FELIZ ANO NOVO


E lá se vai mais um ano.

É redundante falar que o ano voou, que quase não percebemos ele passar e bla bla bla Wiskas, o negócio é que estamos tão compenetrados na nossa vida, no cotidiano repetitivo, que infelizmente não percebemos que o tempo tem passado.

Quando era moleque, estava na escola, o ano letivo se esticava por um infinito. As férias nunca chegavam, o quarto bimestre estava sempre no fim do túnel. Hoje saio do trabalho e volto na manhã seguinte com a sensação que estive fora apenas um período de “almoço”.

Não há mais tardes sem ter o que fazer. “ Vale a pena ver de novo” não é mais tão legal como quando tinha 15 anos. Era ótimo saber que a tarde toda estava livre para se fazer o que quisesse.

Enfim, o tempo que voa é sinônimo de que também não sou mais criança. As responsabilidades aumentam a cada virada de ano. Muita gente sente-se melancólico no Natal, eu, porém me sinto assim no reveillon. Sempre bate uma tristeza no dia 31. Não sei explicar a sensação. O natal, contudo que é uma data pra se lembrar de quem já partiu não me entristece tanto como o inicio de mais uma jornada.

Há sempre, infalivelmente, um balanço do que se fez durante o ano que se passou. Não tenho o que reclamar, mas é certo que ao voltar da praia minha cabeça fará um resumo do que deixei de viver, do que vivi intensamente e o que terei que viver. Tenho o costume de cada ano que inicia, deixar na agenda que usarei por ele todo uma pequena carta contendo 10 itens que devo ter como prioridade na vida. Dia 2 próximo será hora de abrir o de 2007 e ver quantos desejos consegui realizar. Espero que tenha conseguido os 10, por que já passei anos em que nem a metade consegui..rs.

Hoje o post foi quase como um diário. Um relato sentimental do dono aqui.

Gostaria de agradecer a todos que me visitam, que carinhosamente comentam os meus posts. A todos vocês amigos virtuais, que enredam minha vida com suas histórias, dramas, humor, porralouquices, quero desejar que 2008 seja infinitamente melhor que 2007.

Eu que acompanhei a vida de vocês deixadas em palavras nos blogs que visitei, que descobri um mundo onde pessoas de verdade se manifestam, com suas personalidades distintas, suas fantasias e desejos, posso dizer que aprendi muito. Poderia citar aqui alguns casos que me emocionaram, que me fizeram parar para pensar, mas não serei injusto com outros que também me fizeram rir. Pessoas tão jovens, com uma vida inteira pela frente, carregada de histórias e emoções. Obrigado a todos que de certa forma compartilharam suas vidas comigo, e que me ensinaram mais um pouco da lição do mundo, que somos todos suscetíveis a erros, mas infinitamente belos, pelo simples fato de sermos humanos.

Aos mais jovens eu peço que manerem na bebida. Cuidado com estradas, dirijam cuidadosamente. Aos da minha idade...rs rs rs, ah sei lá, enfia o pé na jaca....rs rs rs.

Grandes e bons amigos estarei de volta dia 3. Até lá espero que todo mundo tenha dias maravilhosos e que 2008 seja um ano espetacular, apesar de nem feriados ter ( odeio ano sem feriado)...mesmo assim que realizem desejos, fantasias, que o aumento no emprego saia, que o emprego apareça...que a cidade cresça, que o mundo seja diferente.

Abraço e que sejamos todos abençoados por Deus, que o único a quem podemos recorrer. ( nossa, isso soou extremamente evangélico) saravá....axé, iemanjá, oxum,ogum, babaganush, chucrute, hipoglós.

Té mais pessoal.

Então foi Natal.



Resumo do natal


Hoje o dia ta letárgico, se arrastando....os minutos demoram o dobro pra passar. Há anos que não trabalho neste período, mas nesse to fazendo esse sacrifício em prol das minhas esperadas e merecidas férias de janeiro.

Mas vamos ao que interessa. Resuminho básico do natal.

Dia 23, eu correndo...dentro das lojas Americanas procurando um maldito DVD pra dar de presente ( desisti e dei outra coisa), liga um dos sócios da empresa (o que nunca liga) pedindo um projeto para dia 24. Quem nesse mundo iria querer algo de trabalho para o dia 24? Pois bem, desliguei com a promessa que às 10 da manhã do dia seguinte, CDs estariam gravados. Feito.

Shopping dia 23 é ótimo. As lojas ficam enfurecidas, fazendo ofertas, descontos de 50%. Mesmo tendo comprado todos os presentes, ainda assim gastei um dinheirinho a mais, e aproveitei as ofertas. Adoro promoção, e a sensação de estar comprando algo por 1/3 do valor. O mesmo fiz comprando 7 conjuntos de castiçais...rs rs rs...não me perguntem oq farei com tantos. Dei 2 no natal, e guardei 5....rs rs rs....os conjuntos são de 3 peças, portanto tenho 15 castiçais em casa. Vou produzir um filme de terror.

A mancada maior foi deixar o presente da mãe por ultimo. Quem disse que achei oq pretendia comprar? Nada. O pior que minha mãe é como criança, ela espera o presente. Então, eu com as faculdades mentais alteradas, dia 24 às 8 da manhã fui o primeiro a entrar no lugar que mais abomino nesse mundo, uma loja das “CASAS BAHIA”. Entrei, perguntei, achei, paguei e sumi. Tudo isso em recorde de 11 minutos.

Ceia de natal em casa. Resolvi fazer tudo sozinho. Me fodi. De vermelho e branco. Elogios ao cardápio, família satisfeita, e eu a meia noite desejando que todos fossem embora pra poder dormir. Estava um caco, podre, cansado até a unha do dedão do pé. Mas valeu.

