ME TIREM DAQUI !!!!

Tirei meu titulo de eleitor em 1989 logo que instituíram o voto aos 16 anos, e elegi meu primeiro presidente: Fernando Collor de Mello, o caçador de marajás. Não me tornei cara pintada para tira-lo do poder, mas me regozijei com a imagem dele sendo vaiado ao deixar o palácio do Planalto com a sua então mulher, Rosane Muito da Brega Collor e toda aquela corja fétida do seu governo. Vi Itamar Gagá Franco subir ao poder e dividir palanque com a sem calcinha que não me recordo o nome. Mas dessa balburdia surgiu Fernando Henrique, que me desculpem os opositores ou os que não gostam dele, mas para mim a melhor representação que a nação teve nas ultimas 3 décadas. Único período que me orgulhei da imagem de um presidente.

Nunca votei no Lula. Acreditei mais tarde que governara com certa competência, mas cai na realidade e  percebi que elegê-lo foi o pior que o Brasil poderia ter feito. Com ele veio uma corja muito, mas centenas de vezes pior dos que acompanharam Collor no poder. Não há nada pior do que políticos demagogos. E esse povo que jura ter sofrido durante o regime militar se impetrou de cargos elitistas no governo e ali fizeram a festa. Não há duvidas que o governo Petista seja uma ditadura velada.



Aos poucos através de atos, mandatos e histórias para boi dormir o PT vai colocando venda nos olhos e mordaça na boca do povo. É incrível como os partidários atacam aos que não concordam com o que fazem. Não é oposição, é fanatismo. Me sinto num pais comunista démodé. Me sinto dentro de um gigantesco templo da igreja Universal, onde aqueles que não creem no seu Bispo Mor são encarnações do demônio.

Durante os últimos 12 anos de governo Petista, com a alternância agora do engodo maior socado goela abaixo, chamada Dilma Rousseff percebo que o pais entrou num estagio de negação. Nega-se que haja inflação, nega-se que estamos à beira do caos educacional, de saúde e segurança. Quando penso que o povo está vendo isso ( não é possível que apenas eu e uma parte da população enxerguemos) as pesquisas indicam que a senhora de vestimenta duvidosa e cafona se reelegeria com facilidade.

Não sei quem vota nela. Isso me intriga, por que todas as pessoas do meu circulo de amizade, de família, os conhecidos, os amigos de redes sociais, todos indiscutivelmente abominam o governo PT. Então quem são os eleitores? Será que esse povo que tanto a critica nutre um amor clandestino por ela e o PT e tem vergonha de se declarar? O Ministro Dias Toffoli proíbe que urnas sejam testadas em publico antes das eleições. Não dá mais para crer na idoneidade dessas urnas. Países muito mais avançados eleitoralmente não utilizam desse artefato e continuam votando em cédulas. Por que o Brasil, que é o pais do samba do crioulo doido se vangloria dessa “modernidade”. Muito estranho, muitoooooo.

Não tenho em quem votar, não tenho mais interesse em eleger alguém com a intenção de mudar o pais. Não sei se deixar Dilma mais 4 anos seja bom ou ruim, afinal a expertise deles deve ser premiada. Usaram a regra básica da politica de séculos e séculos: pão e circo. No caso os milhões de bolsas: família, bolsa gás, presidiário, aluguel, carro novo, bolsa manicure, bolsa camisinha, bolsa viaje para Disney com grana do povo e assim por diante.

Quero devolver meu titulo. Pode? Não quero mais ser eleitor, não quero mais ter que conviver com políticos, com propaganda eleitoral, com santinhos espalhados pelas ruas, com candidatos tragicômicos, com mentiras, extorsão, cabresto, com Gretchen, mulheres frutas vereadoras e deputadas, ex BBBs que não deram certo na vida, não conseguiram ser bailarina do Faustão e agora tendem a politica. Não quero mais...posso ter esse desejo? Será que o PT me permite?

Me sinto em Cuba.

Abração e boa quinta-feira.

A CULPA É DA MINHA PACIENCIA

Aí pensando com meus botões enquanto vinha para o trabalho numa manhã ensolarada, fria de segunda feira, a qual sei, mais tarde irá esquentar e me deixar suando com a quantidade enorme de roupas que sai de casa fiquei matutando se me tornei um chato ou se a paciência, que sempre foi uma virtude minha, está deixando de existir.

Sempre engoli sapo, digo sempre mesmo. Talvez a criação dada pelos pais, aonde a educação e o respeito vinham antes de qualquer outro item da convivência humana me fizeram crescer com essa paciência ilimitada para as babaquices que encontrava no caminho. Não sei se é uma fase, se realmente depois de 4 décadas de vida as coisas parecem menos coloridas, me vejo retrucando qualquer desaforo impetrado a mim os aos que me cercam.

Não consigo mais escutar insolências e ficar quieto fingindo não ser comigo. As pessoas se julgam tão senhoras da palavra que despejam suas frustrações no primeiro que encontra nos deixando algumas vezes atônitos com tamanha audácia. Não falto com educação com ninguém, me controlo para não comentar coisas desagradáveis que magoem ou ofendam outros, mas rebato na hora se algo me desagrada.

As velhas estão de birra comigo. Semana passada três me encheram o saco. Para todas retruquei, coisa que anos atrás ficariam entalados na goela. Uma roubou 13 lâmpadas que havia testado uma a uma dentro do Leroy e ainda se fez de ofendida quando peguei de volta. Mandei na lata que era uma folgada. Foi reclamar pro gerente...rs rs rs. Fui surrupiado na minha vez dentro de um açougue depois de 25 minutos esperando. A metida da velha entrou na minha frente e disse, sou prioritária. Levou na lata: prioritária se tivesse mais atendentes, com um apenas, não há prioridade pra ninguém, há fila. A terceira me fechou num cruzamento como se não existisse mais ninguém no mundo. Ouviu um buzinaço que comecei acompanhado de mais de 5 carros que foram prejudicados pela má habilidade ao volante de uma velha estilo Beth Szafir. Não da para ter calma assim.

Minha paciência se esgotou para aquelas pessoas que falam demais, metem o pau até na lua. Geralmente esse tipo é homem. Aquele que sabe de tudo, viajado, que saliva quando uma bunda feminina aparece na frente, desrespeitando esposa e filhos. O bom churrasqueiro, o bom jogador de futebol, o faz tudo, o sabichão. Convenhamos, numa era digital onde o conhecimento pulula como agua em fonte esse tipo está ultrapassado. Alias, é o mesmo que faz piadinha de viado o tempo todo.

