Y A MUCHA HONRA MARÍA LA DEL BARRIO SOY

Somos um povo chinfrim, sem cultura, sem tradições, sem vergonha, sem pudor. Calma, não estou nos escrachando à toa. Realmente se peneirarmos o brasileiro veremos que há carência em todos os lados e meios. Não é por que se é rico no Brasil que a mochila vem cheia de dignidade. Há muito pobre dando lição de cidadania. Mas esse preambulo todo é apenas para dizer que nós brasileiros nos gabamos de um produto interno, e como bons narcisistas, acreditamos sermos os melhores do mundo, não, não é no futebol, é na telenovela.

Assisti uma produção mexicana reprisada à exaustão por aqui. O Netflix tem o delicioso feito de colocar a maioria das novelas mexicanas disponíveis do primeiro ao ultimo capítulo. Sempre pincelei essas produções importadas por que os horários são terríveis, jamais em tempo algum um trabalhador conseguiria acompanhar uma novela mexicana por aqui do inicio ao fim. “Maria do Bairro” foi a minha escolhida. Uma produção de 1995, tendo à lindíssima Thalia como protagonista.

Algumas pessoas se lerem isso dirão: nossa que perda de tempo! ou quem sabe aquelas que falam o português corretamente possam dizer “que perca” de tempo. Pois bem, não foi. Todos que me leem sabem meu apresso pela teledramaturgia nacional. Assisto novelas desde 1979, quando conscientemente entendi uma trama. Era Pai Herói. De lá para cá nesses 36 anos vi muita coisa na TV brasileira. Tenho uma memória inútil para lembrar de personagens, tramas e novelas. Conheço boa parte do elenco de atores da TV e não sou um telespectador macaco de auditório que só vê Globo, circulo por todas as emissoras. Sei muito bem o que “Os 10 mandamentos” da Record mostra, e até  “Mil e uma Noites “, aquela novelinha turca que a bandeirantes se gaba com o ibope. Apenas as infantis do SBT eu deixo de lado, por que aí seria sacrifício desnecessário.

Maria do Bairro é um dramalhão daqueles que seguem a cartilha da boa dramaturgia. Uma heroína sofredora, um galã que titubeia o tempo todo, uma vilã cruel e louca e outros tantos personagens que fazem escada para a protagonista e antagonista. Dentro dos 185 capítulos encontrei referencias de inúmeras novelas nacionais da década de 2000 pra cá, então não poderia dizer que nos copiaram, por incrível que pareça, há indícios comprobatórios que alguns de nossos autores beberam nessa fonte.

Não discuto aqui, interpretação. Obviamente que nossos atores dão um show à parte em cena, deixando Thalia, por exemplo, muito aquém do que se possa chamar atuação. Mas a semelhança não está ai, e sim na autoria. Os textos de alguns autores nacionais seguem a métrica do que “Maria do Bairro” apresenta,  lembrando que é uma releitura ou um remake de 1979 de outra novela chamada “Os ricos também choram”. A tática de modificar a trama a cada 30 capítulos é bem usada por João Emanuel Carneiro. Há sempre uma novidade, um segredo revelado e ai nasce uma nova trama que nos prende até o fim, com o ápice da vilã sendo castigada. Mas o mais obvio e descarado é Agnaldo Silva que se gaba de ser autentico. Pois bem, Nazaret Tedesco, sua maior vilã na teledramaturgia é quase uma copia fiel de Soraya Montenegro, a arqui-inimiga de Maria do Bairro.

Os trejeitos, a risada histérica, as frases de efeito e os closes são idênticos. Há uma cena, até transformada em meme onde Narzaret passa batom se olhando no espelho e se deliciando por ser sexy e malvada. Essa cena está ipsis litteris em Maria do Bairro.

Não critico nada que seja mostrado na teledramaturgia, por que a licença poética existe para isso. Afinal, nada se cria, tudo se copia. Deixe a criatividade correr solta, quanto maior o absurdo, mais o povo gosta. Apenas o que não dá para fazer é se achar o maior escritor de todos os tempos como faz o ego do senhor Agnaldo Silva.

Talvez as novelas mexicanas da década de 1990 não se preocupavam com ibope como se faz aqui hoje. Deixavam a trama ir longe, aprovada ou não. Essa situação que escraviza o autor pode ser muito bem vista em Babilônia. O publico, a critica, o ibope destruíram o que poderia ser a novela da década. No fim continuamos com Avenida Brasil sendo o maior sucesso de todos os tempos, aguardando ansiosamente pela “Regra do Jogo” titulo que substitui o fiasco das 9 e também de João Emanoel Carneiro, que talvez aprendeu com Maria do Bairro a nos manter entretidos por 6 meses.

Abraço a todos. 

EU SÓ QUERO SOSSEGO!!!

Parafraseando o sindico do Brasil: Ora bolas, não me amole/ Não está vendo, não estou nessa/ O que eu quero? Sossego, eu quero sossego!!!

Não quero mais que aquele politico desonesto que não confio ligue na minha casa as 7:30 da manhã com uma gravação tosca dizendo o quanto ele esta fazendo pela cidade, não quero, NÃO QUERO.

Não jogo “crushs” da vida no facebook, no celular, então não tenho vidas para mandar para quem é viciado nisso, então não adianta me mandar mil convites, não aceitarei, e incluirei quem insiste na lista negra do Rafael, e isso é muito ruim...fique sabendo.

