EU JA VI BRUXAS!!!!

O mito do Halloween não nos pertence. Uma tradição, uma data que pouco tem a ver com o Brasil, mas como somos um povo influenciável, hoje há dezenas de locais enfeitados para o dia das bruxas.

Não acredito nessa imagem caricata de bruxa que se vê por ai. Não há como negar que elas são uma personificação do mal, que permeiam a mente infantil para leva-los pro mal caminho...rs. Lendas e mitos.

Mas acredito em outro tipo de bruxa. E posso afirmar que conheço pelo menos umas 4 delas. Graças que afastei esse mal da minha vida e há muito perdi o contato com esses seres. Deixe explicar antes que me achem uma Xuxa que vê duendes.

Existem pessoas más nesse mundo, pelo simples fato de serem assim, de nascerem dessa forma. Tudo começa com o sentimento de inveja, e conforme esses seres crescem isso intensifica. Todo mundo conhece uma vizinha fofoqueira, uma colega de trabalho que faz intrigas e por aí vai. Na minha casa infelizmente demos de comer e beber pra duas pessoas assim. As deixamos entrar como se faz com os vampiros e aos poucos se apossaram de boa parte da nossa bondade.

Engraçado que se tivéssemos reparado saberíamos de cara que não se tratavam de pessoas de boa índole, mas como é de família acreditarmos no ser humano, por alguns anos convivemos.

Hoje olhando pra ambas (são mãe e filha) podemos enxergar claramente o quão infelizes foram, são e serão. Primeiro que a maldade está estampada no rosto. Às vezes brincamos dizendo que não há pessoas feias, apenas mal cuidadas, mas no caso delas são, e sem remédio. Não há tratamento que um dia modifique suas carcaças. 

Pode parecer maldade da minha parte falar assim de pessoas, mas pra quem conviveu ou convive minha descrição parece suco de fruta. Complicado até mensurar o quanto de mal fizeram pra tantas pessoas, e sem restrição. De filhos a parentes distantes. De amigos a inimigos. Onde a mão delas tocou fez-se desgraça.

Mas um dia esses monstros são aprisionados e na masmorra onde algum valente soldado os tranca permanecem sem possibilidade de fazer o mal, isso até que alguma alma bondosa e sem preconceito as liberta. Aí sim, o estrago está feito, por que voltam com fúria indomável.

Olhando dessa forma, acredito em bruxas. Elas são feias, recalcadas, mal amadas, em alguns casos não puderam exercer suas vontades sexuais (por algum impedimento de família) e assim se transformam em seres malignos, medonhos. Saibam reconhecer, e assim quem sabe não se deixem envolver por seres que só lhes sugarão a força vital, a energia, a alma.

As bruxas que convivi, essas estão no liame da fogueira, por que não conseguem enganar mais a ninguém. Na verdade não se engana todo mundo o tempo todo.

Bom dia das bruxas de brincadeira pra todo mundo. Quem quer comemorar o Halloween que o faça, mas não batam a minha porta pedindo guloseimas, por que correm o risco de ficarem com as que já ganharam, por que adoro doces...rs rs rs

Ótima semana.

O CIRCO

Desde criança tenho pavor de circo. Antes achava que era por causa dos animais, palhaços e anões ( que devem ser a causa da minha fobia por ambos), mas depois de adulto conclui que o que mais me incomoda no circo é a vida errante que levam.

Esse cotidiano nômade de cada semana estar num lugar diferente, em ambientes alegres ou hostis me faz ter uma impressão ruim do circo. Hoje claro, não se usa mais animais para espetáculos, que sabíamos, judiavam absurdamente deles, o que também me deixava com uma sensação estranha de que aquilo tudo era sempre uma mentira. Macacos se esforçando para encenar um número no qual deviam ter apanhado atrozmente para conseguir realiza-lo. Desde criança tinha esse pensamento, que hoje é uma certeza.

Essa semana fui ao Cirque du Soleil assistir o espetáculo “Varekai”. Um presente dado pelo amigo Marcos (do blog Meu Pitaco). Sentei-me sozinho, por que as poltronas dele e da esposa eram mais adiante, e fiquei ali observando as pessoas dentro daquela lona, como nos circos que ia na infância. Nada parecia ter mudado.

