O MEU, O SEU, O NOSSO TIM MAIA

Será que existe diferença entre os cérebros de  pessoas normais e gênios? Certamente há. Não sei se a massa cefálica, os neurônios, neurotransmissores ou o quer que seja, mas o comportamento de um gênio se diferencia dos padrões.

Amy Winehouse era sem duvida uma voz impar, um talento absurdo, um diamante lapidado, e não há razão para que exponha o bla bla bla da sua vida, que culminou na morte prematura. Aí faço outro questionamento, a fama, o sucesso, endoidece?

Assisti “Tim Maia” e fiquei cá com meus botões pensando: por que um cara tão genial se autodestrói de modo avassalador?
O Filme baseia-se na obra de Nelson Motta que me deixou salivando de vontade de ler. Uma construção perfeita de um mito, que alguns não fazem ideia da importância dentro da musica nacional. Nas telas o homem Sebastião Maia é o foco. O artista Tim Maia está ali, coadjuvante de um ser com personalidade difícil, pode-se dizer insuportável, mas genial.

Para quem cresceu ouvindo Tim Maia ( lembrando que seu primeiro disco foi lançado em 1970) eu praticamente dei os primeiros passos vendo o Sindico do Brasil arrebentar os ouvidos com seu vozeirão grave e suas musicas soul/samba/melosas.

A produção é recheada de bons atores, de celebridades que não vou mencionar por que umas das delicias de assisti-lo no cinema é identificar quem são as pessoas que compunham o cenário da vida tumultuada de Tim.

Três fases de vida, três atores sensacionais, mas o destaque está em Babu Santana, que traz a alma do mito de volta aos nossos olhos. Sensacional interpretação. Algo que chama atenção e destoa de outras cinebiografias como a de Cazuza é o fato dele não dublar Tim Maia, ele canta, de próprio gogó. Um tom abaixo, uma ronquidão a menos, um grave não tão grave, mas espetacular. Babu não é uma cópia, é uma interpretação surpreendente de uma cara fantástico.

O Filme te leva a viajar com a trilha sonora perfeita, as musicas que todos conhecemos, que dá para cantar junto a todo o momento. Uma produção esmerada, com ótimo som, fotografia simples, mas ambientada perfeitamente nas décadas de vida do cantor.

Tim é deliciosamente desbocado. Não há como passar ileso aos seus palavrões, xingamentos e  frases de efeito. Um mal humorado carinhoso, um homem perturbado pela sua genialidade.  E é aí que volto a perguntar: será que pessoas como ele veem o mundo de forma diferente? Não se pode dizer que a fama, sucesso tenha estragado seu caráter, levado ao uso de substancias toxicas. Tim nasceu estranho, cresceu com uma necessidade de algo que talvez não tenha encontrado nessa vida, mas felizmente deixou um legado que podemos carregar, sentir e cantar.

Viva Tim maia, Viva o Sindico do Brasil.

Recomendadíssimo para quem quer um bom filme. E deixo uma das melhores de Tim Maia, a que arranca lagrimas no filme...



Abraços e bom fim de semana.

BORDANDO AMIZADES EM TOALHA BRANCA

Nunca temos chance ou ideia de dar boas vindas às pessoas que entram em nossas vidas. Quando percebemos já fazem parte do cotidiano, e algumas mudam completamente o seu modo de ser, e mesmo assim, não paramos pra dizer: obrigado por você cruzar meu caminho.

Um dia, eles se vão. Alguns definitivamente! Mesmo assim continuamos em nosso mundinho e esquecemo-nos de dizer: ohhh, você foi importante para mim, mesmo que por um dia, uma hora, alguns minutos. Ninguém deixa de fazer diferença em nossas vidas, mesmo que pela cia de alguns instantes, um papo virtual, um copo de cerveja numa festa. Tenho a impressão que todos os que cruzam nosso caminho cumprem propósitos. Alguns exercem o papel destinado, outros apenas fazem bolhas de sabão que brilham na luz e explodem, desaparecendo.

Não sou uma pessoa com centenas de amigos. Não, não. Tenho poucos e fies. Não coleciono dezenas de pessoas no facebook. Não tenho milhares no twitter, nem vejo toneladas de fotos no instagram. Gosto de restringir o círculo de amizade, assim posso me doar um pouco mais a todos. Não tenho o gene da “necessidade de atenção”. Vivo bem sozinho, vivo melhor ainda com companhia. Mas não me desespero pela aprovação alheia. Um dia já precisei disso, hoje não mais.

Vejo tantos perdendo tempo vital cuidando e difamando outros. É tão bom dividir experiências, rir juntos. Os melhores momentos da minha vida sem dúvida passei com amigos. Família nos da aquele suporte chamado “base”. Aquele lugar e aquelas pessoas que sabemos estarem lá para qualquer eventualidade. Mas risadas soltas, bobagens infantis, isso eu consigo com os amigos que escolhi para minha vida. E olha que as portas e janelas não estão fechadas. É só ir chegando e tomando assento. Me conte suas ironias e me ganhe em bandeja de prata.

Mas está tão difícil nos dias de hoje entregar suas idiotices para alguém rir com você. Não sei o que há entre essa geração “internetiana” que vale mais a pena o check in nos lugares de badalação do que a piada pronta sobre os personagens em volta. Eu tenho uma bobagem genética. Eu rio sozinho, eu vejo além do que os outros enxergam e não tenho com quem dividir. Odeio a cara blasé que fazem quando solto um comentário irônico. Será que as almas envelheceram ou dar pinta nos lugares da moda vale mais que uma divertida coxinha com fanta laranja?

