VALE A PENA SER BOM?

Em 21 de julho publiquei um texto que falava da  iniciativa bonita (http://eleojamal.blogspot.com.br/2014/07/a-culpa-e-da-minha-paciencia.html )   de um grupo de jovens, liderado por uma garota advogada com o intuito único e exclusivo de ajudar um morador de rua, que sensibilizada pela história pessoal dele, moveu uma belíssima campanha de arrecadação ( honesta) de fundos para a compra de um carrinho que facilitasse o trabalho de catador, única fonte de renda desse senhor, chamado Fabiano.

Sábado ultimo a peça ( foto abaixo) foi entregue a ele com numa pequena reunião de pessoas que também contribuíram para a vaquinha digital. O montante arrecadado chegou próximo dos R$4.000,00. 

https://www.facebook.com/events/253435571514635/?fref=ts

Pois bem, o tal senhor Fabiano não gostou do carrinho e no mesmo dia, após a entrega deu, vendeu, trocou, sabe-se lá o que fez por que disse querer um de quatro rodas, algo impossível segundo profissionais e serralheiros, por que transformaria num carro com necessidade de direção, eixo e freios. Isso dificultaria muito a condução por uma única pessoa. Esse Sr. Fabiano não aceitou a explicação e como não era do seu agrado, simplesmente passou adiante.

Aí entra meu questionamento: até onde há gratidão entre as pessoas?

Sempre tive em mente que pessoas em asilos e moradores de rua na grande maioria têm um passado que as levou ali. Nem todo idoso é um coitadinho que a família abandonou. Muitas histórias, e sei de varias, culminaram num desfecho assim por que tanto pai como mãe não tiveram durante a vida, digamos, tato pra criar os filhos. O mesmo acontece com moradores de rua, nem todos estão ali porque o governo não propiciou casa, comida e trabalho. Existe um porém que permeia a história no presente.

Não quero julgar a atitude desse senhor por que não o conheço. Mas não posso deixar de me sentir indignado. Por mais ignorante que uma pessoa seja, todo e qualquer ser humano é tocado pelo sentimento de gratidão, quando há nele um mínimo de racionalidade. Penso comigo, se estivesse nessa situação e alguém por milagre aparecesse, mesmo que não fosse para mudar radicalmente minha vida, mas me proporcionar um meio de trabalho mais digno, eu aceitaria, por que não ter nada, é difícil, mas ver uma luz no fim do túnel é o que muitos precisam.
Esse carrinho foi para outra pessoa, e quem sabe não desfrutará melhor do esforça conjunto de tanta gente em fazer o bem? É a verdadeira “corrente do bem”.

Não sei se estamos fechados para o mundo, vendo apenas através de um vidro e se assim não ficamos na zona de conforto merecida, não sei se isso é errado. Esse senhor era invisível, e alguém o trouxe a tona, mostrou aos transeuntes que por ele passavam que ali estava um homem, com história, desamor e angustias pelo desprezo de muitos. Posso concluir que se ali estava, foi por mérito dele. A invisibilidade muitas vezes é a luta para que o mundo o deixe quieto num canto. A mão foi estendida e ele se negou a tocar.

Para mim a vida continua como ontem, como há uma semana, e assim será. Lamento muito pela garota ( minha amiga Ludmilla) que se mobilizou, fez algo além do que podia para ajuda-lo, e sentiu o gosto amargo da decepção. Ela é bem jovem ainda, e vai compreender o quanto o ser humano é complicado. Como advogada e futuramente juíza, foi um pequeno estagio para decifrar o caráter de algumas pessoas.

Não deixemos de ajudar, mesmo que sejamos abatidos pela ingratidão. Não da para esperar retorno de nada e de ninguém. Se fizer caridade, que seja de forma desprendida. Se receber um “obrigado” já estará de bom tamanho.

Abração a todos e ótima semana






HUMMMM...SERA QUE É?

Dia desses conversava com amigos sobre as maneiras fáceis de identificar certas pessoas pelo gênero, manias e gostos. Antes de tudo, não é regra, é apenas piada, ok. É bom avisar por que sempre há um leitor avido a tirar satisfações e achar que incitamos o preconceito.

Como descobrir um hipocondríaco:

1 – escolha uma doença inexistentes no hipocondríaco e fale de um maravilhoso exame que diagnostica isso. Ele ficará de olhos arregalados e minutos depois achará que também tem o problema e deverá fazer esse exame.
2 – mostre remédios coloridos que toma e faça inveja a ele. Se perceber aflição nos olhos, pronto, é uma pessoa hipocondríaca.
3 – olhe para ele logo de manhã e diga: nossa como você ta pálido! Aguarde a reação.
4 – esconda a caixa de farmacinha caseira dele e peça algum analgésico. Veja o desespero e conclua a “hipocondria” da pessoa.
5 – finja um desmaio na frente de uma pessoa assim, e pronto, acabou o teste, você já pode concluir se ela é ou não uma doente de verdade.

Como descobrir uma sapatão:

1 – primeiro verifique se ela usa: camisa de botão, relógio com pulseira de couro, perfume masculino, e se fala no namorado sempre na terceira pessoa do singular “ele”. Então:
 - mostre a ela uma cerveja estupidamente gelada, e veja salivar;
- diga que tem uma mesa de bilhar em casa e perceba o brilho nos olhos;
- jogue sobre a mesa um exemplar da playboy de Cleo Pires, e a enxergue a baba no canto da boca;
- diga que adora churrasco, espere a reação;
- faça rodinha de violão e então ataque com Ana Carolina ou chimbalaiê da Maria Gadú. Se ela de alguma forma se emocionar, pronto...suas duvidas terminaram.
Obs.: sapatões são miseráveis, então vendem a latinha de cerveja do churrasco pra comprar mais. Vendem coisas velhas e sobras que possam gerar renda pro próximo churras, fato!!!

