MINHA MENTE FERTIL

Li Mentes Ansiosas ( Ana Beatriz Barbosa e Silva) há pouco tempo e afirmo ser um livro esclarecedor para as nossas neuras de hoje. Sempre fui ansioso, mas tive a certeza de que o grau é muito inferior do que se pode chamar “doença”. Não identifiquei transtornos de nenhum tipo, mas mesmo assim tenho lá minhas manias, que não são nocivas, mas que existem.

Como minha mente é fértil ( as pessoas não fazem ideia de quanto elucubro pensamentos durante o dia) algumas variáveis de humor e de imaginação as vezes me perturbam, como por exemplo:

- Não consigo finalizar uma refeição e deixar o prato limpo, como se nem tivesse comido. Necessito deixar um pouco da comida. Quando criança escutei de alguém que era falta de educação lamber o prato, e por conta disso desenvolvi esse habito. Há um amigo que almoça comigo que nunca se cansa de dizer, você deixa comida no prato e tanta gente morrendo de fome. Odio desse tipo de comentário.

- Não sei por que, mas sempre que ouço a palavra “Leilão” me vem à mente uma mulher chamada Leila gorda e grande. Isso é tão infantil, mas não consigo dominar a mente. A mesma coisa acontece com Primavera. Não preciso nem explicar por que né?

- Nunca saio de casa com a cama desarrumada, seja lá onde tiver dormido. Acho de uma profunda falta de educação dormir na casa de alguém e não arrumar a cama. Minha casa pode estar virada de ponta cabeça, mas a cama estará arrumada, com seus 400 travesseiros.

- Evito cumprimentar pessoas gripadas. Se não tenho escapatória, prendo a respiração. Rsrsrsrs...Isso é TOC...certeza!

- Guardo recordações de tudo e de tempos em tempos revejo fotos. Uma forma de reviver momentos bons. Isso acontece quando bate aquela melancolia, que dizem ser normal em qualquer pessoa, e alguns acreditam ser “depressão”. Não sou depressivo, tenho certeza disso, mas tenho os momentos de tristeza.

- Não gosto de ser corrigido por pessoas que não tenham intimidade comigo. Não há problemas com criticas, mas existem pessoas tão ignóbeis que não merecem que perca tempo ouvindo-as. Primeiro deviam existir, pra depois quererem dar opiniões a outros.

- Acho a gentileza um dos itens mais fantásticos da educação do ser humano. Ser gentil, agradecer a quem te trata bem, mesmo que não saiba quem é ou nunca mais a veja é fundamental. Uma obrigação de cada um de nós. Mas não tente ser mal educado comigo. Há uns 20 anos atrás eu engoliria o desaforo e ficaria quieto. Hoje não mais, falou, levou.

- Sou um tipo bem próximo do cachorro. Abano o rabo mesmo se levei bronca ( de quem pode dar bronca) e deito de barriga pra cima pra que façam carinho. Mas nunca, nunca deixem que perceba estar fazendo papel de idiota, por que ai viro um traste. Não trabalho bem com pessoas  injustas, oportunistas e aproveitadoras. Isso me enoja, e há uma grande chance de eu desprezar esse tipo, mesmo que seja bem próximo da minha vida cotidiana.

Tirando esses pequenos itens, acho que não identifiquei nada mais que possa ser enquadrado em algum tipo de deficiência ou mania.

Afinal de contas: eu SOU NORMAAAAALLLLL

Abração e boa terça a todos.

8 comentários:

Lucí disse...

Me interessei pelo livro, acho que ando em crise "pela minha normalidade'. Acredito ser normal, mas a raiz dos problemas é tao profunda, que eu tenho minhas manias e conceitos nao muito aceitos.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

claro q vc é normallllllllll ... só pequenos cacuetes q pegamos no mesmo jardim, na mesma sala, no mesmo ano ... só isto ... rs

interessei pelo livro ...

Luis Fabiano Teixeira disse...

Eu tambem sou ansioso pacas e fiquei com vontade de ler o livro. Confessa, vai, voce e um pouco maluquinho ehehe. Morri de rir com o "sou um tipo bem proximo do cachorro" rs. Abracao e otima semana!

Heron Xavier disse...

Opa!

Legal seu post. Li alguns trechos do livro há algum tempo e me identifiquei com vários pontos relatados.

Porém, preferi não lê-lo, para não surtar mais rs, já que estava vivendo um período caótico.

Agora que está tudo bem, vale a pena aproveitar o impulso do seu post e recomeçar a leitura.

Abs,

::::FER:::: disse...

sou fã da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, li mentes perigosas, gostei muito, já vi algumas reportagens dela, até por conta de um problema que estou tratando.
Sobre manias, sou pai e mãe, estenderia muito esse comentário se eu fosse dizer todas. Vou contar uma, não saio de casa sem cueca , ou com cueca velha, tenho medo de sofrer um acidente na rua e ir para o hospital com uma cueca velha ou sem ela. (idiotice a minha)

Dama de Cinzas disse...

Quero muito ler esse livro! Deve ser muito interessante, até porque eu sou mega ultra plus ansiosa.

Quanto a sua lista, algumas coisas me pareço muito e outras eu não ligo a mínima, como fazer cama. Só faço se dormir na casa de alguém, na minha ela tá sempre desarrumada, exceto se eu for receber alguma visita... rsrs.

Beijocas

Karina disse...

Me diverti bastante com seu texto, mas acho que muitas coisas que você descreveu não tem que ver com ansiedade ou mania, e sim com regras básicas de etiqueta e o respeito por si próprio. Compartilho a ideia sobre arrumar a cama e a educação necessária. Comigo, a ansiedade bate bem mais forte, na medida em que as minhas necessidades, obviamente, não são preenchidas no tempo que eu quero...rs Beijão.

railer disse...

interessante.
todo mundo é um pouco ansioso, um pouco louco e, claro, normal.