Mas o espetáculo que baseia-se em malabarismos não tem mais aquele apelo circense, mambembe. Luzes bem coordenadas, cantos e sons perfeitos para os ouvidos, e uma trupe que nota-se, não permitem erros. E com tudo isso exposto aos olhos, nada me tocou ao ponto de dizer: Que Maravilha!!!

Quase três horas de espetáculo, com direito a peripécias de palhaços, pessoas saltando de um lado a outro dentro de uma história meramente compreensível. Mas aplausos tem que ser dados por que os artistas são bons. Mas cadê a aura do circo? Não sei, ficou perdida em algum lugar no meu passado, onde não consigo mais revê-la.

Questionei a mim o tanto de trabalho que devem ter para que cada número seja 100% executado, com maestria e beleza. A forma como os figurinos foram desenvolvidos para que não atrapalhem os artistas, a maquiagem, os adereços de cena, tudo, e mais o tanto que aqueles rapazes devem se exercitar, por que os físicos são perfeitos (homens ficam sem camisa quase todo o espetáculo, e as garotas de roupa justa, que apenas dão forma a silhueta).

O circo definitivamente é algo que não me encanta. Seja ele pequeno, pobre, ou um rico e exuberante espetáculo como Varekai. Sou um chato!!!

Mesmo assim, aqueles que por curiosidade ou gosto quiserem assistir, vale a pena, por todo o empreendimento que é construído para o espetáculo. O problema que tudo é muito caro, até um copo d´agua pode ser considerado uma extorsão.

Abraço a todos, e vamos ao teatro...rs


PARA QUEM É A JUSTIÇA NO BRASIL?

Sempre fui descrente em relação à justiça do Brasil. Duvidei!! Acreditei algumas vezes, mas agora definitivamente tenho certeza que não há nada mais ignóbil do que nosso judiciário. Isso por que ainda não precisei das altas esferas do poder. Não tenho nenhum processo correndo no supremo, ou algo do gênero, por que aí sim a coisa ficaria pior. Os buracos da legislação permitem que advogados espertinhos se beneficiem e façam com que seus clientes criminosos permaneçam impunes.

Não entendo, por exemplo, uma lei seca onde um bêbado se nega a fazer teste do bafômetro pra não gerar provas contra ele. Pelo amor de Deus, o que significa isso? A pessoa está visivelmente alcoolizada e não vai criar provas contra si? Então para quem fizeram a lei?

Ontem busquei ajuda no juizado especial (aquele que dizem resolver seus problemas rapidamente). Tudo por conta daquela usurpação do meu cartão de credito, que algum bandido teve acesso e me furtou R$ 4.000,00. Desde junho tento resolver essa questão. Orientado por amigos advogados fui ao fórum onde funciona esse “treco” e por lá permaneci por três horas e meia, aguardando um advogado recém-formado chegar no fim do expediente. Não preciso dizer que o local estava cheio, a maioria de pessoas simples, posso afirmar, ignorantes, pela forma de se expressarem.

Após explanar meu caso por dezenas de vezes a menina que faz a triagem (sim, o engomadinho não conversa com o povo, ele só escuta as estagiarias) para no fim ouvir a seguinte conclusão:

- O senhor ( nos chamam assim o tempo todo) terá que fazer um RA ( sei lá que merda é isso) direto para a empresa de cartões contando seu caso. Na verdade o processo seria de danos morais, já que seus dados foram roubados, mas aqui no Juizado especial não pegamos casos de danos morais. Os protocolos que o senhor fez de reclamação para a empresa não tem valor legal, nem as reclamações via internet ( a que fiz no reclame aqui, por exemplo). O senhor terá que contratar um advogado e pagar as sucumbências se achar que tem direito a algo. O advogado disse que ainda não configura roubo no seu cartão e dificilmente uma empresa credora é punida pelo que o senhor alegou.

Depois de ouvir a garota de queixo caído afirmando que a empresa credora não é responsável tive vontade de berrar pro engomadinho:

- escuta aqui o seboso, como não fui roubado? Existem 10 prestações de R$400,00 na minha fatura, de um produto que foi cancelado, num cartão que não existe há 1 ano. Se isso não é roubo, o que seria então?

Bem, engoli seco, e sai dali crente que o judiciário, seja ele em qual patamar ou esfera não serve pra nada. Por isso existem crimes de colarinho branco, por isso existem desvios de dinheiro em todos os setores da nossa politica. Por isso bancos ganham, fortunas incalculáveis e não estão nem aí para os clientes.  Estão assegurados pelo judiciário.