E por falar nisso, nunca vi tanta gente querendo ser simpática “a causa” como os grupos gays falam por aí, como agora. Lesbicas que se casam em novela e o povo ama, atores que interpretaram gays na próxima novela sendo os mais aplaudidos. Autor que resolve virar bicha velha lesbica, assim agrada a todos. Não entendo esse tipo de reação do povo que aplaude a diversidade, mas reza para que filhos e netos não sejam gays e quando os são, não aceitam e descriminam. Essa hipocrisia é tão démodé, que vejo necessário uma palavra assim antiga para descrevê-la. Todo mundo quer ser amigo dos gays hoje, mas ninguém quer ser visto na rua com um.

Uma amiga jovem sensibilizada com a condição de um morador de rua que via todos os dias quando ia para o trabalho um dia parou e conversou com ele. Relatou que as pessoas que cruzavam com ela ali parada ao lado de um sem teto, um sem chances na vida a olhavam com nojo e desdém. Os olhares a acusavam de trazer a tona uma realidade que ninguém queria ver. Aquele homem era invisível até ela parar ali. As pessoas o perceberam e não gostaram da sensação. Estranho e cruel. A sociedade  se acostumou com a iniquidade, com a falta de responsabilidade civil. Acusamos governos, igreja, o vizinho, qualquer um que julgarmos necessário para tirar das costas a nossa culpa. Homer Simpson dizia: a culpa é minha eu ponho em quem eu quero. O brasileiro levou isso a ferro e fogo.

Mas ela não só parou e conversou, escutou os problemas, e resolveu um deles. O homem precisava de um carrinho para carregar papelão e recicláveis, o fruto da sua sobrevivência. Ela se mobilizou em redes sociais e em breve ele receberá um modelo novinho, da forma que sua necessidade e suas forças precisam. Muitas pessoas se manifestaram a respeito, doaram, aplaudiram a atitude dela. Mas aí pergunto, quantas dessas teriam coragem de verdade em parar e perguntar para um morador de rua quais as suas necessidades!
Sr. Fabiano, um morador de rua feliz 
por que alguém o enxergou!

Acostumamos com a paisagem, seja ela bonita ou feia. Acostumamos com os móveis, sendo eles uteis ou não. Muitas dessas paisagens escondem seres humanos. Muitos desses móveis são pessoas as quais não nos importamos por que não agregam valores reais a nossa vida.

Não sei onde iremos parar.

Abração a todos e ótima semana.

CUÁL ES TU NOMBRE?

Acredito que na vida toda tive uma mente inventiva. Criei situações, histórias e acontecimentos que nunca saíram da imaginação ou do papel.  Talvez pela criação livre de amarras, digo, livre para ser criativo, por que difícil encontrar na minha geração quem não tenha tido certo cabresto imposto pelos pais e a sociedade.

Gosto de nomes! Gosto de cria-los. Meus personagens ( eu escrevo, para quem não sabe) são os tipos mais esdrúxulos que se pode encontrar, tanto que a diversão para os que me leem é  descobrir os nomes dados aos ditos cujos para quem desenvolvo histórias. Gosto de chamar as pessoas por outros nomes, e só o faço quando gosto, ou tenho intimidade. Aqueles aos quais eu já mudei o nome na hora de chamar saibam: tenho muito apresso por vocês.

Na minha infância vários e vários nomes povoaram a imaginação e as brincadeiras em casa. Na rua onde morava também batizamos os vizinhos cada qual com seu título, assim ficava e fica mais fácil comentar sobre as pessoas sem que eles saibam. Minha irmã tem essa particularidade também, alias ambos tínhamos amigos invisíveis em comum na infância. Tenho 4 anos de diferença, então quando ela pululava imaginação eu ia junto, infantil, mirrado e café com leite.

Jessica era uma universitária que morava atrás da cortina da sala de estar. Tinha 18 anos e fazia faculdade. Não sei qual curso, apenas que era universitária. Sempre que abríamos a janela para atender alguém que batia a porta trocávamos algumas palavras com Jessica. Muitas vezes a visitávamos. Em outra cortina ( na sala de jantar) morava a Puta. Isso mesmo, esse era o nome da senhora. Fofoqueira, maldosa e alcoviteira. Puta morava só, era só, nunca se casou e por isso talvez fosse uma mulher amarga. Minha irmã tinha o pseudônimo de Meléra Belha. O meu era Meléra Apinutre com Méle e meu irmão era Mêlo. Só não entendo por que minha irmã me batizou com um nome feminino, enfim, assim nos chamávamos quando havia provocações infantis.

No quintal havia um quartinho de despejo, lá era a venda do Seu Italo, no banheiro moravam as trigêmeas Maria Amélia, Magnólia e Mariana ( essas apenas eu conhecia). Na rua tínhamos a Dêla Gurila, A Saco de Bosta, Córga, a Cuca, as Mosquitas, o Pintor, o Pinto louco, o Seca Esmalte, Beth Porrada, a Sandra da Esquina, a Elisa fofoqueira, o Caganeira, o Bigode de Taturana, A Berruga de Brigadeiro, a Petuda, o Lambari, a Cida Mineira, a Tiróide, Pauléte, o Sidêma Pulmonar, a Gára, a Cida Louca e alguns que agora talvez me fuja da lembrança.

Os cenários mudaram conforme crescemos e hoje temos outros personagens povoando nossas vidas. Pessoas que entram e saem do nosso caminho. Minha irmã e suas filhas continuam, assim como eu, a dar nomes a tudo e a todos. Não acredito que seja um desrespeito por que é algo entre nós apenas. Não saio por aí dando apelidos pejorativos as pessoas provocando constrangimento publico. Hoje, na idade que estamos não dá mais para criamos personagens invisíveis. Na infância isso é aceitável, na vida adulta é esquizofrenia. Mesmo a mais nova da família, hoje com 11 anos dispensou seu amigo imaginário de quase uma década. Chamava-se Purgo. Era um homem que se vestia de mulher, usava sapato Anabela, estudava geometria e apanhava do companheiro. Nunca paramos para tentar compreender o que ela queria dizer com essas características. rs rs rs.
65% das crianças tem amigos imaginários.

As pessoas devem me chamar de alguma coisa também. Assim como temos o habito de criar apelidos para os que nos cercam, obviamente que o fazem comigo. Mas engraçado que não são todas as pessoas que ganham esses apelidos. Tenho amigos íntimos, que o nome sempre foi o mesmo, sem nenhuma outra conotação engraçada. Já me chamaram de Zelão, de Pastelão, de Cuminho, Aspirqüeto, Palomino, mas o meu apelido é sempre será Fael.