Adoro ver arte, por mim passaria fins de semana inteiros visitando exposições. Me encanta o pensamento do artista, mesmo brigando para entender o que passou pela cabeça deles, tentando ver o que o levou a dizer: está pronto. E posso falar? Faltam amigos pra isso. Ainda bem que tenho os meus poucos, mas fiéis que me ensinam e tem disposição até para assistir uma senhora de 92 anos cantando. Acreditem, nem todo mundo enxerga a necessidade de ver um ícone como Bibi Ferreira cantando.

Aos que passaram pela linha onde caminho, aos que dividiram e dividem o caminho, aos que cansaram e ficaram pra trás, aos que bateram asas e hoje vivem em outro plano, a todas as pessoas que entram e saem da minha vida, obrigado por dividirem um pensamento, um papo descontraído. Mesmo aos que julgo não terem feito diferença, alguma coisa aprendi. Bordo amigos em toalhas brancas para ficarem para sempre estampados.

Espero não ser bolha de sabão nas vidas alheias.

Abração e bom fim de semana.

A INADIMPLÊNCIA DO AMOR

Não existe relacionamento amoroso fácil. Mente quem diga que vive ou viveu um mar de rosas  na dura tarefa da convivência diária de um casamento, da rotina de um namoro, da paciência de uma amizade. Problemas surgem e são necessários para um refinamento dos sentimentos. Tirando a traição, o resto é contornável.

Vejo casais se formando e tendo DRs cedo demais. Acho imprescindível o dialogo. Aparar arestas é o que faz os relacionamentos durarem. Saber os limites do outro é importantíssimo. Mas aí vem aquela cobrança gratuita de sentimentos. Mulheres ( não generalizando) se doam mais e se sentem frustradas por que o parceiro não retribui a altura do que ela almeja. Dou um exemplo familiar, intimo. Minha mãe era o tipo de mocinha que lia fotonovelas. Criou uma expectativa sobre príncipes encantados que não encontrou em meu pai. Eles se gostaram, se casaram, mas ele não era o tipo de cara amoroso, grudento, lambão. Demorou muitos anos de casamento para que ela compreendesse que não existia aquele tipo descrito nas fotonovelas. 

A realidade era mais dura e ela não esperava por isso. Mas acabou entendendo o jeito dele de ser, a forma de agradar que não era com cartas românticas, flores e serenatas. Viveram por quase 50 anos juntos. Hoje, viúvo, é que ele a entendeu e talvez tenha se arrependido de não ter tentado ser um pouco daquilo que ela idealizou.

Sou um bom ouvinte, não sei se bom conselheiro, mas consigo compreender o emaranhado em que as pessoas se metem. Estar fora de uma situação da clareza. Mas difícil é convencer as pessoas que estão erradas.

Não sou a favor da compra de amor. Qualquer relacionamento que se baseia em ganhos financeiros está fadado ao fracasso. Homens que cobrem mulheres de presentes, mulheres que compram o amor dos caras dando mais do que podem inevitavelmente cobrarão preços altíssimos somados de juros. Entre os gays, vejo caras sendo uma farsa montada. Belas roupas, belos carros, mas sem uma única grama da capacidade de se relacionar por longos períodos. Um círculo vicioso de busca e fracasso.

Não se pode usar as experiências pessoais para determinar que você sabe tudo sobre amor. Cada relacionamento tem uma impressão digital própria, por que se trata de outro diferente daquele ultimo, do penúltimo, e assim por diante, de acordo com sua incapacidade de manter namoros ou casamentos por longas datas. Trocar muito de parceiros vicia...rs. Dá apenas para não cometermos os mesmos erros, caso sejamos expertos.

Admiro imensamente casais que conseguem atingir, 10, 20, 30, 40  anos juntos. É quase metade  da nossa vida adulta, e conviver diariamente com alguém, dormir e acordar, saber cada passo, cada linha que aquela pessoa escreve e ainda assim querer continuar tudo isso no dia seguinte é uma dadiva que todos merecemos.

Pessoas se frustram tão facilmente, apenas por que não conseguem enxergar que o relacionamento tem que se basear em confiança, respeito. Tudo o que for acordado e definido por ambos tá valendo. Não pode é comprar e não pagar. A inadimplência do amor faz com que o outro cobre, e a cobrança começa pequena, mas os juros crescem mais que cartão de credito, e chega um momento que a divida é tão grande que fica insustentável manter o amor, e ele morre.


Boa semana...abraços

NÃO ME VENHA COM MINGAU, EU QUERO BACON !!!

Posso afirmar que nunca me importei com idade. Não ligava em ter 15, 18, 20 anos...época que os jovens se odeiam por que nada está no lugar, nada é para você, as pessoas te acham criança, mas a gente se acha adulto. Não me importo em ter 41 anos, as vésperas dos 4.2, acho que amadureci bem.

Mas de um tempo para cá ouvi, não sei se de forma maliciosa ou verdadeira, algumas pessoas questionando minha idade e meu comportamento. Nunca fui o bobo da corte, apenas tenho um humor jovial, algo comum entre meus irmãos (mais minha irmã) de não envelhecer no pensamento, em manter o bom humor, a rapidez de raciocínio, um pé na infância, mas tudo devidamente dosado, para não me tornar o inconveniente, o Sergio Malandro da turma. E mesmo assim, com o toque de timidez que me é peculiar, ouvi que não estou condizente com minha idade.

