FANTÁSTICO O PROGRAMA DE PLASTICO


Temos uma grande dissonância em nossa programação televisa, seja ela no c anal aberto ou fechado. No mesmo momento em que a Revista Veja traz na capa o fenômeno de audiência da década: Avenida Brasil, temos por outro lado uma pobreza desmedida no jornalismo nacional.

O Fantástico nas ultimas quatro décadas tem sido o brinco de perolas da Rede Globo, com sua pecha de revista eletrônica, e bla bla bla, invejada por todas as outras emissoras, copiado pela Rede Record numa versão mais pobrezinha chamada Domingo Espetacular, e que nivelava o jornalismo no topo, acompanhada do Jornal Nacional. Sempre apresentando matérias que eram de interesse não só da classe A, mas que atingia até a classe E.

Não sei o que houve, mas o Fantástico decaiu, perdeu a criatividade e tornou-se um programa chato, apelativo, com mateiras tão sem graças quanto à risadinha de Bruno de Luca e André Marques no Vídeo Show. Tão chato quanto à voz de fumante bingueira de Ana Maria Braga e o esganiçado de Louro José. Talvez seja a presença insossa de Renata Ceribelli que não tem o glamour de Patrícia Poeta e nem mesmo o anticarisma de Gloria Maria, que incomodava, mas tinha presença. No passado os apresentadores faziam a diferença, passavam uma confiabilidade que Zeca Camargo nem de longe consegue, com seu jeito gaguejado de dar uma noticia, risadinhas de canto de boca e figurino medonho. O Fantástico começa a perder a credibilidade quando abre a cena e aparecem os dois, ex-atuais-gordinhos em suas intenções de serem simpáticos, mas passando longe disso. Quem salva, às vezes, é Tadeu Schimdt que tem sim, boa fotografia em cena. O problema dos apresentadores não está no fato de serem gordos, por que isso não é impeditivo, visto que a TV alimentou bem os seus animadores de auditório e se formos ver 50% estava acima do peso, mas o fato deles tentarem esconder isso. Zeca aparece barrigudo, com uma camisa justa na entrevista com Claudia Jimenez, deixando-nos apreensivos de quando os botões iriam explodir atingindo a entrevistada. Renata Ceribelli pousa de ladinho em cena para evitar ser pega de frente com seu quadril enorme e canelas de rocambole.

A preocupação pessoal dos apresentadores deixa um ar de artificialidade em cena, e combinado a isso vem à péssima escolha das matérias apresentadas que a cada domingo nos deixam boquiabertos com a capacidade de gastar dinheiro do horário nobre com futilidades. Semana passada um bloco enorme para falar da traição dos vampiros de Crepúsculo. Essa semana uma matéria ridícula, pobre e sem graça sobre fantasmas, sem deixar de lado a vergonha alheia do ano que foi a entrevista de Rosane Collor. O fantástico tem acertado uma matéria em cada 10 apresentadas e o pior de tudo, quando nos interessam, são superficiais. O pior e mais chato são as “reportagens denuncias” com as quais eles enchem o jornalismo pelo resto da semana. O que apresentam no domingo a noite, repete na segunda de manhã, no jornal nacional à noite e assim vai até a quarta ou quinta feira. Chato, muito chato.

No momento em que vivemos, onde as noticias perdem interesse quinze minutos depois de lidas, e que correm o país em menos de uma hora, martelar em cima do mesmo tema é dar um tiro nos pés. A internet se encarrega de disseminar aquilo que é de interesse publico, não precisamos nós no momento do jantar ouvir de novo  de um assunto que já não nos interessa mais.

Sobra-nos o que nos domingos à noite? Nada. Aliás, o domingo tem sido um martírio para quem gosta de TV. Ontem vi parte do programa do Didi, e confesso senti pena e vergonha alheia. O Esporte espetacular trouxe uma hora e meia de entrevista de Galvão Bueno com Ronaldo. Pelo amor de Deus, quando a Globo vai entender que o Galvão é detestado pelo publico. Isso que não entendo,  as redes sociais estão aí, mostrando o quanto abominamos esse cara e mesmo assim insistem. Depois aquele gordo do Hassum gritando em cada quadro que aparecia. Meu, aquilo é insuportável. Ligar a TV pra ver uma pessoa berrar sem que se entenda o que fala, nos deixa em Pânico, que usando do subterfugio, também tem oferecido o pior do humor, mesmo indo pra Band.

Não me venham que a TV a cabo é uma solução para o domingo. Não é. Ver filmes o tempo todo, cansa. Quero entretenimento, e nisso, acabamos por cair aos pés de Silvio Santos, que mantendo a formula de 30 anos atrás, nos faz rir, de suas piadas infames e de sua personalidade gagá, que adquiriu com os 80 anos de idade. Fala o que quer, e manda da forma que acha melhor. No fim ele acaba sendo a opção de diversão nas noites de domingo.

Boa semana a todos.

8 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Chato muito chato mesmo e VIVAS ao Vovô Sílvio ... ou melhor ... ao Bisa Sílvio ... Vovô sou eu ... rs

Marcos disse...

Muito bom o texto, o fantástico insulta nossa inteligência e posso dizer ainda mais. O programa é nosso, porque a TV tem que ser responsável em mostrar o que interessa a população.

Eles tem que ser agente agregador.

Falar de fantasma em horário nobre é a coisa mais boçal que vi nos ultimos anos.

Já falei inumeras vezes da roupa do Zeca que é ridiculo e dá vergonha alheia.

Abçs

Albuq disse...

Todo mundo lá em casa tira onda quando falo em assistir Silvio Santos, mas eles que admitir, estamos sem outras opções. Fato! kkk

Cesinha disse...

Existem alguns programas de TV que insistem em ir contra a regra básica dos sistemas vivos: que nascem, crescem, chegam a um apogeu e entram em declínio, rumo ao fim. E quando os seus responsáveis não se dão conta disso... vira essa merd... que vemos por aí.

Beijos.

Margot disse...

Prefiro qualquer documentário (até repetido) que assistir fantástico/ SS/ Faustão/ Gugu...
Não tenho saco (literalmente) para TV aberta.
beijos Fael

Marcelo Gaya disse...

Pensei exatamente nisso ontem à noite, pois não conseguia encontrar nada que me interessasse nos canais. De repente, coloquei no programa do Silvio e acabei dando boas risadas com as suas brincadeiras. Parabéns pelo post, sempre expressando aquilo que passa pela cabeça de muitos!!!

PORAQUIESO disse...

Oi ... Ótimo seu texto. Há algum tempo deixei de assistir o Fantástico (que de fantástico não tem mais nada) devido as reportagens fracas e suas "xuxices"(palavra derivada de Xuxa). Abraço !!!

railer disse...

tv já é algo que tenho evitado, ainda mais domingo e à noite. realmente caiu muito.

ri alto aqui imaginando a cena dos botões explodindo! rs