Não sou Sabrina, minha senhora ( eu dizendo para uma mulher que liga a cada dois dias cobrando uma divida dessa pessoa), essa linha me pertence há mais de 10 anos, e não adianta fazer essa voz incrédula, não sou Sabrina, não é nome de guerra, nem to engrossando a voz para disfarçar.

GVT é a operadora mais chata que existe no mercado. Se a gente diz que não está interessado, por que eles não apagam do cadastro o numero do telefone e pronto. Sei que o coitado do atendente não tem culpa, mas se não posso falar com o dono, xingo o funcionário mesmo.

A NET deveria treinar seus funcionários com uma fonoaudióloga. Não se entende nada do que os atendentes falam ao telefone, todos com sotaque nordestino. E olha que adoro a pronuncia cantada deles, mas o povo enrola a língua de uma forma que fica difícil. Os nomes, impronunciáveis, e começo a acreditar que o pré-requisito para ser do Call Center NET é ter piercing na língua, só pode.

Não sou do tipo que gosto de vendedores de loja me bajulando, quero entrar, fuçar e quando sentir necessidade chamar alguém. Aquelas lojas (de sapato principalmente, que você para na vitrine e um corvo sai de algum lugar e pousa no seu ombro é irritante), e tem outra também, eu sei que tipo de roupa fica bem em mim, não precisa dizer que a toalha de mesa que ta na moda fica bem com minha altura e porte físico...menos cara!!!

Não vou dar dinheiro para comprar leite em pó para crianças de não sei onde por telefone, não adianta insistir. Ta precisando, eu compro e levo. Passa o endereço. Se bem que um asilo me ligou certa vez pedindo fraldas para idosos e não quis dar dinheiro, prometi levar lá pessoalmente. As fraldas ficaram mais de seis meses no porta malas do carro...rs rs rs. Mesmo assim , não confio em depositar valor algum em contas bancarias que não sei de quem é.

Tire a mão de mim dona cigana!!! Não pegue na no meu braço, não me segure. Não vou deixar que leia o futuro nas linhas da minha mão. Além do mais, passa um álcool gel antes de me tocar, sabe-se la por onde andou com essas mãos!!!
Se você tem centenas de vasos e pneus velhos em casa, não me convide para almoçar/jantar. Pelo menos enquanto tiver epidemia de dengue na cidade. Cuide do seu quintal, que ai eu te visito...ok. Dengue? Não estou disposto!!!

Cinema sem poltronas numeradas é coisa dos anos 80. Se quiserem meu dindim, vendam ingressos numerados. Correr 30 minutos antes para pegar lugar é coisa do passado. E salas assim, inevitavelmente terão adolescentes chutando e fungando atrás da sua poltrona. Chaaaatooo!

Campinas é uma metrópole com certo nível cultural. Temos dois teatros bons e um monte de porcarias, mas não sei por que, só vem pra cá o refugo das peças. Só coisa ruim com globais tentando atrair publico. Como nos primórdios, temos que viajar para capital se quisermos ver algo interessante.

Não votei na Dilma, não gosto do PT desde que me conheço como eleitor, então não adianta os adeptos dessa seita tentarem me convencer que o problema politico do pais é anterior ao governo das estrelas vermelhas. Não acredito, não sou trouxa, e por mim, mandava tudo pra Cuba. E não esqueçam: levem a Luciana Genro junto...beleza?

Abração a todos....


EXISTE ADJETIVO PARA MÃE?

Se você tem uma mãe que reclamou da gestação por que enjoava demais, mas no fim adorou o bebê vermelhinho no berço, e quis ter mais outros iguais a esse, sorria.

Se tem você uma mãe que no primário ligava na escola em dia muito frio para dizer que você estava com resfriado, para simplesmente deixa-lo vendo desenho a tarde toda debaixo de uma coberta, sorria.

Se você tem uma mãe que enchia o carro de crianças para dar rolê em locais desconhecidos, e passava por mil aventuras, sorria.

Se você tem uma mãe que inventava longas histórias tristes para seu pai por que sabia que você queria aquela calça ou sapato da moda e ele não abria a carteira, sorria.

Se você tem uma mãe que fazia arroz, feijão, bife e batata frita de almoço para você ir a escola, sorria.

Se você tem uma mãe que aparecia de sopetão no colégio e ia te dar thauzinho na porta da sala de aula te fazendo afundar na carteira de vergonha, sorria.

Se você tem uma mãe que ficava acordada até a hora de você chegar da balada e não dizia nada, apenas comentava, olha, adormeci na sala, fingindo que não estava preocupada, sorria.

Se você tem uma mãe que te arrastava pra todo canto que ia, só para não deixa-lo sozinho em casa, sorria.

Se você tem uma mãe que ao menor sinal de angustia derrubava o mundo para que se sentisse melhor, sorria.

Se você tem uma mãe que parece uma leoa defendendo seus filhotes de qualquer mal, que não admite que ninguém, nem mesmo seu pai fale mal de você, sorria.

Se você tem uma mãe que faz drama dizendo que tira da própria boca a comida para dar aos filhos, numa demagogia cômica, sorria.

Se você tem uma mãe que está envelhecendo e mudando de papel com você, sinta-se grato por isso e sorria.

Se você tem uma mãe que faz questão de cuidar dos seus filhos para que possa sair de vez em quando, sorria.