Cazuza já dizia: Brasil, mostra tua cara. Quero ver quem paga pra gente ficar assim!!!

Quem paga cazuza?

Nós, o povo mesmo. Somos os patrocinadores da corrupção.

Abração e ótima terça feira.

XINGARAM A SANTINHA

Santinha era, é , e sempre será o tipo de pessoa que intimida a quem por perto passa. Não deixa as pessoas falarem, não aceita criticas, não admite que divirjam de sua opinião. É linha dura.

Filhos? Que nada, não teve paciência pro casamento, muito menos pra maternidade. Sua função é cuidar da vida alheia, fazer com que as mulheres da comunidade a obedeçam. É um general pronto a ordenar aquilo que lhe é conveniente.

Um belo dia formou-se um diz que me diz, por que uma das senhoras da liga das mulheres justas disse um palavrão a respeito de Santinha o que gerou caos, gritos e ranger de dentes entre as pessoas que a conheciam. Uma menininha que por ali brincava ouviu essa senhora dizer tal blasfêmia, e não teve duvida, contou a santinha o ocorrido.

Nada aconteceu naquele dia, nem nas semanas seguintes, afinal estava próximo do natal e ninguém, muito menos Santinha iria estragar a festa. O pior de tudo é que a pessoa que a insultou era meio parente. Uma donazinha enxerida!!! era o que o restante do povo dizia.

Mas não tardou para que Santinha confrontasse a jovem senhora, e isso se deu, claro, numa festa de família. Entrou ela marchando com seu coque muito bem preso, sua pestana erguida, com aquele semblante de professora de alemão da década 50 e de cara inquiriu a mulher que carregava um rebento no colo.

Discussão acirrada, gritos, crianças chorando e mulheres saindo de perto. A jovem, jurava de pés juntos que nada havia dito a respeito de Santinha. A menina (sobrinha da tal moça) foi chamada para uma acareação e confirmou tudo. De pronto a “donazinha” negou o dito até a ultima gota de suor. Por fim concluiu-se que a menina inventara aquilo. Sabe como é, uma garota de 7 anos tem uma mente muito fértil.

Terminado o furdunço, beijos de despedida, comprometimentos de um novo encontro em breve, docinhos embrulhados em guardanapos e todos se foram. Mas a historia de Santinha ter sido ofendida permaneceu por entre as pessoas da família por anos. Sempre que questionada, a jovem senhora desmentia o feito e achincalhava a garota, que nem criança era mais.

Muitos, muitos anos se passaram e um dia numa nova festa de família, a agora senhora, confessou. Xinguei a Santinha sim, mulher insuportável, mal educada, folgada. Metade da família estava morta. As pessoas da época nem se lembravam mais, e finalmente ela disse. Xinguei, xinguei mesmo, por que aquela virago asquerosa não passava de uma fdp.....

Sabe quem era essa dona aí que xingou? Minha mãe...rs rs rs rs...

Abração e ótima semana a todos....

NÃO EXISTE INTOLERÂNCIA NO MUNDO ANIMAL

O Pitt bull é uma raça de cachorro dita perigosa, e por consequência disso, uma ameaça para nós humanos, e muito mais para seu inimigo natural o “gato”.

O vídeo abaixo mostra que existe tolerância no mundo animal, muito mais do que pra nós, seres racionais. A fragilidade é entendida e respeitada. Sinal que até o mais bruto também tem seu lado meigo.

Um dia os seres humanos irão copiar as atitudes dos animais, aí então seremos uma raça superior. Por que hoje, não chegamos aos pés de muitos animais.



video



Abraço a todos. Ótima terça-feria.

DESMEMORIADOS !!!

Muitas pessoas passam pela vida sem guardar recordações de nada, simplesmente vivem o dia de hoje. Tenho exemplos próximos. Minha mãe é uma pessoa desse tipo, não se apega a memoria antiga, o que passou, passou, e tchau.

Eu já tenho um lado mais sentimentalista. Gosto de guardar recordações. Não que viva do passado, mas em alguns momentos curto abrir aquele bauzinho e retirar de lá suvenires de outras épocas. Musica, fotos, objetos, e outros itens nos remetem ao mundo onde  construímos a nossa história. Sempre que por algum motivo bate a melancolia (considero normal em qualquer ser humano) faço esse retrocesso e releio todo o processo evolutivo. Confesso que em determinadas épocas algumas fases do passado me incomodavam, mas a gente amadurece e tudo se transforma em boas lembranças.