Como descobrir se um cara é boneca:

1 – Trate cantoras americanas como divas, e veja o que ele responde;
2 – peça dica para comprar esmalte, pode ser para a mãe, irmã ou namorada, ele vai saber a cor da moda;
3 – jogue uma barata sobre ele ou lhe dê um susto;
4 – toque I Will Survive e espere a perninha balançar;
5 – fale de Cristiano Ronaldo e veja a empolgação;
6 – e por ultimo peça para que ele o ajude em compras no shopping...vai ver só o brilho no olhar.

Como descobrir um macumbeiro:

1 – diga o nome de um orixá e espere a explicação.
2 – brinque dizendo que fará um despacho. Se levar bronca da pessoa, é macumbeira;
3 – toda casa de macumbeiro tem imagem de São Jorge.
4 – na despensa há pacotes infinitos de pipoca. Afinal há um determinado dia que se toma banho de pipoca.
5 – No réveillon não fazem oferenda a Iemanjá, isso todos fazem, o orixá deles é mais poderoso, tem nomes inomináveis.

Como descobrir uma falsa religiosa:

1 – faça uma fofoca e veja sua reação. Se interessar é por que é falsa.
2 – Toda fanática religiosa acha que os gays são sem vergonhas e que viraram bichas depois adulto.
3 – toda carola é safada, e esconde alguma tara...se desconfiar, jogue verde, vai ver como ela cai.
4 – toda beata sua na presença de um homem sem camisa, principalmente se ele for peludo.
5 – toda beata é gorda.

Há também maneiras de descobrir um corno, uma biscate, um pedófilo, um maníaco compulsivo, um psicopata, mas aí o post ia ficar imenso e nos dias de hoje ninguém gosta de ler coisas extensas demais.

Abração a todos e ótima semana


A BIRUTICE HEREDITÁRIA - CAPITULO 1

Ahhhhh que atire a primeira pedra quem não tem parente biruta. Sei lá também se quem me olha não diz: esse bate fora do bumbo!!!

Sempre gostei muito de conversar com meus parentes mais velhos, em particular minha avó, que era a caçula de uma família gigantesca e pitoresca. Eram em 14 filhos, sendo 12 legítimos, 1 adotado e 1 do primeiro casamento do pai dela.

Falarei em partes, capítulos, temporadas, ou seja, lá como definirei esses textos de cunho pessoal. Afinal expor a intimidade da família pode dar encrenca. Dá nada, já morreu todo mundo...rs rs rs.

A irmã mais velha de minha avó veio de herança de um primeiro casamento do meu bisavô, que era um mistério. Ninguém nunca falou como morreu ou desapareceu a essa primeira esposa, mas a filha já chegou ao segundo casamento com a mesma idade da noiva. Minha bisavó foi dada a casório ou vendida, sabe-se lá, com 18 anos. Vinha da Ilha da Madeira em Portugal com dois irmãos que trataram de livrar-se dela, abocanhar sua parte da herança e desova-la para um homem de 45 anos que nos meandros de 1800 e cacetada era um velho caduco. Imagine que a expectativa de vida dos brasileiros em 1900 era de 44 anos, em 1890 ela casou com um de 45...o cara já tava morto.
meu bisavô

Mas ele ainda fez mais 12 filhotes nela, fora vários que morreram ou foram abortados espontaneamente. Durante 25 anos até o digníssimo bater as botas gravidez era coisa corriqueira. A pobre coitada não descansou um ano sequer. Além de permanecer embuchada, trabalhava como louca numa cozinha industrial que fornecia alimentação para os presídios. Hoje seria como uma rede de restaurantes.  Enquanto isso, o bonitão e sua primeira filha gastavam a grana nas baladas da época.

Essa irmã mais velha, por onde começo, por que assim estipulo uma cronologia, era da pá virada. A abolição da escravatura era recente quando minha bisavó chegou ao Brasil, e os escravos que viviam na casa não foram embora. Oras, pra que ter empregados pagos, se os negros queriam ficar! Essa era a mentalidade do véio. Durou pouco, por que obviamente quando a justiça estipulou que não haveria mais trabalho sem remuneração, os negros se foram, os que ficaram minha bisavó pagou religiosamente por anos.

Mas toquei nesse assunto para poder falar do tipo que era essa minha tia-avó chamada Umbelina. Talvez a primeira vilã da história da minha família. Ela judiava da madrasta recém-chegada humilhando-a por um defeito que tinha no braço esquerdo e por ser portuguesa. Obviamente não tinha mais educação que ela, por que minha bisavó chegou a cursar os primeiros anos da Universidade da Ilha da Madeira, até ser arrancada de lá e trazida para a terra dos índios, enquanto Umbelina parou os estudos por ser preguiçosa. Por muitas vezes estragou a comida feita pela madrasta para encrenca-la com o marido.