Se você tem uma mãe que te escreve bilhetes nas datas especiais, para deixar registrado o sentimento, e deixar isso de recordação pelo resto da vida, sorria.

Mas se a sua mãe que é tudo isso, já não pode te dar um abraço físico, sorria por um dia ter tido o calor e o afago de um amor verdadeiro, o único, que pode ser assim chamado. Agora, se ela ainda estiver na casinha dela, corre lá, sorrindo e lhe dê um grande e apertado abraço e a cubra de beijos...

Feliz dia das mães a todos. Sem dúvida, a figura mais importante da vida é a mãe, e ela não precisa ser exatamente uma mulher, por que as famílias se configuram cada vez mais de formas e gêneros diferentes. Se você tem um pai ou pais, avó ou avô, tia ou tio, irmão ou irmã, que seja do mesmo sangue ou de coração, mas que te criou como uma mãe, então corre lá e lhe dê um grande e apertado abraço e os cubra de beijos...

Abraço a todos.



BRASIL QUE NÃO MOSTRA SUA CARA...

Fui criado dentro dos preceitos e dogmas da Igreja Católica Apostólica Romana, como 80% da população brasileira (de três décadas atrás), e posso seguramente afirmar que as pessoas que me cercavam, desde progenitores, avós e outros familiares eram e são pessoas boas. Quando digo boas, me refiro à capacidade de fazer o bem aos outros, serem honestos e terem passado adiante, para as gerações que vieram deles a noção de caráter e responsabilidade social que hoje em dia pouco se vê na criação dos mais novos. Será?

Isso cai em terra quando me lembro de frases que ouvia quando criança. Um dia minha irmã perguntou a minha avó o que achava dela namorar um negro. Olhou bem, balançou a cabeça negativamente e respondeu: cada macaco no seu galho! Analisando isso hoje, com uma maturidade que adquirimos com o tempo, penso o quanto abominável é esse comentário, e o que representa em nós pessoas integrantes de uma sociedade mista. O racismo não é algo de dois séculos atrás, ele está aqui, como um vírus mutante enraizado na cultura da sociedade brasileira. Graças à educação do meu pai, que nasceu e cresceu entre negros que aprendi logo cedo que o valor da pessoa não está na pele. Ouvi histórias hilárias de amigos de infância e adolescência, que obviamente iam do gay ao chefe de família, do bandido ao malandro inofensivo, assim como outros de pele branca, numa mistura que representa a nossa sociedade. Como impor ao negro um padrão pré-estabelecido e obriga-los a abrir mão de sua cultura, tipo físico, por simplesmente acharmos que o certo é o que o caucasiano representa?

Se pensarmos que a policia aborda 75% dos negros e pardos para averiguação é motivo para pararmos tudo e questionarmos em que mundo estamos vivendo. Não vou dizer que conheço mais brancos desonestos por que estaria entrando nesse circulo vicioso em que há a separação de pele. Para mim a cor não determinada nada, se é negro, amarelo, vermelho, branco. Todo mundo é igual, será que é tão difícil assim entender?  Redundante, e chato ter que bater nessa tecla. Me preocupa muito mais a ignorância religiosa do que a cor da pele, status social ou escolha de gênero.

Por muitas vezes ouvi minha mãe dizer ao ver um homossexual na TV: Nossa, que tristeza para uma mãe ter um filho assim! Minha mãe foi uma mulher de reputação ilibada, religiosa, caridosa e se foi de uma forma abençoada, não viu a morte chegar, algo que lhe causava terror. Acredito que esse pensamento estava mais ligado a preocupação que tinha com o que “os outros” pensavam do que praticamente a ideia que fazia de homossexuais. Por anos a fio ela frequentou shows de Ney Matogrosso e delirava com a feminilidade dele nos palcos. Incoerência estampada na testa. Nunca chegamos a aborda-la sobre o assunto por que se fechava em detrimento a uma realidade que ela preferia não encarar. Talvez por ser de uma geração que vivenciou a guerra, as dificuldades do regime militar no Brasil, ou a criação sobre a batuta da igreja católica, que era muito mais severa nas décadas de 40 e 50, tenha absorvido um preconceito que não era dela, mas que tentava a todo custo passar adiante. Felizmente falhou nessa missão.

Não há por que na era que vivemos ainda carregarmos certos ditames do passado, por que não cabem mais dentro de nós. É retrogrado e desnecessário vivermos ancorados a preconceitos que não fazem mais parte desse mundo globalizado que nos esfrega na cara a cada minuto a modernidade.

Às vezes me questiono se realmente o Brasil é um lugar decente para se viver. Temos o melhor clima, o cenário perfeito, a modernidade necessária, aqui tudo se plantando dá...acredito que aí está o problema. Plantaram coisa podre, agora vai demorar mais 500 anos para que o solo fique limpo. Brasil, país democrático, hipócrita e demagogo.


Bom fim de semana a todos.

E DAÍ QUE AS VELHINHAS SE BEIJARAM?

O que é audiência? Pessoas que se sentam em frente ao televisor para ver algo que lhes agrada e com isso gerar lucros para anunciantes e emissoras de TV?

Sim no Brasil é isso, mas o que mais enoja é saber que há manipulação de índices para que a maioria siga a corrente. Babilônia, a nova novela das 21:00 hs começa a sofrer esse prejuízo moral.