Ontem passei boa parte do dia em casa, e achei algumas lembranças boas, de momentos felizes, mas também recordei, por exemplo, que hoje dia 17 de outubro completam 25 anos de morte da minha avó paterna, e pode parecer esquisito, mas a sensação ruim daquele dia (eu ainda era moleque) são tão claras como se acontecido há alguns meses.

Algumas pessoas viajam, frequentam grandes eventos, vão a locais disputados a tapa, deparam-se com monumentos históricos e apenas fotografam pra mostrar para os outros que ali estiveram, sem um mínimo de sentimento por aquela ocasião. Sabe aquele tipo que vai ao Museu do Louvre e fotografa o prédio, depois a Monalisa, a Torre Eiffel e coloca em destaque nos seus sites de relacionamento, aí você pergunta? E ai gostou, qual a sensação? A resposta é: ahhh, muito grande aquilo, precisava de dias para conhecer, e a Monalisa, nossa um quadrinho pequeno, chocho, a Torre Eiffel então, aquilo ali ta tudo enferrujado...

Aí eu pergunto: pra que viajar tão longe se todo o glamour, toda a beleza de uma cidade como Paris é confundida com uma barraquinha de caipirinha em Fortaleza (que esse tipo de pessoa aprecia com mais intensidade). Fica por aqui, não viaja, não queima o filme do Brasil no exterior. Pessoas que não se ligam a historia deviam ficar em casa, fazer churrasco com os amigos na laje e pronto. Não é difícil ter um pouco de cultura hoje em dia, a internet ta aí pra pesquisa. Informe-se, e vá com um mínimo de animo visitar locais históricos.

Nunca fui de correr a lugares de buchicho apenas para me fazer presente. Talvez até por isso tenha um problema com shows. Quando há muito alarde, empolgação eu meio que brocho. Me arrependo as vezes por ser assim. Queria ter visto Amy, e acabei deixando passar. Mas os shows que mais me marcam são aqueles que vou sem programação. Alguns anos em férias no Rio, vi por acaso Air Supply e só lá percebi o quanto os conhecia, e garanto, uma das noites mais emocionantes da minha breve história.

Não sou a favor de ficar preso ao passado, acredito que sirva sim de lição. Erros cometidos e esquecidos, são fadados a repetição. Mas manter guardadas as recordações é essencial para que haja o que passar adiante. É terrível conversar com pessoas que não tem história, que não sem lembram de nada, que não interagem com os outros. Não é preciso chegar a velhice para se acumular feitos, em qualquer momento da vida podemos ser um livro ambulante com passagens interessantes, basta apenas perceber os momentos, e guarda-los como memoria.

Abração a todos e ótima semana.

APLAUSOS PARA CASSIA KISS

De tempo em tempo a televisão cria personagens imortais na memoria do telespectador. Algumas tramas são batidas, repetitivas e cabe ao autor dar a essas histórias um formato diferente. Esse contorno especial fica a critério do ator escolhido. Após começar um trabalho o personagem que antes pertencia ao autor é roubado e ganho vida própria clamando pela sua existência na pele de grandes interpretes da nossa cultura televisiva.

Cassia Kiss é uma gigantesca estrela da arte de representar. Sem duvida alguma uma das melhores da sua geração. Ao entregar a ela o personagem Dulce, Walcyr Carrasco presenteou o publico, e não a atriz. A situação a que Dulce foi exposta é manjada nas teledramaturgias. Dona Xepa de 1977 já trazia o conflito da mãe simples com filho revoltado e querendo ser rico Yara Cortes e Nivea Maria. Ainda tivemos Maria de Fatima e Raquel Acioli ( Vale Tudo ) e concomitantemente Griselda e Antenor. Todos dramalhões que fazem as donas de casa chorar se imaginando rejeitadas.

Mas o que diferencia Dulce de todas as mães humilhadas da ficção?

A carga de verdade que foi dada a ela. Um rosto machucado pelo tempo, curvada pela árdua labuta que gerava o dinheiro para educação do filho desonesto. Cassia Kiss destituída de vaidade (não é fácil para uma atriz expor as marcas da idade tão próxima das lentes das câmeras)  entregou-se a uma verdade tão viva na sociedade em que vivemos. Quantas Dulces não existem por aí?