Então pergunto, o que é condizente com um cara e 41 anos?

Não postar brincadeiras na internet? Não rir de programas humorísticos voltados ao publico mais jovem? Desculpe se entendo a piada de um garoto de 17 anos. Peço desculpas ainda de conseguir entender a linguagem dos jovens de hoje e interagir de forma natural. Não forço nada, apenas vivo oque essa era livre nos dá.

Não vou me vestir de camisa social fechada até o colarinho em tons marrons e cinzas, sapatos envernizados e camisas polo com bermuda de tenista. Não.  Prefiro minhas calças xadrez, vermelhas, amarelas, os tênis brancos e as camisetas estampadas. Uso boina? Quando me convier, usarei sempre. Não acho que tenho cara de tio Sukita. Não tenho crises de personalidade.

Então por quer alegarem que estou fora do padrão? Me deu medo pensar que perdi a noção do ridículo. Mas não, não perdi. Eu não sou o cara com síndrome de Peter Pan. Eu gosto de ter amadurecido, de ter vivenciado dores e de ver machucados cicatrizarem. Isso tudo é a bagagem da viagem que vai ficando pesada, mas que nos dá saberia para escolher onde acondiciona-las na jornada.

Não levo problemas para casa. Tudo o que passo ruim na rua fica no portão de casa.

Vejo amigos de escola, pessoas da minha geração, que cresceram preocupados demais com o que seriam. Passaram anos da vida focados em algo que não lhes rendeu nada, e hoje correm atrás de alguma coisa que nem eles sabem ao certo o que. Pior, vejo um povo apodrecido, tanto fisicamente como sentimentalmente. Estão desolados, perderam a noção do que é ser feliz. Claro que em meio a essa avalanche de recalcados existem os que transbordam felicidade. Não aquela felicidade falsa que as pessoas aprendem a demonstrar depois de certa idade, aquela felicidade que passa longe do recalque, que é por ter conseguido atingir o objetivo. Podem ter sido filhos, maridos, esposas ou mesmo uma casinha branca de varanda. É com esses que vou, com esse tipo de pessoa que quero dividir meus sucessos.
A
prendi que pessoas que reclamam demais de problemas, que se fazem vitimas de algozes cruéis na verdade não são merecedoras de pena, e sim de atenção. Não atenção a ela, mas atenção para não se envolver numa cilada. Gente assim te empurra no poço, se faz de desentendida e sai ilesa, como se nada tivesse acontecido.

Não quero mudar meu jeito de ser apenas por que meia dúzia acham que eu preciso me vestir de forma mais clássica. Nem vou ouvir cascatinha e Inhana por que não tenho idade pra ouvir Miley Cyrus. Muito menos deixarei de ver Jogos Vorazes por que na minha idade é necessário ver os “Farvest” Westerns de antigamente.

Não vou usar Almíscar como perfume, nem passar Trim no cabelo. Não quero água Velva para o pós barba, nem Biotônico Fontoura para abrir meu apetite. Quero café da Starbucks, coca zero gelada e lanches do Burguer King...isso por que ainda é permitido, em breve sabe-se la como o organismo vai reagir.


Boa semana a todos.

DEVEMOS AMAR O RIO DE JANEIRO?

Rio, Eu te Amo. Sim, sim, sim, eu amo o Rio. Não sei se viveria por lá, mas continuo adorando essa cidade. Mas o que me faz falar essa frase não é meu apego sentimental sobre as terras cariocas, e sim o titulo do filme nacional que estreou ontem e que veio na onde de outros como Paris, I love, New York, I love You ( dois lugares que realmente não são difíceis de amar).

O Filme nacional, assim como os outros, conta com a participação de vários diretores renomados que escrevem e dirigem pequenas histórias que se passam na cidade, até aí acho que todos compreendem, já devem ter assistido e visualizado a temática, mas “ Rio....” é um equivoco.

Pense na Rede TV! fazendo novela. Contratam diretores, atores, equipe técnica da Globo, mas deixam o roteiro a mercê dos profissionais da casa. Resultado, um baita elenco, com fotografia, som, trilha sonora maravilhosa, mas totalmente inconsistente. Nem Record, nem SBT teriam um argumento tão ruim.

O filme se perde em cenas nababescas do Rio, o elenco como disse são de figuras talentosíssimas do cinema ( Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Claudia Abreu, Rodrigo Santoro, Cleo Pires que acreditem não diz uma única palavra, dentre outros). Direção de Fernando Meirelles, José Padilha, Andrucha Waddington, Carlos Saldanha e mais alguns, estrangeiros como Nadine Labaki ( a qual falarei já já).

Nada disso salva a história ou as histórias fracas. Lembrou-me aquela coisa anos 70 das chanchadas, apesar de haver cenas de sexo, como de costume no nosso cinema nacional. Tirando as comedias toscas do Hassum tudo mais tem apelo sexual. Eu amo o Rio nos poupa desse constrangimento, deixando apenas uma insinuação de fornicação que nem vale a pena comentar por que faz parte da pior história contada no filme.