Umbelina era chegada num negão. À noite quando o pai saia para os bordeis da cidade, deixando a esposa gravida em casa, a safadinha pulava para a casa dos empregados. E de lá se ouvia os muxoxos da conspurcação carnal...rs rs rs. Assim ela o fez até o dia que o pai soube. Umbelina foi casada as pressas com o filho meio bobo de um delegado e mandada pra fora da cidade onde nunca mais voltou. No casamento o pai jurou aos presentes que a filha mantinha maculada sua honra, e que era uma felicidade imensa casa-la com família de alta estima. Luvas, chapéus, camafeus de nozes e muita toalhinha de renda distribuída na casa de 3 andares da família.

Soube-se muito tempo depois que o primeiro filho de Umbelina e o bobo nasceu moreninho.

Também comentavam a boca miúda que o véio que diziam ser meu bisavô era filho de um índio, tinha 16 irmãos que fugiram juntos numa única noite deixando o pai ( que tinha o apelido de João onça) sozinho. E o que explica quem sabe a birutice de toda a família nos anos seguintes foi que muito novinho contraiu sífilis.

Continua....


Abraço a todos.

UM LUGAR METIDO A BESTA...

Há excelência máxima no provérbio: Diga com quem andas que direi quem és!

Campinas, minha cidade natal e domicilio tem 240 anos, e cerca de 1 milhão de habitantes que se dividem da seguinte forma: 10% campinóides e 90% baianada.

Aqui tudo o que foge ao padrão elitizado de uma parte da população é coisa de Baiano, no mais alto grau pejorativo que se possa imaginar. Só pra constar, estou entre os 90%.

As pessoas fingem um status que não tem. Carros financiados que desfilam pelo bairro nobre da cidade ( nada contra carro financiado, o meu quitei graças a Deus, mas logo entro em divida de novo) ostentando uma grana que não lhes cabe mais. Não frequentam o shopping mais popular, acham que diversão só existe em São Paulo e nada, nada de falar assuntos populares, tipo novela ou programas da TV aberta, isso é coisa de ralé.

Observe um tipo simpático(a)  aos olhos, faça amizade e verifique o circulo de amigos. Com o tempo verá que são todos do mesmo balaio. Pessoas pedantes, que só falam de suas viagens faraônicas, e que desprezam todos os 90% de baianada que lhes serve o café na padaria chique todas as manhãs.

Assim são os campineiros. Claro que não é uma exclusividade daqui e há exceções, obviamente. Talvez seja mais acentuada por que no passado Campinas foi muito rica, e boa parte dos grandes cafezais e seus Barões moravam aqui. Tanto que o teatro municipal que não existe mais fora construído para que não precisassem se deslocar a capital para ostentar seu luxo. Essas famílias deixaram herdeiros, esse perderam tudo com o tempo, mas deixaram os sobrenomes que aparecem primeiro que os narizes bem feitos em clinicas de cirurgias plásticas.

Cursei arquitetura numa época em que não figurava entre os cursos mais procurados e no frigir dos ovos era um caça maridos para as dondoquinhas da cidade e região. Se pudesse juntar toda futilidade do planeta isso estaria nas turmas de arquitetura da pucc, na minha época e nas anteriores. Formaram-se bons profissionais que hoje se espalham pelo estado de SP, e centenas de mocinhas casadoiras que logo depois de formadas arrumaram bons partidos. Afinal, se não der conta de construir uma casa, quem sabe decora-la não da status?

E assim se fazem os profissionais do ramo. Há pouco tempo estive na Casa Cor de SP e vi um mundo centenas de anos luz a frente de Campinas. Uma mostra que segundo uma amiga demonstra que o que se faz em Campinas é parecido com a casa de uma tia acumuladora. Mas os profissionais da área gabam-se do talento encontrando em revistas de decoração.

É cansativo viver num local com tanta gente poser. Não gosto desse termo, mas talvez esnobe esteja ultrapassado para realmente dar sentido a esses tipos que residem por aqui. Não são mauricinhos, são coxinhas. Não são patricinhas, são Mini misses americanas que tentam bons casamentos que infelizmente não chegam a 3 primaveras. Elas não crescem. E as que crescem são amarguradas pela realidade estampada na cara. Ou tem sucesso financeiro e fracassaram na vida pessoal, ou tem ótimos casamentos e não conseguiram emplacar nem uma brigadeiria, coisa da moda hoje em dia. Mas tem também as que dizem viver um conto de fadas, onde só ela acredita, por que quem está em volta já enxergou o fracasso há muito tempo. Restam a elas comerem Frontal com dobradinha como se não houvesse amanhã...

Não sei se em outros locais do Brasil as culturas se destoem tanto da realidade daqui. As pessoas dizem que somos iguais em cenários diferentes. Será?

Boa semana a todos.




MUDANÇAS SÃO BEM VINDAS?

Sou um aquariano em completa metamorfose.

Criei o Báu do Jamal há 7 anos , escolhendo um nome aleatório por causa de uma brincadeira boba. Sei que a identidade de um espaço como esse é importante, por isso decidi aposentar o Sr. Jamal, e dar espaço a mim mesmo: Fael, apelido de infância entre os mais íntimos da família.

Hoje a maioria das pessoas que por aqui passam sabem quem sou, veem minha cara estampada ali na lateral, e alguns até compartilham outras redes sociais. Então não vejo mais sentido em manter o Jamal, por que acredito que divido um espaço com muitos amigos novos, e outros que ainda não se manifestaram e aqueles que já conheço uma vida toda.