Há também aquela sensação de verdade. No fim da trama ela não ficou rica, não teve um banho de loja, não se vingou do filho crápula que a humilhou, muito menos dos que fizeram dela uma piada. A verdade do personagem é a nossa. Uma fragilidade exposta aos olhos daqueles que a conhecem. Como na vida real, muitas vezes não há tempo de salvar corpo bondoso que tanto faz por outros. Dulce não teve uma reviravolta como os personagens homônimos da ficção. Seu triunfo foi modificar o caráter do filho que sucumbiu a sua boa vontade e percebeu que a vida que idealizara jamais viria. Quando por fim aceitou a sua condição, o premio veio. Um pai rico, que poderia dar tudo o que a vida não lhe dera antes. Pronto, a função de Dulce acabou ali. O filho estava encaminhado.

Resolvi falar sobre o personagem de Cassia Kiss hoje, antes do ultimo capitulo que é sabido trará sua morte. Como mexicanizam cenas de morte na TV, achei por bem reverenciar Cassia antes de estragarem sua atuação. Claro que podemos ter essa noite umas das mais emocionantes cenas de novela dos últimos anos, e tudo nos leva a crer que será.

Aplaudo de pé Walcyr Carrasco por ter idealizado um personagem tão real dentro de uma trama cheia de inverdades e ficções.

O ator Kleber Toledo (o filho de Dulce – Guilherme) começou mal, com atuação forçada e nada convincente. Com o tempo, acredito que dividindo a cena com Cassia Kiss, ele cresceu, ele tornou-se um bom ator, e suas lagrimas nos convencem de uma realidade que poderia existir dentro das nossas casas. Percebo que a cada cena que faz com Cassia, seus olhos enchem de lagrima, mesmo não sendo uma sequencia dramática. Adriana Esteves a mesma coisa. No capitulo de quarta feira o choro sincero da atriz foi comovente.

Não sou apegado a dramalhões, por que como disse, eles beiram a cafonice, o exagero. Mas não posso tirar de Dulce o mérito do personagem da década.

Não temos um museu de Madame Tussaud eternizando em cera personalidades da mídia, que poderia permanecer la para que lembrássemos uma vida toda deles. Mas temos a memoria. A minha hoje coloca Dulce sentadinha ao lado de outros grandes personagens. Viúva Porcina, Odorico Paraguaçu, Sinhozinho Malta, Odete Roitman, Nazaré Tedesco, Jacutinga, Laurinha Figueroa, Escrava Isaura, Mario Fofoca, Maria de Fatima, e tantos outros receberam Dulce como a imagem de quem morre e é recebido no céu por aqueles a quem amou. Brega isso? Talvez! Mas que ela merece ser colocada nesse pedestal, merece.

Bom fim de semana a todos, e bom ultimo capitulo da novela, aos que assistirão.

AHHHHH, OS ADVOGADOS!!!!

Existem profissões que o individuo formado se acha a melhor e mais deliciosa bolacha do pacote, mas nada, nem de perto, se compara ao ego inflado dos advogados. Perdoe-me os camaradas que tem por formação o direito, mas vocês mesmos sabem que seus colegas ( não generalizando) são um porre.
Conheço algumas figuras que são absurdamente pedantes, e outros que são verdadeiros anjos.

Primeiro existe aquela retórica que advogado não é doutor. Não sei bem se isso procede. Afirmam os catedráticos que doutor é aquele que tem por formação o doutorado. Mas até aí tudo bem, por que muitos não fazem questão desse tratamento. Mas há aqueles que se intitulam “doutor” mesmo sem ter conseguido passar no exame da ordem.

Conheço um advogado daqui da cidade que é a personificação do “campinoide” ( aquele sujeito que já expliquei por aqui, de família rica falida, ou novo rico que esfrega sua fortuna na cara de todo mundo). Ele vem ao escritório por que tem assuntos com o dono aqui. Não há uma única vez que ele não arrume uma brecha para contar que trocou de carro ( e sempre modelos caríssimos). É até engraçado perceber as artimanhas dele pra chegar ao assunto carro. Como todos sabem, fingimos não entender, o que dificulta muitas vezes dele fazer sua “pose” de milionário.