Dizer que a Rede Globo é ilibada seria acreditar em Papai Noel.  Obviamente que sua programação visa acima de tudo lucro e dividendos para a empresa, que se esforça, gasta, e retribui aos telespectadores que a seguem um produto de primeira linha. Politicamente ela é um lixo, sim é, e não vai mudar isso nunca, por que os Marinho, donos da emissora desde os primórdios da imprensa televisiva já fazia conchavos com os governos. Até aí, Silvio Santos, Record, não ficam atrás.

Pregar aos quatro cantos que a novela Babilônia é um mal a sociedade por que mostrou o beijo gay de duas senhoras respeitadas ( tanto personagens como atrizes) é de uma ignorância assustadora. O que me faz crer que o nosso povo merece o governo que tem, por que a falta de discernimento custa caro, e esses que não sabem distinguir o certo do errado, ou erguem bandeiras sem saber o porquê merecem padecer.

Engraçado que há no texto vários outros temas e aberrações que me deixam mais chocado. Uma esposa que trai o marido, que por sinal também o faz, mas com prostitutas, assassinato, chantagem, homem casado que faz filho em outra mulher e não assume, aliciamento, golpe do baú, e tantas outras imoralidades que o beijo de duas companheiras que vivem há anos e criam uma criança órfã, no meu ponto de vista é pouco pra tanto falatório.

Aí vêm os seguidores do Sr. Edir Macedo e aquém fazerem campanha para que os telespectadores não vejam mais Babilônia. Sim, claro, deixem a novela de lado e assistam o Gugu dar chances de assassinos condenados irem a publico explicarem os seus erros e assim serem perdoados pela sociedade, já que a justiça, falha do nosso país, ainda os mantem presos. É uma afronta maior que um beijo gay, colocar uma assassina que planejou e viu  executado seu plano de matar os pais a pauladas covardemente enquanto dormiam dentro de sua própria casa e em seguida deleitar-se num motel com o algoz daqueles que a trouxeram ao mundo, passar incólume. Isso é bárbaro, é nojento, mas os tão afamados defensores da moral da família, assistiram, deram ibope, aclamaram Gugu por isso. Não contente ele traz a publico outro psicopata assassino, o goleiro Bruno. Uma mente perversa, que não executou com as próprias mãos o seu crime, mas induziu, forjou, e cometeu um dos assassinatos mais cruéis dos ultimas décadas, tudo por que não queria assumir um filho que fez.

Aí pergunto, essas pessoas que rezam, que acham que seguem as doutrinas fieis que as levaram ao céu, não acham que transformar assassinos em estrelas da mídia é errado? A hipocrisia desse país me deixa tão cansado, tão desmotivado a dialogar ou debater assuntos, por que me parecem extremistas islâmicos que entendem o seguinte, se você não é da minha religião então é um infiel, e deverá morrer. Não falta muito para que comecemos com ataques terroristas religiosos. Não falta muito para que a ignorância nos assole de vez. Um país que não prima pela justiça, que tem os seus mais gabaritados ministros da suprema corte envolvidos em escândalos de corrupção, poderá nos proteger como? Enquanto o mundo caminha para frente, o Brasil retrocede. Pede a volta dos militares ao poder, sem pensar que a primeira medida de uma ditadura é a proibição do direito de expressão. Para que lugar estão nos levando essa sociedade brasileira?

Um casal do mesmo sexo que adota uma criança abandonada é visto como destruidor da moral familiar, mas aqueles que fizeram a criança, que as trouxeram ao mundo e abandonaram a deriva, esses não são julgados. A filha que mata os pais vira princesa ( só faltou o Gugu reformar a cela dela para viver maritalmente com outra presidiaria). Tudo isso, e muitos mais não é falado.

Existem crimes mais graves enraizados na nação, e perder tempo boicotando uma novela é pequeno demais, talvez seja tão pequeno como a mente da maioria que clama pela ordem sem saber o que é ordem.
Boa semana a todos. E assistam Babilônia, por que é um novelão.

UMA OVELHA MÁ PÕE UM REBANHO A PERDER...coitadinhos de nós!!!

Dizem por aí que vivemos na melhor parte do planeta, estamos assentados sobre placas tectônicas que nunca irão se mexer, o clima é bom, praias paradisíacas e lugares inimagináveis para quase 95% de quem habita esse espaço chamado Brasil. Talvez o único “porem” encontrado em terris brasilis (calma, isso não é latim, é a língua do Mussum) é o povo. OHHHHH povinho!!! 



Aprendemos desde cedo que gritar nos dá vantagem sobre os outros, por isso quando queremos algo, não dialogamos, berramos. Vi o exemplo disso entre dois participantes do BBB (que pasmem, assisti pela primeira vez ontem) justamente quando houve um entrevero entre alguns dos confinados. Entendi que o rapaz chamado Luan se importava mais do que devia com o não romance de outros ali dentro e bla bla bla, só que o mais irritante foi ele apontar o dedo na cara de um franzino de voz fina e gritar “ moleque, moleque” sem parar com um autoritarismo militar bem ao estilo de alguns que ainda se acham donos do pais. 