E quando penso num Báu onde guardo recordações me vejo apropriando-me de uma frase de capa de disco de Marisa Monte: Memórias, Crônicas e Declarações de Amor. Isso resume cem por cento o que publico aqui. Minhas memórias que todos já conhecem e ainda virão a conhecer. Minhas crônicas que não consigo guarda-las apenas na mente, e as declarações de amor, por que amo muita coisa. Amo pessoas, amo novelas, amo cinema, doces e tudo que a vida mostra de beleza.

Espero que a mudança de identidade não seja um empecilho para que continuem a me visitar. Eu sou o mesmo de ontem, e serei o mesmo de amanhã, por que hoje e sempre serei Fael.


Abração e ótimo fim de semana pra todos.

NÃO SER APENAS PELE

Relacionamento. ( do Dicionário  Aurélio)
1.Ato ou efeito de relacionar(-se).  
2.Capacidade, em maior ou menor grau, de relacionar-se, conviver ou comunicar-se com os seus semelhantes.
3.Bras. Ligação de amizade, afetiva, profissional, etc., condicionada por uma série de atitudes recíprocas; relação.

O relacionamento como está explicado no verbete do Aurélio é uma forma de convivência com semelhantes, no caso, seres humanos, e não animaizinhos, como muitos fazem ( trancam-se com seus cães em casa e passam a trata-los como gente). E assim “relacionando-se” com iguais é que criamos a sociedade em si. Mas a convivência diária e frequente pode causar a algumas pessoas certa dependência. Explico meu pensamento: Há pessoas que nascem para dominar e outras para serem dominadas, isso é o normal do ser humano. Imagine se todos quisessem dominar? Estaríamos num embate frequente, viveríamos como leões a brigar pelo seu bando o tempo todo. E assim, os dominantes subjugam os dominados e se não forem pessoas boas, de índole ilibável farão com que os mais fracos sofram.

Sou um ser de fácil convivência, apesar de nos últimos anos acentuar um pouco a personalidade chata que a idade trás, mas mesmo assim maleável, desde que me provem que estou erado...rs rs rs. Isso a olhos de alguns chama-se: prepotência.

Vejo algumas pessoas, inclusive eu mesmo por alguns anos, viverem a sombra de outros. Aqueles dominantes que se acham sabedores de tudo ( muitas vezes temos que dar a mão a palmatória por que estavam com a razão) acabam por minimizar a personalidade dos que estão em volta e são mais fracos, e lhes impõe uma carga de valores baseados no seu próprio umbigo. Nem sempre o que é bom pra eles, também é bom para a massa. E assim minimizados nas suas atitudes os fracos convivem endeusando a opinião do dominante.

Vemos isso satirizado em filmes de colegiais onde a líder de torcida é a figura principal de um time de meninas que a bajulam para poderem usufruir sua influencia. A politica é assim, a vida artística, as amizades e até os relacionamentos amorosos ( estes eu não vejo com bons olhos, por que submissos em casamentos ou namoros acabam se revoltando um dia). Bom para os que enxergam e se livram a tempo.

Há um exemplo básico para pessoas que vivem a vida alheia. A cobra é um animal que troca de pele, é sabido e quando o faz abandona a casca que lhe foi útil à deriva e segue sua vida normalmente como manda a natureza. Ser a pele é estar junto, conviver, viver a vida daquele ser, mas nunca ser ele. Um dia ele abandona a pele e parte para outra, revigorado, e se não houver estrutura suficiente para entender que a vida não é baseada no que o outro pensa, faz e age, entra-se num estado de abandono, e muitas vezes depressão.

Ganhamos o dom da vida e temos que saber lidar com ela. Às vezes é mais fácil deixa-la por conta de alguém que a comande pra você ditando o BE A BA de tudo, mas nunca deixar que a sua essência seja manipulada por outros. O dia que acorda e compreende que foi usado de certa forma o amargo gosto da decepção lhe vem à boca.

Tenhamos amigos, namorados(as), esposo(a). Dividamos a vida, por que é necessário vivermos em grupo. Não se vive só de família, como não se vive só de amigos. Há um equilíbrio saudável entre os dois para que não haja desgastes desnecessários. Mas nunca devemos nos anular em prol de outros, em circunstancia alguma.

Isso é tão comum na vida pré - maturidade. Só enxergamos que somos donos de uma opinião, de um gosto pessoal, de uma visão particular do mundo, quando entendemos que a vida é nossa, e não de quem nos domina.

Quer fazer parte da vida de alguém? Seja carne da carne, entre para valer numa relação a dois ( mesmo que seja amizade) para amanhã não se sentir a pele abandonada numa troca natural da vida.

Boa semana a todos...


NÃO ME TRATE, POR FAVOR...

As redes sociais criam centenas de frases de autoajuda e creditam as mais diversas e bizarras celebridades do mundo cientifico,  televisivo e literário.

Uma delas que vira e mexe está de volta, com cenários novos, luzes e purpurinas é:

Não trate como prioridade, quem te trata como segunda opção.

Já me mandaram isso como indireta, mas eu não visto carapuças que voam por sobre cabeças. Não pego pra mim pipa que voa sem dono, então leio e viro a pagina.

Mas acabei lendo essa mesma simbologia com roupa diferente ontem na net. Dizia:

Não trate como Playstation, quem te trata como banco imobiliário.

Aí obviamente que minha mente criativa do mal produziu outras vinte versões para a mesma frase como:

Não trate como pinta sexy, quem te trata como verruga;

Não trate como coxinha, quem te trata como ovo empanado;

Não trate como café com leite, quem te trata como pingado;

Não trate como Coq au vin, quem te trata como canja;

Não trate como alergia, quem te trata como micose;

Não trate como nádegas, quem te trata como bunda;

Não trate como Fernanda Montenegro, quem te trata como Nanda Costa;

Não trate como gordura, quem te trata como sebo.