Há também vários, tipo vários mesmo (roubo expressão de Adorável psicose) advogados no edifício comercial onde trabalho e todos são prontamente identificáveis por que parecem usar uma formula física para serem reconhecidos. Usam ternos escuros, que não tiram nem a pau. Pode estar o calor de 50° que eles saem pra rua de paletó e gravata, almoçam e andam nos seus carrões sem que a indumentária seja minimamente violada. Cabelos puxados para trás com gel, deixando aquele “mullet” (acho que é assim que descreve aquele cabelinho enrolado, comprido na nuca). Sapatos da moda, e óculos escuros que dão aquele aspecto “mau” no sujeito.

A mãe de um conhecido é uma velha insuportável. Foi procuradora do estado, e obriga até o porteiro do edifício onde mora a chama-la de “doutora”. A advogada que tem processos aqui no escritório tem um cacoete que bufa como boi e mesmo assim faz carão e não admite que a chamem pelo nome. O estagiário da empresa sócia tem o rosto crivado de acnes e é formado há pouco mais de 1 ano, conseguiu passar no exame da ordem e faz questão  de se apresentar como “doutor”. Despicable!!!

Dizem que no Brasil temos que nos formar advogados no colegial, por que é o pais do jeitinho, das leis cheias de buraco, das oportunidades fáceis de ludibriar os outros. Eu mesmo às vezes me enojo ouvindo e vendo a forma como alguns profissionais agem, sem o mínimo de respeito pelos clientes.

Mas como em todos os casos, há as exceções. Claro que alguns amigos advogados são top de linha, pessoas idôneas, inteligentes e perspicazes ( mas confesso que tem um tiquinho de arrogância) nada que impeça de admira-los.

Alias, preciso de um ótimo profissional. O Itaucard que me  ferrou nos últimos 4 meses com uma conta que não fui que fiz e merece gastar um pouco comigo agora...rs rs rs.

Ótima semana a todos.

Abraços.

POR QUE O AMOR VALE A PENA

Num post recente falava sobre a diferença entre amor e paixão e me deparei com um excelente texto publicado numa das melhores revistas do momento a Alfa.

Peço licença a Tati Bernardi ( escritora e roteirista) para postar um trecho do seu texto aqui, e dar continuidade ao que falei no post anterior.

Pra quem não leu, o link está abaixo, e em seguida o conteúdo completo publicado na edição de setembro do texto intitulado” Amor é que é sujo e perverso” . Vale muito a pena conferir o que ela escreveu.



Continuo achando que amor é mais solido que uma fugaz paixão, e o escrito de Tati corroborou para isso, então segue um trecho do texto:



[...A maior pornografia que existe é o amor. Só no amor é possível ficar enlouquecido de tesão com uma mancha estranha nas costas da pessoa, com um pelo solitário que você encontra em algum centímetro de pele escondida, com uma posição que não favorece a barriga, com pés tortos e caretas estranhas. O amor acontece quando você não tem nojo de saborear toda a pessoa sem cerimônias ou limitações. O amor é quando não se pensa no sexo, apenas se faz para não morrer. Amor é sexo não cerebral, um fluxo ignorante que nos liberta completamente. Amar é nunca ter que pedir: “perdão, você pode tomar um banho?” Amar é infinitamente mais sujo, perverso e doentio do que transar com qualquer pessoa suja, perversa e doentia num banheiro de uma balada suja, perversa e doentia. Aquilo que você faz, num lençol branco e limpinho, com a pessoa que você conhece há tantos anos, é muito mais perigoso que uma loucura com um desconhecido qualquer. Essa putaria rolando solta pelas noites afora não passa de desculpa medíocre de gente que sente inveja do amor. O amor é para os verdadeiros aventureiros, corajosos, desbravadores. O sexo selvagem e casual é coisa de menininha...]
ILUSTRAÇÃO DO TEXTO DE TATI BERNARDI - REVISTA ALFA - SETEMBRO DE 2011

Boa quarta feira a todos.

abração.

MEÇA SUA GENEROSIDADE E GANHE UMA FATIA DE CÉU


Incrível, mas me deparei hoje com um questionário que mede o quanto se é generoso. Será  que é necessário responder questões para medir o tamanho do seu respeito ao próximo?

As perguntas são imbecis do tipo: você faz doações a vitimas de catástrofes? Pelo amor de Deus, tem tanta gente boa por aí que não possui um telefone, ou uma conta bancaria e mesmo assim ajuda centenas de outros necessitados. Divide aquilo que lhe é precário, para que outros não pereçam também.