Dia 25, dor de cabeça ao acordar, movimentos lentos. Almoço na casa da mãe. Tia e tio que a vida toda fazem o ritual do almoço de natal conosco. 40 anos que passam conosco, 40 anos que a tia leva o mesmo pudim de leite. Tanto que ao contar às pessoas que viriam, sempre mencionamos a tia, o tio e o pudim amigo.

Filhos do irmão exibindo a ultima geração de brinquedos e aparelhos eletrônicos. Filhas da irmã, lindas diga-se de passagem, com brinquedos que condizem as suas idades intelectuais. Conflitos.

Pai que ganhou um Guinness Book, falando pelos cotovelos. Mãe que pasmem, ganhou uma toalhinha de rosto do irmão. Isso mesmo uma toalhinha, de 20 x 10 cm. Não sei oq dizer disso, mas cada um na sua consciência presenteia as pessoas com oq acham que merecem. A sorte que tem mais dois filhos que acham que ela é merecedora de presentes muito mais interessantes, úteis, bonitos e valiosos.

Casa dos amigos. Muita gente, família enorme reunida, gente bonita. Uma sobrinha dele que pelo ( sei la qtos anos) fica noiva no natal. Aí o cara percebe a furada e durante o ano da-lhe pé na bunda. Mãe do amigo que aniversaria no dia 25. Muita comida, bolo de fécula. Gente cantando, me fazendo cantar...blém blém blém...lalalalala.....Belém Belém Belém. Dormi com isso a cabeça. Boa conversa, gente interessante, risadas. Uma sobrinha fofoqueira misturada no meio da multidão. Presentes lindos, um quadro maravilhoso de um artista famoso, lindo...show de bola na parede de casa. Abraços carinhosos, apertados e sinceros.

Show do Rei, fim de natal. Uma sensação de que só no ano que vem, puxa vida!

Separa roupas para a viagem de reveillon, trocar os presentes que não serviram. Comer o resto do almoço de ontem. Uma cocada na geladeira.

Bem...estamos aí. Espero que o dia passe rápido. Acho que hoje, rola cinema à noite.

E vc, passou bem o natal?

abraço





NATAL

Que o Natal renove a fé que todos temos na vida, e que possamos, junto dos nossos, brindar a harmonia e a paz. Sejamos todos felizes, que o dia 25 não sirva apenas para confraternizarmos com que amamos, e sim deixar brotar solidariedade pelo próximo.


Até.....

Dias de fúria

Ainda bem que ano está terminando. To tentando entrar no espírito Natalino e ver apenas o lado bom das pessoas e das situações.

O problema é que ando numa irritação tão grande que se alguém falar comigo na rua, é capaz de xingar.

Não sou violento e muito menos grosseiro, mas o stress de fim de ano me pegou. Não tenho paciência com secretária, com garotos pedindo boas festas no vidro do carro, com mãe ligando pra pedir o aspirador de pó de volta e bla bla bla.

Os shoppings estão cheios. Não há vagas para estacionar. Há filas para pagar, para embrulhar o presente. Há pessoas irritantes com filhos irritantes, batendo sacolas irritantes em você.

Não gosto de fazer compras com horário marcado. Com pessoas junto me apressando. Já sei o que preciso comprar, sou objetivo, mas poxa, é natal, deixa eu pesquisar as liquidações...rs
Até o anuncio da missa do galo me irritou esses dias...


As lojas ficam cheias de novos vendedores. A mocinha te aborda logo na entrada.

– Bem, eu não sei se vou comprar, eu apenas entrei para ter uma idéia.
- Ta, meu nome é Sheila Manuela, se precisar me chame.

Você roda a loja, quando vê alguma coisa que interessa e quer saber o preço ( é irritante não colocarem preço nas coisas) cadê Shiela Manuela. Ta ali, atendendo mais 4. Desisto.

Próxima loja, a vendedora quase se estapeado com a outra para atende-lo.

- Meu nome é Silvia Regina, posso te ajudar.
- Quero ver jeans.
- Quanto pretende gastar, por que se não for esse seu interesse nessa loja, vaza, por que tem gente que quer comprar e eu sou comissionada "é com 2 ss"?. ( essa é a frase que está na cabeça da mocinha), mas ela vira e fala:

- Por aqui, senhor.

Senhor?....putz, já não sou mais “moço”....antes era: “Por aqui moço”....

O negócio é o seguinte, to contando as horas e os dias para minhas férias.


Que ninguém olhe torto pra mim, por que desço o braço..rs rs rs

Ate parece!!!



Rir é bom.

Recebi esse vídeo pela manhã, e gostei muito do que vi. è um vídeo da Cia Melhores do Mundo. O mesmo que há um tempo atras fez sucesso com uma apresentação no Jô Soares sobre a vida de Joseph Climer.

Não sei se o vídeo é velho, mas o vi só agora. è muito bom.

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abraço a todos.

Ser ou não Ser


Há alguns dias que estou para postar algo sobre esse tema. Em conversa recente com “Mike”, do blog Mike 4th Season, discutimos a respeito dos motivos que levam alguém a setir inveja de outros.

O dicionário Aurélio diz: “Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.”

“ Inveja é o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos. Não é necessariamente associada à um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra.”


O sentimento da inveja é torpe e dificilmente é eliminado da alma humana. No meu entender a pessoa invejosa não se torna assim durante a vida, ela nasce. Prova disso, é que numa família de 5 irmãos, por exemplo, todos criados da mesma forma, com as mesmas posses, entre eles haverá um ou mais que sentirá ciúme por algum motivo, algo que é muito confundido com inveja. Muitas vezes entre amigos e irmãos há esse sentimento de inferioridade. Achar que os pais dão atenção maior a outro irmão ou coisas do gênero, mas observando esse individuo em sua vida social, perceberá que na verdade ele sente inveja dos demais. É aquela pessoa maldosa, que fala mal de todos, que regozija-se com a desgraça alheia.


“ A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come.”