Nossa musica popular é boa, Pixinguinha, Tom Jobim e até Bebel Gilberto numa versão solo da musica de Cazuza – Preciso Dizer que Te Amo, sensacional. O q       ue não da para aguentar é a própria cantora no filme, numa forma espectral, voando sobre a baia de Guanabara em direção ao céu. Ridículo, pobre, e mais uma vez desnecessário e incompreensível. Se dissesse que o roteiro dessa história é de Gerald Thomas eu não duvidaria.

Mas há quem salve um pouco a Pátria, ou o Rio. É diretora e atriz libanesa Nadine Labaki ( do belíssimo “Caramelo”  e do comovente, divertido “ E agora, aonde vamos?”). Essa mulher é linda, transborda talento e sensualidade. A história roteirizada e dirigida por ela aparece por ultimo e é comovente, bem escrita e dirigida. Digamos que é a única coisa que salva no filme. Mais uma vez ela prova seu talento. Vinda de longe e sabendo captar o que de melhor há no Rio, o povo, as crianças, a esperança!

Eu Amo o Rio parece propaganda para as Olimpíadas. Esfrega na cara do espectador uma beleza indiscutível, até mesmo as favelas aparecem bonitas, com o povo alegre e aceitável ( não aquela pobreza constrangedora que alguns cineastas fazem questão de mostrar). Grita-se: Olha, também somos limpinhos e organizados! Só que não...

Amo o cinema nacional, amo o Rio e acreditei que a junção dos dois e mais o elenco primoroso faria do filme uma obra de arte, me enganei, senti remorso do dinheiro gasto com o ingresso, e da vergonha de ter apenas SEIS pessoas na sala do cinema, em dia de estreia.

E só para completar, pelo amor de Deus, deixem Eduardo Sterblitch quieto no programa Pânico, não o arrastem mais para o cinema. O cara não da conta. Não é bom ator, não é carismático, não segura uma cena com Fernanda Montenegro. O tempo todo parece que vai falar umas daquelas bobagens que costuma dizer no programinha que trabalha.

Se as Olimpíadas não fossem no Rio, caberia muito mais ter feito um filme I Love São Paulo. A pegada talvez fosse mais engraçada.

Os personagens do filme não parecem amar tanto o Rio assim...

Devia ter assistido “ O doador de memória”...

Abraço a todos e bom fim de semana.


ACERCA DE:

Tem sobrado pouquíssimo tempo para me dedicar ao que mais gosto, cultura em geral. Mesmo assim consigo nos momentos parcos do dia e da semana me esgueirar para o lado e ler, assistir Tv ou ir ao cinema. Pois então minhas considerações sobre alguns temas.

CINEMA:

Lucy, o tão falado filme de Scarlett Johansson é uma viagem louca a base de mescalina, maconha e LSD. Isso por que nunca provei nenhuma delas...rs. Em 80% do filme eu dizia: que cabeça desse cara que escreveu isso! Nos últimos 20% eu conclui: esse cara tinha tudo para fazer um filmaço, mas limpou o c* com a bosta e se perdeu.

“A Culpa é das Estrelas”. Então...o que dizer? Demorei um tempão para realmente tomar coragem e assistir. O fiz sozinho em casa, num domingo à tarde. Os jovens devem ter amado essa história trágica de amor impossível, e bla bla bla. Como não estou mais na idade das ilusões, achei tremendamente desnecessário. Não há por que colocar dois lindos jovens recheados de câncer e fadados à morte para se amarem num curto prazo de tempo aos olhos marejados do telespectador. Chorei, e muito. Quando a carne está calejada por perdas, é difícil não se envolver com a morte. Talvez os mais jovens não tenham consciência plena da dor, por que aos 17, 18 20 e poucos anos, pouquíssimos deles já tiveram parentes próximos mortos, ou doentes em fase terminal. É uma descoberta que a vida impõe depois de certa idade. Existem centenas de milhares de casos como dos protagonistas do filme por aí, não quero que elas sejam esquecidas ou deixadas de lado, mas quando se dramatiza no cinema, a proporção é de hecatombe. Quando vi Laços de Família, chorei muito, por que é triste ver uma pessoa partir sem que possamos fazer nada, mas A Culpa é das Estrelas te joga no chão, pisa na sua cabeça, te da murros no baço. Impossível passar incólume sem derramar uma lagrima.

TV:

Império, novela de Agnaldo Silva é um deleite para mim que amo esse meio de comunicação. Mas não vou me estender nesse assunto por que sei que a maioria detesta novelas. Apenas quero deixar registrado que Lilia Cabral é uma deusa da TV. Como diriam os fãs das celebridades internacionais: Lilia é uma Diva.

Vai que Cola, programa humorístico de Paulo Gustavo e Cia no Multishow é o que há de melhor em humor na TV no momento. Estilo sai de baixo, beleza, mas tem palavrões e frases politicamente incorretas. Isso deixa tudo natural e verdadeiro. Recomendando para quem não conhece.

LIVROS:

Esperança, ultimo livro da trilogia “Jogos Vorazes” é ruim pra caramba. Alias não li os outros dois, peguei o ultimo emprestado após assistir o segundo filme da franquia. Parei na metade, é ruim demais. Essa literatura infanto/juvenil/senil é péssima. Graças a Deus numa me dispus a ler saga crepúsculo. Rogo aos céus por isso, por que me chicoteio até hoje por ter perdido tempo e lido os dois primeiros 50 Tons de Cinza. Livro dedicado exclusivamente a donas de casa frustradas no sexo. Um homem que transa 3, 4 vezes seguidas ( IMPOSSIVEL), é rico, tem carrão, mora numa cobertura, pilota helicóptero, avião, lancha, é bom de cama, bonito, e fica de 4 pela protagonista, é tão utópico como achar que Marina Silva um dia possa ser miss Acre.