O pior de pesquisas assim, não é que alguém vai lá e faz. Eu respondi para poder saber o que tinha no questionário, e não acreditei no resultado. Mas outras pessoas que mal levantam a bunda da cadeira se acham os maiores “samaritanos” do planeta ao responder isso. Claro, eu doou R$ 5,00 para o Criança esperança e choro com as criancinhas deficientes do Teleton, sou generoso.

Já falei sobre generosidade por aqui, mas é sempre bom reiterar o assunto, por que hoje em dia falta muito disso no cotidiano. As pessoas se preocupam com o risco no seu carro novo, no visor do seu iPad e nem se atentam ao coitadinho de um guri que não consegue ir a escola por não enxerga a lousa, porque necessita de óculos enquanto o governo ( sem dinheiro) aumenta o numero de vereadores nos municípios. Difícil não elencar as patifarias das administrações publicas (não critico a Dilma, apenas o circulo vicioso da corrupção) e ver o quanto existem necessitados sem auxilio algum.

Sou generoso quando percebo que o devo ser. Não faço para que me olhem e digam: ohhhh que moço bom!!! Pelo contrario, detesto esse tipo de elogio. Faço quando algo me diz: faça! E entendo ser a voz da consciência, ou quiçá, Deus sussurrando no meu ouvido (agora me achei o próprio São Francisco de Assis – onde estão os pássaros , os bichinhos, sou um santo!!!).

Geralmente aquela pessoa que não faz nada por ninguém se gaba por ser generoso. Faz tão pouco pela humanidade que um bom dia a um idoso já é para ele sinal de que está fazendo o bem.

Vejo centenas de senhoras desocupadas fofocando sobre a vida alheia. Por que não se inscrevem em algum tipo de atividade daquelas que ajudam doentes em hospitais, fazem companhia a outros idosos em asilos, ou leem para crianças abandonadas. Não, elas preferem ficar em casa, ociosas xingando o marido que derrubou uma gota de agua no chão, e em seguida chorarem por que os filhos as abandonaram.

A generosidade não precisa de comercial, não precisa de testes para saber o quanto se é. É aquilo: ou sim ou não, não existem pessoas mais ou menos generosas. Isso é um estado de espirito, uma educação sentimental que vem de berço.

E você é generoso? Já apertou a mão de alguma pessoa carente hoje, deu uma moedinha pra um ceguinho? Se o fez, então não é generoso, é hipócrita.

Boa terça feira a todos.

Quer fazer o teste?

OFENSAS PUNIDAS

Vivi resquícios da ditadura militar na minha infância. Como nasci no inicio da década de 70, mesmo não tendo noção do que significava censura, tinha certa ideia, por que via e ouvia meus pais criticando atitudes do povo que era contra o governo, algo que dentro da minha casa sempre fora criticado, por que para meus pais o regime militar era muito bom. Coisas de quem vivia absorto e alienado ao que se passava em volta.

 Me lembro que cada programa iniciava com aquela chancela do governo federal , carimbada e autorizando a programação a ser exibida. Na minha inocência de garoto via aquilo com diversão.

A primeira manifestação de liberdade de expressão que tive consciência mesmo, 100% foi a derrocada do ex presidente Fernando Collor em 1990 ou 91. Ali se disse claramente, abertamente tudo o que se devia sobre o governo, militar e democrático. De lá pra cá essa “liberdade de expressão” foi confundida com invasão de privacidade, e o pior o desrespeito exasperado a figuras publicas.

No ultimo dia 19 o integrante da bancada do CQC Rafael Bastos, pela enésima vez passou do limite do respeito, da educação, bom senso, ética, gentileza, graça, e vomitou mais um de seus insultos. Desta vez direcionado a cantora Wanessa. Não vou repetir o que foi por que a mídia já divulgou bastante. Apenas falo sobre o assunto por que profissionais dos meios de comunicação social como Rafael Bastos sinceramente me fazem pensar se não deveríamos ter um esquema de censura, mesmo interna ( como há na Rede Globo) para que não exacerbem do seu direito de palavra e atirem bosta em pessoas que estão quietas, que não fazem mal algum a eles.