Não trate como Roberta Close, quem te trata como Ariadna;

Não trate como água mineral, quem te trata como bebedouro;

Não trate como Cassoulet, quem te trata como feijoada;

Não trate como bacon, quem te trata como toucinho;

Não trate como espinha, quem te trata como furúnculo;

Não trate como progressiva, quem te trata como alisabel;

Não trate como silicone, quem te trata como pneu pretinho;

Não trate como moto, quem te trata como lambreta;

Não trate como Natal, quem te trata como feriado;

Não trate como ar, quem te trata como peido;

Não trate como Picanha, quem te trata como carne moída;

Não trate champanhe, quem te trata como pinga.

E assim vai...se tiver sugestões, acrescente nos comentário.
PAREEEEEE

Abração e ótimo quase fim de semana...







ME TIREM DAQUI !!!!

Tirei meu titulo de eleitor em 1989 logo que instituíram o voto aos 16 anos, e elegi meu primeiro presidente: Fernando Collor de Mello, o caçador de marajás. Não me tornei cara pintada para tira-lo do poder, mas me regozijei com a imagem dele sendo vaiado ao deixar o palácio do Planalto com a sua então mulher, Rosane Muito da Brega Collor e toda aquela corja fétida do seu governo. Vi Itamar Gagá Franco subir ao poder e dividir palanque com a sem calcinha que não me recordo o nome. Mas dessa balburdia surgiu Fernando Henrique, que me desculpem os opositores ou os que não gostam dele, mas para mim a melhor representação que a nação teve nas ultimas 3 décadas. Único período que me orgulhei da imagem de um presidente.

Nunca votei no Lula. Acreditei mais tarde que governara com certa competência, mas cai na realidade e  percebi que elegê-lo foi o pior que o Brasil poderia ter feito. Com ele veio uma corja muito, mas centenas de vezes pior dos que acompanharam Collor no poder. Não há nada pior do que políticos demagogos. E esse povo que jura ter sofrido durante o regime militar se impetrou de cargos elitistas no governo e ali fizeram a festa. Não há duvidas que o governo Petista seja uma ditadura velada.



Aos poucos através de atos, mandatos e histórias para boi dormir o PT vai colocando venda nos olhos e mordaça na boca do povo. É incrível como os partidários atacam aos que não concordam com o que fazem. Não é oposição, é fanatismo. Me sinto num pais comunista démodé. Me sinto dentro de um gigantesco templo da igreja Universal, onde aqueles que não creem no seu Bispo Mor são encarnações do demônio.

Durante os últimos 12 anos de governo Petista, com a alternância agora do engodo maior socado goela abaixo, chamada Dilma Rousseff percebo que o pais entrou num estagio de negação. Nega-se que haja inflação, nega-se que estamos à beira do caos educacional, de saúde e segurança. Quando penso que o povo está vendo isso ( não é possível que apenas eu e uma parte da população enxerguemos) as pesquisas indicam que a senhora de vestimenta duvidosa e cafona se reelegeria com facilidade.

Não sei quem vota nela. Isso me intriga, por que todas as pessoas do meu circulo de amizade, de família, os conhecidos, os amigos de redes sociais, todos indiscutivelmente abominam o governo PT. Então quem são os eleitores? Será que esse povo que tanto a critica nutre um amor clandestino por ela e o PT e tem vergonha de se declarar? O Ministro Dias Toffoli proíbe que urnas sejam testadas em publico antes das eleições. Não dá mais para crer na idoneidade dessas urnas. Países muito mais avançados eleitoralmente não utilizam desse artefato e continuam votando em cédulas. Por que o Brasil, que é o pais do samba do crioulo doido se vangloria dessa “modernidade”. Muito estranho, muitoooooo.

Não tenho em quem votar, não tenho mais interesse em eleger alguém com a intenção de mudar o pais. Não sei se deixar Dilma mais 4 anos seja bom ou ruim, afinal a expertise deles deve ser premiada. Usaram a regra básica da politica de séculos e séculos: pão e circo. No caso os milhões de bolsas: família, bolsa gás, presidiário, aluguel, carro novo, bolsa manicure, bolsa camisinha, bolsa viaje para Disney com grana do povo e assim por diante.

Quero devolver meu titulo. Pode? Não quero mais ser eleitor, não quero mais ter que conviver com políticos, com propaganda eleitoral, com santinhos espalhados pelas ruas, com candidatos tragicômicos, com mentiras, extorsão, cabresto, com Gretchen, mulheres frutas vereadoras e deputadas, ex BBBs que não deram certo na vida, não conseguiram ser bailarina do Faustão e agora tendem a politica. Não quero mais...posso ter esse desejo? Será que o PT me permite?

Me sinto em Cuba.

Abração e boa quinta-feira.

A CULPA É DA MINHA PACIENCIA

Aí pensando com meus botões enquanto vinha para o trabalho numa manhã ensolarada, fria de segunda feira, a qual sei, mais tarde irá esquentar e me deixar suando com a quantidade enorme de roupas que sai de casa fiquei matutando se me tornei um chato ou se a paciência, que sempre foi uma virtude minha, está deixando de existir.