Há pessoas que se colocam como cães de guarda, sempre alertas ao menor ruído. Basta alguém se destacar em alguma área, por mais ínfima que seja e lá estará o invejoso, pronto para apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Uma roupa diferente, um calçado da moda ou mesmo um brinco ou pulseira bem colocados, já torna-se motivo para elogios, nem sempre sinceros. As mulheres, que me perdoem as mulheres, elas são pródigas nesse tipo de expediente.


“ Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja.”

Ninguém está livre de sentir inveja em determinado momento da vida, ou situação. Mas o problema é saber lidar com isso. O invejoso sofre. Ele rumina e se destrói em mirabolantes planos para aniquilar o seu alvo de inveja. Há casos de pessoas casadas, onde a competitividade entre os cônjuges existe por inveja de um deles. Maridos que não se conformam com o sucesso profissional da esposa, e vice-versa.

“ Não grite sua felicidade, a inveja tem sono leve.”

Sejamos honestos conosco e analisemos o quanto o brilho do amigo nos ofusca. Melhores amigos também podem sentir inveja, e assim tentar com certa artimanha desmistificar o sucesso do outro. Palavras, gestos, citações a um amigo que desponta, muitas vezes pode bloquear um futuro promissor. Somos todos inseguros, dentro do nosso mundo. Ninguém é 100% convicto das verdades, a dúvida ataca a todo momento, o que nos difere é a coragem de investir e dominar os medos. O invejoso muitas vezes vive a sombra de alguém, sobrevivendo das migalhas que sobram do sucesso alheio.

Há exemplos históricos da inveja e do poder de destruição dela. Caim matou Abel por inveja, Salieri destruí Mozart por não aceitar que um jovem fosse mais talentoso que ele. Em “ O Primo Basílio”, Juliana (empregada), subjugada por uma situação de vida medíocre, solteirona, bastarda, pobre e feia, ao descobrir uma fraqueza da patroa que odeia, por ser o símbolo de tudo o que desejava, a martiriza, quase a morte. Sentimentos esses muito atuais, e visto em qualquer circulo social.

Não existe essa tão falada “inveja branca”. Inveja é inveja. O que difere do sentimento destrutivo, é a sua capacidade de não absorver isso no ponto de virar uma doença. Já desejamos o carro do amigo, a namorada (o), jóias ou sucesso profissional. Mas se transformarmos isso em alguma coisa doentia, desculpe, mas não é ciúme, e muito menos inveja branca....é inveja, no sentido do pecado capital.


Pensemos e analisemos isso.

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS

Visitando um blog ( Ah, ta bom então) ontem, encontrei a indicação de um site que vende bonecas artificiais “Real Dolls”. Peço desculpas ao Alexandre Bessa, dono do blog, por postar o mesmo tema.
(http://www.realdoll.com/dolls.asp)

Me pergunto, por que alguém compraria uma boneca dessas? Solidão? Não consegue pegar ninguém? Diversão?



Acredito que as antigas bonecas infláveis eram bem mais fáceis de se disfarçar, por que ao termino do seu “ato sexual”, o cara esvazia a boneca, enrola e guarda. Ou sei lá, coloca esticada embaixo do colchão pra não ficar uma uva passa, e da próxima vez ter a impressão de estar transando com uma velha centenária.


Me pergunto ainda. Imagina um cara que mora sozinho e compra uma boneca dessas. Quando recebe alguém em casa, o que se faz com ela? Guarda onde?. Ela é uma pessoa, tem tamanho de mulher de verdade. Não da simplesmente pra você coloca-la num armário e fechar. Pensa só, sua empregada vai guardar uma camisa e se depara com uma moça sentada dentro do seu closet.

Como se guarda uma boneca dessas. Dentro de um caixão, como vampiro? Pendurada, atrás da porta? Ou ela também murxa e eu que não saquei isso.

Bizarro.

Uma confraternização de fim de ano com a família. Vista a boneca e senta-a num canto da sala. Apresente-a e diga que é calada. Fala pouco. Ponha sua tia surda e com catarata ao lado dela, e pronto, companhia pra noite toda.

Pra quem sofre de solidão. Três dessas já darão a impressão de casa cheia. Dá até pra jogar um baralhinho. E melhor ainda...só você ganha. Strip Pôquer e no final você traça todas. Maior suruba.

Mas convenhamos isso é comer a morta. É necrofilia. Essas bonecas são muito reais. Não consigo imaginar alguém comprando uma coisa dessas, mesmo que seja por internet. Como ela vai chegar na sua casa? Sinceramente não faço idéia..

As bonecas infláveis ainda tinham a serventia de bóia, como na foto abaixo. Ou de balão de festa.



Agora, para mulheres que não gostam de homens folgados, que após o sexo querem que elas se transformem em pizza, ou lasanha, tem a versão masculina, que também é calado ( tímido), toma sua cervejinha sossegado, e ainda comparece com uma genitália do gosto da cliente. Sim a futura proprietária escolhe o “dote” do seu namoradinho.



Não deixando de informar aos gays, que a versão masculina vem com todos os atrativos necessários, ou seja, cavidades, buraquinho, pelinhos e músculos. Rs rs rs....



O modelo feminino pode ser encontrada na versão loira, morena, japonesa, ruiva, mas no site, não há bonecas negras, preconceito!!!!...a versão homem só vem no modelo “charlie”.




Sabe de uma coisa...esse é o presente ideal pra um adolescente nerd, espinhudo, que não tem amigos, vive na internte, é feio, e tem 5% de chance de perder a vingindade antes dos 30 anos.


Um niquel pra minha preguiça

Hoje eu to o pó da bagaceira..segunda é o dia acordo que mais cansado..odeio a segunda. Então por falta de criatividade, vou postar uma tira do Niquel Nausea, que gosto muito. Se a imagem aparecer pequena e não der pra ler, por favor, clique sobre ela, que abre maior.



abraço a todos e boa semana.