Abração a todos e ótima terça feira.

PESSOAS SAMAMBAIA

É difícil e complicado afirmar que existem pessoas inúteis no mundo, mas sim, existem. Alguns passam por essa existência sem deixar vestígios, sem contribuir com nada.

Minha avó tinha irmãos um tanto estranhos que geraram filhos mais estranhos ainda. Graças que estou na terceira geração então essa maluquice toda se desfez um pouco, mas toquei nesse assunto para exemplificar um tipo de pessoa que passa pela vida como um objeto e não agrega nada. Uma das primas da minha mãe casou-se com outro primo de sangue e geraram uma filha lindinha. Essa garota passou uma vida toda sem produzir, sem gerar nada. Ela veio ao mundo apenas para comer da nossa comida, usar do nosso ar e se foi assim sem deixar nada, nem uma arvore, um livro ou um filho. Não namorou, não casou, não teve amigos, não brigou, não xingou, não amou. Ela simplesmente existiu, nada mais. Claro que sei o porquê disso. Uma mãe maluca, totalmente desiquilibrada emocionalmente que a criou dentro de uma redoma de vidro, sabe-se lá por que. Chegou ao extremo de conversamos com a garota e ela responder na frente. A pobrezinha não tinha gostos, não tinha estilo, não tinha vontades. Foi-se bem cedo, graças a  Deus. A mãe está aí até hoje, parecendo um abutre curvado e fétido.

Enfim, essas pessoas samambaias que só existem para enfeitar um canto da sala estão espalhadas por todos os lados. Tenho certeza que cada um de nós tem dentro da família um ser assim. Aquele que não contribui que passa a vida tendo 12 anos. É tão bom ser útil para os outros!!!

Infelizmente pessoas desse tipo não podem ter obrigações dadas a elas, por que simplesmente não as cumpre. Elas empurram com a barriga, fingem fazer, mas na verdade tem interesse zero em ser de alguma utilidade. Preocupam-se mais com o umbigo do que qualquer coisa em sua volta. No trabalho há muitos desse tipo. E o pior que alguns desenvolvem um tik terrível, o puxa saquismo do chefe. Então ele não faz nada, não cumpre suas obrigações, mas como é o queridinho dependurado nos bagos do comandante, passa ileso.

Mas há também o inútil funcional, aquele que trabalha, namora, casa, tem filhos, mas não agrega nada a nada. Conheço pessoas assim. Geraram filhos e os odeia, por que fingem serem pessoas capazes, mas quando deparamos com as suas crias mal ajambradas praticamente as desmascaramos. Pessoas que forçam uma máscara tão leve que ao sopra-las conseguimos identificar a sua verdadeira estampa: incapazes, incompetentes, infelizes.

Nem todo mundo tem o dom de se útil. Mas o fato de ajudar alguém, ter paciência com crianças ou idosos já é algo que nos põe num patamar de utilidade publica. Sabemos identificar uma pessoa prestativa quando colocamos na sua frente alguém com necessidades especiais, um idoso, por exemplo. Cuidar de uma pessoa que já não tem mais serventia física e mental para o mundo é uma dadiva. Não permitir que essa pessoa apodreça a olhos vistos e dar-lhe dignidade até seu derradeiro fim é mais do que ser útil, é ser benevolente, caridoso, é demonstrar o verdadeiro significado do amor. Não adianta chorar quando não estiverem mais entre nós. Cuidar é um dom, e todos nós podemos tê-lo, basta o coração ter compaixão humana.
Acredito que não sou samambaia.

Abração e bom feirado aos paulistanos...


DEUS LHE DEU 1 KG DE INTELIGENCIA E DOIS DE ANTIPATIA...

“O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão do conhecimento” Stephen Hawking.

Não há coisa mais chata nesse mundo do que conversar com pessoas que se julgam inteligentíssimas, cultas e acima da capacidade intelectual de 90% da população. E também não há nada mais elegante do que ser inteligentíssimo e conversar com todo mundo, dar oportunidade para todos beberem do conhecimento adquirido por uma capacidade aquém.

Sempre tive consciência de não ser uma pessoa com intelectualidade acima da média, mas nos meus anos de vida, de estudo, adquiri sim um pouco de conhecimento das coisas interessantes do mundo. Acho primordial saber de tudo um pouco. Aquelas pessoas bitoladas num mesmo assunto tornam-se tão cansativas que amigos são artigos raros nas suas vidas, por que ninguém consegue conviver com alguém que é limitado num mesmo assunto, ou como gosto de dizer: monoassuntico...rs.

Existem frases tremendamente irritantes do tipo: ahhh, não vejo essas coisas populares!!! Como se um programa de auditório, novelas ( essa já falo já) ou qualquer outra coisa de gosto público fosse de cunho inferior para mentes brilhantes. Não, não, não. As mentes mais capazes, as que se distinguem são aquelas que absorvem o máximo de conteúdo variado e sabem separar o que lhes acrescenta ou não. Eu não vou chorar numa apresentação de bale, por exemplo, por que para mim isso é tremendamente chato, mas respeito, assisto, compreendo e aplaudo. Há por trás disso a capacidade individual da dança, num segundo plano a competência de outros profissionais que montaram coreografia, cenários e tudo mais envolvido num espetáculo desses. É necessário respeitar gostos e opiniões.

Novela é o produto mais rentável e bem feito do nosso país. O cinema hoje da passos largos em direção ao sucesso por que quase 100% do que está nele veio de novelas. Então, não subestime isso, não avacalhem o produto de maior exportação e que mostra ao mundo a nossa cultura verdadeira, e não favelas, samba e traficantes. Temos tanto feeling para isso que hoje julgamos um texto se é bom ou não e damos aqueles que são criativos o devido respeito. Avenida Brasil esta aí para comprovar. Sucesso absoluto na terra dos hermanos... Escrava Isaura é a obra mais vista no mundo. Então não digam que isso é lixo. Pode sim haver um ou outro texto que sejam desconexos, mas não se pode negar a eficiência desse formato. O pior que quem mais mete o pau em novela é justamente aquele que baba ovo para seriados americanos. Vejam bem, não estou apontando ninguém, apenas comentando por que conheço na vida pessoal, muitos que fazem isso.