Sempre engoli sapo, digo sempre mesmo. Talvez a criação dada pelos pais, aonde a educação e o respeito vinham antes de qualquer outro item da convivência humana me fizeram crescer com essa paciência ilimitada para as babaquices que encontrava no caminho. Não sei se é uma fase, se realmente depois de 4 décadas de vida as coisas parecem menos coloridas, me vejo retrucando qualquer desaforo impetrado a mim os aos que me cercam.

Não consigo mais escutar insolências e ficar quieto fingindo não ser comigo. As pessoas se julgam tão senhoras da palavra que despejam suas frustrações no primeiro que encontra nos deixando algumas vezes atônitos com tamanha audácia. Não falto com educação com ninguém, me controlo para não comentar coisas desagradáveis que magoem ou ofendam outros, mas rebato na hora se algo me desagrada.

As velhas estão de birra comigo. Semana passada três me encheram o saco. Para todas retruquei, coisa que anos atrás ficariam entalados na goela. Uma roubou 13 lâmpadas que havia testado uma a uma dentro do Leroy e ainda se fez de ofendida quando peguei de volta. Mandei na lata que era uma folgada. Foi reclamar pro gerente...rs rs rs. Fui surrupiado na minha vez dentro de um açougue depois de 25 minutos esperando. A metida da velha entrou na minha frente e disse, sou prioritária. Levou na lata: prioritária se tivesse mais atendentes, com um apenas, não há prioridade pra ninguém, há fila. A terceira me fechou num cruzamento como se não existisse mais ninguém no mundo. Ouviu um buzinaço que comecei acompanhado de mais de 5 carros que foram prejudicados pela má habilidade ao volante de uma velha estilo Beth Szafir. Não da para ter calma assim.

Minha paciência se esgotou para aquelas pessoas que falam demais, metem o pau até na lua. Geralmente esse tipo é homem. Aquele que sabe de tudo, viajado, que saliva quando uma bunda feminina aparece na frente, desrespeitando esposa e filhos. O bom churrasqueiro, o bom jogador de futebol, o faz tudo, o sabichão. Convenhamos, numa era digital onde o conhecimento pulula como agua em fonte esse tipo está ultrapassado. Alias, é o mesmo que faz piadinha de viado o tempo todo.

E por falar nisso, nunca vi tanta gente querendo ser simpática “a causa” como os grupos gays falam por aí, como agora. Lesbicas que se casam em novela e o povo ama, atores que interpretaram gays na próxima novela sendo os mais aplaudidos. Autor que resolve virar bicha velha lesbica, assim agrada a todos. Não entendo esse tipo de reação do povo que aplaude a diversidade, mas reza para que filhos e netos não sejam gays e quando os são, não aceitam e descriminam. Essa hipocrisia é tão démodé, que vejo necessário uma palavra assim antiga para descrevê-la. Todo mundo quer ser amigo dos gays hoje, mas ninguém quer ser visto na rua com um.

Uma amiga jovem sensibilizada com a condição de um morador de rua que via todos os dias quando ia para o trabalho um dia parou e conversou com ele. Relatou que as pessoas que cruzavam com ela ali parada ao lado de um sem teto, um sem chances na vida a olhavam com nojo e desdém. Os olhares a acusavam de trazer a tona uma realidade que ninguém queria ver. Aquele homem era invisível até ela parar ali. As pessoas o perceberam e não gostaram da sensação. Estranho e cruel. A sociedade  se acostumou com a iniquidade, com a falta de responsabilidade civil. Acusamos governos, igreja, o vizinho, qualquer um que julgarmos necessário para tirar das costas a nossa culpa. Homer Simpson dizia: a culpa é minha eu ponho em quem eu quero. O brasileiro levou isso a ferro e fogo.

Mas ela não só parou e conversou, escutou os problemas, e resolveu um deles. O homem precisava de um carrinho para carregar papelão e recicláveis, o fruto da sua sobrevivência. Ela se mobilizou em redes sociais e em breve ele receberá um modelo novinho, da forma que sua necessidade e suas forças precisam. Muitas pessoas se manifestaram a respeito, doaram, aplaudiram a atitude dela. Mas aí pergunto, quantas dessas teriam coragem de verdade em parar e perguntar para um morador de rua quais as suas necessidades!
Sr. Fabiano, um morador de rua feliz 
por que alguém o enxergou!

Acostumamos com a paisagem, seja ela bonita ou feia. Acostumamos com os móveis, sendo eles uteis ou não. Muitas dessas paisagens escondem seres humanos. Muitos desses móveis são pessoas as quais não nos importamos por que não agregam valores reais a nossa vida.

Não sei onde iremos parar.

Abração a todos e ótima semana.

CUÁL ES TU NOMBRE?

Acredito que na vida toda tive uma mente inventiva. Criei situações, histórias e acontecimentos que nunca saíram da imaginação ou do papel.  Talvez pela criação livre de amarras, digo, livre para ser criativo, por que difícil encontrar na minha geração quem não tenha tido certo cabresto imposto pelos pais e a sociedade.

Gosto de nomes! Gosto de cria-los. Meus personagens ( eu escrevo, para quem não sabe) são os tipos mais esdrúxulos que se pode encontrar, tanto que a diversão para os que me leem é  descobrir os nomes dados aos ditos cujos para quem desenvolvo histórias. Gosto de chamar as pessoas por outros nomes, e só o faço quando gosto, ou tenho intimidade. Aqueles aos quais eu já mudei o nome na hora de chamar saibam: tenho muito apresso por vocês.

