A BELA E A FERA...DE NOVO?


Voltei a ir ao cinema com frequência. O advento de uma carteirinha de estudante é sensacional para não se deixar os olhos da cara na compra de ingressos. A qualidade das salas melhoraram muito nos últimos anos, mas nada justifica um ingresso de R$ 42,00 numa noite de sábado. Mas essa introdução é apenas para falar sobre a refilmagem do clássico Disney: A Bela e a Fera.

Já vi todas as versões, e olha que nem gosto muito do gênero “princesas Disney”. E não é pelo fato de serem subjugadas a príncipes, madrastas, anões, feras, maldições e bla bla bla, é que realmente não me interessa.

Cada vez mais tecnológica a Disney nos presenteia com imagens lindíssimas de computação gráfica, tão criveis, que nos reportamos para dentro da tela. Assisti o filme em 3D e um dos melhores até hoje, confesso.

A história é a mesma, mas contada minunciosamente. O prólogo deixa claro o porquê da maldição da Fera, o que nos faz entender a psicologia que se se seguirá nos 120 minutos seguintes. 

Não gosto de filmes cantantes, me enfadonha, e obvio que a Bela e a Fera não ficou pra trás. Acho chatíssimo o nhen nhen nhen das cantorias, então sublimei e quis prestar atenção na produção em si. Todos os utensílios falantes são de uma beleza que nem o desenho mostrou. Um elenco de peso dublando, atores sensacionais, como Emma Tompson, Ewan Mcgregor e tantos outros que transformam objetos inanimados em grandes personagens.

Já o par romântico, esse sim deixa a desejar. Emma Watson havia sido cotada para La La Land, e preferiu o conto de fadas da Disney. Acertou na escolha? não sei! Emma Stone com seus olhos expressivos salvou o musical tão aclamado. São tantas “Emmas” que chego a me confundir...rs

Mas Emma Watson não tem beleza para uma princesa. Tem um rosto meio masculinizado. Talvez seja impressão minha, quem sabe! Não convence. Não é meiga o suficiente para domar uma fera, e essa então, longe de ser assustadora, como o personagem pede. A caracterização é perfeita, da pra enxergar o ator por baixo dos pelos. Alias esse cuidado em deixar rastros do ator fez com que a fera ficasse bonita. Sim, o monstro sombrio é bonito. Alias, ele sim é meigo, cut cut, parece um boneco de pelúcia. Isso estraga! A transformação interior da Fera nem existe por que ele já começa o filme sendo Fofo. Quem assistir vai me entender.

Um passatempo agradável. O resultado final é bom, por que tem um sensacional Gaston, o antagonista que rouba a cena. Seu fiel escudeiro LeFou é a bichinha saltitante que arranca risos da plateia. Ainda estou pensando se era necessário.

Recomendo, desde que não paguem uma fortuna para assistir.



Abraços.

Um comentário:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Não me despertou nenhuma curiosidade. Sou das antigas ... não gosto destes remakes modernos ...

Acho que sou velho mesmo! kkkkkkkkkkk

Beijão querido ...