Claro que não generalizo mas a maioria que se comporta assim é cariocas, veja que 4 entre 5 vídeos que cai na internet onde filmam pessoas abusando do poder, estes são carioca. Exemplos como a mulher que brigou com uma menina negra na lanchonete e gritava que erra filha de militar, a outra que berrava ser arquiteta numa blitz de transito, um velho que bateu num cara fantasiado de Batman, uma velha que xingou um mendigo e foi presa por discriminação e por aí vai. A carteirada, como chama esse tipo de atitude vem desse povo falido, que ainda se acha dono do espaço publico chamado Brasil. 

Mas temos problemas de sobra por aqui. Uma politica corrupta, um eleitorado que não entende nada de nada e vão na onda do que esta na moda. Somos cegos no castelo. Sabemos que moramos num lugar privilegiado, mas não conseguimos tatear as paredes para ir a diante. Estamos perdidos num amplo salão escuro, sem nada que nos guie. Temos no comando um bucho dentuço que chora pela tortura do passado e não percebe que faz perecer boa parte daqueles que acreditaram no seu engodo. 




No Brasil aprendemos cedo que dar murro em ponta de faca machuca; 


“Água mole em pedra dura, não fura p* nenhuma”; 

“Uma andorinha não faz verão”, e nem um apanhado delas, por que a história nos mostra que manifestações populares terminam em nada; 

"Vão-se os anéis, ficam os dedos” – mentira, por que o governo nos tiram até a alma; 

“Quem com ferro fere com ferro será ferido” - Jenoíno teve sua pena cancelada, e aí? 

“Quem pariu Mateus que balance”.- ahhhh que bom...só que uma população inteira balança uma presidenta que outros pariram; 

“Quem comeu a carne que roa os ossos”. Que carne? 

“Quem tem telhado de vidro não atira pedra no do vizinho”, isso não funciona aqui. Exemplo são as pessoas que implicam com gays. Geralmente escondem e não aceitam os que estão sob seus tetos e bradam clamores religiosos ocos e sem sentidos. Um dia quem sabe o brasileiro entenda que ninguém vira gay, nasce, simples assim. 

“Quem semeia vento colhe tempestade”. Não vi tempestades sob o teto de Maluf, Eike Batista e nem da Suzane Von Richthofen, que agora virou musa do Gugu. 

E há que mais nos representa: “Quem cala consente”....quer coisa mais brasileira que isso? 

E por ultimo o único que me lembro, que talvez seja uma verdade absoluta por aqui “A ignorância é a mãe de todos os vícios”. 




Abraços e bom fim de semana.

UM DIA HAVERÁ O ADEUS...

Não sei quanto tempo atrás li esse texto, e por acaso o reli hoje, postado por uma amiga no facebook. É, lamentavelmente, de um autor desconhecido, quem sabe perdido nos milhares de compartilhamentos ou traduções feitas nele. Hoje é de domínio público, e necessário para que todos compreendam o valor de um pai e uma mãe. Algumas pessoas só se dão conta da ausência quando ela se faz presente, por isso acho imprescindível que todos leiam, e ficarei feliz se as palavras tocarem os leitores de forma honesta e verdadeira.




TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI

Não pude deixar de compartilhar... Me emocionei pela verdade no texto, não deixem de ler!

" Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe.

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai.

Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.

Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.

A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:e

— Deixa que eu ajudo.

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.

Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

Embalou o pai de um lado para o outro.

Aninhou o pai.

Acalmou o pai.

E apenas dizia, sussurrado:

— Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. "
(Autor desconhecido)



SE AQUI NÃO EXISTE LEIS, NA INDONÉSIA HÁ.

Retornando os trabalhos em 2015. Gostaria em primeiro lugar desejar a todos um ano com menos tragédias pessoais, com mais saúde, menos dissabores e mais poder de decisões associado a muita grana.

Há centenas de assuntos pipocando por aí, mas quero falar sobre um especifico, assim encerro minha indignação e ponho uma pedra sobre o assunto.

A imprensa ficou rodeando, como mosca varejeira que são, os familiares e quem pudesse falar ou dar detalhes sobre o condenado a morte na Indonésia Marco Archer. De todos os que se manifestaram dentro desse governo podre, corrupto que temos no Brasil a única que parece ter clareza nessa vida é a ex-Ministra dos direitos Humanos Maria do Rosário afirmando que ele e não é um herói, é um traficante,

É assustadora a incapacidade do brasileiro de julgar o certo do errado. O rapaz sai do Brasil com 13 kg de cocaína enfurnados em equipamentos de voo, é preso pelo governo de um país que o Brasil mantem relações diplomáticas e que imprime nos seus tickets de voo que trafico de drogas é passível de condenação à morte e mesmo assim o cara  tenta burlar a segurança, leis e trafica, desculpe não há o que discutir.

Ontem o Fantástico ( que vem melhorando as matérias a cada domingo) mostrou passo a passo o que aconteceu com Archer nos dias que antecederam sua execução. Mostrou ainda a família de outro condenado a morte que espera seu final trágico para os próximos 2 meses. A mãe do seguindo rapaz preso há dez anos alega que o crime do filho não é tão grave, ele não matou ninguém. Minha senhora, eu perdoo suas palavras por que é mãe, e deve ser horrível saber que um filho será executado a tiros num pais distante, mas seu filho É SIM ASSASSINO. Ele não fez o primeiro trafico da vida indo pra Indonésia. Aqui mesmo ele já devia estar envolvido, e a cada grama de cocaína vendida por traficantes uma vida é perdida. São assassinos mascarados, que destroem famílias, deixam crianças órfãs, pais inconsoláveis.