Na minha infância vários e vários nomes povoaram a imaginação e as brincadeiras em casa. Na rua onde morava também batizamos os vizinhos cada qual com seu título, assim ficava e fica mais fácil comentar sobre as pessoas sem que eles saibam. Minha irmã tem essa particularidade também, alias ambos tínhamos amigos invisíveis em comum na infância. Tenho 4 anos de diferença, então quando ela pululava imaginação eu ia junto, infantil, mirrado e café com leite.

Jessica era uma universitária que morava atrás da cortina da sala de estar. Tinha 18 anos e fazia faculdade. Não sei qual curso, apenas que era universitária. Sempre que abríamos a janela para atender alguém que batia a porta trocávamos algumas palavras com Jessica. Muitas vezes a visitávamos. Em outra cortina ( na sala de jantar) morava a Puta. Isso mesmo, esse era o nome da senhora. Fofoqueira, maldosa e alcoviteira. Puta morava só, era só, nunca se casou e por isso talvez fosse uma mulher amarga. Minha irmã tinha o pseudônimo de Meléra Belha. O meu era Meléra Apinutre com Méle e meu irmão era Mêlo. Só não entendo por que minha irmã me batizou com um nome feminino, enfim, assim nos chamávamos quando havia provocações infantis.

No quintal havia um quartinho de despejo, lá era a venda do Seu Italo, no banheiro moravam as trigêmeas Maria Amélia, Magnólia e Mariana ( essas apenas eu conhecia). Na rua tínhamos a Dêla Gurila, A Saco de Bosta, Córga, a Cuca, as Mosquitas, o Pintor, o Pinto louco, o Seca Esmalte, Beth Porrada, a Sandra da Esquina, a Elisa fofoqueira, o Caganeira, o Bigode de Taturana, A Berruga de Brigadeiro, a Petuda, o Lambari, a Cida Mineira, a Tiróide, Pauléte, o Sidêma Pulmonar, a Gára, a Cida Louca e alguns que agora talvez me fuja da lembrança.

Os cenários mudaram conforme crescemos e hoje temos outros personagens povoando nossas vidas. Pessoas que entram e saem do nosso caminho. Minha irmã e suas filhas continuam, assim como eu, a dar nomes a tudo e a todos. Não acredito que seja um desrespeito por que é algo entre nós apenas. Não saio por aí dando apelidos pejorativos as pessoas provocando constrangimento publico. Hoje, na idade que estamos não dá mais para criamos personagens invisíveis. Na infância isso é aceitável, na vida adulta é esquizofrenia. Mesmo a mais nova da família, hoje com 11 anos dispensou seu amigo imaginário de quase uma década. Chamava-se Purgo. Era um homem que se vestia de mulher, usava sapato Anabela, estudava geometria e apanhava do companheiro. Nunca paramos para tentar compreender o que ela queria dizer com essas características. rs rs rs.
65% das crianças tem amigos imaginários.

As pessoas devem me chamar de alguma coisa também. Assim como temos o habito de criar apelidos para os que nos cercam, obviamente que o fazem comigo. Mas engraçado que não são todas as pessoas que ganham esses apelidos. Tenho amigos íntimos, que o nome sempre foi o mesmo, sem nenhuma outra conotação engraçada. Já me chamaram de Zelão, de Pastelão, de Cuminho, Aspirqüeto, Palomino, mas o meu apelido é sempre será Fael.



Abração a todos e ótima terça feira.

PESSOAS SAMAMBAIA

É difícil e complicado afirmar que existem pessoas inúteis no mundo, mas sim, existem. Alguns passam por essa existência sem deixar vestígios, sem contribuir com nada.

Minha avó tinha irmãos um tanto estranhos que geraram filhos mais estranhos ainda. Graças que estou na terceira geração então essa maluquice toda se desfez um pouco, mas toquei nesse assunto para exemplificar um tipo de pessoa que passa pela vida como um objeto e não agrega nada. Uma das primas da minha mãe casou-se com outro primo de sangue e geraram uma filha lindinha. Essa garota passou uma vida toda sem produzir, sem gerar nada. Ela veio ao mundo apenas para comer da nossa comida, usar do nosso ar e se foi assim sem deixar nada, nem uma arvore, um livro ou um filho. Não namorou, não casou, não teve amigos, não brigou, não xingou, não amou. Ela simplesmente existiu, nada mais. Claro que sei o porquê disso. Uma mãe maluca, totalmente desiquilibrada emocionalmente que a criou dentro de uma redoma de vidro, sabe-se lá por que. Chegou ao extremo de conversamos com a garota e ela responder na frente. A pobrezinha não tinha gostos, não tinha estilo, não tinha vontades. Foi-se bem cedo, graças a  Deus. A mãe está aí até hoje, parecendo um abutre curvado e fétido.

Enfim, essas pessoas samambaias que só existem para enfeitar um canto da sala estão espalhadas por todos os lados. Tenho certeza que cada um de nós tem dentro da família um ser assim. Aquele que não contribui que passa a vida tendo 12 anos. É tão bom ser útil para os outros!!!

Infelizmente pessoas desse tipo não podem ter obrigações dadas a elas, por que simplesmente não as cumpre. Elas empurram com a barriga, fingem fazer, mas na verdade tem interesse zero em ser de alguma utilidade. Preocupam-se mais com o umbigo do que qualquer coisa em sua volta. No trabalho há muitos desse tipo. E o pior que alguns desenvolvem um tik terrível, o puxa saquismo do chefe. Então ele não faz nada, não cumpre suas obrigações, mas como é o queridinho dependurado nos bagos do comandante, passa ileso.