Marlon Brando a brasileira.


Nesse sábado 15/12, Oscar Niemeyer completou 100 anos de vida. Fiquei indeciso se postava algo a respeito ou não, visto que sou arquiteto e me via na obrigação de falar alguma coisa, já que a mídia exaustivamente discorreu sobre sua vida e obra durante toda a semana.

Como meu dia foi corrido, com a visita de toda a família para um café da tarde em casa, não tive tempo para me dedicar a um pensamento sobre ele.

Agora, um pouco mais calmo posso escrever esse post. Então vamos lá.

Quando se entra para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo ( digo PucCampinas), imagina-se que 50 % do curso será dedicado a ele que é, sem dúvida nenhuma, uma unanimidade de talento e grandiosidade. O que se vê sobre Niemeyer é uma pincelada sobre arquitetura moderna, onde está inserido ao lado de tantos outros nomes importantes da arquitetura mundial. Falo das décadas de 40, 50, 60.

Em primeiro lugar, pra quem não sabe, Niemeyer é o autor dos “projetos” que engrandecem Brasília visualmente, mas não é o criador do projeto urbanístico, que deu espaço para que fabulosamente expusesse seu talento. Esse é Lucio Costa, o verdadeiro "criador" de Brasilia.

Tenho admiração por grandes personalidades, como Pelé, Roberto Carlos e Niemeyer, mas apenas no que tange a parte profissional. A vida pessoal dessas celebridades me interessa muito pouco. Digamos que RC ainda, depois de algum tempo me convenceu que é um bom homem, mas sua fase jovem, é ridícula. Pelé na minha opinião, em sua vida pessoal é um babaca, mas profissionalmente continua sendo e será um rei. Niemeyer com seu comunismo démodé, e sua insistência no ateísmo me causam uma canseira em ouvi-lo. Isso ficou repetitivo, e acabo vendo-o como Derci Gonçalvez que insiste em dizer que chamavam-na de puta, e o bla bla bla de sempre. Já sabemos como pensa, já ouvimos sua opinião política fartamente. Chega!!!

Falemos do seu talento, da grandiosidade de um desenhista, de um artista no mais profundo significado da palavra. O que Niemeyer criou é de uma capacidade impar. Poucos, muito poucos arquitetos no mundo, arrisco dizer hoje e nos séculos passados, conseguiram sintetizar a arte urbana como ele. Brasília é fenomenal. O palácio do Itamaraty, a esplanada dos Ministérios, o edifício do Tribunal de justiça, a praça dos três poderes e a maravilhosa catedral. Engraçado pensar em uma pessoa que não acredita em Deus, projetar um templo com tanto significado religioso. Bem, esse é Niemeyer.

Admiro sua vitalidade e o pensamento que tem sobre urbanismo. Quando um brasileiro faz sucesso mundialmente, há em nós um certo orgulho paternal em pensar “esse cara é daqui, nasceu aqui, esse é meu menino”.

Façamos jus a Portinari e Burle Marx que engrandeceram as obras de Oscar. Pampulha, Sede do governo da Argélia e o prédio da ONU. Obras de arte imortais, entre outras tantas.

Engraçado, mas o que se deseja a um centenário além de parabéns e saúde? Que viva mais cem? Seria bom, que pessoas como Oscar Niemeyer durassem 200, 300 anos, vivas. O povo brasileiro tem uma memória e um conhecimento da arte tão deficitária, e torço para que a mídia tenha atingido cada lar desse país com suas homenagens ao maior arquiteto vivo.
Isso que escrevi me fez lembrar uma frase de Nelson Rodrigues: “O que atrapalha o brasileiro é o próprio brasileiro. Que Brasil formidável seria o Brasil se o brasileiro gostasse do brasileiro”...
Já que mencionei uma frase de Nelson, termino com um comentário de Oscar Niemeyer que uma professora minha disse no primeiro dia de aula, e ficou anotado num caderno. ( tive que procurar o bendito, pq não lembrava dela de cabeça, só que era interessante).
Eu me lembro que na Europa, às vezes eles diziam: ‘O passado arquitetônico de vocês é pobre, é mais português do que brasileiro’. E eu dizia: ‘isso é muito bom para nós, porque vocês vivem circulando entre monumentos, e nós estamos livres pra fazer hoje o passado de amanhã’.”
Oscar Niemeyer

CELEBRIDADES


Passei pelo blog “ PUVMO” e li um post 12-12-07 onde relata ter atropelado, ou sido atropelado por Marcos Fercondini.
Então, cá com meus botões fiquei pensando: engraçado como a gente esbarra em celebridades, ou melhor, quantas pessoas comuns como nós cruzam com pessoas famosas na vida. Ter um minuto ao lado de um ídolo, ou simplesmente encontrar alguém famoso que fale com você. Pessoas famosas ou celebridades são tão comuns como qualquer outra pessoa, mas quando as vemos, parece que sçai tiradas de algum conto estranho, que aquilo foi surreal.

Me lembro de algumas passagens em que conversei ou encontrei pessoas famosas. Acredito que no Rio de Janeiro seja mais fácil ter acesso as pessoas conhecidas, por que a maioria anda naturalmente pela cidade, praias e shoppings. Mas aqui em Campinas, isso já se torna limitado.

O primeiro contato imediato de terceiro grau com um famoso deu-se em 1993. Meu pai estava indo a São Paulo internar-se na Beneficência Portuguesa para uma cirurgia um tanto delicada no coração. Em meio ao transito caótico de São Paulo e a apreensão pela cirurgia que desconhecíamos, paramos num semáforo e ao lado estava num carro enorme o ator Jorge Lafond. Minha mãe abriu o vidro do carro o chamou e disse que adorava o trabalho dele. Em alguns quarteirões ele emparelhou e conversou conosco. Foi engraçado, e aquilo marcou uma fase conturbada, depois virou piada.

