LUTO

Não há necessidade de repetir o quanto eu admiro e respeito meus amigos virtuais dos blogs desse mundão cibernético. Conheci pessoas que a vida dificilmente traria para perto se não fosse esse veiculo importantíssimo, que pra mim é a melhor invenção desde o surgimento da televisão.

E esses amigos são pessoas, claro, de carne e osso, com histórias de vida tão bonitas e enriquecedoras que facilmente se transformariam em personagens dos meus romances e contos, que um dia hei de publicar.

Mas não é por esse motivo o post de hoje e sim por um sentimento que une 4 de nós. Marcia Andrade ( que tinha um blog, hoje fechado chamado – Diário da Má). Paulo Braccini (@enfim é o que tem pra hoje) eu, e Margot ( Ponta de punhal).

Para quem nos segue sabe a razão desse sentimento. Todos os quatro perdemos nossas queridas mães na ordem que citei acima.

Somos quatro pessoas de lugares distintos desse país. Cada um teve sua cota dramática para a partida dessas que talvez sejam a mais importante pessoa das nossas vidas. Há os filhos que também sei serem como pedaço de nós, mas dos 4, apenas Margot os tem.

Margot perdeu sua mãe na ultima sexta feira dia 11 e sei que apesar da avançada idade que se encontrava a dor não é amenizada. Não importa com quantos anos elas se vão, o sentimento de perda, de desamparo é o mesmo.  Sou solidário a ela nesse momento pelas razões obvias que nos une. A minha se foi há 4 meses e ainda não superei a falta, apesar de conformado com sua ida.

As pessoas não gostam de pensar sobre esse assunto. Acho certo. Não se deve imaginar perdas. Quando acontecem, pronto, vive-se o momento e depois os dias consecutivos que são necessários para o luto. O que vem depois? Cada um sabe de si. Alguns ficam serenos, outros choram a ausência, e alguns notam que havia dividas que não foram quitadas em tempo.

Pelo que conheço de nós 4, todos estamos tranquilos quanto a isso. Todos cumprimos nossas missões com as mães. Paulo, Marcia, eu e Margot fizemos por elas o que era devido, o que estava no alcance das mãos, e até um pouco além. Vivo tranquilo com isso, apesar da saudade ser tão, tão doida, que muitas vezes não há palavras que se juntem a essa “saudade” para explicar o sentimento.

A mãe da Marcia se foi há mais tempo, e sei que ela ainda sente sua falta, mas a dor lancinante já passou. Dona Terezinha, mãe do Paulo se foi, acredito, há quase dois anos. Ambos passaram pelo pior e agora tem no peito apenas o sentimento de saudade.

Para mim, a cada dia que passa ameniza um pouco, mas ainda preciso viver o primeiro ano inteiro de datas e comemorações onde ela não estará presente. Tem dias que a vontade de chorar é tão forte que no fim da tarde quando chego em casa a cabeça explode de dor.

Margot inicia, infelizmente esse ciclo que caminhei um pouco. Espero, de coração, que supere. Paulo e Marcia me disseram palavras reconfortantes nesse período que me ajudaram. Quando temos iguais na mesma dor, ela se dissipa um pouco. Apesar de acreditar que “a nossa dor” ( individual) sempre é maior que dos outros.

Que os dias de alegria voltem a nos encantar. Que o tempo passe e a presença física delas seja uma lembrança bonita do tempo que estivemos juntos. Não há como chorar uma vida toda. Vive-se o luto e bola pra frente.

Só não deixem nunca, aqueles que a mãe está por perto, de dizerem o quanto elas são importantes para vocês.


Boa semana a todos.

6 comentários:

Latinha disse...

Essa é uma das piores dores que eu acho que todos nós estamos fadados a passar na vida...

A Mama da Margot se foi no mesmo dia em que se completava 2 anos que minha avó também partira... Mais do que neto, como filho, foi duro ver o sofrimento da minha mãe, que como você bem disse, ameniza... mas está lá até hoje.

Acho que nesse momento vale o abraço amigo e a presença, mesmo que seja para ficar quieto, sentado do lado...

E deixo aqui meu abraço solidário a cada um de vocês...

Dih Melo disse...

Só de pensar no dia em que a minha descansar, já me dá um aperto no peito. Pra piorar tem a distância que já é uma tortura. Minha mãe está ficando velinha, ao que tudo indica não vou poder estar com ela no fim da vida, acredito que nesse caso é ainda mais difícil! Só peço a Deus que adie esse dia o máximo possível! Meus sentimentos aos 4 citados no texto. Que Deus acolha suas mães lá junto dele e que console os vossos corações!
Um grande abraço!

Anga Mazle disse...

Perdi minha mãe há três anos,Jamal. Os primeiros meses foram bem duros. Depois disso e até hoje, a dor persiste, mas de um modo estranho, como se fosse uma foto da dor original. E essa “foto” será, creio, pra toda a vida.

Um abraço

Gera Souza disse...

Realmente é uma perda muito difícil de lidar!

Não importa quanto tempo passe, sentiremos sua falta, seja num simples gesto, num olhar, num aroma, numa frase ou numa música...

Sua ausência será sentida sempre..é fato!

Perdi minha mãe há 22 anos atrás e até hoje sinto falta de tanta coisa!

A vida segue seu destino, a gente se adapta a falta que a mãe faz e vamos descobrindo uma força que nos ajuda a suportar mas nunca esquecer!

Meus sentimentos sinceros!!!

jair machado rodrigues disse...

Olá caro Rafael, é sempre um prazer poder participar desta roda de debates rs...o assunto hoje me dói muito também, mas a morte me fascina (se é que é possível) enquanto escritor (amador rs)...meu último post trata um pouco do final deste teu (só lendo lá para entender rs).
Caro Rafael, perdão, fica parecendo que tou rindo, mas tou rindo, afinal a vida continua.
Agoa, muito sério, minha mãe (e meu pai) é o bem mais valioso, é meu amor, minha vida,por isso vivo isso hoje, quero estar sempre perto, querofalar, amar, para que quando ocorra o inevitável, eu tenha as melhores lembraNças destes ser abençoado que chamamos MAMÃE. Quanto aos amigos blogueiros, eu sinto muito, conheço o Bratz, meu rei, tu e a Margot, que tá sempre por onde estou, o Diário da Má, não conheço mas já gosto desse nome.
Sinto muito mesmo.
ps. meu carinho meu respeito meu abraço.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

A ela e a todos nós q já vivemos esta perda a força para q a dor seja breve e fique tão somente a SAUDADE ...