Mas tem um que estou gostando demais. A Filha das Flores, primeira incursão de Vanessa da Mata a literatura é de um requinte extraordinário. Um bom português. Quando me perguntaram sobre o livro eu disse isso, que ela escreve como a nossa língua merece, com estilo, com delicadeza e bom gosto. Ouvi: pelo amor de Deus que coisa chata. Não é chato, é português bem falado, só isso. Coisa que o povo por aí não sabe mais como é. Coitado de Machado de Assis deve rodar tanto no caixão que virou pião da casa própria.

Tenho 6 esboços de quadros prontos e não consigo tempo para sentar e desenhar...por que, por que, por que? Será que posso ter uma vida de aposentado por 6 meses, ganhando nababesca aposentadoria, e podendo viajar e desfrutar de todos os prazeres da vida? Mas por favor, quando digo “aposentado” não to falando em todos os sentidos. Com histórico de doenças cardíacas na família a azulzinha não é recomendada, então essa parte pode deixar como a de um garoto de 18 anos...ok…


Boa semana a todos. 

CIRANDA...CIRANDINHA

Mariana namorava meninos, não gostou e passou a namorar meninas...

Dr. Gilberto não comemorava festas por que sua religião não permitia, mas enganava a mulher com prostitutas.

Dona Abgail ficou viúva com quatro filhos e sete netos, arrumou uma namorada 30 anos mais nova e foi viajar o mundo.

Grace casou-se virgem, mas brincou em todos os outros Parques de diversões.

Homero namora meninas, mas a noite chora por que ama seu coleguinha de classe.

Deusdeth é a chefe do comitê de donas de casa zelosas, costura para a igreja e paga para um garoto de programa fazer misérias com seu marido enquanto assiste.

Jonh casou-se em celebração pomposa com a filha de um político. No altar entre os padrinhos estavam o seu amante e o da esposa também.

Clariosvaldo adotou uma criança negra com sua esposa alemã. Na cidade onde morava há pelo menos quatro filhos legítimos que ele nunca reconheceu como sendo dele.

Mario e Ana são exemplos na comunidade. Quando viajam, o fazem apenas para conhecer novos casais em ménage à trois.

Padre Ernani cuida de seu rebanho há quase três décadas, e o mesmo período mantém jovens garbosos para sexo com o dízimo de sua igreja.

Helenice cozinha muito bem para seu marido e às vezes para o cunhado também.

Otoniel é pai de três filhos lindos, casado há dezessete anos. Quando a esposa sai em viagem de negócios ele a substitui por travestis de rua.

Miriam adora contar para as colegas de trabalho suas peripécias com os homens com quem sai. Em casa a esposa a espera todos os dias com sopinha de feijão.

Tonhão se regozija de sua virilidade e potencia sexual. Há pelo menos uma década está impotente por causa de uma cirurgia mal feita.

Bóris defende os animais com sua ONG, mas deixa cachorros morrerem de fome no sitio que comprou com o dinheiro de doações.

Dr. Maciel advoga de graça, mas pede para transar com a mulher dos seus clientes em forma de pagamento.

Telmo tem o sonho de se casar com um jovem garoto, mas já contaminou centenas deles com HIV.

Beatriz casou e teve filhos. Desistiu e arrumou uma namorada.

Plinio engravidou cinco namoradas na adolescência, e as obrigou a interromperem a gestação. Hoje ministra hóstia na igreja do bairro todos os domingos.

Os pais de Nilton o mandaram morar na cidade grande assim podiam esconder que era afeminado.

Os pais de Nilton também tinham uma filha, a qual mandaram para o meio do mato esconder sua masculinidade.

Tia Dulce teve cinco filhos. Nenhum lhes deu netos, eram todos de sexo trocado.

Catialucia passava maior parte do dia orando na igreja. Queria ser um exemplo de mulher, mas roubou tudo o que o marido tinha para dar ao pastor.

O ser humano é tão, mas tão complicado que é bom que use apenas 10% de sua capacidade cerebral. Se usasse mais, viveríamos o apocalipse muito antes do esperado.

Bom fim de semana a todos.






VALE A PENA SER BOM?

Em 21 de julho publiquei um texto que falava da  iniciativa bonita (http://eleojamal.blogspot.com.br/2014/07/a-culpa-e-da-minha-paciencia.html )   de um grupo de jovens, liderado por uma garota advogada com o intuito único e exclusivo de ajudar um morador de rua, que sensibilizada pela história pessoal dele, moveu uma belíssima campanha de arrecadação ( honesta) de fundos para a compra de um carrinho que facilitasse o trabalho de catador, única fonte de renda desse senhor, chamado Fabiano.

