SEPARAÇÃO

Não é falta de criatividade minha, mas tenho visitado muitos blogs, coisa que estava difícil no final do ano passado, e tenho percebido que o pessoal ta criativo, e escrevendo muito bem. Estive num dos blogs que considero com o melhor título na blogosfera ( TPM de Macho – por que homem também tem fases - .tpmdemacho) do Fred. Lá havia um texto sobre “separações”, postado por consequência do termino do relacionamento de um cara nota 10...o Edu. Pedi autorização e cá estou a reproduzir o texto. Voilá!!!

[...Daí a escritora Roseana Murray botou no seu livro: "que a vida é um jogo assim, de tantos medos e outras coragens".

Quando somos informados - através de um post de precisão cirúrgica (nem doce, nem duro, nem detalhado, nem seco) - que um dos relacionamentos mais festejados e celebrados de Blogsville chegou ao fim é impossível - para mim - não pensar em medo e coragem: dois sentimentos antagônicos e - por incrível que pareça - complementares.

Como muito bem disse um dos protagonistas do caso "discutir a relação" é algo que agora interessa somente aos envolvidos. Para nós - que ao longo dos anos fomos testemunhas deste encontro de dois e aprendemos a admirar uma relação construída na mais rebuscada simplicidade do desejo deestar junto - resta apenas administrar nossa incredulidade, recuperarmo-nos do impacto e - de pé - aplaudir a maturidade, a sabedoria, a elegância e a coragem de duas pessoas que mesmo no fim da história que escreveram juntas conseguem dar mais uma lição: que o verdadeiro amor por alguém também se manifesta na hora de largar as mãos e deixar o outro ir.

Fim de relação é dor dividida.
É luto compartilhado.
Sofre quem tomou a decisão, quem puxou o gatilho primeiro e teve culhões pra manifestar que algo no reluzente vaso de cristal trincou.
Sofre quem recebe o cartão vermelho, quem planejava o jantar do próximo sábado e - sem muito aviso prévio - descobre que próximo sábado é um lugar que não mais existe.
Sofre quem deixa de amar.
Sofre quem deixa de ser amado.
Sofre quem puxa a mala de cima do roupeiro e abre a porta da casa - deixando a chave na bancada.
Sofre quem fica preso do outro lado da porta. Preso do lado de fora de um amor que não mais lhe pertence.
Sofre um.
E sofre o outro também.

E nesse limbo de angústia e aperto em ambos os peitos escuta-se - sibiloso - o sussuro do medo.
O medo de ter tomado a decisão errada; 
o medo de ter metido o pé pelas mãos; 
o medo de não ser bom o suficiente; 
o medo de não ter sabido gostar como devia; 
o medo de ter ficado menos interessante, menos potente, menos jovem; o medo de ficar sozinho; 
o medo da falta que ele vai fazer; 
o medo de não saber mais desse homem; 
o medo de querer voltar a um momento para o qual não existe mais regresso.

Tantos medos.
Mas ao contrário do que pregam o medo não apenas nos enfraquece.
Ele também nos faz humanos.
É do homem ter medo.
Porque é ciente do nosso medo que podemos encontrar as nossas coragens.

A coragem pra recomeçar tudo de novo; 
a coragem pra continuar acreditando; 
a coragem pra pisar no freio quando chega a hora; 
a coragem pra enfrentar a dureza de ser preterido; 
a coragem pra entender que não é o fato de uma relação acabar que desmerece tudo que foi vivido enquanto ela existia e a coragem pra dizer em alto e bom som aquilo que só costumamos verbalizar em pensamentos.

Vive dentro de nós essa coragem para fazer o que sabemos que precisamos fazer.

E fazer da única forma de fazê-lo: sem frescura.

Amor sempre foi questão de respeito. 
Mesmo quando acaba...]

Volta vai!!!

Abração a todos e ótimo fim de semana.

9 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

é isto ... relacionamento exige coragem para começar, para manter e se for o caso para terminar ... mas sempre com dignidade e respeito ...

bjão

E ヅ disse...

Se esse tal de Edu é nota 10, o Jamal é 12 e o Fred é 15.

Albuq disse...

Fim de relacionamento sempre mede nossos limites!

G disse...

Rafael

Estou meio afastado das leituras e dos blogs desde que perdi o meu blog Momentos Compartilhados.
Mas hoje buscando retornar a ativa me deparei com seu blog e perdi talvez uma hora lendo seus posts, realmente todos bem interessantes, bem escritos e de uma simpatia excelente.

Estou te seguindo a partir de agora, abs.

Alan Raspante disse...

Esse texto do Fred realmente é muito bonito. Lindo demais!

E, Rafael, obrigado por visitar o meu blog. Com certeza, vou bater ponto aqui também =)

railer disse...

separações nunca são fáceis, mas tem hora que precisam acontecer. quando a gente percebe que um ciclo chegou ao fim na nossa vida, a gente precisa se soltar disso, desapegar e seguir em frente. o que deixa de existir vai abrir espaço para o novo.

Del Rodrigues disse...

Olá Rafael,sou professora,conheci seu blog através de uma amiga, gostaria de fazer um pedido para que me ajude indo no link abaixo e deixando um recadinho.Estou concorrendo com o meu texto:"Transformando um Sonho em Realidade" no concurso Educação Nota 10 do Globo.
A seleção acontecerá agora no dia 30/01/2012.
Por favor, visite o link e deixe um comentário por lá.
Será que vc pode me dar uma ajuda?
Conto com a sua ajuda!
Qualquer problema, postei também o link no post do meu blog, é só ir lá e clicar (http://ler-com-prazer.blogspot.com).
Obrigada!Paz e Luz!
Esse é o link:
http://www.educacao10.syncmobile.com.br/?p=576

Dona Pimenta disse...

Oiii, Fael!!!
Olha eu de novo aqui!! rsrsrs
Este texto é muito interessante, pq, até mesmo em alguns casos (como o meu - rsrsrs), onde a relação está completamente desgastada e sem futuro, quando separamos, sofremos com a mudança de rotina, abrimos mão de algumas coisas, enfim. É difícil, mas temos que seguir em frente - SEMPRE.
Mil bjs, Gi

Marcia disse...

show de texto, estou me atualizando nas leituras atrasadas...bjos