UM FILME ADOLESCENTE

O cinema desesperadamente corre atrás de um novo sucesso jovem para suprir a lacuna que Harry Potter deixou e que em breve a Saga Crepúsculo também deixará. Assim criam-se expectativas sobre novos romances teens levados a grande tela, mas infelizmente não é tão fácil criar uma formula de êxito.

Jogos Vorazes estreou no ultimo fim de semana com ótimas criticas internacionais, acredito eu forçadas pelos produtores que clamam por um grande sucesso que deem a eles folego para novas produções.

O filme baseado no livro Hanger Games de Suzanne Collins é tão previsível quanto um episódio de Power Rangers. Muita enrolação na primeira hora, com um cenário computadorizado representando um planeta em reconstrução. Na verdade não fica claro e nem muito explicado o por que dos Jogos. Tudo que é dito faz pouco sentido para que haja um game assassino como exemplo de não violência. Nesse ponto não sei se a culpa é do diretor, do roteiro ou do livro, o qual não li.

Jovens bonitos, closes em rostos angelicais que necessitam de aceitação no cenário pop adolescente. Ambos protagonistas não têm o apelo de Robert Pattinson e Kristen Stwart no vídeo. Mesmo os vampirescos tendo sempre aquelas caras de que estão fazendo força no banheiro, o sexy appeal do casal de Crepúsculo é de longe mais convincente. Faço a ponte entre eles por que falou-se muito em um novo fenômeno jovem. Marketing, puro marketing.

São quase duas horas e meia de projeção com sequencias tão deduzíveis que perde a graça e cansa um pouco. A gente sabe passo a passo o que acontecerá. Pra quem já tem uma certa manha com cinema, deciframos os jogos logo no início.

Mas como é um filme pra jovens e adolescentes, dou o desconto necessário, e fico na duvida do que pode ser contado num segundo filme, que claro já deve estar em produção.

Um bom elenco de apoio com figuras conhecidas do cinema e mais um Lenny Kravitz com cara de filme de “Apartheid” totalmente fora dos padrões que o cenário e a maquiagem propunham.

Enfim uma sessão da tarde cheia de clichês, montados sobre um roteiro enumerado em pontos de altos e baixos que seguem a formula exata para agradar os adolescentes apaixonados por aventura.

Nota 6,5.

3 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

e eu nem fiquei curioso para assistir ... agora é q não assisto mesmo ... rs

::::FER:::: disse...

Eu nem assisto!

railer disse...

eu cheguei a comentar no meu blog sobre os livros, que são muito bons. gostei do filme e acho que a trilogia vai ser muito bacana.