Sábado ultimo a peça ( foto abaixo) foi entregue a ele com numa pequena reunião de pessoas que também contribuíram para a vaquinha digital. O montante arrecadado chegou próximo dos R$4.000,00. 

https://www.facebook.com/events/253435571514635/?fref=ts

Pois bem, o tal senhor Fabiano não gostou do carrinho e no mesmo dia, após a entrega deu, vendeu, trocou, sabe-se lá o que fez por que disse querer um de quatro rodas, algo impossível segundo profissionais e serralheiros, por que transformaria num carro com necessidade de direção, eixo e freios. Isso dificultaria muito a condução por uma única pessoa. Esse Sr. Fabiano não aceitou a explicação e como não era do seu agrado, simplesmente passou adiante.

Aí entra meu questionamento: até onde há gratidão entre as pessoas?

Sempre tive em mente que pessoas em asilos e moradores de rua na grande maioria têm um passado que as levou ali. Nem todo idoso é um coitadinho que a família abandonou. Muitas histórias, e sei de varias, culminaram num desfecho assim por que tanto pai como mãe não tiveram durante a vida, digamos, tato pra criar os filhos. O mesmo acontece com moradores de rua, nem todos estão ali porque o governo não propiciou casa, comida e trabalho. Existe um porém que permeia a história no presente.

Não quero julgar a atitude desse senhor por que não o conheço. Mas não posso deixar de me sentir indignado. Por mais ignorante que uma pessoa seja, todo e qualquer ser humano é tocado pelo sentimento de gratidão, quando há nele um mínimo de racionalidade. Penso comigo, se estivesse nessa situação e alguém por milagre aparecesse, mesmo que não fosse para mudar radicalmente minha vida, mas me proporcionar um meio de trabalho mais digno, eu aceitaria, por que não ter nada, é difícil, mas ver uma luz no fim do túnel é o que muitos precisam.
Esse carrinho foi para outra pessoa, e quem sabe não desfrutará melhor do esforça conjunto de tanta gente em fazer o bem? É a verdadeira “corrente do bem”.

Não sei se estamos fechados para o mundo, vendo apenas através de um vidro e se assim não ficamos na zona de conforto merecida, não sei se isso é errado. Esse senhor era invisível, e alguém o trouxe a tona, mostrou aos transeuntes que por ele passavam que ali estava um homem, com história, desamor e angustias pelo desprezo de muitos. Posso concluir que se ali estava, foi por mérito dele. A invisibilidade muitas vezes é a luta para que o mundo o deixe quieto num canto. A mão foi estendida e ele se negou a tocar.

Para mim a vida continua como ontem, como há uma semana, e assim será. Lamento muito pela garota ( minha amiga Ludmilla) que se mobilizou, fez algo além do que podia para ajuda-lo, e sentiu o gosto amargo da decepção. Ela é bem jovem ainda, e vai compreender o quanto o ser humano é complicado. Como advogada e futuramente juíza, foi um pequeno estagio para decifrar o caráter de algumas pessoas.

Não deixemos de ajudar, mesmo que sejamos abatidos pela ingratidão. Não da para esperar retorno de nada e de ninguém. Se fizer caridade, que seja de forma desprendida. Se receber um “obrigado” já estará de bom tamanho.

Abração a todos e ótima semana






HUMMMM...SERA QUE É?

Dia desses conversava com amigos sobre as maneiras fáceis de identificar certas pessoas pelo gênero, manias e gostos. Antes de tudo, não é regra, é apenas piada, ok. É bom avisar por que sempre há um leitor avido a tirar satisfações e achar que incitamos o preconceito.

Como descobrir um hipocondríaco:

1 – escolha uma doença inexistentes no hipocondríaco e fale de um maravilhoso exame que diagnostica isso. Ele ficará de olhos arregalados e minutos depois achará que também tem o problema e deverá fazer esse exame.
2 – mostre remédios coloridos que toma e faça inveja a ele. Se perceber aflição nos olhos, pronto, é uma pessoa hipocondríaca.
3 – olhe para ele logo de manhã e diga: nossa como você ta pálido! Aguarde a reação.
4 – esconda a caixa de farmacinha caseira dele e peça algum analgésico. Veja o desespero e conclua a “hipocondria” da pessoa.
5 – finja um desmaio na frente de uma pessoa assim, e pronto, acabou o teste, você já pode concluir se ela é ou não uma doente de verdade.

Como descobrir uma sapatão:

1 – primeiro verifique se ela usa: camisa de botão, relógio com pulseira de couro, perfume masculino, e se fala no namorado sempre na terceira pessoa do singular “ele”. Então:
 - mostre a ela uma cerveja estupidamente gelada, e veja salivar;
- diga que tem uma mesa de bilhar em casa e perceba o brilho nos olhos;
- jogue sobre a mesa um exemplar da playboy de Cleo Pires, e a enxergue a baba no canto da boca;
- diga que adora churrasco, espere a reação;
- faça rodinha de violão e então ataque com Ana Carolina ou chimbalaiê da Maria Gadú. Se ela de alguma forma se emocionar, pronto...suas duvidas terminaram.
Obs.: sapatões são miseráveis, então vendem a latinha de cerveja do churrasco pra comprar mais. Vendem coisas velhas e sobras que possam gerar renda pro próximo churras, fato!!!

Como descobrir se um cara é boneca:

1 – Trate cantoras americanas como divas, e veja o que ele responde;
2 – peça dica para comprar esmalte, pode ser para a mãe, irmã ou namorada, ele vai saber a cor da moda;
3 – jogue uma barata sobre ele ou lhe dê um susto;
4 – toque I Will Survive e espere a perninha balançar;
5 – fale de Cristiano Ronaldo e veja a empolgação;
6 – e por ultimo peça para que ele o ajude em compras no shopping...vai ver só o brilho no olhar.