Mas há também o inútil funcional, aquele que trabalha, namora, casa, tem filhos, mas não agrega nada a nada. Conheço pessoas assim. Geraram filhos e os odeia, por que fingem serem pessoas capazes, mas quando deparamos com as suas crias mal ajambradas praticamente as desmascaramos. Pessoas que forçam uma máscara tão leve que ao sopra-las conseguimos identificar a sua verdadeira estampa: incapazes, incompetentes, infelizes.

Nem todo mundo tem o dom de se útil. Mas o fato de ajudar alguém, ter paciência com crianças ou idosos já é algo que nos põe num patamar de utilidade publica. Sabemos identificar uma pessoa prestativa quando colocamos na sua frente alguém com necessidades especiais, um idoso, por exemplo. Cuidar de uma pessoa que já não tem mais serventia física e mental para o mundo é uma dadiva. Não permitir que essa pessoa apodreça a olhos vistos e dar-lhe dignidade até seu derradeiro fim é mais do que ser útil, é ser benevolente, caridoso, é demonstrar o verdadeiro significado do amor. Não adianta chorar quando não estiverem mais entre nós. Cuidar é um dom, e todos nós podemos tê-lo, basta o coração ter compaixão humana.
Acredito que não sou samambaia.

Abração e bom feirado aos paulistanos...


DEUS LHE DEU 1 KG DE INTELIGENCIA E DOIS DE ANTIPATIA...

“O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão do conhecimento” Stephen Hawking.

Não há coisa mais chata nesse mundo do que conversar com pessoas que se julgam inteligentíssimas, cultas e acima da capacidade intelectual de 90% da população. E também não há nada mais elegante do que ser inteligentíssimo e conversar com todo mundo, dar oportunidade para todos beberem do conhecimento adquirido por uma capacidade aquém.

Sempre tive consciência de não ser uma pessoa com intelectualidade acima da média, mas nos meus anos de vida, de estudo, adquiri sim um pouco de conhecimento das coisas interessantes do mundo. Acho primordial saber de tudo um pouco. Aquelas pessoas bitoladas num mesmo assunto tornam-se tão cansativas que amigos são artigos raros nas suas vidas, por que ninguém consegue conviver com alguém que é limitado num mesmo assunto, ou como gosto de dizer: monoassuntico...rs.

Existem frases tremendamente irritantes do tipo: ahhh, não vejo essas coisas populares!!! Como se um programa de auditório, novelas ( essa já falo já) ou qualquer outra coisa de gosto público fosse de cunho inferior para mentes brilhantes. Não, não, não. As mentes mais capazes, as que se distinguem são aquelas que absorvem o máximo de conteúdo variado e sabem separar o que lhes acrescenta ou não. Eu não vou chorar numa apresentação de bale, por exemplo, por que para mim isso é tremendamente chato, mas respeito, assisto, compreendo e aplaudo. Há por trás disso a capacidade individual da dança, num segundo plano a competência de outros profissionais que montaram coreografia, cenários e tudo mais envolvido num espetáculo desses. É necessário respeitar gostos e opiniões.

Novela é o produto mais rentável e bem feito do nosso país. O cinema hoje da passos largos em direção ao sucesso por que quase 100% do que está nele veio de novelas. Então, não subestime isso, não avacalhem o produto de maior exportação e que mostra ao mundo a nossa cultura verdadeira, e não favelas, samba e traficantes. Temos tanto feeling para isso que hoje julgamos um texto se é bom ou não e damos aqueles que são criativos o devido respeito. Avenida Brasil esta aí para comprovar. Sucesso absoluto na terra dos hermanos... Escrava Isaura é a obra mais vista no mundo. Então não digam que isso é lixo. Pode sim haver um ou outro texto que sejam desconexos, mas não se pode negar a eficiência desse formato. O pior que quem mais mete o pau em novela é justamente aquele que baba ovo para seriados americanos. Vejam bem, não estou apontando ninguém, apenas comentando por que conheço na vida pessoal, muitos que fazem isso.

Futebol, carnaval, cerveja e bunda. Isso é gosto popular e posso não gostar de um ou de outro, mas não faço militância contra como muitos o fazem, por exemplo, com o BBB. Acho que esse reality realmente já chegou ao seu limite, mas há centenas de milhares que adoram, que se divertem vendo o circo humano pegar fogo. Não saio por ai reclamando de futebol. Não cuspo no carnaval. Então deixe minha novela em paz e não me chamem de noveleiro em tom pejorativo.

Hoje as pessoas usam o termo “poser” para identificar aquilo que julgam elitizado demais. Babaquice ao cubo. O que seria algo poser? Uma exposição de arte? De arquitetura? Um teatro ou show que custe muito caro. Sinto apenas que alguns desses itens não sejam mais acessíveis, por que assim esses críticos medíocres poderiam achar que uma ópera de Verdi tornou-se popular apenas por que o ingresso custa 20,00. O conteúdo continua o mesmo, mas o valor do ingresso é que define o “poser” do popular. Ahhhh paciência com a mediocridade humana!!! Esses são aqueles que viajam para o exterior e postam mais fotos sobre o que veem do que compreendem o que estão fotografando.

Odete Roitman, Nazareth Tedesco, Sinhozinho Malta, Odorico Paraguaçú, Ilka Tibiriça, Helenas, Viúva Porcina, Jacutinga, Pilar batista e Murilo Pontes, Ruth e Raquel, todos esses personagens e muitos mais me representam.


Boa semana a todos.