A segundo artista que conheci foi numa visita a Brasília quando finalizava minha faculdade de arquitetura. Estive junto da turma no teatro nacional, onde naquela noite haveria uma apresentação única de Ney Matogrosso. Lembrei de minha mãe, que era fã e durante uma década não perdeu um único show sequer dele em Campinas. Pra ser sincero, não me importei muito. Em determinado momento fomos convidados a entrar na sala de espetáculo onde ele passava o som. Foi de uma delicadeza e generosidade com o bando de adolescentes que me fez admira-lo. Em seguida, para tristeza do administrador do teatro, nos convidou pessoalmente pra assistir o show, sentados nas escadas, porque poltronas estavam esgotadas. Foi um espetáculo marcante, e a conquista de mais um fã na sua carreira.



Logo em seguida estive no Rio de Janeiro a passeio e estava na praia quando vi Monique Evans ( ainda gostosona na época) chegando de mala e cuia. Fiz uma muvuca com meus amigos apontando pra ela. De longe como um paparazzo fiquei a espreita dos movimentos dela. Com o tempo a curiosidade passou, e como de costume, minha amiga me convidou para uma caminhada na praia. Na volta ao local onde estávamos ela passa por Monique Evans, abaixa e diz: - Meu amigo pe seu fã, ele te adora. Putz, acho que ofi a maior vergonha que passei na vida. Monique Evans deitada de Top less levanta a cabeça tampando o olho do sol e olha pra mim. – oi garoto, fico felizzzzzz ( sotaque carregadissimo) que gossssste do meu trabalho. Daí não ouvi mais nada.

Outro que me lembro e esse carrego com carinho foi uma vista que fiz aos bastidores de uma peça teatral que estreava nacionalmente em Campinas. Nessa época estudava cenografia na UNICAMP e fui conferir a produção cenográfica desse espetáculo. Estava no palco com mais duas pessoa quando Paulo Autran entrou e com toda sua grandiosidade veio até nós falar da beleza cenográfica do seu espetáculo. Discorreu por quase meia hora sobre a importância dos profissionais de cenografia ( arquitetos ) e de como aquilo tudo se transformava em personagem dentro da peça. Cássio Scapin estava junto, mas dele nem me lembro bem ( não querendo desmerecê-lo como ator). Mas Paulo Autran era uma figura extraordinária e tê-lo conhecido e conversado é algo que guardo como uma das melhores recordações da vida.


E o ultimo e grande contato que relato, foi em seguida quando trabalhei no fracasso comercial do filme de Sandy & Junior. Fiz parte da equipe técnica de cenografia, e conheci e convivi durante um breve tempo com ambos. Sandy é um doce de pessoa. E Junior um rapaz inteligente e sagaz.

É isso, hoje enchi o blog com um texto enorme. Espero que tenham tido paciência.
E você que leu, conhece alguma celebridade?


Ike Turner

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Ike Turner morreu ontem na Califórina aos 76 anos.

Essa noticia reascendeu uma espécie de memória musical em mim. Sempre gostei de Tina Turner, desde que a vi pela primeira vez em um clipe na década de 80 onde cantava “ Paradise is here”. Até então meu conhecimento sobre essa figura lendária da música eram alguns sucessos que ouvia no rádio.

Ike e Tina Turner protagonizaram vídeo clipes memoráveis. Um exemplo está logo acima. Prestem atenção na produção de 1972 para Proud Mary. O cromaqui com a imagem de Ike enorme, muito superior a Tina que dançava e cantava com suas companheiras, mostrava bem como era o relacionamento deles. Ike tinha um misto de ciúme e inveja da mulher e do seu talento. Em entrevista dada em maio de 2004 ele confidencia o seguinte ao repórter:

“Com certeza eu dei uns tapas na Tina. Nós brigávamos e houve vezes em que eu acertei socos nela sem pensar. Mas nunca a espanquei.”

Por mais que Ike tenha tentado uma carreira solo, a figura de Tina esteve sempre presente. Ao contrario dela, que ao encarar um novo rumo para sua vida, apagou completamente a imagem de Ike. Os fãs compadecidos de sua história dissociaram-na dele, e hoje, segundo informações está aposentada e morando na Holanda.

Mas como não posso deixar de comentar. Vejam no clipe acima, quando a acelera o ritmo e aparece Tina dançando se nãe lembra o mussum ( trapalhões) quando a imitava. Não posso deixar de rir, lembrando disso.

CRIANÇAS

Acho a infância uma das maravilhas do ser humano. Ser criança, inocente, ingênua, algo sublime, é quase um contato com Deus, pela pureza com que enxergam a vida, o mundo e as pessoas.

Ontem fiz um programa infantil. Fui ao cinema assistir BEE MOVIE. È bom, não ao estilo dos desenhos que gosto, mas uma ótima computação gráfica. Prefiro os desenhos com um toque adulto, com certo sarcasmo, como Shrek.

Antes do inicio da sessão aproveitei para comprar presentes para os sobrinhos, dar uma sapeada no que tinha de brinquedos novos, e interessantes. A loja era uma perdição. Eu mesmo como adulto, fico maravilhado com o que existe de tecnologia, de inventividade nos brinquedos de hoje. Vi uma menininha virtual que vive numa casinha ( estilo dos Tamagushi, aquele bonequinho que nascia e morria). Só que esta menininha não morre. Se a criança não alimenta-la, ela reclama, e come sozinha. Fala português e se outra criança também tiver uma casinha dessas, a bonequinha sai e vai passear na outra casa. Meio surreal isso, rs rs rs. Enfim milhões de carrinhos, jogos e tudo mais.

Enquanto andava pela loja vi um casal ( pais velhos com filho pequeno) escolhendo um presente para o garoto, que mais que eu estava fascinado com o que via. Calculei uns 4 anos, mas parrudo e inteligente.