O Fantástico em seguida a reportagem de Archer mostrou os irmãos brasileiros que foram “curtir” no México e acabaram numa grande tragédia. Qual foi o motivo de tudo? Drogas. Então para nossa presidenta que se mostrou “indignada” com a execução de Archer, eu pergunto: Sua hipocrisia é tamanha, que a senhora passa por cima de centenas de milhares de brasileiros, estrangeiros e pessoas do mundo todo que penam por causa de drogas, para se mostrar “legalzinha” para meia dúzia que acreditam que trafico não é crime, ou será que realmente a senhora não acredita que isso seja crime? Me deixou preocupado que a comandante do país se sinta indignada com a condenação de um criminoso.

Não sou a favor da pena de morte, sempre disse isso, mas sou a favor de respeitar as leis que cada pais implanta desde que não seja absurda. Não dá para comparar a pena de morte por trafico na Indonésia com a mutilação de meninas em países da África. Não se pode sair daqui e ir desrespeitar as leis dos vizinhos simplesmente por que sou brasileiro. Se aqui se permite a balburdia de estrangeiros, em outros lugares existem regras. Não se pode entrar na casa de estranhos sentar no sofá e colocar o pé sobre a mesa como se aquilo fosse normal.

Archer errou. Errou consciente. Não há o que reclamar!

Me indigna mais ter uma presidente obtusa do que um criminoso seguir as regras do pais que desrespeitou. O que seria do Cerveró em países com leis rígidas? Aqui o incrível homem que derreteu, vai passar um tempinho nas nababescas instalações da policia federal, depois da um jeitinho e desaparece. Faz uma plastiquinha naquele olho torto, e vive maravilhosamente num pais qualquer que não tenha leis de extradição com o Brasil...simples assim.

Eu gostaria realmente que o Brasil parasse para eu descer...não da mais.

Boa semana a todos.


QUAL O PREÇO DO PERDÃO?

Encerro minhas atividades profissionais hoje. Volto só em 2015. O que fica para trás? Um monte de coisas, mas pelo menos a sensação de tarefa cumprida carrego para o ano que vem, na mochila.

E a vida pessoal?

Vai bem obrigado, alias, melhor do que sempre esperei e desejei. Ótimo!!!

E o que gira em volta, como está?

Péssimo...

Em todos os anos de vida, de natais passados, de espirito de fraternidade pregado pelas religiões, este ano pude sentir e ver as mais abjetas manifestações de desamor. Não sei o que há com o ser humano. Quanto mais passa o tempo, mais ele desce, chafurda, e com o focinho sujo de lama, ergue-o numa manifestação de orgulho pelos atos cometidos.

Tenho característico em mim o perdão fácil. Não odeio as pessoas que me fazem mal, muito menos perco tempo da minha vida desejando que elas se ferrem. Não, não há necessidade. Acredito em algo que a ciência já provou, o mundo é redondo. O cosmo, Deus, a natureza, ou seja lá o que rege esse planeta e nossas vidas, “ELE” se encarrega de mostrar e tirar satisfações no devido tempo.

Aí penso: Natal é época de paz, amor e de darmos aos outros um pouco do que é bom dentro de nós. Essa é a lei maior. Mas não, as pessoas parecem zumbis esfomeados por cérebros passando por cima de tudo e todos. Simplesmente amassam cabeças no asfalto. Nas ultimas semanas presenciei coisas decepcionantes em relação ao ser humano. Talvez por ser uma época sensível. Não me repito, não gosto, mas é bom que deixe claro para que as pessoas entendam o “estar sensível”. Quando se perde alguém de muito importância na vida, as datas mais comemorativas são difíceis, ainda mais quando o tempo não amenizou as feridas.

Tentei colaborar de diversas formas. Dei conselhos, atendi fornecedores desesperados para receber (o que não lhes é devido), tomei partido em algumas situações, fui educado demais para não magoar outros, e no fim conclui que  tudo girava em torno dos outros...nada era para mim.

Então defino o seguinte: esse ano de 2014 foi melhor que o de 2013, fato ( 2013 entra como o pior já vivido por mim até hoje) e nele logo em breve, ali pro dia 31 vou apertar o botão que to esperando faz tempo: o foda-se.

Não que começarei 2015 desapegado de tudo que deixei pra trás, não…apenas entendi que algumas pessoas não valem o sacrifício. Darei prioridade máxima aqueles que agregam, que me trazem beneficies, que gostam de mim gratuitamente. Ano novo será para desapegar de gente que não me respeita, que confundem gentileza com burrice. Ahhhhh, nada como a canseira de um ano difícil para que tiremos a fórceps as mascaras de alguns.

Chega de ser bonzinho com quem não merece. Chega de consideração com quem te olha com desdém. O perdão tem um preço, e sei qual é. Pelo menos hoje compreendo qual esse valor, mas alguns ao redor não enxergam. Fingem de inocentes, mas carregam punhais que são cravados no abraço fraternal. Esses não faço questão de carregar comigo pra um novo ano.

Mesmo assim, com essa lamuria toda de final de temporada, eu continuo crendo que o ser humano não é de todo ruim, ou quem sabe não são todos ruins. Há sim as almas que fazem parte de uma seleta turma de querubins.

