HISTÓRIAS DE CARNAVAL I


Infelizmente certas coisas na vida a gente não tem como evitar.
Na mocidade, meu pai não foi o mais certinho, o mais comportado dos jovens. Por isso casou-se aos 30 anos ( o que fugia aos padrões da época).
O carnaval sempre foi um período de liberdade excessiva, e para os jovens isso é mais do que liberdade, é o momento de “aproveitar” a vida. Se hoje é fácil dar uns pegas, há 40 anos atrás era um pouco mais complicado, mas não impossível.
Aqui em Campinas havia agremiações que faziam bailes de rua, e também de salão. Todos eles, claro, divididos em “de família”, e “da gentalha”.
Meu pai circulava em todos. Ia aos mais familiares para agradar o meu avô, e terminava nos forrobodós, onde a pegação era mais fácil.
Há fotos em casa desses carnavais. Anos e anos. Não entendo como e nem por que, mas meu pai tinha essa mania de registrar essas folias. Hoje é uma piada, por que olhando as fotos, é de chorar.
Caminhando um pouco na linha do tempo, passo a década de 80 e meu inicio de vida escolar. Minha irmã, 4 anos mais velha obviamente já estava em adiantados anos na escola. Mas ambos íamos juntos, por que estudávamos no mesmo período. Eu ingressava no primeiro ano do primário e ela entrava na quinta série, e conhecia a mais temível, a mais tenebrosa das professoras do colégio. A lenda, a cuca da colégio, a professora de português, Dona Mafalda.
Minha irmã sempre foi (é até hoje) uma pessoa de temperamento difícil. E não deu outra, bateu de frente com a Dona Mafalda, já nos primeiros dias. Criou-se um clima entre elas que não demorou a se espalhar. Minha mãe era conhecida na escola, por que tinha três filhos ali, e o meu irmão mais velho era o xodó dos professores, nhen nhen nhen..rs rs rs.
Abreviando um pouco a história, a batalha entre as duas culminou num dia em que havia uma chamada oral, e claro, para deleite da professora que detinha o poder, a escolhida para o massacre foi minha irmã. A aula terminou aos gritos de desgraçada, de velha maldita, gorda suja, e muitas outras coisas que não posso dizer, para não comprometer minha irmã...rs
A conclusão, foi minha mãe chamada as pressas na escola, a professora indignada, minha irmã bufando, dizendo ter sido humilhada ( e foi mesmo), uma classe inteira sorridente pela vingança que os xingamentos da minha Irma ocasionou. Ela parou de estudar neste ano, voltou no seguinte, nunca mais cruzou com a professora, muito menos eu, que nem sequer vi a cara da dita cuja nos anos seguintes.
Voltando ao carnaval da mocidade do meu pai. Um dia estávamos em casa revirando fotos e encontramos a caixa de recordações carnavalhescas dele. E ficamos ali caçoando das meninas com quem ele dançava carnaval. Até que por coincidência, quem estava abraçada com ele num moquifo de um baile de periferia? A própria...ela mesma, a Cuca da escola. Dona Mafalda. Além de abraçada, tava com cara de bêbada. Ficamos sabendo que ela foi “piriguete” do meu pai, o que causou mais celeuma, por que aí a coisa virou pra minha mãe que ficou puta da vida.
Minha irmã copiou a foto ( tirou xérox, na época o advento do scanner não existia), tampou o rosto do meu pai e mostrou pra escola inteira. Ela já estava na oitava série, ia se formar, então que mal tinha difamar a professora. Bom pra ela que saiu, péssimo pra mim que continuei, por que não tinha uma alma viva que não me questionava onde ela tinha arrumado aquela foto.
Dona Mafalda era cachorra de baile de carnaval, piriguete, Piranhete, tchutchuca!!!

Boa semana a todos...abraço

6 comentários:

Serginho Tavares disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHA
gente isso sim que é babado!

Serginho Tavares disse...

legal que gostou do meu blog moço
saudades suas e volte sempre tá?

Mike disse...

BAFÃO!!!! AHUAHAUHAUHAUHAUHAUHAUA AMEI!!! Enquantro eu lia o desfecho só via a cara da VeryWell me falando BAFÃO!!!!

Marcos disse...

Seu pai heim... saphadynho..... pegador do concórdia.... que na época era o Óh! Ela era peguéti dele!!! Dai o ódia da sua irmã....

Todo mundo teve uma professora serpente... que era isso??? Será que para ser professora de escola publica tinha que passar pelo teste de: "como ser a mais filhadaputa para crianças??"

Abçs

PH disse...

Imagina se acontecesse isso hoje `gossip girl` ia fever com essa fofoca ae.

Abraco ai

Gustavo disse...

Genten... Tô TREJE!!!!

As vezes me pergunto porque tbm não bati de frente com muito professor na minha época de escola... se um dia eu tiver filhos, vou falar que podem peitar professor, mas desde que estudem e que tenham pelo menos um pedaço da razão que depois eu cuido do resto HAHAHAHAHHA

Voltando ao carnaval, genten passadoooooo com essa história da véia chata... bem feito pra ela, mas claro um "bom" feito pro seu papis que conheceu a ex-Piriguete e futura bruxa de CPS rsrs.


Bjaum Rafa!