O menino urrava quando via um monstro, um boneco de super herói. Navios, carros customizados. O garoto andava de um lado a outro em transe. Nisso, os pais arrastavam-no para um canto da loja, e o menino escapava e corria investigar o que mais tinha de interessante. A mãe voltava, buscava-o e retornavam ao canto. Fiquei curioso e fui ver o que tanto queriam que o menino experimentasse.

Havia um pianinho de calda, com um banquinho e um microfone. Os pais queriam de qualquer forma que o garoto se interessasse por aquilo. Tanto insistiram que o menino desistiu e sentou-se no banquinho e começou a batucar o teclado e gritar no microfone. Os pais de mãos juntas no peito diziam: - Que lindo!!! Fofura da mamãe.

Achei repugnante essa atitude. Que personalidade se cria numa criança que aos 4 anos de idade é obrigado a ganhar um piano onde na caixa aparece uma menininha sentada de perninhas cruzadas e vestidinho de babado.

Não vejo mal algum em uma criança ser presenteada com um piano, desde que ela manifeste esse interesse, mas não um menino que visivelmente queria o mais recente exemplar de um carro de corrida. Esse menino é um grande candidato a ser vitima de Bullying entre os amigos. Eu mesmo gostei de tantos brinquedos, que me segurei pra não sair comprando-os pra mim.

Pais deveriam observar o mundo em que o filho está inserido. Esse menino terá vergonha de dizer que ganhou um pianinho de natal, enquanto o seu priminho se diverte com o navio pirata que papai noel trouxe.

Não se preserva a integridade de uma criança apenas evitando que ela tenha contato com violência, pornografia e outras coisas maléficas pra infância, se preserva um filho também entendendo que ele vive num mundo, onde há mais do que as paredes da casa onde mora, mais do que o seu umbigo.

Ta dito.

Loves in the air

Fuçando em alguns CDs ontem a noite ( cds de coletâneas criadas por mim) achei a minha coleção de trilhas sonoras de cinema. Engraçado como a musica tem o poder de criar um revival na cabeça.

Bem, por conta disso, acordei “romântico” hoje. Destaquei 4 momentos do cinema, que a meu ver são perfeitos. Há muitos outros, mas quero falar desses em particular. Se tiverem paciência de vê-los, eu recomendo.

Alguns jovens blogueiros talvez nunca tenham ouvido falar em “candelabro italiano” e sua música marcante, “ Al di La”. Nem eu era nascido, mas nas madrugadas da década de 80, a tv costumava passar clássicos como esse. Muita gente namorou ao som dessa música.

Al di La

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O segundo vídeo é também um clássico do cinema., “Ao mestre com carinho. Vi dezenas de vezes na sessão da tarde, na época em que se dava valor a esses filmes, e não as centenas de reprises de “comandos para matar” e tantos outros lixos que a TV aberta joga no ar.

Ao mestre com carinho

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Closer tem umas melhores seqüências de abertura. O filme tornou-se um clássico, adorado ou odiado. Mas não dá pra negar que Natalie Portman caminhando em câmera lenta ao som de “The Blower's Daughter” é uma das coisas mais lindas do cinema. “Hello Stranger”, amolece o coração de qualquer homem.

closer

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Por ultimo, um dos filmes românticos mais bonitos da década, Lake House. O tema “This never happened befoure - Paul MacCartney dispensa muitos comentários.. Sou suspeito pra falar de Sandra Bullock, sou fã de carteirinha.

the lake house

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Jingle bell, Jingle bell, acabou o papel.....



Dia tipicamente abafado, céu com nuvens carregadas, muita umidade no ar e milhões de pessoas em volta. Esse foi o domingo “maravilhoso” que passei na 25 de março em SP.
Todas as grandes capitais contemplam o consumidor com feiras ou ruas de comércio informal, ou o chamado “lugar baratinho”. Sei que há uma feira de roupas em BH, o Saara no Rio e em São Paulo Rua José Paulino ( roupas), Brás ( roupas mais baratas) e rua 25 de março, centro das muambas chinesas e tudo o que se precisa para garantir um natal cheio de presentes.

Pra quem não conhece aquilo tudo é a visão do inferno. Asfalto imundo ( incrível como brasileiro é porco), pessoas se esbarrando na calçada, na rua e todos os cantos. Você divide o espaço com camelôs de meias, bijuterias, aparelhos de massagem, sutiãs que crescem o peito, maquinas de cortar cabelo, vendedores de água, côco, milho, e dezenas de moleques com uma maldita cornetinha que prendem na língua e imitam gato sendo espancado ou ficam gritando “mamãããããããeeeeeeee” sem parar. Em determinado momento quando se tenta atravessar a rua, você é barrado, por que alguém acabou de lançar um buscapé que rodopia no chão soltando uma nuvem de fumaça.
Ali você faz um natal por 50,00 e presenteia a família toda. Mas não é bem do comercio informal que a 25 de março é feita e vale a pena. Há shoppings, como todos sabem, comandados por chineses, onde corre solto o trafico de produtos eletrônicos que foram importados sem impostos. Lá sim é que se faz um bom natal. Compra-se bons perfumes, relógios da moda ( que ano que vem podem ser descartados), zilhões de “coisinhas” de mulher. Roupas, brinquedos, tênis, eletroeletrônico, cds, dvds, mp3, ipods...e mais mais mais mais mais mais.............ufa, tudo, ah e enfeites de natal.