Futebol, carnaval, cerveja e bunda. Isso é gosto popular e posso não gostar de um ou de outro, mas não faço militância contra como muitos o fazem, por exemplo, com o BBB. Acho que esse reality realmente já chegou ao seu limite, mas há centenas de milhares que adoram, que se divertem vendo o circo humano pegar fogo. Não saio por ai reclamando de futebol. Não cuspo no carnaval. Então deixe minha novela em paz e não me chamem de noveleiro em tom pejorativo.

Hoje as pessoas usam o termo “poser” para identificar aquilo que julgam elitizado demais. Babaquice ao cubo. O que seria algo poser? Uma exposição de arte? De arquitetura? Um teatro ou show que custe muito caro. Sinto apenas que alguns desses itens não sejam mais acessíveis, por que assim esses críticos medíocres poderiam achar que uma ópera de Verdi tornou-se popular apenas por que o ingresso custa 20,00. O conteúdo continua o mesmo, mas o valor do ingresso é que define o “poser” do popular. Ahhhh paciência com a mediocridade humana!!! Esses são aqueles que viajam para o exterior e postam mais fotos sobre o que veem do que compreendem o que estão fotografando.

Odete Roitman, Nazareth Tedesco, Sinhozinho Malta, Odorico Paraguaçú, Ilka Tibiriça, Helenas, Viúva Porcina, Jacutinga, Pilar batista e Murilo Pontes, Ruth e Raquel, todos esses personagens e muitos mais me representam.


Boa semana a todos.

PSICOPATAS VIRTUAIS

A grande maioria das pessoas que convivem em sociedade tem a necessidade de se fazer presente, de serem aceitas, adoradas, elogiadas e com isso muitas perdem a noção do ridículo e em casos mais sérios ultrapassam o limite do bom senso e da lei.

A internet hoje é o grande celeiro das deformidades de caráter e moral. Num passado não tão distante os psicopatas (não os de instinto assassino, por que esses sempre agiram independentes do cenário e da época), mas aquela maioria que possuem esse distúrbio ficavam escondidos talvez por uma vida toda sem meios de poder exercer sua loucura. Hoje a tela do computador protege esse tipo de individuo. Antigamente os golpes eram menores e mais certeiros por que o cara que fingia uma identidade atacava pessoalmente, levando grana de senhorinhas indefesas, ludibriando até as  autoridades.

Nesses talvez 19 ou 20 anos que mexo com internet já vi, escutei e presenciei vários casos de falsa identidade. Nada me atingiu financeiramente ou psicologicamente. Afirmo que sou cético a respeito de gente que não conheço, que não vejo o rosto, mas como acredito na humanidade acabo por também acreditar que não haja maldade nos “tipos” que conhecemos virtualmente.

Não uso a internet para fins que não sejam trabalho e lazer. Minha vida pessoal está muito bem, obrigado, e talvez por isso nunca tenha caído no conto do vigário. Mas nesses  anos todos, como disse, vi e ouvi muita coisa. Destacarei 3 histórias que a mim não prejudicaram nada, mas foi tremendamente nefasta para outros.

Logo que criei meu blog comecei a circular por esse universo extremamente rico, criativo, apaixonante, de pessoas inteligentes, sagazes e muitos de índole ilibada. Fiz amizade com um cara que morava em Londres. Um sujeito sensacional, divertido, inteligente, casado com uma oriental, pai prematuro de um filho de 8 anos. Tinha um sobrenome conhecido no Brasil, herdeiro de algo relevante que não entrarei em detalhes. Por quase 3 anos conversei com esse cara. Ficou meu amigo mesmo. Mandava fotos da família e identificava os personagens da história. Compartilhava os dessabores com a esposa temperamental e os sucessos na carreira de publicitário. Uma pessoa real em todos os sentidos. Porem, nunca pedi para vê-lo ao vivo, não me interessava isso, como ainda não me interessa ver gente através de webcam. Mas como todo cadáver vem à tona, um dia descobri através dessa mesma oriental que ele dizia ser sua esposa a verdadeira história. Tanto eu como ela e outras dezenas de pessoas conversávamos com uma mulher. Sim, uma garota que se apropriou da identidade física de um modelo catarinense e em cima das suas fotos ( surrupiadas do Orkut) criou uma vida falsa, com datas, acontecimentos, tristezas e felicidades. Talvez o sentimento que tenha ficado dessa pessoa seja pena. Isso faz mais de 5 anos, e nunca quis falar por um motivo: a gente se sente ridículo em acreditar, extorquido na inteligência. Parece que nos roubaram a capacidade de discernir sobre verdade e mentira. Hoje tenho a certeza que ela era apenas uma coitada.

Essas coisas acontecem sempre através de blogs, por que não abro minha vida pessoal e não frequento e nem frequentei nenhum outro tipo de canal de amizade que não seja o facebook ( Orkut no passado) que possa me trazer prejuízo. Mesmo assim logo depois dessa bazófia da menina/homem, um casal apaixonado também começou a frequentar meu blog. A história de ambos era cinematográfica o que já me deixou com pé atrás. Até hoje não tenho certeza da realidade deles. Ela me ajudou muito, corrigindo meus textos, algo que fez com muita competência. Ele, um PHD em teologia. Muito me explicou e ensinou. No mais, desisti do contato com ambos por que percebi ser a mesma pessoa. Novamente uma dupla personalidade. Se me enganei com isso, não sei. Mas cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça!

A ultima e menos importante para mim foi à descoberta de um sujeito que frequentava ativamente os blogs conhecidos, e provavelmente quem me lê deva ter caído também na sua lábia. Um médico, residente, com um emocional estável, aparentemente competente na sua profissão, por que os textos que escrevia mostravam o quanto sabia o que estava falando e também meio tímido. A mim receitou um remédio homeopático para refluxo que praticamente me curou. Como não sou tolo, procurei um especialista aqui e mencionei o remédio. Ele deu aval e dai em diante passei a toma-lo. Mas soube que outras pessoas tiveram prejuízos emocionais com o rapaz que se dizia Doutor.

Ao mesmo tempo em que compreendo também me falta vocabulário para descrever esse tipo de pessoa. A infelicidade pessoal é tamanha, que precisam criar um personagem e dar uma vida mentirosa a ele. Essas pessoas não entendem que não se pode carregar uma mentira a vida toda. Há sempre alguém que capta pequenos deslizes e certamente os colocará a prova. Quanta infelicidade existe nesse tipo de gente? Para que mentir, ludibriar se seria muito mais fácil ser honesto e criar verdadeiros amigos e quem sabe um relacionamento amoroso solido. Por que a maioria, como esse Doutor aí, vai atrás de parceiros, de pessoas de verdade para relacionamento. Mas como se ele é uma fraude? Um circulo vicioso de psicopatia, de loucura e esquizofrenia.

