ACERCA DE:

Tem sobrado pouquíssimo tempo para me dedicar ao que mais gosto, cultura em geral. Mesmo assim consigo nos momentos parcos do dia e da semana me esgueirar para o lado e ler, assistir Tv ou ir ao cinema. Pois então minhas considerações sobre alguns temas.

CINEMA:

Lucy, o tão falado filme de Scarlett Johansson é uma viagem louca a base de mescalina, maconha e LSD. Isso por que nunca provei nenhuma delas...rs. Em 80% do filme eu dizia: que cabeça desse cara que escreveu isso! Nos últimos 20% eu conclui: esse cara tinha tudo para fazer um filmaço, mas limpou o c* com a bosta e se perdeu.

“A Culpa é das Estrelas”. Então...o que dizer? Demorei um tempão para realmente tomar coragem e assistir. O fiz sozinho em casa, num domingo à tarde. Os jovens devem ter amado essa história trágica de amor impossível, e bla bla bla. Como não estou mais na idade das ilusões, achei tremendamente desnecessário. Não há por que colocar dois lindos jovens recheados de câncer e fadados à morte para se amarem num curto prazo de tempo aos olhos marejados do telespectador. Chorei, e muito. Quando a carne está calejada por perdas, é difícil não se envolver com a morte. Talvez os mais jovens não tenham consciência plena da dor, por que aos 17, 18 20 e poucos anos, pouquíssimos deles já tiveram parentes próximos mortos, ou doentes em fase terminal. É uma descoberta que a vida impõe depois de certa idade. Existem centenas de milhares de casos como dos protagonistas do filme por aí, não quero que elas sejam esquecidas ou deixadas de lado, mas quando se dramatiza no cinema, a proporção é de hecatombe. Quando vi Laços de Família, chorei muito, por que é triste ver uma pessoa partir sem que possamos fazer nada, mas A Culpa é das Estrelas te joga no chão, pisa na sua cabeça, te da murros no baço. Impossível passar incólume sem derramar uma lagrima.

TV:

Império, novela de Agnaldo Silva é um deleite para mim que amo esse meio de comunicação. Mas não vou me estender nesse assunto por que sei que a maioria detesta novelas. Apenas quero deixar registrado que Lilia Cabral é uma deusa da TV. Como diriam os fãs das celebridades internacionais: Lilia é uma Diva.

Vai que Cola, programa humorístico de Paulo Gustavo e Cia no Multishow é o que há de melhor em humor na TV no momento. Estilo sai de baixo, beleza, mas tem palavrões e frases politicamente incorretas. Isso deixa tudo natural e verdadeiro. Recomendando para quem não conhece.

LIVROS:

Esperança, ultimo livro da trilogia “Jogos Vorazes” é ruim pra caramba. Alias não li os outros dois, peguei o ultimo emprestado após assistir o segundo filme da franquia. Parei na metade, é ruim demais. Essa literatura infanto/juvenil/senil é péssima. Graças a Deus numa me dispus a ler saga crepúsculo. Rogo aos céus por isso, por que me chicoteio até hoje por ter perdido tempo e lido os dois primeiros 50 Tons de Cinza. Livro dedicado exclusivamente a donas de casa frustradas no sexo. Um homem que transa 3, 4 vezes seguidas ( IMPOSSIVEL), é rico, tem carrão, mora numa cobertura, pilota helicóptero, avião, lancha, é bom de cama, bonito, e fica de 4 pela protagonista, é tão utópico como achar que Marina Silva um dia possa ser miss Acre.

Mas tem um que estou gostando demais. A Filha das Flores, primeira incursão de Vanessa da Mata a literatura é de um requinte extraordinário. Um bom português. Quando me perguntaram sobre o livro eu disse isso, que ela escreve como a nossa língua merece, com estilo, com delicadeza e bom gosto. Ouvi: pelo amor de Deus que coisa chata. Não é chato, é português bem falado, só isso. Coisa que o povo por aí não sabe mais como é. Coitado de Machado de Assis deve rodar tanto no caixão que virou pião da casa própria.

Tenho 6 esboços de quadros prontos e não consigo tempo para sentar e desenhar...por que, por que, por que? Será que posso ter uma vida de aposentado por 6 meses, ganhando nababesca aposentadoria, e podendo viajar e desfrutar de todos os prazeres da vida? Mas por favor, quando digo “aposentado” não to falando em todos os sentidos. Com histórico de doenças cardíacas na família a azulzinha não é recomendada, então essa parte pode deixar como a de um garoto de 18 anos...ok…


Boa semana a todos. 

4 comentários:

Antonio de Castro disse...

filme: eu tô doido pra ver o Lucy, não me conta nada! sobre o ACédE, eu tb acho desnecessário, mas acho que pode ser um sopro de significado na vida de alguém que tá passando por algo parecido. não quero me estender falando sobre esse filme adolescente pra não queimar meu filme, mas acho que não é um filme sobre amor simplesmente. é um filme sobre ser lembrado, sobre o seu papel no mundo, quando vc tem chances de morrer tão jovem.

TV: me nego a ver novela do Aguinaldo Silva depois de Fina Estampa. tentei ver o VQC ontem... ri duas vezes durante o programa. acho que o fato de ser diário tá desgastando mt a ideia.

livro: nem me arrisco a ler esses livros bobos. adorei a sua expressão infanto-juvenil-senil. é mais ou menos isso mesmo. e eu não sabia desse livro da vanessa da mata. vou correr pra ler.

Dama de Cinzas disse...

Acho que só eu que não gosto de Vai que Cola... rs. Acho muito sem graça, só salva mesmo o Paulo Gustavo que amo em qualquer lugar que ele está.

Acho que humorísticos estou preferindo os antigos reprisados, Cilada e Os Normais.

Beijocas

FOXX disse...

Lucy era para ser o filme solo da Viúva Negra, isso sim...

Não entendi, vc não gostou de A Culpa É Das Estrelas porque ele te fez chorar? Isso não é motivo para não gostar do filme. Na verdade, isso é um motivo para gostar e muito do filme porque ele te tocou.

Eu não assisto a Globo, não é porque não goste de novelas, eu não gosto é do que a Globo produz em seu canal aberto, eu não entendo como a mesma empresa que mantém o Multishow, o GNT e o Mais pode produzir aquilo.

Já quero ler o livro da Vanessa da Mata! Já quero!

Sam Peregrine disse...

Não entendi tbm pq achou falou mal de A Culpa é das Estrelas. Fica claro que o filme te tocou. Eu não concordo com essa de que existem histórias que não devem ser contadas. Se ela conversa com alguém, é importante existir. O filme não me tocou tanto, eu nunca passei por aquilo, mas acho importante para quem não passou por isso tbm, pra sabermos que essas coisas existem, tomarmos consciência do mundo. O livro, não é tão meloso nem tenta forçar cenas tristes pra nos fazer chorar, ao contrário é bem leve e real, por isso gostei muito dele.
Quanto ao restando, não vi nada, por isso não posso comentar :P

Primeira vez por aqui, conhecendo ainda, mas já gostando. Parabéns!