Havia deixado de assistir CQC, programa que acho de inteligência impar na TV, por causa de Rafael Bastos. Certa vez fez uma piada infame a respeito do cantor Roberto Carlos, na ocasião da comemoração dos 50 anos de carreira. Uma piada desrespeitosa, desnecessária e ofensiva. Eu como telespectador naquele momento me senti ultrajado, como agora o fizeram, Ronaldo, o marido de Wanessa e até o companheiro de bancada Marco Luque que  também se sentiram mal. Alguns meses atrás foi a polemica sobre mulheres agradecerem o estupro por que o cara estaria fazendo um favor a elas. Isso é humor? Onde? Existem pessoas que realmente pagam pra ouvir essa besta?

O que me deixa satisfeito é que a alta cúpula da emissora resolveu de vez afasta-lo do programa, algo que certamente dará um caminho melhor a produção, por que pesa a imagem e a agressividade desse cara no vídeo.
Congratulo a direção da Rede Bandeirantes, e a direção do programa. Espero que o afastamento não seja temporário, e sim uma demissão. Não gostaria mais de vê-lo no CQC. Alias, gostaria de voltar a assistir o programa. Apesar de não ser fã de Wanessa, prezo o bom senso de não ofender uma mulher, que além de tudo está gravida.

Liberdade de expressão é uma coisa, falta de educação é outra.

Ótima semana a todos.

AINDA EXISTEM PROFISSIONAIS DE BOM GOSTO

Não sou chegado a mostras de decoração, por que acho tudo muito cheio de frufrus insignificantes para o dia a dia de todos nós, mas ontem visitando a edição 2011 do “Casa Cor Campinas” vi que existe luz no fim do túnel.

Pra quem não conhece a cidade o povo daqui se divide em 3 partes. Os ricos falidos que continuam achando que mandam em tudo e todos (gente insuportável), os novos ricos que esfregam na cara dos antigos suas BMWs novinhas e suas casas empetacadas e cafonas, e o povo, que passa absorto a tudo isso.

Pois bem, ontem andando pelo Casa Cor me deparei com algo que me agrada, arquitetura conceitual. Nada de camisolas francesas sobre a cama, e sim ambientes que contem algo que sempre briguei a favor: iluminação.

Claro que alguns profissionais viajam na maionese ou fazem copias malfeitas de algo que viram fora do pais ou em revistas do gênero, mas a maioria acertou em cheio. Difícil falar sobre algo que as pessoas que lêem não farão idéia, muito menos visitarão a exposição para dar opinião sobre o que estou dizendo, mas confie em mim, o negócio é “bão”.

Como arquiteto tenho meus sonhos de consumo, que são peças fabricadas por grandes nomes da profissão, como a chess long de Le Corbusie. Um dia terei uma para descansar. É um Oasis do bom gosto.
 Chess Long - Le Corbie
Ontem criei desejo de consumo por peças de iluminação, a maioria criada por designers e comercializada por uma rede de lojas de luxo chamada La Lampe (.lalampe.com.). Não há como descrever o que elas fazem num ambiente, só vendo. O poder da iluminação bem direcionada, transforma um simples quarto de vestir, num cenário cinematográfico. Isso é o que chamo de conceito, de bom gosto. Minimalistas no escolher a decoração e grandiosos na hora de compor a iluminação.
 Abajour troy - La Lampe ( QUERO UM DESSES DE NATAL...OK?)
É muito incomodo falar da profissão da gente para pessoas que vivem outras realidades e mercados de trabalho, mas tenho certeza que não há quem não pare para admirar uma boa e bela arquitetura. Decoração não é minha praia, por que os profissionais dificilmente são arquitetos formados. Muitos apenas fizeram cursos e vêem de famílias abastadas que lhes deram boa formação. O nível de frescura desse povo é insuportável. Ainda mais em Campinas.

Mas há dentro desse universo, pessoas que sabem o que faz e primam pelo bom gosto. Ontem me impressionei com o trabalho de duas arquitetas Renata Strazzacappa e Mariana Oliva. O ambiente e a automação da iluminação me fez desejar imensamente um dia ter algo do gênero, e eu que não gosto disso...rs
 Renata e Mariana - Suite Master

Enfim, olhei a setor com outros olhos. O propósito do Casa Cor me surpreendeu. Tudo preocupado com o meio ambiente sem deixar o charme de lado. Vale a pena conferir nas cidades onde há o evento.

Pra quem leu até aqui, obrigado. Sei que é pedante textos com esse tema...rs

Abração a todos e bom fim de semana.