Como disse, eu acredito no ser humano, mas os de carne e osso.

Cuidado com aqueles que só existem na tela do computador, ou que são apenas uma voz atrás de um celular. Esse tipo pode ser apenas um personagem fictício, fruto de uma mente doentia.

Boa quinta feira a todos.

NÃO SOU OBRIGADO, OK?

Tenho um terapeuta sensacional chamado “travesseiro”. Não digo que seja uma pessoa perfeitamente equilibrada por que não acredito que haja nesse planeta quem o seja então como um bom ser humano tenho meus males, minha duvidas e meus direitos.

Tenho direito de entrar no elevador e não precisar ficar sorridente cumprimentando todos que estão lá dentro e dando bom dia para cada cidadão que desce no seu respectivo andar. Não há nas leis condominiais algo que diga que somos obrigados a essa simpatia. É uma cordialidade e não uma obrigação. Quando morava em apartamento me mantinha “simpático” por que nunca sabemos se precisaremos de um vizinho ou não, mas num prédio comercial, onde há centenas de pessoas que visitam empresas, ficar com esse bom dia, bom dia, bom dia, é insuportavelmente hipócrita.

Tenho direito de não gostar de pessoas. Não sou Madre Teresa, infelizmente. Tenho ojeriza de gente falsa, superficial e puxa saco. Aquela pessoa que faz questão de contar suas peripécias, viagens e aquisições não pelo fato de compartilhar, mas para mostrar seu poder aquisitivo. Aquela pessoa que viaja, fotografa museus, come em restaurantes caros e claro compartilha milimetricamente seu dia para que as pessoas acompanhem sua novela pessoal. Esse tipo de gente me implica.

Não curto pseudo-intelectuais. A inteligência é algo nato, e quando o são, não precisam provar, simplesmente pelo fato que isso é natural, então não há necessidade de alardear que é culto, que é lido, que compreende arte, e tudo mais que está na moda ou que impressione.

Se pudesse não cumprimentaria ninguém quando chego num lugar cheio. Claro que isso é uma convenção que faz parte da boa educação. E não é pelo fato de ser chato ou grosseiro que não gostaria de seguir esse código, mas por timidez mesmo. Morro de vergonha de chegar a eventos e ter que ir de pessoa em pessoa dizendo olá. O mesmo quando preciso ir embora. Gostaria imensamente de me tele transportar para casa sem que ninguém sentisse minha ausência. Mas claro, fui muito bem educado e sei que é necessário seguir essas convenções.

Não suporto a vulgaridade. Há um tempo acreditava que isso era exclusivo das mulheres, mas hoje tenho a  certeza absoluta que homens são vulgares tanto quanto. Aquela boçalidade que chamavam de macheza é nada mais que a versão vulgar do homem. Escarrar em todo canto, se coçar intimamente em demasia, falar alto, ser indiscreto, inconveniente, falar mal de mulheres com quem já se relacionou ou não, taxar todo cara de viado (alias isso pra mim é baitolice  reprimida, por que homem educado não fala que todo o resto é viado), não respeitar o espaço alheio e algumas outras características do “macho” é sim vulgaridade.

É indiscutível que precisamos conviver em sociedade e para isso respeitarmos a individualidade de cada um, mas também não somos obrigados a concordar com tudo. Hoje em dia não se pode falar de politica com quem é Petista. Eles se acham donos do mundo. Não se pode criticar a obsessão por academia que algumas pessoas têm, por que você passa por sedentário invejoso. Não se pode discordar do gosto cultural de alguns por que se torna um antipático. Religião então, putz, você é a encarnação do Zé Pilintra se disser qualquer coisa que vá de encontro ao que pregam pastores e padres. Não se pode ter um gosto particular, por que te acham um Nerd. Se não casou é gay.  Se é mulher e joga futebol, então é lesbica. Se gosta de novela e televisão é um alienado.

Tudo hoje em dia é julgado, e nessa onda acabamos por sermos excessivamente críticos a todo instante. A imparcialidade fica na gaveta, e tomamos partido até na discussão dos outros. Aí vem a bela e boa frase que odeio, que faz com que coloque a pessoa numa lista negra que será entregue para magia negra, e depois enviada por sedex para o inferno: Nossa, quero morrer seu amigo!!!

Não há nada eu me irrite mais que isso. Como se quem está dizendo também não fosse critico e comentasse sobre as pessoas.
Como diz uma sabia mulher que conheço: Sou um para falar do mundo, enquanto existe um mundo falado de mim.

Boa segunda feira. Esse cumprimento eu gosto, por que sei que quem passa por aqui, o faz com vontade, e se chegou até o fim do texto, merece, que deseje uma ótima semana.

Abração.

VOU ALI VER A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE E JÁ VOLTO...

Se não tivesse bem resolvido com a profissão que gosto, alias, desde sempre já sabia o que queria, poderia muito bem ter partido para o lado da antropologia, sociologia ou até mesmo a psicologia, por que nada me fascina mais que o comportamento humano.

Acredito que uma das heranças mais valiosas da era hippie, do amor livre, foi à clara transformação sexual que a sociedade passou. Ver como se portavam meus pais em relação à afetividade demonstra claramente que vivemos o oposto dessas gerações pudicas de pais e avós. Tudo bem que demorou quase 4 décadas para termos a liberdade de escolha tanto masculina como feminina, mas nessa árdua caminhada perderam-se valores que se não resgatados fada a sociedade a uma solidão coletiva.

A internet é a arma mais poderosa e valiosa dos últimos 20 anos. Aplicativos te dão o par perfeito, o príncipe ou princesa encantada que tanto deseja para uma vida a dois repleta de pássaros cantantes a assoviarem musicas da Disney. Tá, ok, próximo!!! Mas por que não deu certo?

- Ahhh, ele não curte tequila e nem ficar bêbado.
- Ela dança funk e rebola até o chão.
- Ele não tem olhos claros.
- Ela tem pernas finas.

Aperte o botão e volte a procurar novos parceiros. Sexo? Sim rolou, mas ele estava mais preocupado com o corpo dele, com o bíceps que forçava para parecerem maiores. Ela gritava demais durante, isso me incomoda, além do mais tinha celulite, tentou esconder, mas eu vi.

