A QUE VEIO MULHERES RICAS?

Não sei a que veio o reality “Mulheres Ricas”. Assisti alguns episódios por que realmente aquilo era tão fora da nossa realidade que se tornou engraçado. Mas ontem no ultimo episódio muitas coisas ficaram claras pra mim.

No Brasil, não importa se você trabalhou e ficou rico, ainda há uma gama de milionários de berço que se julgam intocáveis. Talvez a reflexão que tenha feito seja a função de algo tão ignóbil como isso apresentado pela Band. Se foi sucesso, acredito  que tenham alcançado o objetivo, por que até eu, um severo critico de TV, perdi algumas segundas feiras, rindo da falta de escrúpulos de algumas dessas “mulheres”.

Narcisa Tamborindeguy é um retrato da sociedade carioca dos anos 70 e 80, que desfilavam em Mercedes caríssimos e faziam festas no Copacabana Palace regadas a muita bebida importada e cocaína da boa. É constrangedor vê-la no vídeo com frases sem sentido, pensamentos desconexos num balé interminável de braços e pernas que gesticulam quase golpeando quem está perto. Não acho que Narcisa faça tipo. Ela é uma rica decadente, elegante e com refinamento que veio do berço. Pra quem frequentou castelos na Europa, Narcisa é um resquício, um ultimo gole do whisky 25 anos caríssimo, bebido praticamente a conta gotas.

Lydia Leão Sayeg pareceu ser ( digo PARECEU) a mais realista de todas as mulheres. Nasceu rica, e desenvolve uma profissão desejada por qualquer um, joalheira. Tem bom gosto, é educada, refinada, mas pode ser confundida facilmente com uma bingueira no fim de domingo. Talvez o programa tenha servido para uma autoanalise da sua vida. No inicio mostrou-se fútil, mas aos poucos deixou compromissos com as outras participantes e fez um mea culpa sobre a criação de sua filha inútil.

Débora Rodrigues, entre as ricas foi escrachada em comentários jocosos. Exemplo que dinheiro não compra berço. Apenas respeitam um novo rico pela gorda conta bancária, mas ao darem as costas, são ridicularizados e vistos eternamente como pobres coitados. Debora é uma mulher bonita, sem elegância alguma. Uma Fiona, de Chanel, casada com um personagem típico de pornochanchadas da década de 70. Mas sua serenidade e a certeza de que não precisa frequentar a alta sociedade de São Paulo é que faz dela uma celebridade autentica.

Brunete Fracarolli se expôs de uma forma desnecessária. Profissional de arquitetura e decoração de grande importância dentro de São Paulo. Seu bom gosto vem da criação, da infância, da educação que teve. Mas a parte pessoal nos causa vergonha alheia. Um dia Brunete foi bonita, um dia ela foi desejada, mas envelheceu, e não se deu conta disso. A fisionomia transfigurada por centenas de tratamentos estéticos nos causa aquela impressão ruim, como quando vemos Elsa Soares, Donatella Versase e outras. Uma velha baixinha, de vestidinho rosa curto, com aquela cabeleira de Rogéria nos dá tristeza. Bruneti não expôs a vida pessoal, mas foi o tempo todo sodomizada por Val Marchiori que a ridicularizou em publico, como uma vingança a todas as outras, que mais expertas não se deixaram ofender.

E por ultimo, a única razão pela qual o programa existiu Val Marchiori. Não sei de onde vem, nem o que faz, nem por que é rica. Mas seja lá o que tenha feito pra juntar tanta grana e poder desfilar colares de 500 mil reais, aviões de 30 milhões, Val o fez muito bem. É a exemplo de como ser fútil, desnecessária para sociedade, sem importância alguma para a rotação do planeta. Desfilou grifes, mostrou joias, se embebedou interminavelmente de Veuve Clicquot, causando uma impressão péssima de que é uma alcoólatra. Passar horas do dia com uma taça de champanhe cara nas mãos, desculpem, não é refinamento, é vicio, é alcoolismo. Val tem filhos que descobri pela internet. Mas sua incessante mania de desmistificar Narcisa é um retrato da pobreza que ainda esta enraizada nela. Saiu da favela, mas infelizmente não tirou a favela de dentro dela. Arrogante, temperamental, fútil, escandalosa. Uma mulher que outras a querem longe. Val da sempre a impressão de querer roubar o marido milionária das amigas, e duvido que não o faça, por que não há muito escrúpulos na loira alta, magra e rica. Um desperdício de vida.

Olhando essas mulheres e seus asseclas  dá pra entender o reduzido mundinho dos milionários do Brasil. Um povo falido que não se vê pobre, e pobres que enriqueceram e querem frequentar. Numa dessa, Eduardo Dusek lá no passado já mostrou quem são, é só escutar a musica...rs
Abraço a todos.


8 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

não assisti, até pq não suporto estes tais reality shows ... mas gostei muito de sua contextualização ... me parece bem lógica ...

bjão

RaFa . disse...

Veio pra mostrar que tem coisa pior do que já se passa.

RaFa . disse...

Abção.

Pandora disse...

Você disse tudo, não consegui parar em nenhuma segunda, mas aos domingos ele é reprizado e cheguei a ver alguns episódios é meio trágico cômico!

Bruno F. disse...

"...casada com um personagem típico de pornochanchadas da década de 70...", hahahahha só por essa frase já valeu o post!!!

| Diego Dellano disse...

Tudo Muito Surreal!!

o pouco que Li e Vi foi pela Internet mesmo.

Marcos disse...

Mulheres ricas??? Ali estava quase que um circo dos horrores... A Narcisa tá só com o que sobrou do cerebro dela... o resto a droga comeu...

Enfim, programa pra rir e sentir vergonha alheia...

abçs

railer disse...

não vi nenhum episódio e só fiquei sabendo pelo que li nos blogs.