Como descobrir um macumbeiro:

1 – diga o nome de um orixá e espere a explicação.
2 – brinque dizendo que fará um despacho. Se levar bronca da pessoa, é macumbeira;
3 – toda casa de macumbeiro tem imagem de São Jorge.
4 – na despensa há pacotes infinitos de pipoca. Afinal há um determinado dia que se toma banho de pipoca.
5 – No réveillon não fazem oferenda a Iemanjá, isso todos fazem, o orixá deles é mais poderoso, tem nomes inomináveis.

Como descobrir uma falsa religiosa:

1 – faça uma fofoca e veja sua reação. Se interessar é por que é falsa.
2 – Toda fanática religiosa acha que os gays são sem vergonhas e que viraram bichas depois adulto.
3 – toda carola é safada, e esconde alguma tara...se desconfiar, jogue verde, vai ver como ela cai.
4 – toda beata sua na presença de um homem sem camisa, principalmente se ele for peludo.
5 – toda beata é gorda.

Há também maneiras de descobrir um corno, uma biscate, um pedófilo, um maníaco compulsivo, um psicopata, mas aí o post ia ficar imenso e nos dias de hoje ninguém gosta de ler coisas extensas demais.

Abração a todos e ótima semana


A BIRUTICE HEREDITÁRIA - CAPITULO 1

Ahhhhh que atire a primeira pedra quem não tem parente biruta. Sei lá também se quem me olha não diz: esse bate fora do bumbo!!!

Sempre gostei muito de conversar com meus parentes mais velhos, em particular minha avó, que era a caçula de uma família gigantesca e pitoresca. Eram em 14 filhos, sendo 12 legítimos, 1 adotado e 1 do primeiro casamento do pai dela.

Falarei em partes, capítulos, temporadas, ou seja, lá como definirei esses textos de cunho pessoal. Afinal expor a intimidade da família pode dar encrenca. Dá nada, já morreu todo mundo...rs rs rs.

A irmã mais velha de minha avó veio de herança de um primeiro casamento do meu bisavô, que era um mistério. Ninguém nunca falou como morreu ou desapareceu a essa primeira esposa, mas a filha já chegou ao segundo casamento com a mesma idade da noiva. Minha bisavó foi dada a casório ou vendida, sabe-se lá, com 18 anos. Vinha da Ilha da Madeira em Portugal com dois irmãos que trataram de livrar-se dela, abocanhar sua parte da herança e desova-la para um homem de 45 anos que nos meandros de 1800 e cacetada era um velho caduco. Imagine que a expectativa de vida dos brasileiros em 1900 era de 44 anos, em 1890 ela casou com um de 45...o cara já tava morto.
meu bisavô

Mas ele ainda fez mais 12 filhotes nela, fora vários que morreram ou foram abortados espontaneamente. Durante 25 anos até o digníssimo bater as botas gravidez era coisa corriqueira. A pobre coitada não descansou um ano sequer. Além de permanecer embuchada, trabalhava como louca numa cozinha industrial que fornecia alimentação para os presídios. Hoje seria como uma rede de restaurantes.  Enquanto isso, o bonitão e sua primeira filha gastavam a grana nas baladas da época.

Essa irmã mais velha, por onde começo, por que assim estipulo uma cronologia, era da pá virada. A abolição da escravatura era recente quando minha bisavó chegou ao Brasil, e os escravos que viviam na casa não foram embora. Oras, pra que ter empregados pagos, se os negros queriam ficar! Essa era a mentalidade do véio. Durou pouco, por que obviamente quando a justiça estipulou que não haveria mais trabalho sem remuneração, os negros se foram, os que ficaram minha bisavó pagou religiosamente por anos.

Mas toquei nesse assunto para poder falar do tipo que era essa minha tia-avó chamada Umbelina. Talvez a primeira vilã da história da minha família. Ela judiava da madrasta recém-chegada humilhando-a por um defeito que tinha no braço esquerdo e por ser portuguesa. Obviamente não tinha mais educação que ela, por que minha bisavó chegou a cursar os primeiros anos da Universidade da Ilha da Madeira, até ser arrancada de lá e trazida para a terra dos índios, enquanto Umbelina parou os estudos por ser preguiçosa. Por muitas vezes estragou a comida feita pela madrasta para encrenca-la com o marido.

Umbelina era chegada num negão. À noite quando o pai saia para os bordeis da cidade, deixando a esposa gravida em casa, a safadinha pulava para a casa dos empregados. E de lá se ouvia os muxoxos da conspurcação carnal...rs rs rs. Assim ela o fez até o dia que o pai soube. Umbelina foi casada as pressas com o filho meio bobo de um delegado e mandada pra fora da cidade onde nunca mais voltou. No casamento o pai jurou aos presentes que a filha mantinha maculada sua honra, e que era uma felicidade imensa casa-la com família de alta estima. Luvas, chapéus, camafeus de nozes e muita toalhinha de renda distribuída na casa de 3 andares da família.

Soube-se muito tempo depois que o primeiro filho de Umbelina e o bobo nasceu moreninho.