Há algo errado nessa comunhão de corpos. As meninas anseiam por satisfação na cama, afinal elas sabem do que gostam o que querem, e já tiveram parceiros que lhes deram isso. Então, façam o favor de serem melhores! Homens...dura tarefa de superarem uns aos outros.

Eles cansam de parecerem Hércules, por que nem todo cara nasce com o dom para o sexo, alias, ninguém nasce, o que o transforma em algo pleno é a convivência, a intimidade que se cria com o parceiro, as descobertas. Mas, o Tinder tá ali piscando. Por que ficar com essa menina ou menino meia boca se posso arrumar outro melhor?

Assim criamos uma sociedade jovem, fugaz, que se importa apenas com o prazer próprio.

Daí em menos de duas semanas escuto 3 histórias parecidas, com desfechos bem interessantes. Todas tinham entre si o casal perfeito aos olhos alheios. Todas tinham a mesma premissa: a menina guardar-se virgem até o casamento ( algumas por religião, diga-se de passagem). Os rapazes, respeitadores, mantiveram as donzelas intactas, castos a espera da lua de mel. O primeiro soube que não aguentou e deu umas bolinadas na noiva antes do tempo. Estão casados, com filhos e felizes. O segundo, depois de anos de namoro sem tocar na guria, deleitou-se com uma travessa gigantesca de frango a passarinho na lua de mel, dormiu e consumou o ato 7 dias depois. Ele é gay, apenas a namorada nunca percebeu. Quase uma década se passou para que ela notasse o desinteresse por sexo, o sacrifício dele em esporádicas noites de amor. Hoje ela está com outro, sendo esmeradamente bem tratada por um cara que gosta da coisa. O terceiro casal? Bem, a história é idêntica ao segundo caso, mas infelizmente ela ainda não percebeu a intenção do cara. As más línguas já disseram que o menino “agasalha”.

Não se pode mais negar a evolução. Não há mais essa “castidade” fajuta, hipócrita. A religião não pode impedir que os jovens experimentem. Não será o padre ou o pastor que dormirá com eles uma vida toda. Há sim a compatibilidade na cama, não se nega mais isso há muito tempo. Esse é um ganho que a liberdade sexual nos trouxe. Essa involução é errada e não cabe mais nos dias de hoje. Não sou e nunca fui a favor da promiscuidade, mas também não sou a favor do casamento virgem.

O pior de tudo é que os jovens se perderam nessa imensidão de permissões. Pode fazer sexo? Pode! Ahhhhh, então quanto mais, melhor. Mais parceiros, deixando bem claro. A qualidade não se põe muito em questão, se viram apenas uma vez, e cada qual ficou preocupado com o seu próprio clímax.
Sabemos bem que sexo e amor são coisas distintas e lamento muitíssimo que alguns passarão uma vida toda e não saberão que a mistura dos dois é a coisa mais sublime que o ser humano pode experimentar em sua breve passagem.

Tenhamos liberdade, mas saibamos dosa-la. Não sou contra nada que aproxime os iguais. Não sou contra, alias sou muito a favor, que os jovens se aceitem o mais cedo possível e vivam suas condições de forma plena (sem putaria). É triste ver alguém chegar próximo dos 40, 50  tentando enganar a si e aos que estão do lado ( só não percebem que já sacaram há muito tempo que daquele mato não sai cachorro).

Bom dia a todos...



O MEDO DA IDOLATRIA...

Já falei algumas vezes, aqui inclusive, que não sou adorador de mitos. No máximo eu gosto. Mas idolatrar, não é papel que me caiba.

Vejo pulsando nas emissoras hipócritas cenas de crianças chorando e correndo para seus “ídolos” futebolísticos como se fossem deuses. Perdoo a criança por que há sempre uma inocência no ato, mas culpo os pais que certamente ficam instigando essa adoração neles. Gostar de Neymar ou daquele boneco roxo que cantava em programa infantil da na mesma. As crianças se iludem com algo que mais tarde se envergonharão, certamente. O mesmo falo para as cabritas histéricas que desmaiam ao verem um Justin Precisa de uma Surra Bieber num palco. Não vejo razão para fanatismo, não vejo isso com bons olhos. Soube pela mídia que aquele gafanhoto estranho chamado Amin Khader tem até bituca guardada de um cigarro fumado por Gal Costa. Tenha a santa paciência!!!

Mitos se desintegram em vida, a olhos nus. Os que não têm coragem de assumir a decadência deixam o palco e interrompem o envelhecimento de uma estrela de forma dramática, assim como fez Walmor Chagas há pouco tempo. Deixa a vida, no epílogo teatral de um dramalhão grego. Ao Assistir “7 dias com Marilyn” acabei curioso para entender realmente o que acabou com a  vida do maior mito feminino da história do cinema.

Marilyn Monroe nunca foi um ídolo para mim. Sempre achei um estereotipo de mulher burra, linda e vulgar. Aquele tipo usado para atrair atenção do publico, mas que por trás da estampa glamurosa sempre há um monstro atormentado pela escuridão. Marilyn não era diferente disso. No filme, que mostra uma curta temporada sua na Inglaterra enquanto filma com o lendário Sir Laurence Olivier temos a nítida impressão de uma mulher que queria fama a todo custo. Mais tarde aflorou na mídia o cume de sua ambição: tornou-se amante do presidente da republica.

Obviamente que os americanos puseram panos quentes sobre essa história, mas ao assistir sua biografia documentada, também me interessei por outro fato, como e por que morreu vitima de ingestão de comprimidos. Num relato de sua morte recriado 40 anos depois, os melhores especialistas do mundo foram chamados para montar a cena encontrada em 5 de agosto de 1962. Marilyn de bruços na cama, nua, com o telefone preso a mão esquerda e morta. Assassinato, suicídio ou morte acidental? Economizando tempo, ela se suicidou.

Não é fácil ser um anônimo e carregar as neuras que nos são transmitidos por herança genética ou por criação. Pior ainda para um astro que se vê decadente ou preso por amarras invisíveis que ele mesmo criou.

Quando olhamos o problema alheio é tão simples encontrar solução. Temos mil ponderações sobre o mal que atinge o outro, mas somos impossibilitados de reagir com nossos próprios engodos. Acho que por isso gosto de conversar com pessoas, amigas ou estranhas. Há sempre uma solução na ponta da língua sobre as causas do que nos aflige, o problema é dar a volta por cima, ou simplesmente desatar os nós que nos prendem aos males.