Amo o natal. Por mais que sabotem o meu...rs. Amo iniciar um ano novo, mesmo não descansando da forma necessária. Amo as pessoas que me amam, e pra elas desejo tudo que a vida possa criar de fantasia, sonhos e encantamentos, por que sem isso, tudo é escuro, xoxo, e sem nexo.

A todos vocês amigos conhecidos e desconhecidos...um natal sensacional...e 2015 grandioso.

Como de costume, segue abaixo o meu vídeo anual de felicitações.

Abraços e até breve...

NOSTALGIA...

Gosto muito da modernidade, dos avanços tecnológicos, científicos. Aquarianos são sempre visionários e tem uma perna no futuro, mas eu ainda estranho as novas gerações. Não digo pela facilidade de entender as “tecnologias” afinal nasceram dentro delas, mas a incapacidade de assimilar os conceitos básicos de educação e boa convivência.

Sou do tempo que pai e mãe eram “ senhor e senhora”, avós eram figuras paternais, respeitosas e idolatradas. Não se discutia uma ordem ou um corretivo dado por eles. Mesmo não concordando, era a autoridade máxima dentro do lar.
Sou do tempo que se levantava para o diretor da escola quando entrava na sala de aula. Os professores eram sim, mestres que te ensinavam, não um colega que sai pra tomar cerveja com a turma.

Sou do tempo que ao sentar a mesa na casa de um estranho esperava-se o anfitrião para começas a comer, e não como hoje, que as pessoas devoram tudo como bois na trincheira sem se preocupar com quem vem depois.

Sou do tempo que crianças eram poupadas de algumas verdades da vida para que pudessem prolongar um pouco mais sua infância. Acabaram com o lúdico, destruíram a fantasia. Isso acarreta um adulto sem imaginação e sem capacidade inventiva.

Sou do tempo que meninas de 11 anos brincavam de boneca e sonhavam casar-se com um príncipe encantado. Hoje elas estão nos bailes, atrás dos muros, atracadas com moleques mais velhos, por que os garotos de 11 anos ainda são bobinhos.

Sou do tempo que não se ostentava uma falsa riqueza. As pessoas tinham dificuldades, era complicado estudar os filhos, manter um lar. Tudo vinha de um sacrifício conjunto. Hoje se estampa um sucesso mentiroso nas redes sociais. A mesma pessoa que posta carros, viagens e ganhos pessoais, vive solitária num casulo criado para impedir que o enxerguem como realmente é.

Sou do tempo em que pais que davam de tudo para os filhos para justificar sua ausência ou suprir falhas na criação geravam inúteis que hoje sofrem as consequências.

Sou do tempo que ainda existia romantismo nas relações. Hoje é piegas dizer “eu te amo”.

Sou do tempo que a diversão era simples, bastava uma rodinha de amigos sentados na calçada, contando bobagens ao entardecer para sentir aquela sensação de felicidade.

Sou do tempo que o sol não queimava a pele ao ponto de te deixar doente. As piscinas eram locais de diversão, os parques eram baratos, precários, mas tinham um encanto indescritível. O cachorro quente era salsicha e pão, a coxinha mal cabia na mão, e era mega recheada. A fanta laranja vinha na garrafinha de vidro e dava pra dividir com os irmãos.

Sou do tempo que as perdas eram sentidas, vividas. O luto era permanente porque aqueles que amamos e partiam, continuavam vividos na memória, sentidos quase que fisicamente.

Sou do tempo que natal era um momento sublime do ano. Esperávamos ansiosamente o mês de dezembro, por que além das sonhadas férias, tinha o encanto dos enfeites na cidade, no comercio, em casa...existia o verdadeiro espirito natalino.

Esse tempo? Esse tempo foi ontem e sinceramente, não vi passar!

abraço a todos.

SERÁ QUE ELA É?

Não consigo dar conta se o mundo mudou se enxergo as coisas com mais clareza, ou se sempre foi tudo assim, apenas mascarado, guardado por debaixo dos panos.

Qualquer deslize hoje é motivo para que alguém faça do seu erro os 5 minutos de fama pessoal. Quando era criança, os programas de TV usavam tranquilamente o termo preto, escurinho, criolo para denominar um negro. Hoje isso da cadeia. O gay do nosso tempo era o pederasta da época da avó (palavra horrível que mais parece um termo criminoso do que uma denominação para condição sexual de uma pessoa).

Também não sei se minha percepção era falha ou se realmente as mulheres estão saindo do armário. Conheci e tenho conhecido uma infinidade de meninas gays. Aí que vem o problema. Não consigo dizer “menina gay”, mas também não gosto de usar a termo lésbica para designa-las, por que parece um xingamento. Ao mesmo tempo trata-las como sapatão é altamente pejorativo aos meus olhos.  Minha avó diria que são “fanchonas”, o que da na mesma. Aí um amigo disse: são caminhoneiras!!!...putz, piorou. Não consigo olhar uma menina delicada e gay e trata-la por caminhoneira. Soa preconceituoso até o ultimo grau.

Sei que as meninas estão é se libertando. Uma parente com filho pré-adolescente e separada do marido apareceu com uma namorada, e se diz felicíssima, por que a garota lhe dá atenção que homem nenhum conseguiu. Uma senhora já de meia idade, com filhos e netos enviuvou e não deixou passar mais que três meses para aparecer ( alias, foi flagrada) na cama com sua melhor amiga. Uma garotinha que vi nascer, bochechuda, lindinha, hoje com 25 anos é casada de papel passado com outra garota, inclusive adotou o sobrenome da cônjuge, como fazem os casais heteros quando se casam. Uma amiga pessoal descobriu-se gay e está felicíssima.

