado abraço e a cubra de beijos...

Feliz dia das mães a todos. Sem dúvida, a figura mais importante da vida é a mãe, e ela não precisa ser exatamente uma mulher, por que as famílias se configuram cada vez mais de formas e gêneros diferentes. Se você tem um pai ou pais, avó ou avô, tia ou tio, irmão ou irmã, que seja do mesmo sangue ou de coração, mas que te criou como uma mãe, então corre lá e lhe dê um grande e apertado abraço e os cubra de beijos...

Abraço a todos.



BRASIL QUE NÃO MOSTRA SUA CARA...

Fui criado dentro dos preceitos e dogmas da Igreja Católica Apostólica Romana, como 80% da população brasileira (de três décadas atrás), e posso seguramente afirmar que as pessoas que me cercavam, desde progenitores, avós e outros familiares eram e são pessoas boas. Quando digo boas, me refiro à capacidade de fazer o bem aos outros, serem honestos e terem passado adiante, para as gerações que vieram deles a noção de caráter e responsabilidade social que hoje em dia pouco se vê na criação dos mais novos. Será?

Isso cai em terra quando me lembro de frases que ouvia quando criança. Um dia minha irmã perguntou a minha avó o que achava dela namorar um negro. Olhou bem, balançou a cabeça negativamente e respondeu: cada macaco no seu galho! Analisando isso hoje, com uma maturidade que adquirimos com o tempo, penso o quanto abominável é esse comentário, e o que representa em nós pessoas integrantes de uma sociedade mista. O racismo não é algo de dois séculos atrás, ele está aqui, como um vírus mutante enraizado na cultura da sociedade brasileira. Graças à educação do meu pai, que nasceu e cresceu entre negros que aprendi logo cedo que o valor da pessoa não está na pele. Ouvi histórias hilárias de amigos de infância e adolescência, que obviamente iam do gay ao chefe de família, do bandido ao malandro inofensivo, assim como outros de pele branca, numa mistura que representa a nossa sociedade. Como impor ao negro um padrão pré-estabelecido e obriga-los a abrir mão de sua cultura, tipo físico, por simplesmente acharmos que o certo é o que o caucasiano representa?

Se pensarmos que a policia aborda 75% dos negros e pardos para averiguação é motivo para pararmos tudo e questionarmos em que mundo estamos vivendo. Não vou dizer que conheço mais brancos desonestos por que estaria entrando nesse circulo vicioso em que há a separação de pele. Para mim a cor não determinada nada, se é negro, amarelo, vermelho, branco. Todo mundo é igual, será que é tão difícil assim entender?  Redundante, e chato ter que bater nessa tecla. Me preocupa muito mais a ignorância religiosa do que a cor da pele, status social ou escolha de gênero.

Por muitas vezes ouvi minha mãe dizer ao ver um homossexual na TV: Nossa, que tristeza para uma mãe ter um filho assim! Minha mãe foi uma mulher de reputação ilibada, religiosa, caridosa e se foi de uma forma abençoada, não viu a morte chegar, algo que lhe causava terror. Acredito que esse pensamento estava mais ligado a preocupação que tinha com o que “os outros” pensavam do que praticamente a ideia que fazia de homossexuais. Por anos a fio ela frequentou shows de Ney Matogrosso e delirava com a feminilidade dele nos palcos. Incoerência estampada na testa. Nunca chegamos a aborda-la sobre o assunto por que se fechava em detrimento a uma realidade que ela preferia não encarar. Talvez por ser de uma geração que vivenciou a guerra, as dificuldades do regime militar no Brasil, ou a criação sobre a batuta da igreja católica, que era muito mais severa nas décadas de 40 e 50, tenha absorvido um preconceito que não era dela, mas que tentava a todo custo passar adiante. Felizmente falhou nessa missão.

Não há por que na era que vivemos ainda carregarmos certos ditames do passado, por que não cabem mais dentro de nós. É retrogrado e desnecessário vivermos ancorados a preconceitos que não fazem mais parte desse mundo globalizado que nos esfrega na cara a cada minuto a modernidade.

Às vezes me questiono se realmente o Brasil é um lugar decente para se viver. Temos o melhor clima, o cenário perfeito, a modernidade necessária, aqui tudo se plantando dá...acredito que aí está o problema. Plantaram coisa podre, agora vai demorar mais 500 anos para que o solo fique limpo. Brasil, país democrático, hipócrita e demagogo.


Bom fim de semana a todos.