Marilyn colheu aquilo que plantou ou que a ajudaram a plantar. Usou a sedução para atingir seus objetivos, mas como a natureza não é benevolente, ao notar que a beleza não lhe era mais tão viçosa aos 36 anos ( ideia esdruxula se achar velho nessa idade) o declínio do mito culminou no suicídio, sozinha, numa casa de classe média, num quarto frio, sem nenhum tipo de aconchego.

Tenho a plena consciência de que idealizar pessoas, histórias e situações não nos leva a finais felizes. Sempre acho que há a anulação unilateral. Alguém se deixa menosprezar e diminuir em prol do outro, para que esse “outro” se sinta superior. Equilibrar esse peso na balança é algo que só o tempo e a experiência trás. Os mais velhos concordarão comigo.

Não idolatro mais para não sentir o gosto da decepção. Esse é amargo, e sei bem como é.

Ótima semana a todos. E se alguém achar um feriado por aí, por favor, me avisem para que corra atrás.


UM "EU" TOTALMENTE DIFERENTE, MAS IGUAL A MIM

Coragem é algo que não tem correlação com vergonha alheia, falta de compostura ou qualquer outra desculpa que as pessoas dão para suas patifarias. Pois se fosse desse tipo de gente que não tem o mínimo de percepção para a realidade, respeito a ela e ao próximo, e por um tempo me fosse concedido o poder de mutação eu certamente experimentaria algumas dessas palhaçadas que na minha pessoa não cabem.

- Iria a um BBB e tomaria banho pelado, beberia muito e sairia no tapa com alguém. Roubaria as coisas dos outros sem que eles vissem ( só o pessoal de casa que da aquela espiadinha), fingiria ataques de epilepsia para deixar o povo assustado e seria muito, muito porco la dentro.

- Me transformaria em mulher e seria uma piranha. Nada melhor do que uma biscate assumida, que da pra quem quer e não está nem aí...

- Depois viraria crente e diria que meu passado pertencia ao demônio e a igreja tal me curou. Ganharia muito dinheiro dando meu testemunho de cura. Aí quando já estivesse bem rica, voltava pra putaria de novo, por que pau que nasce torto nunca se endireita.

- Casaria com uma velha no bico do corvo e falaria a todos que era amor verdadeiro.

- Ganharia um Oscar  e me negaria a recebê-lo.

- Arrancaria a peruca do Wolf Maia no tapa, jogaria o copo de Shake da Luciana Gimenes no chão depois de dar uma bordoada nela e mostraria fotos gays de Agnaldo Timóteo na imprensa.

- Seria negro, índio só pra ganhar cotas.

- Seria deputado só para ir em plenário falar merda como o povinho eleito que não me representa faz.

- Seria uma mosca para ver o que as pessoas fazem escondidas em quatro paredes.

- Comeria muito, muito e seria um obeso mórbido vivendo dentro de uma casa sem poder sair, pesando 500 kgs, só para entender por que as pessoas chegam a esse ponto na vida.

- Seria amigo da Julia Roberts.

- Compraria um apartamento num prédio mega luxuoso ( que odeia qualquer tipo de pessoa que não seja caucasiana e milionária) e daria de presente para uma família cigana que faz festas nos fins de semana e recebem todo o tipo de gente.

- Andaria de iate em Mônaco despejando garrafas e pratos descartáveis na costa marítima, como fazem os milionários que vem ao Brasil.

- Almoçaria todos os dias com o Silvio Santos.

- Entupiria o esgoto da casa do Eike Batista.

- Teria um filho com a Angelina Jolie.

- Simularia um ataque de pânico no avião que a Xuxa estaria viajando. Gritaria que ela tem pacto com o sete peles e exigiria a presença de Marlene Mattos no telefone para me acalmar.

- Teria uma padaria ou um supermercado para comer tudo o que quisesse e ir jogando embalagens vazias no chão.

- Seria trigêmeo.

- Construiria um condomínio onde as casas seriam só para amigos.

- Faria um filme de terror com o Zé do Caixão e Susana Vieira.

- Diria à imprensa que sou a reencarnação de Chico Xavier e desafiaria Inri Cristo para um duelo santo.

- Pediria pra ser enterrado junto da Dercy Gonçalves.

- Roubaria as joias da Hebe.

- Seria um velho tarado.

E por fim, quando enjoasse de tudo o que não posso fazer vestindo essa pele que Deus me deu, voltaria ao normal.

Hoje é quarta com cara de sexta pra mim...portanto, ótimo fim de semana adiantado pra todos.


SUPER-HERÓI ?

Era uma vez uma capsula que se abriu e um bebê foi colocado dentro para ser protegido e desenvolver superpoderes em outra galáxia. Sob a proteção indefectível de quem o gerou ele cresceu e se tornou herói, pelo menos aos olhos carinhosos daquela pessoa.

Então por um descuido momentâneo um inseto o picou e ele adoeceu. Uma aranha? Ninguém viu, ninguém sabe, e ali acamado, certamente com novos poderes adquiridos do inseto ele iria se tornar um herói ainda mais indestrutível, mas até então estava impedido de sair a rua para brincar com os amigos, e o menino da capsula permaneceu ali, quietinho,  sob os olhos atentos daquela pessoa.

Cresceu e a personalidade obscura que guardava segredos nunca o fez menor diante dos olhos de quem cuidava dele. Carros pretos, artimanhas e talentos despontaram daquele garoto da capsula picado pela aranha. Um super-herói nas palavras, no desenho, despontando para a vida, e com ânsia de mudar o mundo. Ali da janela de castelo, era observado atentamente por aquela pessoa.

Os poderes sofreram mutações e ele se considerou um X-men. Estava diferente dos seus, mas com a ideia fixa de justiça com os semelhantes. Já não estava mais sob o olhar atento de quem o guardava,  aqueles olhos já estavam enfraquecidos pela idade, mas em contrapartida ela criou o escudo magico, a bolha de proteção construída com resquícios da capsula que o envolveu na infância. Estava protegido, bastava!!!

Ele se sentia grato por todos os poderes dado. Dentro da “tal” capsula havia o cristal, e desse ele construiu seu próprio castelo e partiu. Mesmo sob os olhares marejados de lagrimas dela, ele foi desbravar o mundo e criou “o seu”  lar, com todas as lembranças dadas de presente ele ali, fez seu mundo.

Voava, pendurava-se em fios de teia, tinha força descomunal, e quando o perturbavam, mudava de cor, e sumia na paisagem. De tempos em tempos pedia a benção e a carregava, já com as limitações do tempo para passeios sob as nuvens, e lhe dava tudo o que desejava para seu conforto. Mas uma coisa nunca conseguiu parar: o tempo.