Aí vem a pergunta: Meninas se descobrem gays ou sempre foram?

Na minha opinião a mulher transita pelos dois mundos com uma facilidade que o homem gay não consegue. Tirando aqueles tipos estereotipados e mega machos que não da pra esconder a condição sexual, as garotas namoram rapazes, casam, e um dia aparecem de mãos dadas com outra menina com a naturalidade que os garotos gays ainda não conseguiram. As experiências com o mesmo sexo são permitidas pelos pais de meninas sem que eles percebam. Dormir na casa da amiga, tomar banho juntas, se trocar, viajar. Tudo isso pode esconder descobertas sexuais muito mais cedo que os meninos. A sociedade não encara da mesma forma dois rapazes dormirem na mesma cama, banhar-se, e outras situações rotineiras na vida das meninas com naturalidade. Trancaram-se no quarto são viadinhos, enquanto meninas o fazem para falar de namoradinhos...sei...senta lá Claudia!

Uma tia certa vez comentou que sua empregada não conseguia pronunciar a palavra “lésbica” e por ser evangélica, temerosa a Deus e ao Pastor que lhe extorquia vivia querendo consertar ou levar “a palavra” as gays que conhecia. E pela dificuldade instrutiva e verbal que possuía as chamava de “Mesbla”. Pronto, adotamos eu e minha irmã esse termo para designar uma gay feminina. Não é pejorativo, não é ofensivo, e de certa forma simpático e cômico. O problema é que apenas nós conhecemos essa forma de expressão, então para o restante do mundo ainda tenho que me virar e falar entre os dentes, lésbica, sapatão, bolachuda, fanchona, e outras tantas designações para uma menina gay.

Minha mãe diria que o mundo está perdido, eu digo, o mundo está apenas começando e muito em breve não haverá mais pessoas que se julgam superiores pela raça, credo, condição financeira ou aparência. Cada vez mais acredito que todo mundo tem seu lugar ao sol, é só ir buscar.

Abração a todos.


SELO DESABAFO...TAMBÉM GANHEI


Meu amigo Paulo Braccini me indicou para essa tarefa, o que acolho com carinho, por que tudo o que vem dele, é uma lisonja.


1- Quais eram suas 4 brincadeiras prediletas em sua infância?


- Jogar Bets...não sei se em todos os cantos do pais se chamava assim, mas n aminha infância era. Arranquei muita tampa do dedão correndo de uma casinha a outra enquanto o adversário buscava a bolinha que penei longe.

- na minha infância, praticamente todas as crianças da rua tinham bicicleta, então brincávamos de cidade, com transito organizado, comercio e tudo mais. Eu era dono do banco...rs rs rs.

- Gostava de “aventura” que na minha ingenuidade era desbravar lugares desconhecidos. Hoje, pensando bem, o local aonde mais íamos para explorar era um córrego perto de casa. Na ausência de malicia, achava que aquilo era um monte Everest e na verdade não passava de um “córgo” de agua limpa...rs.

- Tinha uma coleção de Playmobil, e passava horas brincando. Sempre havia um estupro, assassinato e acabava em explosão matando todos que estavam na casa, casamento, ou seja lá qual era a temática do dia. Preocupante isso numa criança! Rs. Só pra constar: tenho os meus playmobils guardados até hoje, mais de 30 anos....




2- Quais foram seus 4 filmes prediletos em sua infância?

Gostava de Spielberg sem sabem quem era. Os filmes da infância que assisti até enjoar: E.T., Contatos Imediatos do 3º Grau, Poltergeist e Indiana Jones e arca da Aliança. Mantenho a trilha sonora de todos eles guardada por que as vezes gosto de ouvi-las e voltar no tempo.






 



3- Qual era o medo que você tinha?

O mesmo de hoje. Pensar que tem alguém do lado de fora, quando olhar pela janela dar de cara com a pessoa. Pesadelos recorrentes com isso.

4- Qual era o seu desejo de consumo?

Não fui uma criança pidonha que tudo queria. Tive minha bicicleta, meu vídeo game Atari. Isso me bastou na infância. Não me recordo de desejar muito algo e não ter tido.

5- Quais eram seus personagens infantis favoritos?

Gostava dos desenhos da Hanna Barbera: Formiga atômica, Herculóides, Os Impossíveis, não havia um personagem especifico.

6- Comparando as crianças daquela época com as atuais, em seu ponto de vista, qual ponto positivo e negativo?

A malícia está instalada no DNA das crianças de hoje. Acabou a inocência, a pureza da amizade. Hoje tudo tem uma conotação sexual. É complicado até para os adultos pararem em local publico e elogiar uma criança bonita. A impressão é que você o faz opor ser pedófilo. Gostaria que regatassem a inocência dos anos 80.

7- Linkar a pessoa que indicou este selo.

Paulo é meu amigo de infância, não há necessidade de linka-lo. Mas indicarei apenas dois para esse desafio. A coisa já caminhou, e sobraram poucas pessoas que poderia indicar e que responderiam com prazer.

Pedirei ao Foxx que responda as perguntas caso já não o tenha feito.

Jair, também seria interessante.

9- Postar uma foto de infância ou algo que fez parte dela.