O povo se entope de porcarias vendidas na rua. Come o que aparecer, e se protege quando os camelôs correm do “rapa”. Policiais municipais que insistem em acabar com a graça do povo. Muita criança tem um natal feliz, pelo presente que os pais conseguiram comprar na 25 de março e muitas outras com o dinheiro que o pai conseguiu vendendo suas bugigangas,

Um grande magazine vende produtos variados, do preservativo ao desentupidor de pia ( armarinhos Fernando). Lá compra-se tudo o que é necessário numa casa. Não entendo porque conseguem vender cuecas Zorba ( originais) pela metade do preço das lojas especializadas. É o mesmo produto, sem 1 milímetro de diferença. Para o um solteiro dono de casa, é o melhor lugar para fazer um chá de panela. Lá você descobre que na sua casa é preciso ter um espremedor de limão, abridor de latas, porta sabão e outras coisas, que na casa da mãe tem.


O bom que depois de andar muito, de suar todo o liquido que tem no corpo, pode-se comer uma ótima esfira de carne numa lanchonete libanesa ou caminhar um pouco mais e desfrutar das maravilhas do Mercado Municipal. Um oásis da arquitetura, da gastronomia.

São Paulo é terra de ninguém, é terra de todos nós. O maior contraste etnológico do país. Se alguém quer saber como se configura o povo brasileiro é só ir a capital paulista. O retrato do Brasil está ali, no povo, no modo de vida, na acolhida.

Dona Perez

Dona Perez sempre foi uma mulher altiva, mandona, uma típica mãe italiana. Os filhos a obedeciam, e por ela mantinham um respeito que beirava o medo. Sabiam que uma bordoada na orelha podia vir, mesmo sendo adultos.

Os anos passaram, a velhice chegou, o corpo se tornou frágil e a mente foi se apagando aos poucos. Aos 88 anos de vida, pobrezinha, seus olhos já não reconhecem nos mais íntimos o parentesco.

Com essa idade e nessas condições é difícil que entre os filhos, algum se preste a cuidar. Mesmo tendo gerado 5 deles e adotado mais 2, todos casados e com família grande, Dona Perez é jogada de um lado a outro, tornando-se uma sem teto. A cada semana sai em mudança para casa de algum filho. Já não anda mais. Alguém a empurra na cadeira de rodas e a coloca no carro, e nesse ritual ela perambula pela cidade, indo e vindo.

Na casa do filho mais velho, a nora ( boazinha) insiste que Dona Perez durma em colchão d´água, sabe para evitar escaras. Colocam a velhinha no chão, sobre outro colchonete, com uma mangueira ligada, enchem o bendito colchão. Blá Blá Blá entre os filhos e noras, e lá se vão 30 lts, e mais 20 e assim por diante. Em determinado momento, na bagunça formada dentro do quarto um dos netos diz: gente o colchão transbordou!!!

Há muito tempo que a água escorria por debaixo da cama. Pobre Dona Perez, o colchonete onde a depositaram estava encharcado. A pobre velhinha tremia. Rapidamente a colocaram no colchão d´água e a coitada balançado numa marola como se estivesse numa barco a deriva, ficou, sem resmungar. Aos poucos ela vai endurecendo as articulações e fica dura como um pedaço de madeira. Ninguém entende, mas a pobre velha está com hipotermia. O colchão deveria ser forrado com uma manta, e não o fizeram. Foi o mesmo que a colocarem sobre uma pedra de gelo. Ela sobreviveu.

Na semana seguinte na casa de outra filha. Aniversario do genro e família reunida. - Coloca a velha na cozinha que assim ela não enche o saco, diz o neto. Pouco tempo depois Dona Perez com sua voz fraca chama a filha. Em carreata vão todos a cozinha. A velha diz que adora a todos e pede um abraço. Dois dos filhos correm para ela emocionados e a abraçam. Nojo no olhar dos outros...os braços de Dona Perez estão lambuzados de merda. Ela se limpa nos filhos e quando esses percebem se afastam correndo, mas não dá tempo. Da cadeira de rodas Dona Perez bombardeia todos que estão na cozinha com merda pura. Pelotes, pelotinhos, bolas e bolinhas.

Geladeira, paredes, armários, netos, genros, noras e filhos. Todos foram atingidos pela metralhadora Perez. Foi bosta pra todo lado. Quem viu disse que parecia uma instalação de arte moderna.

A velha sem um dente na boca gargalhava gostoso.

Acontecido....



COMPLEXO DE APOLO ?

O que é um padrão de beleza?

Gostaria que me respondessem isso. Porque há determinados “tipos” que são considerados perfeitos?

Sei que na antiguidade grega cultuava-se a beleza como forma de divindade e de lá pra cá transformaram esses dogmas num estilo irrefutável do que deve ser “belo”. Até aí, tudo bem, mas quem define o que é bonito ou não, se beleza é algo subjetivo.

Os jovens de hoje, mais do que libertos, estão buscando um ideal que na minha época de adolescente não fazia diferença alguma, pra dizer a verdade, nem me dava conta que existia, a chamada “cultura do corpo”.

Vejo meninos de 12, 13 anos em academias, exercitando seus corpos ainda em formação. Vai-se mais cedo pra a esteira, para os aparelhos de musculação. Acho saudável a atividade física. Mas acredito que um esporte coletivo seria muito mais adequado do que o solitário dia a dia de um menino com seu i-pod numa academia repleta de marombados, com 0% de gordura. Cria-se na mente desse jovem com personalidade em formação que aquilo é o certo. Não tenho nada contra corpos definidos, visto que também freqüento academia. Mas o que está em questão é a mente desses jovens, e o que se passa nela.

O que percebo são jovens, de ambos os sexos, perdendo boa parte de sua adolescência com preocupações estéticas inúteis. Querem ser adultos mais cedo, tudo bem, por que sempre foi assim, mas o que me espanta é essa dependência do chamado “corpo perfeito”.

A segregação entre jovens aumenta a cada dia. Os grupinhos dos meninos sarados não dão espaço aquele amigo de infância que cresceu gordinho. Os mais tímidos continuam se isolando e o que vemos são arroubos de violência, tanto no Brasil, como fora daqui.

