CAMPINAS - TERRA PODRE - POVO OMISSO

É péssimo usar um espaço como esse para falar de politica, mas sinceramente, hoje preciso desabafar sobre a cidade onde moro: Campinas.

Não comungo das atitudes do povo daqui, mas me incluirei por que sou “a população campineira”. A cidade é composta basicamente de ricos falidos, que vivem esnobando a nova classe rica, emergentes que querem um lugar ao sol. A maioria dos filhos desses ricos de tradição acabaram na politica, e hoje temos um governo de filhinhos de papais “campinoides” que pouco se importam com o povo.

No final de 2011 a Câmara de vereadores deu a si um aumento de salario de 126%. Algo inaceitável sendo que funcionários públicos ( saúde, educação, segurança) brigaram por 10 ou 11% e não conseguiram nada. Para um ano assolado por denuncias de corrupção, prefeitos cassados ( 2 deles foram banidos da prefeitura) e uma dança de senta e levanta da cadeira de prefeito, uma câmara ter a audácia de se dar um aumento desses, é mais do que uma patifaria com o povo, é uma desonra.

Infelizmente somos aquele povo que samba, que é tão solidário em catástrofes, que chora ao ver o flagelo do povo nordestino em época de seca, e que ao mesmo tempo é ignóbil, burro, e não tem memoria, por que quando chega o período de eleições, acreditamos nesses “coronéis” que nos aterroriza as noites de sono, nos põe medo e que nos trazem no cabresto. É isso que acontece, ainda temos medo de políticos? Por que não é possível tamanho consentimento aos atos públicos criminosos.

Campinas hoje é uma terra de ninguém, com políticos descrentes, usurpadores do bem estar da população campineira. Somos um povo entregue as moscas, sem cultura (acreditem, uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, não tem teatro). Não temos diversão, não temos pão, muito menos circo.

Nem os imperadores tiranos e débeis tratavam o povo com tamanho desprezo. Aqui não há leões, mas há bandidos, marginais, que nos esperam nas esquinas para um ataque mortífero. Estamos entregues ao mais profundo descaso desde que me conheço por gente.

Não bastasse os problemas municipais, agora temos a intervenção de um Ministério Publico autoritário, que se infiltrou nas decisões municipais, e governa por deliberação própria. Não bastasse viver mal na cidade, agora para trabalhar ( na minha área: urbanismo) também está quase impossível.

Onde está meu passaporte, minha passagem pra Suíça. Quero viver numa cidade modelo, como já fomos conhecidos. Não quero ser apontado como um campineiro, um cidadão de terras de coronelismo. Não quero ter que fechar os vidros do carro no semáforo por que um marginal irá me assaltar. Somos um povo interiorano, caipira, que até ontem colocava a cadeira na porta de casa, no fim do dia, para conversar com vizinhos enquanto as crianças brincavam. Sou do interior, quero paz, quero a vida brejeira. Pode-se viver a modernidade do mundo com a inocência caipira. Basta que não tirem de nós a vontade de ver o sol nascer brilhante, que só por aqui se tem. Cidade dos ventos “frescos” foi o único titulo que nos sobrou.

Nem as andorinhas, pelas quais campinas é conhecida, estão por aqui. Até elas bateram asas procurando um lugar melhor pra viver.

Abração e boa quarta feira.

4 comentários:

Prisioneiro 0001 disse...

Não sabia q a situação por aí estava tão complicada.
Tenso.

Muito tenso.

Prisioneiro 0001 disse...

E algo q me chocou: Campinas não tem 1 teatro?
PASSADO!

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

mas é só por aí q as mazelas estão assim? isto é coisa de toda esta terra tupiniquim ... tb queria bater asas como as andorinhas ... mas #comofaz? ...

bjão

o Humberto disse...

É phoda, meu caro. TuBHcanga tb é por aí e a tendência é piorar (se for eleita a governadora que estão querendo nos enfiar goela abaixo).

Força aí.