Também comentavam a boca miúda que o véio que diziam ser meu bisavô era filho de um índio, tinha 16 irmãos que fugiram juntos numa única noite deixando o pai ( que tinha o apelido de João onça) sozinho. E o que explica quem sabe a birutice de toda a família nos anos seguintes foi que muito novinho contraiu sífilis.

Continua....


Abraço a todos.

UM LUGAR METIDO A BESTA...

Há excelência máxima no provérbio: Diga com quem andas que direi quem és!

Campinas, minha cidade natal e domicilio tem 240 anos, e cerca de 1 milhão de habitantes que se dividem da seguinte forma: 10% campinóides e 90% baianada.

Aqui tudo o que foge ao padrão elitizado de uma parte da população é coisa de Baiano, no mais alto grau pejorativo que se possa imaginar. Só pra constar, estou entre os 90%.

As pessoas fingem um status que não tem. Carros financiados que desfilam pelo bairro nobre da cidade ( nada contra carro financiado, o meu quitei graças a Deus, mas logo entro em divida de novo) ostentando uma grana que não lhes cabe mais. Não frequentam o shopping mais popular, acham que diversão só existe em São Paulo e nada, nada de falar assuntos populares, tipo novela ou programas da TV aberta, isso é coisa de ralé.

Observe um tipo simpático(a)  aos olhos, faça amizade e verifique o circulo de amigos. Com o tempo verá que são todos do mesmo balaio. Pessoas pedantes, que só falam de suas viagens faraônicas, e que desprezam todos os 90% de baianada que lhes serve o café na padaria chique todas as manhãs.

Assim são os campineiros. Claro que não é uma exclusividade daqui e há exceções, obviamente. Talvez seja mais acentuada por que no passado Campinas foi muito rica, e boa parte dos grandes cafezais e seus Barões moravam aqui. Tanto que o teatro municipal que não existe mais fora construído para que não precisassem se deslocar a capital para ostentar seu luxo. Essas famílias deixaram herdeiros, esse perderam tudo com o tempo, mas deixaram os sobrenomes que aparecem primeiro que os narizes bem feitos em clinicas de cirurgias plásticas.

Cursei arquitetura numa época em que não figurava entre os cursos mais procurados e no frigir dos ovos era um caça maridos para as dondoquinhas da cidade e região. Se pudesse juntar toda futilidade do planeta isso estaria nas turmas de arquitetura da pucc, na minha época e nas anteriores. Formaram-se bons profissionais que hoje se espalham pelo estado de SP, e centenas de mocinhas casadoiras que logo depois de formadas arrumaram bons partidos. Afinal, se não der conta de construir uma casa, quem sabe decora-la não da status?

E assim se fazem os profissionais do ramo. Há pouco tempo estive na Casa Cor de SP e vi um mundo centenas de anos luz a frente de Campinas. Uma mostra que segundo uma amiga demonstra que o que se faz em Campinas é parecido com a casa de uma tia acumuladora. Mas os profissionais da área gabam-se do talento encontrando em revistas de decoração.

É cansativo viver num local com tanta gente poser. Não gosto desse termo, mas talvez esnobe esteja ultrapassado para realmente dar sentido a esses tipos que residem por aqui. Não são mauricinhos, são coxinhas. Não são patricinhas, são Mini misses americanas que tentam bons casamentos que infelizmente não chegam a 3 primaveras. Elas não crescem. E as que crescem são amarguradas pela realidade estampada na cara. Ou tem sucesso financeiro e fracassaram na vida pessoal, ou tem ótimos casamentos e não conseguiram emplacar nem uma brigadeiria, coisa da moda hoje em dia. Mas tem também as que dizem viver um conto de fadas, onde só ela acredita, por que quem está em volta já enxergou o fracasso há muito tempo. Restam a elas comerem Frontal com dobradinha como se não houvesse amanhã...

Não sei se em outros locais do Brasil as culturas se destoem tanto da realidade daqui. As pessoas dizem que somos iguais em cenários diferentes. Será?

Boa semana a todos.




MUDANÇAS SÃO BEM VINDAS?

Sou um aquariano em completa metamorfose.

Criei o Báu do Jamal há 7 anos , escolhendo um nome aleatório por causa de uma brincadeira boba. Sei que a identidade de um espaço como esse é importante, por isso decidi aposentar o Sr. Jamal, e dar espaço a mim mesmo: Fael, apelido de infância entre os mais íntimos da família.

Hoje a maioria das pessoas que por aqui passam sabem quem sou, veem minha cara estampada ali na lateral, e alguns até compartilham outras redes sociais. Então não vejo mais sentido em manter o Jamal, por que acredito que divido um espaço com muitos amigos novos, e outros que ainda não se manifestaram e aqueles que já conheço uma vida toda.

E quando penso num Báu onde guardo recordações me vejo apropriando-me de uma frase de capa de disco de Marisa Monte: Memórias, Crônicas e Declarações de Amor. Isso resume cem por cento o que publico aqui. Minhas memórias que todos já conhecem e ainda virão a conhecer. Minhas crônicas que não consigo guarda-las apenas na mente, e as declarações de amor, por que amo muita coisa. Amo pessoas, amo novelas, amo cinema, doces e tudo que a vida mostra de beleza.

Espero que a mudança de identidade não seja um empecilho para que continuem a me visitar. Eu sou o mesmo de ontem, e serei o mesmo de amanhã, por que hoje e sempre serei Fael.


Abração e ótimo fim de semana pra todos.