Os “fortinhos” se vêem no direito de espancar o magricelinho, os Pit boys se acham acima da justiça e batem em prostitutas na rua. Sei que esse assunto é batido, mas não deveria ser esquecido.

Há um lado sombrio entre os garotos das gerações de hoje e que tende a piorar amanhã. O culto da beleza está matando, uma vez pela discriminação, outra pela anorexia nervosa. Meninos estão se deixando acometer por essa terrível doença psíquica. Sabe-se que em São Paulo morrem mais jovens na faixa dos 15 aos 24 anos por violência urbana, mas não se fala de jovens internados, esquálidos, que se negam a aceitar que precisam de ajuda.

Famílias, pais e mães vêem seus filhos inseridos na sociedade, mas não os enxergam. Esse circulo vicioso de mães chorosas nos noticiários se descabelando por que o filho foi assassinado sem razão alguma é sinal que tudo está errado, e não se faz nada pra mudar. Pais deveriam “olhar” mais para filhos, tentar equilibrar a liberdade. É difícil segurar um jovem dentro de casa, mas é fácil manter um diálogo, e enxergar pelos olhos deles. Saber como deve se comportar um idoso não sabemos, ainda não chegamos lá, mas saber como conduzir um jovem deveria ser fácil, por que todos um dia fomos, é só puxar pela memória.

Chove lá fora....

Putz...hoje o dia amanheceu chuvoso. Não um chuvoso assim que d~e para andar na rua, está um dia insuportavelmente molhado.

Faz mais de 1 hora que cai uma chuva intensa. Aí vem a preocupação. Sair para o almoço?...como?
Uma simples ida até o carro te ensopa da cabeça aos pés.

Quando chove assim o comercio deveria fechar e ser ponto facultativo. As escolas fecharem, assim como acontece quando se tem uma nevasca.

Quando o tempo fica seco, pede-se chuva, quando chove, pede-se menos chuva. O clima não será mais aquele de quando era criança, que sabíamos exatamente quando os acontecimentos climáticos surgiriam.

Num dia como o de hoje, seria bom ficar em casa de pijama. Olhando pela janela a enxurrada larga na rua. Assistir tv, cochilar, almoçar. Mais tarde ver Tv de novo...dormir um pouco a tarde. Rs rs rs. Programa mais vagabundo que esse não tem.

Quando era moleque ouvia dizerem que em dia como o de hoje não se saía vestido de branco. Nunca entendi se isso era porque sujava a roupa ou se o tempo nublado faz o mesmo efeito de uma luz negra em boate, ressalta a cor da sua roupa te deixando fluorescente. Regras de etiqueta? Sei lá.

Mas há um amigo que diz que essa regra vale para quem anda de ônibus. Se você sai de carro não precisa se preocupar. Será?

Há uma outra lenda também que sempre ouvi, mas essa vinha do meu avô e não sei o quanto ela faz sentido. Dizia ele que o clima que faz em 8 de dezembro, repete-se em 24 de dezembro, assim seja, se chover, chove também na véspera de natal. O pior que todos os anos eu presto atenção nisso, e não é que o veio sempre teve razão. Repito não sei qual a natureza desse pensamento, e muito menos para o que serve..rs.

Então, vou trabalhar, que é a única solução. Meninas, cuidem de suas chapinhar, o dia de hoje ta facinho pra transforma-las em bombril.


Onde te leva a escada....




Dezembro é um período terrível pra quem ainda faz faculdade, principalmente os que estão concluindo algum curso.

Todos os anos alunos do curso de arquitetura de alguma forma me procuram para que eu olhe os trabalhos de graduação, dê opiniões, faça correções. A maioria, tem como orientadores os mesmos professores que tive, e olha que já se vão 8 anos de formado.

Estou falando disso, por que o tempo passa e continuo vendo o mesmo sofrimento, a mesma aflição e o medo de serem rejeitados numa banca final de examinadores. Todos vêem com o mesmo discurso, com aquele pânico achando que fizeram tudo errado e serão reprovados.

Por mais que avalie os projetos e diga que estão ótimos, que os oriente de alguma forma e tente tranqüiliza-los, o terror continua. Não entendo por que os professores fazem isso. O trabalho de graduação não será importante para nada na vida profissional.

Os professores deveriam investir numa carreira pós-faculdade, incentivar os alunos a procurar estágios, tentar se aprimorar de forma diferente, não ficarem presos dentro de uma universidade que só ta afim da mensalidade.

O pior é que esses pobres alunos só descobrirão isso quando entrarem para o mercado de trabalho, e sofrerem a seleção natural. Muitos irão vender pisos ( que não há nada de mal, apenas a frustração) e num futuro breve mudarão de profissão.

Há na arquitetura uma mudança de valores. Os jovens não sabem mais desenhar, não conseguem expor seus pensamentos e idéias no papel. Utilizam ferramentas frias, que não mostram aos clientes o que verdadeiramente pensam. Maquete eletrônica serve para grandes empreendimentos. E a maioria dos futuros arquitetos não terão em suas vidas profissionais um cliente de projeção que os faça utilizar tudo isso.


Boa sorte a todos que esta semana concluem seus cursos...e ano que vem to aqui de novo, pra ajudar.

Ps.: Por favor, futuros arquitetos, evitem cagadas como essa aí embaixo.

rapidinhas da segunda


Segunda é um dia dificil...então mais tarde faço um post mais trabalhado...por enquanto fica a dica pra quem gosta de perfume ou quer presentear alguém.



...Calvin Klein inicia uma nova era na perfumaria! CKIN2U foi especialmente elaborado para uma geração que se define pela troca de experiências por meio de uma rede de comunicação virtual. A qualquer hora, em qualquer lugar e com qualquer pessoa... Jovens antenados, agitados e tecnosexuais!



Perfume jovem, não muito doce, levemente cítrico. A embalagem é feita com o mesmo material dos iPods. Vale a pena.