Então um dia, percebeu que o escudo estava frágil, que iria se romper, e aconteceu. Os olhos atentos que o observava, que o protegia se fecharam e imediatamente a bolha que o abrigava do mal sumiu, evaporou, e ele se sentiu pequeno, desamparado, no meio de um mar revolto sem ter para onde ir. Percebeu que nunca fora um super-herói, que apenas acreditava nisso por que os olhos dela o faziam se sentir assim.

O pior para um herói não é combater o inimigo externo, é se acostumar com a saudade, com a dor que fica quando aquela proteção não existe mais. Não era ele o super-herói, era ela! Ela que acumulava todos os poderes dados a uma pessoa, que não só lutou contra inimigos por sua causa, mas também pelos outros pequenos heróis de mesmo sangue. Era ela quem voava, quem escalava prédios, que tinha a força e o poder mutante para se adequar ao tempo e a vida. Ela que por tanto tempo afastou a criptonita dos seus supermans, que costurou a mascara dos homens aranhas, que dentro da batcaverna criou os mais incríveis artefatos de proteção, ela que afastava a tempestade, que tinha o poder da telepatia, que era fogo, que atraia para os seus só o que havia de bom no universo. Era ela o herói da casa, a minha mãe...

Hoje, completa-se o primeiro ciclo de sua partida. O primeiro e dolorido ano. Todas as datas e comemorações que ela não participou, que não desfrutou. Temos a certeza que seu descanso está sendo ao lado de quem ela amou em vida e que partiram antes para prepararem a sua chegada.

A vida, aqui, continua.

Abraço a todos e ótima semana.



VOCÊ TEM MEDO DE QUE?

Tem pessoas que nasceram para se meterem em  grandes aventuras radicais. Eu não. Nasci para observar!

Jamais pularei de bump jump, escalarei uma montanha, pegarei ondas numa prancha de surf. Não será nessa vida que correrei de carro a mais de 200 km/h, farei acrobacias de avião e depois pularei de paraquedas. Não...não farei isso, tenho certeza.

Sou cagão...essa é a mais pura verdade. Tenho medo de foto de palhaço chorando. Não me deem e nunca peçam para analisar um quadro assim. Alias, nunca pintem um palhaço chorando por que é muito cafona isso. Tenho medo de anão! Pode parar de me xingar quem achou isso ridículo, mas eu não sei me controlar na presença de um. Algum trauma relacionado a eles que não me recordo, coisa de infância. Uma Anãorafobia ( já que não existe termo para esse tipo de fobia).

Nem a pau assisto um filme de terror sozinho. Alias, não assisto filmes de terror nem acompanhado. Os sustos e gritos de demônios me aterrorizam. Fui tentar assistir atividade paranormal e fiquei paranoico achando que as coisas se moviam em casa. Então deixo para quem é cético. Euzim...tenho medo!

Por falar em demônio, eu acredito na existência deles. Não como os evangélicos que acham que ele está encarnado em todo mundo que não compactua com a crença deles. Existe sim o sete peles, mas ele não pode ocupar um corpo que já tem um espirito próprio. Sabe aquela coisa que duas pessoas não ocupam o mesmo espaço físico e bla bla bla, então o cramulhão pode até soprar no ouvido, mas entrar e se apoderar de um corpo, aí já é coisa pra boi dormir.

Mudando de pato pra ganso e continuando no mesmo lago, acreditava na infância que existia mula sem cabeça. Ridículo, mas eu acreditava. Assim como um vizinho que jurava que lá na cidade dele, Iacanga, interior de São Paulo havia baile de saci. Muito sitio do pica pau amarelo na infância...isso sim!

Não mato baratas eu as engulo com aspirador, já contei isso. Não me peça para encurralar um rato por que não farei isso. Tenho certeza que ao me deparar num canto de parede com o tal, ele pulará na minha jugular. Aranha? O que é isso? Nunca vi, nunca matei, e nem tenho intenção pra tal proeza. Insetos são bichos amaldiçoados e me adoram. Se um marimbondo entrar na sala será em mim que pousará. Se tiver pernilongos no recinto, eles picaram a mim. Se um maldito gafanhoto quiser sentar numa cabeça, será a minha. Sou um imã de insetos. Azarado.

Ahhhh, sim, azarado. Dizem que todo chato é azarado. Então eu devo ser chato pra caraiiiii...por que tenho um azar que me persegue desde de a infância. Suponho que algum ser do mal me rogou praga. Na escola quando ninguém se manifestava para responder uma pergunta ou ler um texto, adivinha quem era chamado? EU! Mas pergunta na hora de sortear um presente...ah hã...nunca ganhei nada!!!

Minha avó olhou a vida toda embaixo da cama pra ver não tinha nada antes de dormir. Juro que não entendo se isso era para saber se um “homem” estava escondido lá ou algum bicho que pudesse subir nela durante a noite. Quando não pode mais se abaixar, passava a bengala ( então ai deve explicar que ela pensava existir alguém lá) e quando não teve mais força para golpear com bengala o chão ela nos obrigava a olhar por ela. Essas coisas explicam um pouco da birutice que mora em mim.

Mais acima falei sobre quadro de palhaço pintado, tenho medo de palhaço na verdade. Nunca gostei. Talvez seja por isso que o circo nunca me agradou. Além de me incomodar com o estilo mambembe de viver ( bem nômade) palhaços são o conteúdo principal de todo espetáculo circense. Fui algumas vezes e detestei.

Mas me sinto normal quando vejo que pessoas têm fobias mega estranhas. Como por exemplo:

Globofobia – medo de bexigas ( não pode irem festa infantil)

Algodãofobia – medo de bolas de algodão ( jamais poderá ver uma plantação de algodão)

Uma garçonete americana que tem medo de picles ( pra isso não existe nome).

Itifalofobia – medo de ereções...( hein?)

Gimnofobia – medo de nudez ( algumas pessoas causam isso)

Efebofobia – medo de adolescentes ( compreendo muito isso)

Neofobia – medo de coisas novas ( da um carro 0 pra pessoa e pergunte se ela tem medo)

Pteronofobia – medo de cócegas com penas ( rs rs rs...como se 
isso fosse comum acontecer)

Catisofobia – medo de sentar-se ( passará a vida de pé)

E mais centenas e centenas de fobias ridículas...haja paciência com o ser humano.

Abraço e ótimo dia dos namorados para os que tem e VAI TER COPA SIM...